Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

21 de fevereiro de 2010

PCP solidário com povo da Madeira


Sobre a situação de catástrofe natural na Madeira
Durante a tarde deste Sábado, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP pronunciou-se sobre a situação de catástrofe na Madeira, em resultado do mau tempo que assola a região, onde se registam, numa dimensão ainda por confirmar, vítimas mortais, feridos e enormíssimos prejuízos materiais.
Face a pedidos de vários órgãos de comunicação social, o gabinete de imprensa do PCP disponibiliza assim os elementos principais da declaração de Jerónimo de Sousa:
“Uma palavra de solidariedade para o povo da madeira e muito em particular para as famílias das vitimas de uma intempérie que pela informações que dispomos assumem uma dimensão de catástrofe.
Queremos nesta hora difícil dizer que da parte do PCP tudo faremos para mobilizar os recursos e meios nacionais e comunitários que dêem resposta à dimensão dos problemas e prejuízos humanos e materiais envolvidos.
Nesse sentido o PCP irá propor no Parlamento Europeu o accionamento de uma ajuda de emergência e a inscrição no Orçamento de Estado para 2010 de uma dotação que permita á Administração Central mobilizar os recursos de ajuda extraordinária para os avultados ( e ainda difíceis de avaliar) prejuízos públicos e particulares.
Para lá da intervenção que na região – nas autarquias e na Assembleia Legislativa Regional – os eleitos do PCP estão a realizar, deputados eleitos pelo PCP no Parlamento Europeu e da Assembleia da República deslocar-se-ão nos próximos dias à Madeira para se inteirar da situação e das medidas excepcionais que ela imporá.”.

EGITO - espectáculo da Marisa


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Por coincidência, por esses dias houve um espectáculo da Marisa, ao qual tive a oportunidade de assistir.
Autor: H.G.

EGITO - entrada do museu

Entrada do Museu do Egipto. A partir daqui, as fotos são proíbidas.
No seu interior está um espólio gigantesco, que corresponde a uma das maiores civilizações que a Hmanidade conheceu. Mas calcula-se que outro tanto está espalhado pelos 4 cantos do mundo, fruto dos sucessivos assaltos de que foi vítima.
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Autor H.G.

Presidenciais

Para ver se aprendem
Apreciando alguns contornos do mal-estar criado aqui ou além pela intenção de candidatura presidencial de Fernando Nobre, quem porventura ainda consiga resistir à máxima segundo a qual o tempo que vivemos é aquele em que tudo se esquece e nada se aprende não pode deixar de registar uma coisa extraordinária: nem mais nem menos que os remoques, insolências, críticas e reservas que são lançados sobre o posicionamento dito «independente», distanciado dos partidos e expressão de «cidadania» que Fernando Nobre(*) enuncia e reivindica.
Curioso e educativo até mais não é que essa saraivada de remoques venha, com assinalável nitidez, de pessoas que passaram meses ou anos a tocar essa guitarrada em relação a Manuel Alegre, Helena Roseta e seus procéres, gostosamente atolados na desonesta asserção de que certos movimentos seriam de «cidadãos» mas já os partidos, pelos vistos, possivelmenteintegrariam não cidadãos mas robôs ou extra-terrestres. E. a este respeito, talvez convenha lembrar que a sigla MIC do movimento de Alegre quer precisamente dizer por extenso Movimento de Intervenção e Cidadania.
Moral da história: todo o discurso que dominantemente nos tem sido servido sobre os movimentos de «cidadãos» ou de«independentes» quando formulado manifestamente com excesso, falta de equilibrio e de rigor, não passa de uma rematadíssima treta. Seja hoje a respeito de Fernando Nobre seja ontem e anteontem a respeito de Manuel Alegre. E esta figura e os seus mais destacados apoiantes, se semearam, agora estão a colher.

(*) última hora: agora até descobriram que o senhor seria monárquico, coisa que ninguém «descobriu» quando foi mandatário do Bloco de Esquerda nas eleições para o Parlamento Europeu.
original aqui

20 de fevereiro de 2010

TGV

Temos Grande Vigarice
“O Povo anda entusiasmado com o TGV”
Os reformados, com as suas míseras reformas, que mal dão para os medicamentos, estão desejosos de embarcar no dito comboio para desembolsarem os 100 € numa viagem Lisboa/Porto.
Os Trabalhadores com o seu salário mínimo não vêm chegar o dia de poderem levara a suas famílias numa voltinha de TGV.
Não brinquem connosco, não enganem as pessoas.
A quem servem estes projectos megalómanos?
Aos grandes consórcios de empreiteiros e bancos que vão continuar a engordar quando a maioria do Povo está a empobrecer.
Quem vai utilizar o TGV?
O Povo que ganha miseravelmente?
De certo que não. Vão ser os executivos, banqueiros, administradores e empresários, os abastados deste país a usufruir daquilo que todos pagaram.
Não seria mais proveitoso investir nas várias linhas ao abandono por esse país fora?
Isso sim, desenvolveria as regiões, revitalizava a economia local, servia as populações e seria um incentivo para o turismo.
Esta corrida contra o tempo é de loucos.
Tudo tem de ser mais rápido; as máquinas obrigam os operários a trabalharem a ritmos extenuantes; o que comemos é confeccionado cada vez mais rápido, engordam-se porcos, vacas, galinhas, coelhos sempre mais rápido; oferecem-nos carros que vão dos  zero aos cem em poucos segundos ( porque quando vamos já lá devíamos estar); Os aviões são cada vez mais rápidos (França e Inglaterra tiveram de abandonar o CONCORD por ser incomportável); os comboios têm de ser cada vez mais rápidos, para enriquecer os empreiteiros ainda mais rápido e para os abastados se deslocarem cada vez mais rápido e exercerem o seu domínio sempre mais rápido.
Aí temos o TGV. Temos Grande Vigarice!

«Enquanto na Assembleia da Républica se discute, nas palavras do Eng. Socrates, o TGV, está o Governo, por esse País fora, a encerrar linhas de caminho-de-ferro» veja tb aqui

                                       ver imagem abaixo:




























EGITO - abrigos para os "construtores" das pirâmides?

Aparentemente sem interesse, estas ruinas fazem parte dos abrigos para os "construtores" das pirâmides, e encontram-se numa grande extensão do terreno, como é de calcular. O seu interesse vem da discussão que se faz actualmente na comunidade dos antropólogos, arqueólogos e historiadores, para definir se tais "construtores" eram ou não escravos...
Para construir o Convento de Mafra, grande parte da mão de obra foi trazida das prisões, outra parte foi arrebanhada pelo país fora a pretexto de qualquer futilidade. Isto no séc 18 DC. Imagine-se como seria nos milénios anteriores...
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Autor H.G.

Portugueses morrem de frio

Portugal é um dos países da União Europeia onde mais se morre por falta de condições de isolamento e aquecimento nas casas, segundo um estudo de especialistas da Universidade de Dublin que comparou 14 países europeus. A falta de condições de isolamento das habitações poderá ter estado na origem da morte de quatro idosos em Lisboa, no domingo, uma situação que a PSP já admitiu poder dever-se às baixas temperaturas que se fazem sentir. De acordo com a investigação, que analisou as potenciais causas da mortalidade no Inverno em 14 países europeus, «Portugal tem a maior taxa (28 por cento) de excesso de mortalidade no Inverno», seguido de Espanha e Irlanda, ambos com 21 por cento.

19 de fevereiro de 2010

EGITO - Keop, Kefren e Micerino

Keop, Kefren e Micerino, da direita para a esq. Situam-se em Giza - guiza - (que nós aprendemos como Gizé...) nos arredores do Cairo, tão nos arredores que a malha urbana está nos limites das pirâmides, o que lhes trás acrescidos problemas de erosão.
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Autor: H.G.

Sócrates «o cadáver político está aí, a família que o enterre»

Com a cadência de uma peça de relojoaria, José Sócrates é novamente sujeito de suspeição de actividade ilegal e ilegítima, tornando-se uma vez mais, e sempre pelas piores razões, motivo de todas as conversas. Não hà volta a dar, o homem é assim, tem azar. 

Qualquer pessoa medianamente informada da vida política portuguesa pode dizer de sopetão, sem grande risco de ser contrariado, uma ou duas dúzias de políticos a quem seria impossível baterem-lhe à porta tais azares. Há azares que acontecem sempre aos mesmos.

Agora, voltou a bater à porta de Sócrates o azar de amigos e destacados camaradas do PS o relacionarem, em comunicações vigiadas pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação «Face Oculta», com um alegado plano que visava interferir em vários órgãos da comunicação social e afastar uma jornalista e o director da TVI daquela estação televisiva. O Procurador e o Juiz de Instrução do processo «Face Oculta» vêem nesse alegado plano indícios de um atentado «contra o Estado de Direito».

Perante tão gravíssima situação, dez dias passados sobre o conhecimento público generalizado destes factos, Sócrates, secretário-geral do PS e primeiro-ministro de um seu governo, «aos costumes disse nada» e remete-se a um silêncio comprometedor, que incomoda já camaradas de Partido e preocupa adversários políticos.

16 de fevereiro de 2010

Carnaval

Quando o pobre é pobre até os cães lhe mijam nas pernas.
Nem os santos todos juntos salvaram o carnaval deste ano.
Mais uma vez os deuses estiveram do lado errado.
Os ricos, os abastados lá foram para o Brasil ou para outras paragens onde o Deus Sol
Se encarregou de lhes proporcionar umas belas férias.
Os pobres ficaram em casa porque a chuva e o frio não permitiu grandes folias carnavalescas.
Até o Sócrates e os seus comparsas foram ajudados pelos deuses.
O Povo não pôde sair à rua para a sua critica mordaz deste carnaval da governação.

15 de fevereiro de 2010

Notas acerca de uma década perdida

Guterres pediu sacrifícios aos portugueses prometendo dias melhores para um futuro próximo, em nome da necessidade da adesão ao Euro e da necessidade de se cumprir o "Pacto de Estabilidade e Crescimento". Acabou no "pântano". Seguiu-se-lhe Durão Barroso com o discurso da "tanga", mais sacrifícios pedidos, acabou na doçura do Conselho Europeu. Seguiu-se-lhe o parêntesis de Santana Lopes e depois Sócrates que com a ajuda do Banco de Portugal se serviu outra vez do défice orçamental, para continuar a política de privatizações, de austeridade para com os trabalhadores e de generosos apoios ao grande capital, designadamente ao capital financeiro. Foram mais dez anos de política de concentração de riqueza nas mãos de meia dúzia de famílias e sempre com a lenga lenga do "menos Estado", isto é, menos Estado para os trabalhadores e camadas médias e mais Estado para os grandes senhores do dinheiro.http://resistir.info/portugal/carvalhas_06fev10.html

Eta em Portugal


Seria demasiado escandaloso inventar uma Al Quaeda – isso é coisa de americanos. 

Durante vários dias bombardearam-nos com notícias sobre a Eta em Óbidos. 

Não faltaram reportagens em directo com os pormenores da casa, dos explosivos encontrados, aos testemunhos de vizinhos – Por acaso todos polícias ou reformados do exército. 

“ Estes Etarras deviam ser estúpidos que foram instalar-se numa zona residencial de polícias, saíram da casa deixando luzes e portas abertas com explosivos lá dentro” 

O medo está instalado – não há ninguém que não conheça o assunto – até minha mãe com 75 anos e que não sabe uma letra do tamanho de um comboio me referiu que há “terroristas” em Óbidos.

A receita já é velha – fabricam-se notícias sensacionalistas e aterradoras para poderem implantar medidas securitárias e restringir as liberdades.
A propósito da vinda do papa a Portugal está a ser montada a maior operação de segurança jamais vista no nosso país.
Uma boa ocasião para as e empresas de segurança privadas (propriedade dos senhores Ângelos Correias e outros que tais) facturarem mais uns milhões de euros.

14 de fevereiro de 2010

Os Ciganos

Os ciganos fogem ao fisco, pagam poucos impostos?
- É Verdade que assim é.
E quantos milhares de produtos, por esse país fora, são vendidos sem factura para não pagarem impostos?
E osbancos que  pagam taxas irrisórias e trabalham em paraísos fiscais para não contribuirem para o bem comum mas apenas para encher os bolsos dos accionistas?
Se o cigano rouba uma couve , para matar a fome aos filhos, lá estão as televisões a noticiara que um grupo de etnia cigana roubou isto e aquilo…
Quando há roubos de milhões, nos bancos, bnas empresas do Estado e outras, são considerados desvios ou fraudes.
O s ciganos, não a maioria, recebem o Rendimento Mínimo, pouco mais de 300 euros por família?
Recebem e é justo que recebam – são portuguesses pobres como tantos outros.
Então e os salários chorudos dos administradores de empresas, bancos publicos e privados e que recebem indminizações astronómicas quando eles próprios se vão embora?
- Isto não é escandaloso?
- Isto não é roubo?
- e o cigano é que é o ladrão.

13 de fevereiro de 2010

Privatização sim ou não?

Esta continua na ordem do dia. Sector que movimente milhões lá estão os “glutões” a querer retirar vantagens. 
O governo de turno dá-lhes a papinha na boca, antes mesmo de entregar o ouro ao bandido congela os salários e esvazia a casa. 
O “glutão” por sua vez não assume compromisso com quem contrata mantendo todo o tempo quem trabalha num mundo de insegurança/instabilidade... de acordo com o agravamento das leis laborais feitas pelo PS. 
O que lhe interessa é apenas o lucro máximo.

Menos Estado, melhor Estado é a cantilena da direita para dar “melhor estado” aos “glutões”, através de sucessivas benesses fiscais e outras, e dar menos Estado às populações, dificultando o acesso aos serviços públicos, impondo taxas moderadoras, etc.
Menos Estado não significa mais cidadania, mais dinamismo econômico, nada disso, mas sim menos cidadania, logo menos direitos.
O combate da direita contra o Estado pretende evitar a regulação da livre circulação do capital, evitar a implementação de uma verdadeira justiça fiscal, pretende implementar a total flexibilização para contratar força de trabalho nas condições que os empresários entendam, privatização de patrimônio publico, entre outros.
O Estado que eles gostam , é o que lhes fornece a eles subsídios, isenções, créditos, perdões de dívidas. 
O povo quer mais Estado, bem gerido, porque sabe por experiência própria, que é quem garante seus direitos, promove o equilíbrio social, garante a igualdade no acesso aos serviços públicos: Saúde, Ensino, Justiça, etc.

Verifique em relação à privatização o que os Portugues pensam »»»

12 de fevereiro de 2010

O papel das ONG

Com a aproximação das datas da visita a Portugal de Joseph Ratzinger, convirá ter-se uma perspectiva do prestígio de que a Igreja Católica beneficia junto das populações da Europa. Sabe-se que este está em queda acentuada, mesmo em países tradicionalmente considerados seus bastiões, como é o caso da França, da Áustria ou da Irlanda.
Em França – «a filha primogénita da Igreja» – onde tem dominado um clero vincadamente tradicionalista, a quase totalidade dos cidadãos era considerada católica praticante (as estatísticas oficiais de 1965 referiam percentagens de frequência dos cultos da ordem dos 82%). Números recentes do Instituto Francês de Opinião Pública registam uma descida de 17% do número de cidadãos que se autodefinem como católicos. A queda percentual é muito mais acentuada em relação aos praticantes que frequentam regularmente as missas: apenas 4,5% dos crentes assiste a cerimónias religiosas. 
Na Áustria, o panorama é idêntico. Nos últimos anos, mais de 50 mil católicos têm vindo a abandonar anualmente a Igreja, sendo já da ordem do milhão aqueles que desertaram. Contra os 81% de católicos contados em 1961, as estatísticas mais recentes registam apenas 66% de população crente. Note-se que tão grande era a força e o prestígio da igreja austríaca que a todos os contribuintes era descontada pelo Estado um imposto religioso. Hoje, a população prefere sair da Igreja a ter de fazer esse pagamento ao fisco!
Mas há outras razões a ter em conta:

O Engenheiro José

11 de fevereiro de 2010

Eles não têm ilusões, só perversões!

«Assim era no passado e assim ainda continua no presente»
«Desde o tempo de Salazar que um grupo de talvez 40 famílias - que controla a maioria da riqueza do País - desempenha um papel decisivo no exercício do poder político. A sua posição é derivada do seu controlo da economia, propriedade de meios de comunicação social, representação nos corpos legislativos, e a sua estreita ligação com os cargos superiores do Governo. Consequentemente, a política do governo tem reflectido as posições conservadoras deste grupo nos planos político, económico e social.»
Este texto tem 36 anos. Pertence a um dos relatórios secretos
da CIA sobre Portugal realizados em 1974, e que a Associação 25 de Abril tornou público no seu site. 
Assim se constata que o que a CIA escreve nos seus relatórios secretos e o que a CIA manda escrever pelos seus analistas (que ontem como hoje enxameam a Comunicação Social) são duas coisas diferentes. É a diferença entre informação e propaganda.

10 de fevereiro de 2010

Orçamento do Estado para 2010 agrava a situação do pais

O combate ao défice é a desculpa do governo e da direita para exigir mais sacrifícios aos trabalhadores e ao povo português.



Este não é o Orçamento que resolve a crise, mas sim que agrava as injustiças sociais, impõem a diminuição real dos salários dos trabalhadores, retoma a ofensiva contra os serviços públicos, prossegue o caminho do agravamento das reformas e do combate ao desemprego, alarga as privatizações de empresas públicas, e nada exige dos que mais têm beneficiado, aumentando os seus lucros, na actual crise.

Relembrando Brecht

Todos sabemos como tudo isto começou: 

Sindicalistas indentificados pela polícia quando usavam o seu direito de protesto; estudantes que responderam em tribunal por utilizarem a liberdade de expressão; trabalhadores reprimidos por reivindicarem o direito ao trabalho; invasão das sedes sindicais pela polícia para tentarem identificar quem se dirigia às manifestações; militantes comunistas impedidos de usarem o direito de propaganda, enfim, a própria actividade institucional do PCP permanentemente silenciada em toda a comunicação social. 

Este foi o caldo de cultura que marinou todo o primeiro mandato da governação PS/Sócrates, com alguns – leves – estremecimentos de algumas consciências mais sensíveis perante os protestos dos atingidos. 

Só depois do episódio do Prof. Charrua é que os pergaminhos democráticos de alguns cidadãos, incluindo dirigentes políticos, vieram ao de cima, num clamor de virgens enganadas por vendedores de banha da cobra. Agora, perante este pântano fétido em que a Democracia se vai atolando, gritam hipocritamente “eu bem avisei, mas ninguém me ouviu!”. 

Houve de facto quem alertou, quem avisou, quem chamou a atenção para o que estava a fermentar. A “Marcha pela Liberdade e Democracia” em Março/2008 organizada pelo PCP em Lisboa foi disso um exemplo. 

É verdade que a situação actual é ainda mais grave. Quando o próprio poder judicial contribui para confundir o cidadão, só podemos esperar o pior. Se este órgão não contribui para a solução do problema, então passa a fazer também parte desse problema, e isso é assustador. 

Perante tudo isto, não me admira nada que dentro em breve sejamos chamados à luta eleitoral. Vai ser necessário um esforço muito grande para sensibilizar tantos homens e mulheres democratas a alterarem o seu sentido de voto e contribuírem para uma alternativa credível. Mas vai ser um trabalho empolgante.

9 de fevereiro de 2010

CDU - Intervenção na Reunião de Câmera

O vereador da CDU apontou o dedo ao Presidente da Câmara sobre mais uma derrota de Alcobaça perante o Ministério da Saúde e perante o Centro Hospitalar Oeste Norte!

-Nós na CDU não podemos aceitar que o CHON ignore que as asscoiações de Bombeiros e de Socorros Voluntários tenham servido o Ministério da Saúde com as suas ambulâncias, trabalhadores e voluntários, durante mais de 20 anos.
Muitos investimentos e muitas dívidas deixadas a essas associações ao mesmo tempo que agora fazem uma contratação com a empresa "Lusa Ambulâncias".
Não é um acto saudável!!!
A Associação Socorros Voluntários da Cela, por exemplo, tem a haver 70 mil euros do Hospital Bernardino de Oliveira desde Março de 2009! Investiu numa ambulância com equipamento especial para poder transportar doentes de gravidade superior. Respondeu a uma necessidade concreta do Hospital e agora???
Sr. Presidente não podemos aceitar que tratem os nossos Voluntários assim!
Há que protestar!!!
Aproveitamos para declar a nossa solideriedade com todos os enfermeiros
em especial os da nossa Alcobaça!
Alcobaça - 8-Fev.-2010