Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.
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10 de maio de 2010

Estamos sempre a tempo - Sérgio Ribeiro no Prós e Contras em Maio de 2008

Gostaria de partilhar com quem por aqui vai passando e também pelos que o fazem pela primeira vez, este escelente artigo de Sergio Ribeiro.
Desculpa pelo gamanso.
Nunca tive qualquer habilidade (ou outra "qualidade" de semelhante jaez...) para ser relações públicas de mim mesmo. Julgo ter, até, uma alergia a essa "qualidade" de que alguns abusam.

No entanto, neste momento da economia portuguesa, ao serem-me lembradas coisas que disse em 26 de Maio de 2008, no programa Prós e Contras, parece-me que elas ganharam maior pertinência e acho que tenho o dever de as relembrar. Talvez por isso, por terem ganho (im)pertinência, não tenho onde as repetir. Tal como acontece ao livrinho que escrevi, com 40 fichas que explicavam porquê o nosso Não à moeda única, de 1997, que é como se não tivesse sido escrito e editado - por edições avante! - quando, hoje, se abunda na referência a "fatalidades" então publicadas como como análises e prevenções, pelo que, hoje, parecem ou descobertas serôdias ou "sopas depois de almoço".

Mas... estamos sempre a tempo, porque o tempo é nosso, é do futuro que, inevitavelmente, virá, embora quanto mais tarde com maiores custos sociais.

O Benfica já não é uma recordação, mas sim uma cruel realidade(!?)

Muitos são os Portugueses sócios e simpatizantes do Benfica. Não deixa de haver um punhado de fanáticos mas a grande maioria ama o futebol. Como acontece noutros clubes.
Verifica-se, especialmente nos grandes clubes, que as receitas de bilheteira e quotas não são suficientes para fazer face às despesas, basta ter uma ideia dos ordenados astronómicos que esta gente absorve. Ficando a duvida de onde virá o resto da narta, como se justificam essas entradas, de onde saiu este hipotético lucro para ser investido no clube(s)?

Várias perguntas que, eu talvez por ignorância, ainda não consegui descobrir, por exemplo: se qualquer um de nós fizer (sorte do caraças nesta altura) um depósito elevado é de imediato chamado a justifica-lo...

Voltando ao Benfica e, aqui reside a minha dupla preocupação, com a coincidência deste voltar às vitórias, com o tempo em que este ganhava tudo: campeonatos, taças e o mais que viesse. Será que o tempo voltou atrás?

Coincidências ou não a verdade é que os ventos correm de feição para o capital instalado no aparelho de Estado.
  • O Benfica foi campeão, euforia geral.
  • Vem aí o Papa, pára o país e ninguém se importa.
  • Depois o mundial de futebol, mais um analgésico para que o Povo esqueça a doença que o afecta.

Mesmo como Benfiquista fico preocupado.

8 de maio de 2010

Hipocrisia

A mim já não me surpreende atitude alguma do “Silva”, no entanto, não gostaria de deixar passar em claro o recente insulto para com classe trabalhadora deste país incluindo os muitos milhares que já perderam o direito a tal designação.
Um dia antes de se manifestar "solidário" para com os pescadores de Peniche e Nazaré, (sobretudo) aquando da visita (...), que eu apelido de campanha eleitoral antecipada, ausente de qualquer dispensa sem vencimento para assim justificar a falta ao trabalho, e que falta, e que trabalho vão dizendo alguns...

Ia eu dizendo que "solidário" com os trabalhadores, poucas horas depois de condecorar Jean-Claude Trichet e Victor Constâncio (...), dois dos maiores defensores só e apenas do bolso deles e do interesse do grande capital.

Senhores estes que não tem qualquer apreço nem por quem trabalha, muito menos por desempregados, reformados e os demais, inclusive os "coitadinhos" dos pescadores segundo o mesmo Cavaco.

Vamos lá agora saber quando Cavaco Silva falou com verdade, se durante a visita a Peniche/Nazaré/... Ou aquando da condecoração.
O Sr. “Silva” acha que o Povo tem memória curta e esqueceu que foi este senhor que, quando primeiro-ministro, acabou com a maior parte da nossa frota pesqueira.

Os pescadores não necessitam de solidariedade em palavras. Necessitam de acções concretas para revitalizar o sector pesqueiro e pela dignidade da sua profissão.

União Europeia é a maior "fábrica" de pobreza!

Camaradas, 

É necessário uma política de ruptura com a política de direita, com o modelo neoliberal e uma política de afirmação nacional nesta União Europeia. Há outras soluções do que a cura pela regressão social e a austeridade! 

A política neoliberal da União Europeia é a maior "fábrica" de pobreza. Com as suas políticas neoliberais lança milhões de trabalhadores no desemprego e na pobreza para depois aparecer também com umas medidazinhas assistencialistas atirando poeira aos olhos da opinião pública, como se dissessem: fazemos milhões de vítimas, mas temos um programa de aquisição de ambulâncias para o 112! 

Não se combate a pobreza e a crise exigindo a aplicação dos critérios de Maastricht e designadamente a redução do défice a "mata cavalos" para satisfazer os interesses da Alemanha e a concepção do que já se designou do "euro marco"! 
respiguei aqui
"título meu"

7 de maio de 2010

Portugal/Grécia - "o dinheiro não desaparece, apenas muda de ladrão..."

Devemos denunciar "Aqueles que nos equiparam à Grécia", são os mesmos que também disseram maravilhas da "Irlanda" como o milagre económico da UE. São os mesmos trapaceiros e analistas económicos do capitalismo sem vergonha, sem pátria e sem moral, que apenas se colocam na pele de cordeiros, mas são verdadeiros lobos, sempre de pansa cheia, mas armados em esfomeados e com sentido altruista. 
Os trabalhadores deverão ser suficientemente audazes e conscientes de que não terão nada a perder com a falência dos bancos, companhias seguradoras ou bolsas onde a batota de títulos é prática corrente. O dinheiro que existia na Grécia, Portugal ou Irlanda ou em outro qualquer país, não desapareceu. Mudou apenas de ladrão. Lembrem-se os trabalhadores, do que se dizia há cerca de 10 anos da emblemática Argentina e da agora famosa "Islândia". Foram dois países emblemas de sucesso (venda emblemática de excelentes exemplos capitalistas), dos mesmos analistas e mentirosos capitalistas de sempre, mas que na verdade foram países/plataforma de lavagem de dinheiro sujo do capitalismo, sempre pronto a matar milhares de trabalhadores à fome e ao desemprego, para salvar meia dúzia de vampiros e pseudo-empresários, sempre com a ajuda, ou a compra sempre à mão, de uns jornalistas sem vergonha, sem ética e sem honra. 

Os trabalhadores gregos, estão a dar um exemplo impar, de como deve ser o caminho da luta, (incluindo a ou as greves gerais que forem necessárias), demonstrando que não se vergam a esta horda de vampiros. Esperemos que em Portugal o exemplo deles seja espelho e tenha pernas rápidas para começar desde já, aquilo que é mais necessário para o momento presente. Combate sem tréguas a esta senha inqualificável de roubo de liberdade, de direito ao trabalho, de dignidade e jústiça social, porque aqueles que neste momento se dizem tão preocupados com o povo, também estiveram e estão no poder e a gente sabe o que fizeram. Apoio sem limites ao capital, retirada de direitos básicos a quem toda a vida trabalha.
A.C.

Grécia, Garra e Guerra ao Governo

Sim a Grécia, até que fique sem teclado... Falar do povo grego é falar de portugal, da UE, de uma Alemanha que domina e quer nos meter  a pata em cima.
Acompanhe este Blog, leia o próximo artigo.

6 de maio de 2010

já está aí o PEC a fazer estragos...

Aí está o PEC. "Novo subsídio de desemprego traz cortes médios de 160euros..."

A direita (PS/PSD/CDS) já está de novo a fazer estragos, os pobres segundo estes, que paguem a crise!
A malta que se ponha a mau, ainda vão fazer pior, divulguem, esta gente na brinca e precisa de uma sapatada da nossa parte!
foto do jornal gamada aqui

5 de maio de 2010

Ganhe muito dinheiro sem sair de casa...

A Banca dá sempre dinheiro, é negócio seguro, quando a coisa corre mal significa não dar o mesmo, não aumentar o lucro em relação a "ontem" e se mesmo assim não resulta à sempre o estado que salva a situação, este tem um bom seguro que tem por nome "o PEC".
Esta estabilidade de lucro dá azo a que outros se lancem no negócio é o exemplo da Eslovénia que vai emprestar 384 milhões de euros à Grécia, ora comprar por 2 vender por 5, dá sempre 2 o restante são despesas entre as quais estão a dos gestores que dão estas ideias, mas implica não tocar nos gestores e a Grécia ter um seguro igual ou mais exigente que o nosso.

Eu consigo pedir emprestado 1000 euros, se houver mais alguém que queira entrar na sociedade a malta avançava?

«Não pagamos, não pagaremos!»

O fundador da Sonae defendeu que «Em qualquer escola os meninos que se portam mal têm que levar um castigo», disse o empresário, acrescentando que «depois pode haver uma intromissão violenta, que é o que está a acontecer na Grécia».

Segundo Belmiro de Azevedo, «absorver o choque grego é difícil», considerando que importa «haver mecanismos para que toda a gente se porte bem»
Aí está o homem que defende que os trabalhadores não paguem mais impostos. Que haja aumentos dos salários, educação e saúde gratuita, resumindo um bom nível de vida.

Belmiro reforça ainda que «a dívida portuguesa dobrou em três anos», considerando que «não há o milagre das rosas» e que, por isso, «a única maneira de diminuir a dívida é não pagar».

Eu até acrescentava que podíamos começar por ir ao Modelo/Continente abastecer o carrinho...

Solidariedade nacional, todos juntos mostraremos que estamos unidos em volta do interesse nacional/europeu, a malta gosta do Euro, só temos ganho com ele, quais quer 50$ é agora 1€, todos unidos para que se mantenha uma moeda pesada (forte).

Capitalismo

A nossa fúria e a nossa revolta

Por Baptista-Bastos
NÃO ME RECORDO de termos sido felizes. O 25 de Abril abriu as parangonas dos nossos testemunhos mútuos, mas a festa durou, apenas, pouco mais de ano e meio. A euforia termina sempre na indolência, outro modo de resignação. Desde que me recordo, vivi cercado pela crise, mas, também, pelos acenos dos "amanhãs que cantam." Com este ou com outro estribilho, os homens admitem o sofrimento e, às vezes, até, a abjecção das épocas, na esperança de que o futuro será melhor. Talvez eu seja um pouco tonto, talvez, ou um teimoso obstinado e caturra; porém, continuo a acreditar no surgimento de outra coisa que substitua esta selvajaria sufocante.

Acordamos e deitamo-nos sob a pressão da catástrofe iminente. A imprensa, as rádios e as televisões encharcam-nos de medo e de desassossego, a moderna aptidão para se abraçar um certo estado de vida. Viver no medo e no desassossego foi a ideologia dominante nos cinquenta anos salazaristas. Um medo e um desassossego larvares, prolongados, depois, pela natureza canibal de uma economia, que assaltara, de mão armada, a política, e ameaça a saúde da democracia. Como, aliás, se vê por aí.

Emmanuel Mounier, o filósofo do personalismo, que li, e releio, com mão diurna e nocturna, escreveu: "O homem renova, perpetuamente, o aspecto das suas indignações" - para nos ensinar do transitório das coisas e da necessidade de não perdermos o fio à meada de uma batalha nunca ganha mas também nunca perdida.

Chegámos a uma situação perigosa. O papel essencial do trabalho, na sociedade, é desprezado por uma laia dirigente, emproada e vil, ignorante da experiência da História, e que não sabe redefinir as bases do contrato social. O caso da Grécia, independentemente dos seus contingentes pecados, é significativo dessa vileza. A senhora Merkel, cuja cabeça não é, propriamente, um bulício de inteligência, desconhece que o projecto europeu (seriamente avariado) constitui a aprendizagem de viver juntos. Ao recusar auxiliar os gregos, nomeava a Alemanha como dona da Europa. Ignora- va que a Europa ajudara a Alemanha a recompor-se das ruínas, pressionando, inclusive, os Estados Unidos a colaborar na empresa.

Ainda há horas vi, na televisão, o rosto desfeito em lágrimas, em dor, em susto, em assombro, de uma desempregada da Allcoop, cadeia de supermercados no Algarve, que formulou esta dramática pergunta: "Quem nos ajuda?" Ninguém. Com esta Europa, com este, e outros ruinosos governos, cheios de piedade sentenciosa e de explicações superficiais, nada há a esperar.

Resta-nos a fúria da nossa repulsa e a força imparável da nossa revolta.
gamado no DN de (hoje) 5 Maio 2010

Os grupos económicos e o PEC

Os milhões pagam tostões
Apresentado como solução para inverter o agravamento do défice, o PEC visa, entre outras medidas, privatizar valiosas empresas públicas e cortar nos salários, pensões e gastos sociais. O agravamento do IRS, através do congelamento das deduções específicas e da redução das deduções à colecta, é outras das propostas.

Mas o PEC não prevê qualquer agravamento do IRC sobre os lucros dos grandes grupos económicos e financeiros e nada diz sobre os milhões de euros dados em benefícios fiscais no off-shore da Madeira ou sobre o escândalo que são as taxas efectivas de IRC na banca inferiores a 15 por cento.

No final de 2009, os resultados dos cinco principais grupos financeiros tiveram um volume acumulado de lucros de 1 725 milhões de euros, apenas menos 0,3 por cento do que no ano anterior – o que para «ano de crise» não está nada mau. Os apoios financeiros permitiram que o sector financeiro privado, beneficiando de todas as medidas que o Governo tomou em seu benefício, tivesse tido uma evolução positiva, em relação a 2008, de mais 13,7 por cento.

4 de maio de 2010

"se formos ao fundo, não morreremos afogados"

Acabei de ouvir (RTPi - Jornal das 13) o Paulo Portas a dizer que o país se encontra com uma divida externa muito elevada e por isso não se pode meter com todos os investimentos, pois estes rondam os 12 mil milhões. 
Este esquece-se que ainda à pouco tempo o negócio dos submarinos bem contribui para a divida apontada por ele. Custo milionário que em nada beneficiou Portugal, os únicos beneficiários das contrapartidas nos negócios do reequipamento militar (que inclui a compra dos submarinos) foram as empresas estrangeiras, a banca e outras entidades que com eles lucraram.

O mesmo acontecerá por exemplo com o empréstimo à Grécia, não será esta a ganhar com o empréstimo. Os beneficiários serão quem mais emprestar, só o FMI cabe-lhe 1/3 dos 110 milhões a alemanha avança com 22 Milhões, ora se inclusive este país tem vindo a ser fiel tal qual como portugal às medidas da U E, logo a queda ou possível queda do euro é culpa das directrizes seguidas cegamente e do grande capital europeu.

Torna-se difícil escrever e justificar o que não tem justificação, a solução é simples, haja consciência que a força logo aparece para derrubar o actual sistema, pois este é canceroso e tem que ser dilacerado de uma vez por todas antes que se alastre, para isso contamos já algum tempo com a luta do Povo Grego e no imediato também têm que contar com a nossa. Só unidos poderemos vencer a besta.

Trabalho vs Riqueza (4) (última desta série)

Reflexões do Macaco - última desta série - este teve e tem óptimas reflexões e sabendo que tem direitos faz questão de os assegurar gozando-os por esse motivo umas merecidas férias.

A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital. 

Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre* de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho - uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.

* uma das fotos - Chicago - já publicada aqui.

2 de maio de 2010

Trabalho vs Riqueza

Reflexões do Macaco
"A grande maioria da população trabalha de forma alienada e recebe um salário que, em geral, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida."

30 de abril de 2010

Crise vs Gripe

«Vacina anti-gripe, "anulada parte da encomenda" pelo governo francês deu 2 milhões a um Laboratório, outros continuam em negociações. In Jornal Oueste-France (hoje)

Esta pequena nota no jornal dá-nos conta, do que já significou noticias sobre o Vírus H1N1 e o que significa hoje para os mesmos orgãos de informação.
Certo é, como todos sabeis, que o pânico criado foi motivo dos laboratórios ganharem muitos milhões de milhões. Significando do outro lado da balança despesas enormes, que agravaram a situação actual.

A fúria (que atribuem aos mercados) é de tal ordem, que não bastou, é preciso ir mais longe dizem ainda alguns (passos & companhia) que se dizem de diferentes.

Fazem recair sobre a Povo tudo quanto diz respeito a sacrifícios, deixando os apoios, as benesses de vária ordem para os homens de confiança, aos disponíveis, do género daqueles que estão sempre à mão.

Os abastados e ao seu regime capitalista, cabe arrecadar a maior fatia e logo, logo aparecerão outras crises, se necessário mais guerra, governos fantoches, repressivos, sempre em nome do interesse nacional; e assim vão alimentando os cofres já abastados; sempre e até quando?

29 de abril de 2010

Portugal Bate no Fundo

«No panorama político e empresarial português trava-se a batalha final pela posse e conservação do poder. É uma luta de vida ou de morte que pode (e vai mesmo) ser fatal para as estruturas sóciopolíticas do grande capital. Esta fase envolve já todas os organismos dirigentes das instituições superiores do regime, desde o Presidente da República e o primeiro-ministro, à Assembleia da República, aos tribunais, às polícias, à advocacia, ao empresariado, à banca e à Igreja. Todos são apanhados em falta e todos se recolhem à sombra da inocência. A existência de uma tal situação não é apenas imoral. ...
***
O País já está nas mãos da banca mundial, das multinacionais, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Se apenas estas entidades exigissem para já o pagamento das dívidas contraídas pelos governos portugueses, Portugal entraria irremissívelmente em falência. Entretanto, os grandes negócios dão crescentes lucros. A «crise económica» passa-lhes ao lado. ...»

Excelente artigo, leia na íntegra aqui

"Se houver essa necessidade, estaremos preparados"

Hoje o Ministro das Finanças mais conhecido entre os amigos pelo Teixeira disse:

"Na orquestra o maestro conduz a orquestra mas não é ele que toca piano"

O Teixeira Santos lembrou ainda que a Comissão Europeia disse esta quarta-feira que não são necessárias mais medidas no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento: "Se houver essa necessidade, estaremos preparados", concluiu. (...)
«A União Europeia, é proprietária desta grande orquestra musical conhecida pelas iniciais UE. A ela foi chamado "o português, Maestro José Manuel", ao "Piano", que de forma configurativa representa todos os "instrumentos entregues aos três maiores partidos com acento parlamentar". Há ainda "o grupo coral" que afinadinho canta umas coisitas, mas depende sempre de "terceiros" para cantar... é um "grupo" que teve origem em "vários grupinhos" e mais tarde "formaram um Bloco; o possível..."

Quem não canta nem toca este tipo de musica não tem entrada nesta orquestra. É o caso de "um grupo" que se recusou sempre aos ditames dos donos da orquestra e de seus associados. Cada vez com um maior numero de elementos, canta e toca musica popular em conjunto e sempre com o povo e para a população.

Lutam todos os dias, já lá vão mais de 80 anos, mas continuam sempre (paço atrás dois à frente), pra que sejam ouvidos e ao mesmo tempo mostrar que é possível dar uma guinada à esquerda a esta politica musical.

Estamos fartos de ouvir sempre a musica dos donos, queremos editar a nossa própria musica. Para isso e até por algumas sugestões que vão chegando dos nossos leitores, teremos que se necessário tomar medidas mais duras, ou seja adaptadas sempre às circunstâncias para que o Povo tenha a musica que quer.

termino dizendo:
Dêem os instrumentos a quem os sabe tocar!»

27 de abril de 2010

A Alemanha ajuda a Grécia - a seguir quem será? E depois? Por fim sempre os mesmos, o Povo.

Hoje no Jornal da noite da RTPi ouvi e vi-a, ela, a Angel Merkel.

Dizia: "A Alemanha ajuda a Grécia desde que estejam reunidas todas as condições"

Digo eu:
Para que o Povo pague a crise, a que o zé povinho passa, criada por vós e já a ser paga por nós, nós os gregos, os portugas e tantos outros.

A crise, aquela crise que vós crias-te, vós burgueses ao serviço do Neocapitalismo que definem as leis com que somos governados a mando deles; eles os senhores do dinheiro.

Estamos na calha, é certo e sabido, apesar de apontarem algures no gráfico que estamos longe mas afinal o  imediatamente mais próximo a levar com a ripa. Não oferecemos qualquer perigo, mas basicamente a percentagem que nos separa à média europeia diz-nos que estamos F, (dizer) que, queeeeeeeee somos a seguir.

Têm-nos na mão, refere o próprio Teixeira dos Santos por outras palavras - "a seguir à Espanha, a Alemanha e França são os nossos maiores importadores" no fundo, o pouco que ainda mexe está nas mãos deles.
Tudo se devendo ao abandono a que portugal foi sujeito. Anos e anos de politica desastrosa praticada em alternância com o PSD / CDS. Resumindo a politica de direita não serve o Povo.

Logo ouviremos nas TVs, rádios e jornais (deles), o mesmo insulto que os gregos já ouviram: Há uma solução, vendam umas ilhotas, e nós? "privatizem a ilha dos Açores (ex.) e entreguem-na definitivamente aos EUA."

19 de abril de 2010

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Strawberry fields forever

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-seno local da selecção.

Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, 

dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque

são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.

A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se

e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.

São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são

demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e

descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas

horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.

É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em 

Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com

filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de 

morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família 

que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz 

lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da 

escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e 

chamam-lhe programa de "emigração ética".

Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. 

Emigração ética, dizem eles. Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para 

este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa 

que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 

anos e filhos pequenos. As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam 

por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias 

alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação 

constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de ganhar a 

vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma 

humilhação e uma privação. 

Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em

silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas 

mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido. Que esta história se passe no século XXI e 

que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus 

que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus 

motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os 

banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, 

perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.

Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de 

ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração

ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?

Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus 

mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses 

apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e 

institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados 

levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá.

O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as 

democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o 

modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.

Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras

válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?

Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.

Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.

Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.

Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa.

Dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando.