Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

9 de fevereiro de 2010

CDU - Intervenção na Reunião de Câmera

O vereador da CDU apontou o dedo ao Presidente da Câmara sobre mais uma derrota de Alcobaça perante o Ministério da Saúde e perante o Centro Hospitalar Oeste Norte!

-Nós na CDU não podemos aceitar que o CHON ignore que as asscoiações de Bombeiros e de Socorros Voluntários tenham servido o Ministério da Saúde com as suas ambulâncias, trabalhadores e voluntários, durante mais de 20 anos.
Muitos investimentos e muitas dívidas deixadas a essas associações ao mesmo tempo que agora fazem uma contratação com a empresa "Lusa Ambulâncias".
Não é um acto saudável!!!
A Associação Socorros Voluntários da Cela, por exemplo, tem a haver 70 mil euros do Hospital Bernardino de Oliveira desde Março de 2009! Investiu numa ambulância com equipamento especial para poder transportar doentes de gravidade superior. Respondeu a uma necessidade concreta do Hospital e agora???
Sr. Presidente não podemos aceitar que tratem os nossos Voluntários assim!
Há que protestar!!!
Aproveitamos para declar a nossa solideriedade com todos os enfermeiros
em especial os da nossa Alcobaça!
Alcobaça - 8-Fev.-2010

Situação dos países em dificuldades na zona euro

Ilda Figueiredo interveio no debate sobre a difícil situação económica, social e monetária que atravessam os países da zona euro tendo criticado a insistência na mesma cartilha das receitas neoliberais para tentar fazer pagar a crise aos mesmos de sempre.


Sócrates, até quando?

“Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo?”

Miguel Urbano Rodrigues - 09.02.10 - Original aqui

O Ordenado Minimo. Viver até quando?


  • Ordenado= 450€ 
  • Renda da casa= 150€ 
  • Factura da Água, Luz e Gás= 60€
  • Alimentação= 235€ (o resto) (235/30=7,8€dia) 
  • Poupança= zero 
  • Médico e Farmácia (saúde)= zero 
  • Telemóvel= zero 
  • Transporte= zero 
  • Bica, tabaco, chocolate, etc= zero 
zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero
...
Será isto digno?
Será possível dizer-se que não se pode aumentar os salários por causa disto e daquilo, é suportável continuar ouvir outras pessoas a dizer que a malta tem é que trabalhar, mas por quanto???
Acrescentar apenas mais uma: a quem vai servir os 200€ por cada recém nascido? Aos pais ou há banca durante no minimo 18anos. Estamos a falar de mais de 20milhões/2010.
Os patrões e seu Governo desculpando-se uns com os outros apenas dão ao operário o suficiente para que este se mantenha como tal.
Acontece que cada vez mais o nº de desempregados e de trabalho precário aumenta todos os dias, tornando os patrões e Governo mais arrogantes pois vão tendo a faca e o queijo na mão.
E os desempregados com ou sem subsidio como vivem? E por quanto tempo?
Só a união da grande maioria que é a classe operária com a força da luta e organizada pode inverter a actual situação/sistema e derrubar a minoria que nos tem vindo a governar há muitos e demasiados anos.

8 de fevereiro de 2010

Não há bons nem maus orçamentos

O Orçamento de Estado (OE) é um instrumento de uma política. Discuti-lo não é avaliar um documento técnico. Trata-se, sim, de ver a quem serve, tal como foi apresentado. Pelo que um orçamento não é bom ou mau. Serve ou não serve, e quem serve.

Assim pode-se afirmar que o OE para 2010 é bom para umas dezenas ou centenas de portugueses. Mas é mau para uns milhões. A dinâmica que lhe está subjacente tem comprometido o crescimento e o desenvolvimento económicos. Aprofunda as injustiças sociais com a penalização dos salários e das reformas. A resposta ao dramático problema do desemprego (mais de 700 mil trabalhadores) é uma miragem. Prossegue uma política monetarista. Insiste em mais privatizações (ANA, REN, TAP). Teima em cortes no investimento (o investimento proposto para 2010 é apenas de cerca de 40 por cento do que foi inscrito no OE para 2005). Obstina-se na mesma orientação de injustiça fiscal.

A verdadeira questão é a quem (a que classe) serve determinada política. E este é um Orçamento que não serve aos trabalhadores, aos desempregados, aos pensionistas empurrados para a pobreza, a quem tem um pequeno negócio ou à juventude. Mas assenta que nem uma luva aos interesses dos grandes grupos económicos, aos seus lucros e privilégios que se mantêm intocáveis. É a demonstração inequívoca de que não existe o chamado «interesse nacional». Por muito que esta falácia seja mil vezes repetida a ponto de se ter tornado quase um lugar comum.

Que «interesse nacional» é esse que anuncia uma amnistia fiscal para quem procurou a evasão para paraísos fiscais, ao mesmo tempo que promove o aumento efectivo da carga fiscal sobre parte dos trabalhadores por conta de outrem que tenham aumentos salariais superiores a 0,8 por cento?

Que «interesse nacional» é esse que mantém a não tributação generalizada das mais-valias ou a concessão de benefícios fiscais ilegítimos e a baixíssima tributação efectiva do sector financeiro e dos seus muitos milhões de euros de lucros?

A quem serve a actual política de saúde? Aos utentes tratados como simples consumidores? Ou aos interesses de quem trata (d)a saúde como um mercado de quem se diz ser o «negócio do futuro» (muitas dezenas de milhares de milhões de euros)?

A quem serve a política de educação? Aos professores neste últimos anos tomados como alvo para lhes acabar com os «privilégios» (ler direitos)? Ou a quem pretende abocanhar as escolas públicas, naco apetitoso para aumentar os lucros de quem entende a educação como mais um negócio?

A quem serve a política de destruição dos serviços públicos? À população em geral? Ou a quem integra esse mesmos serviços no circuito acumulador de capital?

E alguém no governo pode esclarecer como deslizou o défice para os valores apresentados neste OE? Como é possível que o défice tenha assumido as proporções que hoje tem? E, já agora, quem beneficiou com ele?

É possível reduzir o défice e melhorar a redistribuição da riqueza. É possível cortar nas despesas supérfluas e aumentar as prestações sociais. É possível aumentar a receita sem sobrecarregar os rendimentos mais baixos. O que pressupõe uma ruptura com a política ao serviço da direita dos interesses e dos interesses da direita.

Nota solta: entre tantos e tão sapientes assessores com formação jurídica não houve um que explicasse ao Presidente da República que TODAS, mas mesmo TODAS, as leis são SEMPRE ditadas «por puros motivos de índole política ou ideológica». E é assim pelo menos desde o Código de Hamurabi (1700 AC)…

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 5 de Fevereiro de 2010

7 de fevereiro de 2010

Princípios Comunitários

O Sr. Carlos é um “velho”agricultor, de 85 anos. Cultiva a terra e cuida das suas ovelhas.

Levou-me à sua adega e deu-me do seu vinho - Delicioso!

É com carinho que fala do seu trabalho e com o orgulho de ainda ter força para trabalhar a terra.

Não o faz sozinho, ele e 5 amigos trabalham com base em princípios comunitários.

Se um precisa de podar a vinha os outros ajudam. Se outro precisa de vindimar a ajuda é recíproca.

Não há dinheiro envolvido, não há contagem do tempo que cada um disponibiliza aos outros.

Chamam a esta forma de trabalho as “ tornas”.

Seria tudo mais fácil se não existisse essa coisa chamada dinheiro – Dinheiro para gerar mais dinheiro.

Dinheiro para gerar mais concorrência.

Concorrência esta que cria mais desigualdades e que aprofunda mais ainda o fosso entre ricos e pobres.

As transformações da sociedade são a origem de novas (velhas) formas de pobreza, que devem de ser acompanhados de novos direitos.

Portugal conta hoje com mais de 2 milhões de pessoas pobres, de acordo com os critérios europeus de pobreza. Ou seja 22% da população.

A existência da riqueza e da pobreza na mesma sociedade é efectivamente paradoxal.

Significa que o regime económico sobre o qual nós vivemos não funciona para o bem de todos. Existem ganhadores (meia dúzia), mas também perdedores no jogo da concorrência.

Elogio da Dialéctica

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

Bertold Brecht


Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

Um simples cigarro, uma grande conversa!

O operário, 54 anos com aspecto de 60, fumava o seu cigarro.
Abeire-me, pedi lume e meti conversa – só falta um letreiro nas entradas dos cafés a proibir a entrada aos fumadores.
O homem, com toda a sua calma, respondeu-me – nos restaurantes acho bem que não se fume mas nos cafés é um exagero.
-Este país é uma contradição, não querem que se fume em determinados locais mas estão desejosos que fumemos cada vez mais para daí retirarem mais impostos e encher os bolsos de alguns.
-Só para os nossos salários é que não há dinheiro. Há mais de sete anos que não sou aumentado. Deram-me há dois anos, mais 35 cêntimos por hora, e retiram-nos o ano passado.
Perguntei – o que faz e onde trabalha?
- Sou pedreiro e trabalho em Lisboa. Levanto-me todos os dias às 5,30 horas da manhã e regresso a casa por volta das 19,30 e só me pagam as horas de deslocação para Lisboa  o regresso não é pago.
-Ando doente e nem me posso dar ao luxo de perder tempo para ir ao médico. Um dia destes senti-me mal com uma paralisia do lado esquerdo, contei ao meu patrão, disse-me para  ir ao hospital mas não disponibilizou ninguém para me acompanhar.
- Isto está péssimo, tratam-nos pior que animais.
E vocês não protestam, não dizem nada?
- Para quê? Para sermos despedidos e ficarmos sem nada? – Olhe, por onde passarem os outros também eu hei-de passar.
Mas já há muita gente a passar fome, também quer passar por aí?
Olhou para mim, calou-se, acendeu outro cigarro, pediu um copo de vinho que bebeu de uma só vez, levantou-se com dificuldade e dirigiu-se para casa.
Boa noite! Amanhã tenho de levantar-me cedo.
Digo eu – Não podemos ficar de braços cruzados, a luta e a contestação são precisas!



O Belmiro “ Azedo”

Não é meu hábito fazer compras nas empresas do Belmiro “ Azedo”.
Começa a haver muito mais gente com esta postura.
Bem, um dia da semana que passou, precisei de comprar, com urgência, um carregador para o telemóvel – o mais perto era, precisamente uma loja desse explorador.
Entrei e pedi ao trabalhador, que me atendeu, o respectivo carregador com o seguinte comentário – lá tenho que vir dar lucro a este malandro.
O Trabalhador, um jovem recém-licenciado, respondeu-me – mais lucro dou eu que estou aqui há mais de 1 mês sem receber 1 cêntimo, estou em estágio profissional sem qualquer remuneração.
É este o senhor que vem para a comunicação social, sempre subserviente perante os poderosos, proclamar que é o maior empregador em Portugal e que tem trabalhadores satisfeitos.
Talvez seja o maior empregador…mas a que preço?
Trabalho temporário sem quaisquer garantias, trabalho escravo não remunerado, salários de miséria, horários de 10 e 12 horas por dia que não são pagas, etc., etc.
E, são estes senhores que recebem milhões de subsídios e isenções de pagamento à segurança social.
- Pagam mal aos trabalhadores;
- Pagam mal aos fornecedores;
- Liquidam o comércio tradicional;
-Acabam com milhares de postos de trabalho.
- E ainda são apoiados pelos nossos impostos.

6 de fevereiro de 2010

CAVACO SILVA - por qué no te callas?


A classe operária está a acabar?

Andam para aí uns “melros” a proclamar que já não há classe operária e que o proletariado acabou…

Estes que assim falam, têm casa, têm carro, precisam de vestir e comer todos os dias.

-Se o carro avaria vão direitinhos à oficina e lá está o operário especializado em colocar a peça certa no sitio certo e que outro operário fabricou;

- As casas onde vivem foram construídas por operários de variadas profissões que utilizaram materiais fabricados pelas mãos calejadas da classe operária;

- Os vestuários que utilizam foram confeccionados por muitos trabalhadores, mal pagos e explorados, para suas excelências não andarem nus;

-O que comem esses senhores, lá tem incorporado o esforço de muitos operários em que a maioria deles não conseguem comer o que produzem para outros;

- A maquinaria veio substituir muitos operários? É verdade. Mas quem produziu e montou essas máquinas e as coloca em funcionamento é a classe operária.

Há super-produção, há nos países, ditos desenvolvidos, produtos em excesso – claro que há.

Mas quem vai consumir esses produtos? Os capitalistas? Não. Se não há poder de compra da generalidade da população que importa haver produtos em excesso se a maioria não os pode adquirir?

Se a classe operária (que esses “melros” dizem que acabou) sente o valor da sua força de trabalho cada vez mais reduzido e se, não tem meios para repor esse valor, o consumo desce, a economia estagna, a crise instala-se.

O capitalista quer pagar cada vez menos pela mercadoria que lhe dá o lucro – a força de trabalho – e gerar cada vez mais bens de consumo mas os que os deviam consumir não têm poder para os adquirir.

A classe operária existe, há cada vez mais homens e mulheres a pertencerem a esta classe que, organizada e tomando consciência do seu papel na sociedade há-de ser a coveira do capital.

Lutar é preciso!

Quando estamos doentes, vamos ao médico ou é o médico que nos procura?
È evidente que somos nós que procuramos o médico.
Então porque não fazemos o mesmo quando se trata de melhorar as nossas condições de vida?
Se queremos melhor assistência na saúde, no ensino, na velhice, melhores reformas, melhores salários, trabalho com direitos e com dignidade, mais e melhor justiça social etc. Temos de lutar por tudo isto.
Os exemplos são muitos.
- Os professores lutaram e, apesar de não obterem uma vitória total, obrigaram o governo a recuar;
- Os trabalhadores dos CTT lutaram e conseguiram significativas vitórias;
- Os enfermeiros estão em greve e grandes manifestações, unidos por melhores salários e contra a discriminação;
- Os funcionários públicos estão em luta contra o congelamento dos salários e pelo aumento do poder de compra, condição necessária para o aumento do consumo interno e pelo desenvolvimento da economia;
- Os estudantes estão em luta por melhores condições materiais e humanas, pela revogação do estatuto do aluno, pelo fim dos ataques às liberdades individuais e das suas associações;
- Os agricultores lutam contra os aumentos dos factures de produção, contra a importação do que cá se pode produzir e por apoios significativos à produção;
- Milhares de trabalhadores lutam contra o encerramento das suas empresas, contra as fraudes e a roubalheira e, muitos têm conseguido grandes vitórias;
- Os polícias e os militares têm desencadeado corajosas lutas contra a descriminação, por aumentos salariais, por progressões justas nas respectivas carreiras.
Nem sempre quando se luta a vitória está certa mas, se não há luta a derrota está certa…
VAMOS À LUTA!

50 mil na manifestação da Administração Pública

Mais de 50 mil trabalhadores da Administração Pública manifestaram-se em Lisboa para dar resposta à política de direita que o Governo prossegue. O congelamento de salários, a redução das pensões, a perda de poder de compra são graves injustiças com as quais os trabalhadores estão a ser confrontados.

5 de fevereiro de 2010

Governo PS diminui mais uma vez as Reformas futuras

Eugénio Rosa * - 03.02.10
“Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública (…), o governo pretende alterar novamente o Estatuto da Aposentação”, com uma nova fórmula de cálculo que diminui, uma vez mais, o valor das reformas a partir de 2010.
Tendo como barómetro a “economia de casino” o governo diz vislumbrar sinais de recuperação da economia (de quem?, para quem?), ao mesmo tempo que pouco fazem para diminuir o desemprego (já acima de 10%), congelam salários e diminuem reformas. O governo PS de José Sócrates é cada vez mais descaradamente um instrumento do grande capital.Eugénio Rosa * - 03.02.10 

RESUMO
Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública o que determinará que o seu poder de compra no fim deste ano seja inferior ao que tinham no início de 2000 em cerca de 8% (a preços de 2005, o valor das remunerações certas e permanentes da Administração Pública Central previstas para 2010 – 8.223,8 milhões € – corresponde a menos 1.132 milhões € do que o valor de 2005), violando o princípio da segurança jurídica e criando uma grande instabilidade e insegurança na Administração Pública com permanentes alterações. 

4 de fevereiro de 2010

ESTUDANTES CONTRA POLÍTICA DO GOVERNO

Grande jornada de luta




Milhares de estudantes do ensino básico e secundário manifestaram-se,quinta-feira, por todo o País, contra os exames nacionais e cortes no financiamento das escolas, a privatização do ensino e o Estatuto doAluno e o Regime de Faltas. Os alunos reivindicaram, de igual forma, a aplicação da Educação Sexual e mais democracia nas escolas, muito atacada nos últimos anos, com a proibição de reuniões gerais, impedimento de formação de associações de estudantes e de manifestaçõesestudantis.

Na educação ganham os privados

 Governo levou à AR «um mau Orçamento para a Educação, que aposta em políticas votadas ao fracasso», considerou a Federação Nacional dos Professores, num comunicado em que recorda que o sector não teve, nos últimos anos, sequer as verbas consideradas indispensáveis pelos próprios governantes, já que «as palavras nunca tiveram tradução política em medidas e investimento que as confirmassem».
O previsto crescimento de 0,8 por cento «nem sequer restituirá ao sector o peso relativo que tinha no OE de há seis anos». Mas um «dado relevante é o reforço anunciado de 4,8 por cento, em 2010, da despesa com o ensino privado, um subsector que, gradualmente, tem vindo a ganhar uma expressão que já não se resume à supletividade legalmente estabelecida», assinala o Secretariado Nacional da Fenprof, que subscreve a nota de 28 de Janeiro.
A federação cita um relatório recente, revelando que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média dos países da OCDE: no primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5 por cento (2,9 por cento na OCDE); no terceiro ciclo, 5,5 por cento (três por cento na OCDE); no secundário, 13,5 por cento (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e em alguns graus de ensino nos Estados Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.


2 de fevereiro de 2010

Prendam o Victor Constâncio!

O governador do Banco de Portugal afirmou hoje que vão ser necessárias novas medidas para reduzir o défice.
Este melro não vê o que devia ver? Está cego pelo seu ideal de lixar o zé povinho!
Prendam este bandido, saía-nos mais barato... Já basta ganhar 272.628 Euros/ano, (272628/14 = 19473€ mês) ou seja mais de 43 salarios mínimos para tanta incompetência.

"Avaliação dos professores em Portugal, desculpem no Brasil"

Políticas há parte o Homem tem razão!