Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

16 de janeiro de 2010

Administração Pública tem qualidade!

 Administração Pública tem qualidade!

MÁ GESTÃO É DO GOVERNO!


Milhares de trabalhadores foram e continuam a ser os principais obreiros no crescimento do nosso país e na melhoria das condições de vida população.

A Administração Pública é essencial ao bem-estar dos cidadãos, ao progresso do país e à consolidação da democracia.

Os trabalhadores da administração pública lutam pela dignidade profissional e pessoal, porque não aceitam que os Governos de direita insistam numa política de redução de salários e do poder de compra, de retirada de direitos e destruição dos serviços públicos.

Lutam pelos salários, pela dignidade e pelos direitos!

Mas lutam também pelos serviços públicos, porque consideram que é possível gerir melhor e a privatização ou o desmantelamento da administração pública não serve o País, antes penaliza fortemente os trabalhadores e toda a população.

A má gestão dos serviços é responsabilidade dos seus dirigentes e dos Governos que os nomeiam!

Enquanto a maioria dos trabalhadores da administração pública tem salários pouco acima do Salário Mínimo Nacional os gestores públicos são dos mais bem pagos da Europa.

- As remunerações dos dirigentes da Caixa Geral de Depósitos ultrapassam os limites permitidos pela lei em 380% e na Empresa Pública Águas de Portugal em 150%.

- Os novos gestores hospitalares recebem 50% acima da tabela.

- O Governador do Banco de Portugal, Victor Constâncio, continua com um salário mensal de cerca de 20.000 euros, a que acrescem outras mordomias como viatura e um complemento de reforma de milhares de euros.
Este que aconselha,  que os salários dos trabalhadores não deve ser aumentado em mais de 1%.

15 de janeiro de 2010

Professores derrotam Governo



Vitória dá mais alento


O acordo obtido, dia 7, no Ministério da Educação confirmou a razão das justas reivindicações dos professores e deu ânimo para que prossigam a luta, em unidade, pelos seus legítimos direitos e reivindicações.

«O acordo sobre o Estatuto da Carreira Docente não foi nenhum acto de boa vontade do Ministério da Educação, mas a consequência de um processo de luta prolongado, de pressão e de manifestações de indignação que resultaram na perda da maioria absoluta do PS», afirmou o secretário-geral da Fenprof,Mário Nogueira, dia 8, em declarações ao Avante!.
Sublinhando haver melhores condições para dar sequência às suas propostas, com o novo quadro na Assembleia da República, o dirigente sindical comunista considerou que «os resultados estão à vista».
Os impedimentos impostos a dois terços dos docentes, cerca de cem mil, relativos às progressões nas carreiras, foram eliminados. «Todos poderão chegar ao topo da carreira, desde que tenham uma classificação de “bom”».«O “muito bom” e o “excelente” continuarão com quotas, mas os seus efeitos foram diluídos, pois deixa de haver cortes nas progressões dos avaliados com “bom”».
Os jovens professores «ficam dispensados de uma prova de ingresso, criada especificamente para afastar da profissão milhares de docentes desempregados e profissionalmente habilitados.
Quanto ao acesso a um novo índice de topo, nas carreiras técnicas superiores, por parte dos que atingem o topo da carreira, os que se aposentem e não estavam nesse índice serão reposicionados, desde que reúnam os requisitos para a aposentação, com ganhos no cálculo das pensões.
Será também aberto um concurso, quer para o ingresso nos quadros, quer para a mobilidade, 
já no próximo ano, quando estava previsto para 2013, desbloqueando-se a situação dos 30 mil professores que estavam impedidos de concorrer, e dos contratados, que poderão ingressar no quadro com direito a uma carreira, ganhando mais estabilidade. Por negociar, em 2011, ficaram as regras desse novo concurso e matérias respeitantes à mobilidade e aos apoios em situação de doença, de aproximação à residência e de alteração da componente lectiva.
«Ainda que sejam mais os aspectos positivos alcançados, os negativos continuam a ser por nós rejeitados», ressalvou Mário Nogueira.

A luta continuará

Recordar porquê? porque o passado ainda é presente!



«A retoma já chegou»!

«A retoma já chegou»!
Quem o diz é o Dr. Constâncio que, lá do alto do seuBanco, garante que «Portugal vai voltar a crescer este ano e crescerá ainda mais em 2011».

Quer isto dizer, então, que em 2010 a maioria dos portugueses vai viver melhor do que viveu em 2009?
Alto aí, nada de tirar conclusões precipitadas: quem vai viver viver melhor este ano do que viveu no ano passado é a minoria dos portugueses - porque como facilmente se compreende o «crescimento» não chega para todos...

BOM DIA A TODOS! enjoy the silence


Vejam o link aqui referente a primeira atuação deste talento, a prova que gente simples e humilde pode ir longe...

14 de janeiro de 2010

O ENGRAXADOR DE SAPATOS

É um cigarro que se acende
É um café e um copo de aguardente ...
Com os dedos se dá um estalinho...
E vem logo o rapazinho a correr,
Com a caixa debaixo do braço...
Todo atarefado,
Com os olhos espertos
Quase tapados pelos cabelos negros,
Engraxa os sapatos...!
O pano dá estalos,
As escovas dançam no ar...
As suas mãos parecem aranhas que tudo querem apanhar...
Quando a sua cara, nos sapatos se reflecte, está pronta a obra.
Que é uma obra de arte...
Um pouco a medo, ele toca com o dedo e diz:
- Senhor...!
Estica a mãozita, toda suja de graxa...
O homem paga sem sorrir,
E ele mete a ingratidão na caixa...



Da Poeta: CARINA PORTUGAL ESTRELA

"Crédito mal parado..."

Ao ouvir ontem as noticias, confesso que fiquei emocionado e até pensei em dar algum do meu pobre salário para ajudar os banqueiros e seus lacaios.
“O crédito mal parado das empresas e particulares sobe, diariamente, aos milhões de euros” – mencionava a referida notícia numa dessas televisões sempre aplicadas a “informar-nos convenientemente”.
No entanto não informam sobre os milhões de euros ganhos, diariamente, pela banca e dos chorudos ordenados auferidos pelos respectivos administradores.
Como é possível que em tempo de crise os bancos e as grandes empresas, privadas, continuem a arrecadar milhões de lucros quando a maioria das pequenas e médias empresas estão a falir e os trabalhadores passam fome?
É fácil perceber, nos bancos tudo se paga, os cheques são caríssimos, os extractos pagam-se, as fotocópias pagam-se, as anuidades dos cartões e juros elevadíssimos pela sua utilização, reduzem o número de trabalhadores e os que ficam são obrigados a trabalhar mais horas.
Recebem milhões do estado, dos nossos impostos, tudo fruto do nosso trabalho, para manterem os níveis de lucro o mais alto possível.
Pagam menos imposto ao fisco que um trabalhador que vive apenas do salário.
Para que serva esta campanha? – Argumentos para pagarem menos impostos e exigirem mais ajudas do Estado e como já estão a fazer, apelar para uma grande contenção salarial?
Sim, é isso e muito mais. Querem a privatização do que ainda continua estatal: caixa Geral de Depósitos, TAP, ANA, REN, Segurança Social, Sistema de Saúde e tudo o que lhes possa continuar a encher os bolsos.

NÃO ESQUECER! se não fosse algum apoio a pobresa era de +40% em 2005

É preciso não esquecer de quem são as responsabilidades pela situação a que chegámos no nosso país. São de sucessivos Governos e da sua política de direita.



A política de direita é responsável pelo aumento das desigualdades, pela dimensão da pobreza, em consequência dos baixos salários e pensões e prestações sociais degradadas. o video abaixo é de 2005 = 2milhões Pobres

13 de janeiro de 2010

A ofensiva contra a Função Pública e o serviço público

Pedro Carvalho
Neste texto de enorme interesse para todos os trabalhadores e não apenas os da função pública, o autor, Pedro Carvalho desmonta a falácia neoliberal que o governo PS de José Sócrates levou a um extremo onde a direita tradicional não conseguiu chegar.
A desqualificação dos serviços, através da diminuição de recursos, meios e funcionários, é sempre o primeiro passo para justificar para a privatização ou mesmo encerramento do serviço.
E o encerramento de serviços implica na grande maioria dos casos um contributo para acelerar a desertificação de uma determinada localidade ou região. Por outro lado, questões de eficiência e qualidade muitas vezes foram levantadas para justificar o encerramento de centros de saúde, maternidades ou urgências, ou noutros casos, a relação custo/benefício na manutenção de um determinado serviço, quando logo após o encerramento o serviço passa a ser garantido por privados. -           Pedro Carvalho* 08.01.10 

O socialismo é outra coisa! Não pode ser visto com óculos de negócio.




O que surge primordial na notícia é o facto do Ministério da Saúde pagar 2.500 euros por mês cada médico e estes só receberem 500 euros. E começa desta forma capciosa «Cada médico cubano contratado pelo Estado português recebe apenas 500 euros de salário pago pelo Ministério da Saúde através do governo de Cuba», assim lançando a... polémica, em que não faltam achas (para a fogueira...) de um dirigente de um sindicato (independente) de médicos, de um secretário de Estado (que não se cansa de dizer que «este foi um bom negócio (!) para Portugal e que está a dar bons resultados»)
E também há depoimento de médicos cubanos, apesar do "veneno" de um parágrafo que diz que «A maioria destes médicos não quer falar à imprensa por "não estar autorizado", segundo confessou (!) ao CM um dos clínicos».
Fica também a saber-se que os médicos cubanos têm habitação (incluindo água, electricidade, gás, televisão e internet) e transporte garantidos pelos municípios da região onde estejam colocados. E o casal colocado em Alpiarça falou (!) ... e disseram-se "muito satisfeitos" e "adaptados". E mais coisas sobre o exercício da sua profissão. Aqui e em Cuba.
Não faltarão, evidentemente, aliciamentos para que os médicos cubanos se "privatizem", e passem a receber individualmente o que governo português paga ao Estado cubano, embora, no entanto, esse facto (político) pudesse não convir ao "bom negócio" do governo português - que é com o governo de Cuba - e assim seria prejudicado.


Mas vejamos a polémica, para que polémica seja, de outra perspectiva, não de negócio:


Os médicos cubanos são médicos porque o Estado cubano, a sociedade cubana, criou condições para que a sua formatura não fosse um "investimento pessoal" mas a preparação para o exercício de uma profissão útil aos outros, em que possam, como escrevia Marx aos 17 anos, "acima de tudo, trabalhar para a humanidade". E, por isso, o nível da saúde pública em Cuba não pode ser ignorado e permite estes "negócios", a que chamaria, do outro lado da polémica, solidariedade, por mais que se queira vilipendiar o Estado cubano tal como é, e por mais que o ataquem e dificultem o seu desenvolvimento.
Polémico será também corrigir começo da mesma notícia. Escreveria assim: «O Estado cubano paga 500 euros a cada médico cubano e, segundo o contrato feito com o governo português, esses médicos terão direito a habitação e transporte gratuitos. Dado esse acordo entre os Estados, esses médicos cubanos vêm, solidariamente, contribuir para atenuar o problema da falta de médicos em Portugal, e o Estado cubano receberá uma compensação de 2.500 euros por cada médico cubano que se disponibilize para essa tarefa, verba que utilizará como entender, por exemplo, na criação de condições para que ainda mas melhor a saúde pública, e mais médicos se formem em Cuba, para ser possível reforçar essa solidariedade.»


O socialismo é outra coisa! Não pode ser visto com óculos de negócio.


Veja o original neste Blog:  anónimo séc.xxi / Sérgio Ribeiro em 12-01-2010

Histórias pouco transparentes

Que dizer dos 30 milhões de «euros» que o Patriarcado salvou a tempo da derrocada do BPP para depois os colocar nos off-shores das ilhas Caimão, lucrando 7 a 8 milhões com a operação para em seguida, investir o dinheiro na construção da Nova Basílica do Santuário de Fátima? A notícia deste caso veio em poucas linhas em alguns jornais e logo foi «abafada». Também nunca foram objecto de investigação os fluxos milionários que alimentam os jogos da «Santa Casa», os caudais monetários que escorrem para os Bancos Alimentares, os dinheiros das redes católicas de apoios sociais, os constantes subsídios que a Segurança Social transfere para as IPSS e... um mar de outras histórias pouco transparentes.

12 de janeiro de 2010

O fosso cada vez maior entre ricos e pobres

Num país como Portugal, que ocupa um lugar cimeiro entre as nações com desequilíbrios de rendimentos mais chocantes, os grandes especuladores da bolsa ganharam, num só ano, mais de 5 mil milhões de euros de lucros líquidos!... Sem nada de útil produzirem; só com a compra e venda de interesses financeiros, com as privatizações e com os subsídios milionários que Sócrates oferece generosamente aos especuladores. Entretanto, a nível da acção governamental os ministros discutem até ao centavo os aumentos do salário mínimo, os subsídios de desemprego e os montantes das verbas orçamentais a investir no desenvolvimento real da economia. Reservam para a banca e para a Igreja os fundos europeus previstos para a modernização do aparelho económico. Para sobreviverem à crise, os bancos absorvem biliões. Quanto à Igreja, rezam as contas públicas, apenas no exercício de 2008, em nome do combate à pobreza, o Estado pagou às instituições católicas 90 milhões de euros... Essas mesmas instituições já recebiam dotações anuais, através do Orçamento do Estado, de mais de 1000 milhões de euros!

"Os Escravos também se Libertaram"

Há conversa com uns amigos esta manhã bem cedinho, onde as ideias saem fresquinhas, embora algumas já com teias de aranha, mas por enquanto ainda na cabecinha de muita gente.
Dizia um; - Há gente que não quer trabalhar, passam o dia sem fazer nenhum e um gajo a trabalhar a vida inteira e quando precisa de algo a primeira coisa que dizem “há pois sabe mas você não tem direito a isso”.
O outro abanava a cabeça em sinal de concordância.
Sorte a minha que sendo o único a contrariar estas posições, não me encontrava sozinho naquela roda…este tipo de paleio já tem pouca audiência…
Então argumentei:
Porque temos nós raia miúda de nos criticar uns aos outros todo o tempo e com isto deixamos os culpados isentos de critica? - “São estes que comem tudo e não deixam nada”, ou apenas os restos para que nos mantenhamos a mexer o necessário para trabalhar.
Já é sabido há muitos anos que a tecnologia apenas está ao serviço de alguns, esta substitui-nos no trabalho e ainda bem, mas não nos substitui nas contribuições: impostos, compra de bens essênciais. Que se registe que sou a favor da tecnologia e que esta nos substitua cada vez mais nos trabalhos pesados, mas a mais valia deve ser para nós todos. Para que venha a tornar-se realidade temos que intervir, lutar e sensibilizar e não nos deixarmos levar pela cantilena do costume.
 Haverá quem perca alguma coisa outros há que perdem tudo mas o objectivo é que a maioria se liberte para poder construir uma sociedade sem exploração do homem pelo homem.
A crise somos nós que a pagamos mas são os causadores desta que saem beneficiados.
Bancos, seguradoras, laboratórios e farmacêuticas, os grandes grupos privados, os nossos governantes (quer dizer, os governantes deles) à 35 anos a esta parte que sem pestanejar adiantam milhões aos que roubam e cometem fraudes atrás umas das outras.
E, como se não bastasse, de forma descarada, gozam connosco, os lucros apresentados em tempo de crise são astronómicos, com investimentos no estrangeiro à nossa custa e em prejuízo do país, ganham-no aqui mas vão investir e criar postos de trabalho onde lhes é mais rentável, e explorar a mão-de-obra barata e infantil. Lá se vai a bandeira...
Sinceramente, está na altura de aumentar o tom da voz, de nos juntarmos e mandar o sistema prás urtigas.
 
 Não desistas de acreditar, os escravos também se libertaram, muitas revoluções já se fizeram e muitas mais se irão fazer, participa na luta porque a vitória será nossa.
Quem luta nem sempre ganha mas quem não luta perde sempre!
11 de Janeiro de 2010

No limiar de uma nova década

Estamos no limiar de uma nova década. Entramos nela com renovados motivos de confiança no projecto revolucionário do Partido e no papel insubstituível do PCP ao serviço dos trabalhadores e do povo. Mas também de sérios motivos de preocupação com o rufar cada vez mais alto dos tambores de guerra imperialista que os EUA, agora com o Iémen, estão a espalhar pelo mundo.

Uma nova década... Os especialistas em cenários especulativos sobre a situação internacional que tanto gostam de datas simbólicas, aí estão uma vez mais com os seus iluminados vaticínios sobre a década que agora começa. Mas vê-se que estão inseguros e inquietos, que os abandonaram as «certezas» dos anos de ouro do capitalismo que se sucederam às trágicas derrotas do socialismo, vêem-se forçados a reconhecer que a evolução mundial não foi a que desejavam e anunciaram. Depois de uma «década perfeita», ou seja, de vertiginoso e violento avanço do imperialismo, a década passada foi, no dizer de dois conhecidos analistas do Público de 30 de Dezembro, uma «década imperfeita» ou mesmo uma «década perdida».
Mas se na marcha triunfante do capital surgiram dificuldades que não previram, o «fim da História» (
vide triunfo incontestado do capitalismo), em lugar de desmentido e ridicularizado, ficou, a seu ver, apenas «adiado». Há por isso que manter firmemente o rumo. Mesmo se os EUA estão em declínio é em torno desta super-potência e sob a sua liderança que o imperialismo deve unir-se prosseguindo o reforço da NATO, o fortalecimento da União Europeia como bloco imperialista, a corrida armamentista, a intensificação do anticomunismo e dos ataques a liberdades e direitos fundamentais e as agressões a países soberanos. A insólita campanha desencadeada por Obama a pretexto do «atentado falhado» do dia de Natal vem certamente confortar o seu desprezo pelos valores da paz e da amizade entre os povos. É porém mais que provável que a vida lhes reserva novas decepções.

11 de janeiro de 2010

Só o controlo público da EDP defende os interesses nacionais!


Segunda, 11 Janeiro 2010
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA COM VASCO CARDOSO, DA COMISSÃO POLÍTICA DO PCP
20100111_ci_vasco_cardoso.jpgO PCP considera que os recentes factos ocorridos na região do Oeste evidenciam as consequências inevitáveis do processo de privatização da EDP enquanto empresa responsável pela produção e distribuição de energia eléctrica. Vasco Cardoso, em conferência de imprensa, reclamou do Governo a tomada de medidas para a recuperação do controlo público da EDP e anunciou duas iniciativas na AR,visando limitar o aumento das tarifas e dos preços de venda de electricidade a clientes finais.


Os recentes factos ocorridos na região do Oeste no final do ano de 2009, onde o agravamento das condições meteorológicas com fortes ventos provocou danos consideráveis na Rede Eléctrica de Distribuição, bem como a debilidade de resposta por parte da EDP - seja na rápida reparação dos danos sofridos, seja na desresponsabilização pelos prejuízos causados às populações que se viram privadas de energia eléctrica durante seis dias - vieram evidenciar, se outras razões não existissem, as consequências inevitáveis do processo de privatização da EDP enquanto empresa responsável pela produção e distribuição de energia eléctrica no país.

Investimento da EDP na conservação da rede eléctrica diminuiu desde 2005




Estava na cara, não era ?


Talvez este título a seis colunas na primeira página doPúblico de hoje permita recordar que, entre outras, uma das principais objecções à privatização da EDP formulada na altura própria pelo PCP foi a de que a lógica da maximação de lucros inerente a esta privatização de uma empresa que presta um serviço de interesse público poderia facilmente conduzir a resultados como este que hoje sobe à cara doPúblico. Quem quiser que se dê ao trabalho de fazer a respectiva pesquisa, mas eu por mim quase que juro que essas atempadas denúncias e prevenções não tiveram, à época, um décimo do destaque que têm hoje esta óbvia consequência da privatização da EDP.



Posted by VÍTOR DIAS aqui
Veja aqui artigo relacionado

10 de janeiro de 2010

Localização do novo Hospital oeste-norte questionada pela CDU


O processo do Hospital Oeste Norte voltou a ser motivo para novo pedido de esclarecimentos do vereador da CDU à Câmara. O vereador Rogério Raimundo quis saber qual o ponto de situação do processo para a criação do Hospital Oeste Norte junto da actual liderança da Câmara Municipal de Alcobaça. O vereador lembrou a posição defendida, desde o inicio, pela CDU, que apela à «criação de um consenso entre as forças partidárias de Alcobaça e o Ministério da Saúde, no sentido de manter em funcionamento o Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça, mesmo depois da abertura do Hospital Oeste Norte, que é disputado por Caldas da Rainha e Alcobaça». Depois da polémica à volta da escolha do concelho de Alcobaça (Alfeizerão) como a melhor localização para o Hospital e da criação de um novo grupo de trabalho do Ministério da Saúde para voltar a estudar o melhor espaço de localização, deixou de se falar na problemática.


Original retirado aqui

ESTATISTICAS...

Na segunda-feira após o natal um amigo convidou-me para almoçar. Pedimos um frango para os dois mas como não me apetecia comer fiquei-me pela salada e pelas batatas fritas, fomos conversando e no final ele tinha comido o frango sozinho. Estatisticamente comemos ½ frango cada um.
Por acaso, nessa altura, a televisão anunciava, com grande destaque, que as viagens de fim de ano para as Caraíbas tinha esgotado e mais portugueses iam aproveitar as mini-férias em lugares mais quentes.
O meu amigo voltou-se para mim e comentou; dizem que há crise mas cada vez mais gente vai para o estrangeiro passar férias nesta altura, já não percebo nada disto.
É fácil de perceber, só não percebe quem não souber fazer contas, são 15 ou 20 mil pessoas que têm possibilidades de fazer férias quando querem e onde lhes apetecer, os 650 mil desempregados e os cerca de 3 milhões de pobres não têm possibilidades de o fazer, possivelmente nem dinheiro têm para comer. A comunicação social, da forma como transmite estas notícias faz-nos acreditar que vai tudo bem e até parece que anda o povo todo a viajar.
Então vamos supor que os que vão de férias agora passaram cá o natal e só partiram no domingo dia 27 de Dezembro, até quinta, véspera de ano novo são 5 dias.
Se deslocarem 20 aviões por dia com 250 pessoas cada para esses destinos, no fim dos 5 dias foram de férias 25 mil pessoas; encheram os aviões, esgotaram os “pacotes turísticos” e deram azo a notícias “bombásticas” por parte de jornais, rádios e televisões. 

"Eu era feliz, e não quero esquecer"




Acreditem, disse-a Angela Merkel



Raramente tão poucas palavras disseram tanto ou, pelo menos, propiciam tantas reflexões sobre quem diz e porque o diz e que, sendo quem é e vindo de onde veio, é capaz afrontar neste termos um dominante mundo de clichés, caricaturas e simplificações. Essas palavras estão hoje no final de uma peça na página 6 do Público e foram ditas pela actual Chanceler da República da Alemanha, Angela Merkel, cuja família - segundo biografia no mesmo jornal se mudou em 1954 da República Federal Alemã para a República Democrática Alemã.
«No entanto, se era uma ditadura do proletariado,
"não era tudo preto ou branco", concluiu Merkel.
"
Eu era feliz, e não quero esquecer
esses 35 anos da minha vida
"

original: o tempo das cerejas* em 09-11-2009

FACE OCULTA - Corria o ano de 1993


Caminhos de ferro, sucata e Cª.

por VÍTOR DIAS* em 18-12-2009
No quadro de uma referência à interpelação ao Governo ontem realizada na AR pelo PCP sobre transparência das políticas públicas, o jornal i traz a seguinte notícia:« Face Oculta - PCP : Manuel Godinho fazia negócios estranhos desde 1993 /Os comunistas confrontaram o governo com uma queixa dos trabalhadores da CP sobre um negócio de 50 toneladas de ferro.
O negócio das sucatas subiu ontem ao plenário do Parlamento . O PCP denunciou ontem no Parlamento um negócio entre a empresa de caminhos de ferro (CP) e o sucateiro Manuel Godinho, detido preventivamente no âmbito do processo Face Oculta, que levanta suspeitas sobre a data em que o empresário terá começado a beneficiar das empresas do sector do Estado. O negócio data de 1993, ano em que os trabalhadores da CP questionaram por que razão a empresa vendeu toneladas de ferro ao sucateiro por preços muito inferiores aos da compra.

saudades da democracia, quando voltas tu?

Auto-Estradas do Atlântico
Censura e perseguição

O deputado comunista Bruno Dias exigiu do Governo uma resposta «firme e exemplar» à atitude da Auto-Estradas de proibir contactos e distribuição de informação das estruturas sindicais aos trabalhadores da empresa. Em causa está uma «informação» interna assinada pelo supervisor de portagens dirigida aos trabalhadores onde expressamente se afirma que «não é permitido a qualquer entidade (sindical ou de outra natureza) realizar contactos, distribuir ou afixar informação dentro das instalações da empresa».
Uma medida que o parlamentar comunista classifica de «escandalosa», fazendo lembrar os anos de ditadura fascista onde as «perseguições, a repressão e a censura eram uma prática quotidiana».



9 de janeiro de 2010

Desemprego em Portugal chegou aos 10,3



Dados Eurostat por RTP
actualizado às 11:41 - 08 Janeiro '10
Desemprego em Portugal atinge os 10,3 por cento em Novembro
publicado 11:04 08 Janeiro
Desemprego em Portugal chegou aos 10,3 por cento em Novembro

(RTP)



Em Portugal a taxa de desemprego em Novembro chegou aos 10,3 por cento. Já na Zona Euro o desemprego atingiu os 10 por cento em 16 países, o que acontece pela primeira vez desde que a moeda única foi introduzida em Janeiro de 1999. Os números são avançados hoje pelo Eurostat, a organização de estatísticas europeia, que anuncia ainda o crescimento da economia.» 

" A OMS sai muito chamuscada desta situação"

O director do Centro de estudos de Medicina Baseada na Evidência acredita que o investimento na vacinação em grande escala não se justifica.

Não concorda com a vacinação em massa contra a gripe A e acredita que as decisões de comprar milhões de doses foram meramente "políticas"(...)

(...) «acho que esta doença não tem gravidade suficiente que justifique a vacina a vacinação maciça. Entendo que, como neste momento o impacto global da doença na população portuguesa, comparando com outras, não é tão importante como isso, então a despesa envolvida não se justifica. É só nesta altura que uso o argumento do dinheiro. Há quem calcule que o gasto [todos os custos com a doença] já ascende a 67 milhões de euros. Não é razoável.


Então os portugueses continuam a morrer tranquilamente de doenças cardiovasculares e estamos todos preocupados com a gripe?»

GRIPE A é menos perigosa que a sazonal

O Jornal Nacional da TVI de 7 de Setembro transmitiu um conjunto de reportagens (que podem ser vistas no vídeo abaixo) sobre o alarmismo artificial que se tem construído em torno da pandemia de Gripe A – alarmismo esse para o qual, curiosamente, a TVI continua a contribuir. A estação de televisão entrevistou o Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral e o Director Geral de Saúde espanhol, especialistas para os quais a Gripe A é mais inofensiva que a gripe sazonal; refere os gigantescos lucros que as farmacêuticas estão a obter com esta gripe; e mostra uma jovem portuguesa de 26 anos que se curou com um vulgar medicamento antipirético (anti-febril).

8 de janeiro de 2010

O trabalho de Sísifo

Por desprezar os deuses gregos, Sísifo foi por estes condenado, após a sua morte, a um trabalho eterno que consistia em rolar um enorme penedo até ao cimo da montanha, despenhando-o novamente para a base e recomeçando o ciclo, permanentemente.
Lembrei-me desta história a propósito do "sacríficio" que o PSD está a fazer para acordar com o governo/PS a aprovação do Orçamento/2010 e encontrar a solução para a redução do "déficit".
Sabendo que têem sido estes mesmos PS/PSD a "governar/se" o país há 35 anos, com todas as consequências que estão há vista, o que tal acordo promete é um agravamento da situação social e laboral da população em geral e dos trabalhadores em particular, um aumento ainda maior dos custos de produção das micro, pequenas e médias empresas e obrigá-los, a todos, a contribuir para mais um ciclo de acumulação capitalista, até à próxima crise, onde tudo será desbaratado.
Depois, recomeça tudo de novo, tal como na história de Sísifo.
Com um senão: Sísifo faz parte da mitologia grega, não incomoda ninguém.
Os trabalhadores, esses estão aí, com as suas organizações de classe, aprendendo com o passado, melhorando o presente e construindo o Futuro, que será quando os de cima não puderem e os de baixo não quiserem.

GRIPE A - Entrevista Teresa Forcades*


CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.

*Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Mosteiro de San Benedito em Montserrat, Barcelona, é doutorada em Saúde Pública, especialista em Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, autora entre outros livros de «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas».

7 de janeiro de 2010

SUCRE – Outra estocada no dólar

Grão a grão, multiplicam-se os sinais da irreversível decadência do centro do império.
Hedelberto López BlanchHedelberto López, num curto texto, fala-nos de como o início do percurso de uma nova moeda a criar pelos países da ALBA se soma às decisões que constroem a derrocada do dólar como moeda-padrão internacional
Hedelberto López Blanch* 04.01.10 
Os Chefes de Estado e de Governo participantes na VII Cimeira da Aliança Bolivariana para os povos da Nossa América (ALBA) tomaram a decisão de implementar o Sistema Único de Compensação Regional (SUCRE) para o intercâmbio comercial entre os seus países, que entrará em vigor no princípio de 2010.

A vida é sonho… e os sonhos, sonhos são

Rodrigo levantou-se por volta das 11 e telefonou à Tânia para a convidar a almoçar. Tânia aceitou, satisfeita. «Vou buscá-la à uma». Meteu-se no jacuzzi até sentir que o corpo começava a reagir. Saiu e espalhou pela cara uma espuma que lhe traziam da Suíça e barbeou-se com a nova Gillete Fusion de cinco lâminas. Rapidamente a cara se fez deserto, sem um único pelo. Fez uma massagem com um pouco de aloé e ervas tropicais que misturava conforme se sentia em cada manhã.
Para Calderon de la Barca, dramaturgo espanhol (1600-1681), autor da obra de onde roubei o título desta história. Não tinha televisão

Olhou-se ao espelho e viu um tronco bem desenhado e uns abdominais esculpidos por duas...

Hipocrisias...

...do sr. Van Zeller:

"-não me vejo a viver com €475.
Mas com €500 também não.
Dizer que 25€ fazem diferença, é uma hipocrisia."


6 de janeiro de 2010

Parece que o comunismo está a voltar a incomodar muita gente

Almoçava hoje num desses sítios habituais quando se abeiraram de mim dois homens de pele tisnada e mãos grossas e calejadas de tanto trabalho pedindo permissão para se sentarem.
 
Metemos conversa que começou pelo facto do restaurante antes incluir a salada no prato e agora ter de pagar-se à parte – é tudo a roubar, disse um deles – daí passamos para a política geral do país. Desemprego, derrapagens nas obras públicas, escândalos financeiros, falências, ordenados de miséria, etc. etc.
 
Então o outro, até aí muito calado, deu a sua opinião – sabe, temos o que escolhemos, votámos neles e agora vamos ter de os gramar, o Povo fica contente desde que não venha o comunismo -
 
Nenhum deles revelou...

Sobre Contentores

Inerte, acolheste
O silêncio da tormenta.
Dentro de ti,
Revoltos os medos
E alimentados a custo
As verdades de fome e sede
Não ousaste o gemido,
Porque a cura do teu frio
Era o calor bruto do € (dinheiro)
Onde tu não contas,
Senão na conta do caixão,
Na imagem feita miséria
Que não grita de dor
Mas de silêncio.

Os Abomináveis Feriados

Há momentos assim. Aqui «moídos» sobre que teor dar à crónica nestes períodos em que nada parece acontecer e, zás!, eis que o presidente da Associação Empresarial decide abrir a boca. Ficamos assim poupados a ter de comentar a fantasiosa realidade pintada pelo primeiro-ministro na sua mensagem de Natal, lamentar o rasto de prejuízos deixados pelo mau tempo ou ver regressar o síndroma terrorista a bordo de um qualquer avião norte-americano. Inspirado pela quadra, o responsável pela AEP decidiu verberar aquilo que designa por excesso de feriados. Segundo a personagem o país tem feriados a mais: a mais para o que a «crise» recomendaria, a mais que a vizinha Espanha, a mais quando comparado com a média europeia. Em matéria de estatísticas o homem é vesgo: onde vê feriados acima da média, não enxerga salário a menos. Historicamente falando, também não enxerga a razão para tanta desigualdade. Compare-se com o nosso vizinho mais próximo: o cinco de Outubro dispensado pela óbvia razão de que não tendo ali a monarquia virado República não fará sentido assinalar o que não se tem; o vinte cinco de Abril fora do calendário pela simples razão de todos conhecida; o primeiro de Dezembro pela singela razão de que quem foi derrotado não verá razões para comemorações. Um desperdício, pensará o personagem, olhando para esta última, já que o que saiu pela porta quase quatro séculos atrás vai entrando hoje pela janela em termos de dependência e subordinação económica com uma mãozinha dada por ele e outros com ele parecidos. 
Inspirado nestes tempos e políticas de exploração à custa dos quais se alimenta a engorda de lucros que os grandes grupos económicos ostentam, a ousadia e a gula não conhece limites: a fórmula para o seu sucesso resume-se a trabalhar mais, com menos salário, se possível sem direitos nem remuneração. Eis o capitalismo na sua expressiva essência nestes tempos que, ainda de festas, antecipam os de luta que já se anunciam.


Jorge Cordeiro – texto retirado do avante.pt

TODOS FICÁMOS A PERDER

Primeiro uma campanha feroz contra os funcionários públicos – foram muitos os que aplaudiram, - Logo de seguida a alteração da idade da reforma e penalização para quem se queria reformar mais cedo.
Todos ficámos a perder!

Depois a diabolização dos professores – trabalham pouco, ganham muito, etc., etc. – foram muitos os pais a aplaudiram.
Todos ficámos a perder!

Entretanto foi aprovado um novo/velho código do trabalho que permite aos patrões dispor da vida dos trabalhadores a seu belo prazer – horários alargados, férias quando lhes convém, pausas de 4 e 5 horas entre jornadas de trabalho que, obrigam os trabalhadores a estarem 10 e 12 horas ao dispor da empresa.
Todos ficámos a perder!

Os professores e educadores que tomem conta das crianças…

Conclusão – as crianças ficam mais tempo nas escolas e jardins de infância sem tempo para brincar, sem tempo para as traquinices, próprias da idade, sem tempo para estarem com os pais e restante família.
Todos ficamos a perder!

Perderam as crianças, perderam os pais, perderam os professores e educadores.

Ganharam os patrões / ganhou o poder instituído!

É PRECISO LUTAR PARA ALTERAR ESTAS ILEGALIDADES!

OS CONTENTORES

Os contentores estão na “moda”, servem para salas de aula, para consultórios médicos, para alojar trabalhadores, deslocados, em obras públicas ou privadas.

As crianças, os jovens, vão aprendendo a ler a escrever e a habituar-se aos contentores para, mais tarde, quando ingressarem no mercado de trabalho , não estranharem se lhes calhar como alojamento o respectivo contentor.

Os que pensam que isso só vai servir para os trolhas, electricistas e carpinteiros, estão enganados. Pelo caminho que isto leva a coisa acaba por generalizar-se.

Nos concursos públicos ganham os que fizerem o preço mais baixo ou os que mais derem por debaixo da mesa. Devia ser obrigatório incluir nos contratos o alojamento digno para os que vão executar as obras – os trabalhadores.

Desde meninos somos formatados para aceitar e não para construir o futuro.

Nas escolas é o toque da campainha para entrar e sair das salas de aulas, é o cartão de ponto para ter acesso à escola.

No trabalho entra-se e sai-se ao toque da sirene e lá está o relógio de ponto para inserir o respectivo cartão.

As fardas, contestadas nos anos 70, voltaram a estar na ordem do dia – batas iguais para todos os meninos, diferentes para os auxiliares, de outra cor para os educadores...
Em Inglaterra os alunos andam fardados, o chefe de turma veste de igual mas usa gravata.

Nas fábricas o operário/operária vestem “fato-macaco”, o chefe usa bata e o director não dispensa a gravata.

5 de janeiro de 2010

CASAS DA MORTE LENTA

É visitar um desses lares que por aí florescem (públicos, privados, de IPSS, de Misericórdias - uns legais outros clandestinos- e ver os idosos atados com correias, com uma televisão na frente a ouvir e ver as baboseiras dos Gouchas e outros que tais. Libertos  das malditas correias apenas para almoçar, jantar e dormir.

Os filhos “matam-se“ a trabalhar para pagarem as mensalidades, as fraldas os medicamentos e as roupas dos seus familiares.

E, se tiverem o azar de ser despedidos e receberem subsidio de desemprego , são obrigados a trabalhar, de borla, para uma dessas instituições  quando os que têm formação nessas áreas continuam no desemprego sem direito a qualquer subsidio.

Os velhos sofrem, os filhos perdem, mantêm-se no exército de reserva os profissionais do sector, ganha o estado que se liberta assim de responsabilidades.

Não ao negócio com a velhice, sim a ter pais felizes no que lhes resta da sua vida!

A CARIDADE

Proliferam como cogumelos, por esse país fora as acções de caridade:
Ligadas a IPSS, a autarquias locais, a misericórdias, a instituições religiosas; é no Natal, na Páscoa (festividades religiosas) e em vésperas de eleições que mais ouvimos falar delas.


As televisões, rádios e os jornais são incansáveis em apelar à generosidade de cada um. São reportagens em directo das quantidades angariadas, dos meios envolvidos, dos  “voluntários” dedicados à causa. São entrevistas humilhantes aos que vão comer uma sopa e levantar um cobertor para continuarem a dormir num canto qualquer.


Não esquece, a comunicação social, de referir o “importante“ contributo da empresa A, B ou C, omitindo que, por vezes, essas mesmas empresas acabaram de despedir 200,300 ou 400 trabalhadores que foram engrossar a massa de pobres deste país.


Será que os desempregados, os famintos, os pobres só precisam de comer e vestir em épocas festivas?


Em vésperas de eleições é ver carrinhas e carros de juntas de freguesia e câmaras distribuindo sacos de arroz, bolachas e leite – não aos que precisam mas a quem lhes continua a garantir o voto.


É ao Estado que cabe o papel de garantir a distribuição da riqueza criada neste país e garantir o mínimo para que cada um tenha uma vida digna e não os pobres a alimentarem-se uns aos outros.

GRIPE A: OMS SOB SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

Depois de umas férias informativas sobre a gripe A H1N1, que mais parece ter sido determinado para permitir a concentração de milhares e milhares de pessoas nos centros comerciais para as compras natalícias, regressaram aos media as recomendações do ministério da Saúde e as informações aos media as notícias sobre a Gripe A, algumas provocadoras de algum alarme. Tudo isto num momento em que reaparecem as críticas e aparece a suspeita de a corrupção já ter       chegado à Organização Mundial de Saúde (OMS).
F.William EngdahlF.William Engdahl* 05.01.10 
Durante o decurso deste ano, o parlamento da Holanda [1] manteve suspeitas sobre o famoso Dr. Osterhaus e iniciou uma investigação por conflito de interesses e má administração. Fora da Holanda e da comunicação social dessa nação, só umas poucas linhas foram publicadas na respeitável revista britânica Science, mencionando a sensacional investigação sobre os negócios do Dr.Osterhaus.


3 de janeiro de 2010

Gripe A: Uma reflexão e uma proposta

Teresa Forcades i Vila
Ao ler este texto de Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Convento de Montserrat em Barcelona, médica especialista em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública, ninguém pode deixar de se interrogar sobre a capacidade dos seus governantes e autoridades de Saúde Pública do seu país – particularmente Primeiro-Ministro, Ministro da Saúde e Director-Geral de Saúde – sobre a sua honestidade e o seu grau dependência em relação aos grandes laboratórios internacionais.
Teresa Forcades i Vila* 11.10.09 


1 de janeiro de 2010

EDP lucrou 835 milhões de euros em nove meses Preço da electricidade sobe 2,9% em 2010

Numa altura em que os média dão preferencialmente voz aos «especialistas» que defendem aumentos reduzidos dos salários ou mesmo a sua manutenção (leia-se, congelamento) em 2010, a ERSE – a entidade oficial que tem como função controlar os preços no chamado mercado regulado de electricidade (porque no mercado livre os preços já são livres e fixados de acordo apenas com os interesses das empresas) – acaba de anunciar que o preço da electricidade para as famílias deverá aumentar mais 2,9% em 2010.