que tudo corra bem, camarada.
E que a recuperação seja rápida.
Há muito para fazer e para lutar.
Contamos contigo!
Um abraço.
Tofes
28 de fevereiro de 2010
Operário em construção
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia…
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia…
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– “Convençam-no” do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– “Convençam-no” do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que reflectia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objectos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
Que olhava e que reflectia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objectos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fracturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
E gritos de maldição
Um silêncio de fracturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
Ganham dinheiro com tudo!

Os bancos, as seguradoras, as farmacêuticas, ganham dinheiro com tudo, até com a morte.
- Das farmacêuticas está praticamente tudo dito, inventam pandemias que não existem para aumentarem os seus lucros.
- Das seguradoras também não há muito mais a dizer, toa a gente sabe como funcionam. – Boas a receber péssimas a pagar.Os bancos continuam a fazer dinheiro com tudo. Agora até com a morte.
- A ideia dos génios financeiros é comprar lif settlementes, isto é, comparar as apólices dos seguros de vida dos idosos e doentes.
EGITO - Parque Al-Azhar - Citadel
Parque Al-Azhar, com vista sobre a cidade.
Em cima à esquerda está a Citadel, uma das principais mesquitas da cidade
060.jpg
062.jpg
Fotos e comentários de H.G.
27 de fevereiro de 2010
Gripe A
O SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Sempre é preciso sermos vacinados, ou não passou de uma brincadeira de mau gosto?
Para que servem os nossos impostos?
Vem isto a propósito de duas situações por mim presenciadas.
Esta semana desloquei-me, em trabalho, à Batalha, estacionei a viatura e estava na dúvida, por cinco minutos, tiro ou não tiro o talão de estacionamento?
Tirei porque a cada canto do parque estava um polícia de caderno e caneta afiada para passar as multas.
Paguei 0,50 cêntimos para evitar o pagamento de 30 euros de multa.
Então pus-me a pensar.
- Pago os meus impostos, descontados directamente no salário; pago imposto quando compro o carro; pago imposto para circular com a viatura; pago imposto na compra do combustível e ainda tenho de pagar imposto para estacionar quando estou a trabalhar para pagar esses impostos todos.
E pago imposto para garantir os salários das forças de segurança que estão ali, ao serviço de concessionárias privadas dos parquímetros, para nos sacarem mais uns euros de multas.
Outra situação foi presenciada no centro comercial Rino & Rino .
Um grupo de activistas sindicais, devidamente identificados com bandeiras da CGTP IN, distribuía comunicados alusivos à luta dos trabalhadores contra o congelamento dos salários, por melhores reformas, por uma nova política.
Um administrador interpelou-os, no sentido de os impedir de fazerem o seu trabalho. Os trabalhadores argumentaram que estavam a exercer um direito constitucional e que nada os podia impedir de continuarem.
O referido senhor retirou-se e em menos de 10 minutos apareceu uma brigada da polícia com intuitos intimidatórios.
Que democracia é esta?
Que liberdade existe?
Felizmente que há quem não se vergue que resiste e luta com coragem contra estes atropelos à liberdade.
26 de fevereiro de 2010
Tragédia da Madeira: Um desastre anunciado em 2008
Bastava ter ouvido os alertas!!!
"É indspensável e urgente que os portugueses, especialmente os madeirenses,
vejam este programa"
"É indspensável e urgente que os portugueses, especialmente os madeirenses,
vejam este programa"
Morreu um Revolucionário
Outros o conheceram melhor que eu e nada mais teria a acrescentar, não fosse este pequeno facto que é a marca de um Revolucionário:
-não tinha tempo para si.
Para além da sua Humildade já salientada, a sua Generosidade e Solidariedade colocava-o onde quer que a injustiça tentasse romper, e bem sabemos todos como esse escalracho medra nesse charco putrefacto para onde nos vão empurrando de mansinho.
E lá estava o Gregório incitando à resistência como forma de acumular forças para irmos à luta em busca de uma SOCIEDADE mais JUSTA.
Incansável em todos os momentos, a vida traíu-o nesta curva apertada.
Fazes-nos falta, Mário.
Morreu um Comunista!
EGIPTO - Pormenores da arquitectura
125.jpg
124/125 = Pormenores da arquitectura do centro da cidade. Durante os finais do sécXIX e meados do sécXX, foram contratados arquitetos europeus para construir um outro centro mais próximo do Nilo, e o resultado foi uma mistura de estilos que, no conjunto, é harmonioso. Todavia, o crescimento demográfico levou a uma sobreocupação dos edifícios, e hoje muitos deles estão abandonados, quase a ruirem.
Autor: H.G.
Autor: H.G.
A idade das perguntas...
PUBLICADA POR SAMUEL no Blog o "CANTIGUEIRO"
Já toda a gente deve conhecer pelo menos uma versão... mas não resisto a deixar aqui uma “misturas” das várias que já me chegaram, mais uma fotografia a condizer.
- Vá lá, tu... como é que te chamas?
- Sou o Paulinho.
- Então o que é que queres saber, Paulinho?
- São só três perguntas:
Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?
Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?
Sabe mesmo falar inglês técnico?
Entretanto toca a campainha e Sócrates propõe que as respostas fiquem para depois do intervalo. Quando recomeçou a aula Sócrates lembra:
- Parece que havia uma perguntas... tu, aí... como te chamas?
- Manel.
- Então pergunta lá, Manel.
- São só cinco perguntas:
Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?
Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?
Sabe mesmo falar inglês técnico?
Porque é que a campainha tocou meia hora mais cedo para o intervalo?
Onde é que está o Paulinho?
Durante uma visita a uma escola, José Sócrates dispôs-se a responder a algumas perguntas dos alunos.
- Vá lá, tu... como é que te chamas?
- Sou o Paulinho.
- Então o que é que queres saber, Paulinho?
- São só três perguntas:
Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?
Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?
Sabe mesmo falar inglês técnico?
Entretanto toca a campainha e Sócrates propõe que as respostas fiquem para depois do intervalo. Quando recomeçou a aula Sócrates lembra:
- Parece que havia uma perguntas... tu, aí... como te chamas?
- Manel.
- Então pergunta lá, Manel.
- São só cinco perguntas:
Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?
Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?
Sabe mesmo falar inglês técnico?
Porque é que a campainha tocou meia hora mais cedo para o intervalo?
Onde é que está o Paulinho?
25 de fevereiro de 2010
O compasso de espera
Como é habitual quando as coisas aquecem a Igreja recolhe-se em oração cumprindo o sábio princípio
«o silêncio é de oiro»
Perante um panorama social de catástrofe, com a espiral do desemprego e da fome a crescer irresistivelmente, nem mesmo assim sobe dos púlpitos o simples balbuciar de um apagado protesto em defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores. No plano ético, cuja condução a Igreja tanto reclama, a mudez dos sacerdotes é também confrangedora. Entretanto, no dia a dia desta sociedade capitalista os escândalos sucedem-se a uma cadência alucinante. A Igreja «pára, escuta e olha», como nas passagens de nível... O voto de mudez do clero mantém-se rigidamente, mesmo quando as famílias recebem o «golpe de misericórdia» do imparável desemprego e, no lado oposto, os bancos têm lucros de 40 milhões por dia!... + aqui
do mesmo artigo:
Relações amor/ódio
Naturalmente que há, por outro lado, importantes interesses económicos que a Igreja tem que resguardar.
Por exemplo, as contra-partidas pagas pelo Estado às instituições católicas somam, anualmente, para cima de
90 milhões de euros em subsídios. Instituições essas que já recebem dotações anuais do Orçamento do Estado, de mais de 1000 milhões de euros ...
É evidente que os interesses económicos são importante mas os imperativos do prestígio e do poder da Igreja vêm em primeiro lugar. Assim, o desfiar do rosário do processo «Face oculta» acaba por chamar as atenções para o modo como, perante certas situações, o comportamento do clero católico pode ser, simultaneamente, flexível e inflexível, em questões de prestígio e de afirmação de poder.
artigo completo aqui
EGITO - Namoram e amam-se...
052.jpg
Namoram e amam-se como todos os outros povos - ou talvez mais. Cairo tem 20 milhões de habitantes...A estátua homenageia um dos governadores da cidade, e atrás situa-se a Ópera do Cairo.
Autor: H.G.
Autor: H.G.
24 de fevereiro de 2010
Alcobaça - Necessidade de Melhoria da Rede da EDP
O vereador da CDU alertou nesta ultima reunião de câmara para a necessidade de melhoria da rede da EDP na zona da Lameira, Prazeres de Aljubarrota.
Moradores dizem-me que basta uma chuva fraca ou pequena ventania para faltar a energia 1h, 2h ou 3horas.
«A vereadora Mónica Baptista confirma, tendo em conta que mora lá!»
Sr. Vereador(PSD) Hermínio Rodrigues faça a pressão respectiva!!!
Assunto relacionado:
O PCP considera que os recentes factos ocorridos na região do Oeste evidenciam as consequências inevitáveis do processo de privatização da EDP.
Entre 2005 e 2008 o investimento operacional na rede de distribuição de electricidade no nosso país não tem parado de decrescer. Enquanto em 2005 foram investidos 405 milhões de euros, em 2008 foram investidos menos de 284 milhões de euros. A quebra no investimento na rede de distribuição de electricidade foi de 30% nos últimos 4 anos. Refira-se ainda que embora cerca de dois terços do volume de negócios da EDP resulte da actividade que é desenvolvida em Portugal, de um investimento operacional total de cerca de 3,6 mil milhões de euros efectuado em 2008, apenas menos de 25% deste investimento foi efectuado em Portugal. Tal é demonstrativo da subalternização das necessidades do nosso país, face ao investimento que esta empresa realizou no estrangeiro.
Morreu um Revolucionário
Morreu, hoje, de paragem cardíaca o meu amigo e camarada Mário Gregório.
Com ele aprendi os primeiros passos na política.
Um camarada humilde, um lutador, um organizador, um Revolucionário.
Ficam os seus exemplos de coragem e determinação na luta por um mundo melhor.
Aqui deixo a minha sentida homenagem.
C.Tofes
António Barreto – A arte da “calhordice”
Artigo original em Samuel o "Cantigueiro" veja aqui
Sim, porque o verdadeiro calhordas não faz o que faz, à sorte. Sabe muito bem porque faz o que faz... e para quê. O verdadeiro calhordas, ao contrário do que erroneamente se possa pensar, tem uma missão a cumprir.
Lendo um texto do “Cravo de Abril”, em que mais uma vez é demonstrado, preto no branco, um dos milhentos casos de censura (de classe) selectiva e sem contemplações, praticados diariamente pela nossa comunicação social, tornou-se impossível deixar de tropeçar novamente no Doutor António Barreto, que desde bem antes do tempo em que se tornou, juntamente com Soares, a cara visível do ódio à Reforma Agrária, criando as condições que levariam à sua destruição e sendo moralmente responsável pelos vários crimes que então se cometeram, culminando no assassínio de dois trabalhadores agrícolas do Alentejo... desde bem antes, como dizia, sabe muito bem ao que veio.
O sociólogo, que é pago para dizer coisas sobre as mais variadas coisas, desta vez veio tecer considerações sobre a “liberdade de expressão”. Apesar de ter descoberto que «Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação», concluindo, «Isto chama-se condicionar a opinião pública», acrescenta logo que, nomeadamente, porque é livre de escrever estas coisas nos jornais, «vivemos num país em que reina a liberdade de expressão».
Não fosse dar-se o caso de nós, os estúpidos, não entendermos a mecânica da coisa, acrescenta decididamente: «Não é verdade que condicionar a opinião pública seja a mesma coisa que retirar a liberdade de expressão».
Pois. Pode ser que não seja, doutor. Também dar grandes pontapés nas canelas e nos joelhos de alguém, não é a mesma coisa que retirar-lhe a liberdade de andar... mas dificulta como o raio que o parta, doutor!
23 de fevereiro de 2010
EGIPTO - mercado tradicional do Cairo
043.jpg
Khan al Khalil, o principal mercado tradicional do Cairo, dédalo de ruas estreitas onde se encontra tudo o que se possa imaginar.
Autor H.G.«Há procura do primeiro emprego»
... tenho vontade de crescer profissionalmente e ganhar experiência, embora haja dias em que me sinto muito desanimada e triste uma vez que não há oportunidades para os recém-licenciados.
Quando me chamam para alguma entrevista perguntam se tenho experiência e se não tenho, rejeitam-me logo. Mas se ninguém me dá oportunidade como querem que ganhe experiência?
Depois disto pergunto o que quererá dizer o miúdo Paulo Rangel:
“Aos 12 anos as crianças podem aprender uma profissão.
È preciso quebrar quebrar tabu”
Num mundo de mentiras e hipocresia ou com objectivos bem delineados?
Quem aos 20 e tais termina os estudos e vê-se negro para arranjar trabalho, e quando este aparece de precário não passa.
Os que já muitos anos de trabalho (e desconto) têm vêm-se na iminência de nunca ser reformados pois a reforma é adiada constantemente para além de agravada... muitos ficam pelo caminho, pois morrem mesmo antes de atingir tál idade.
Como será possível apreviar os estudos de um adolescente para entrar no mercado de trabalho, mesmo que boa intenção seja tirar um curso profissional aos 12.
O objecto prioritário passa por acabar com o desemprego, no imediato reformar mais cedo quem já está cansado e dar oportunidade aos jovens de 20 e tal.
Lançar a nossa economia onde nós temos um potencial natural: pescas e agricultura que por sua vez envolverá uma enorme actividade industrial... caminho aberto a criação de postos de trabalho.
Baixar os preços das energias/combustiveis e aumentar o poder de compra dos trabalhadores (ordenados condignos min. 750€/mês) desta forma estes iram aumentar o seu investimento criando o movimento necessário a economia...
22 de fevereiro de 2010
Madeira - Comunicado oficial do Governo Regional da para ser divulgado no estrangeiro
President of the Autonomous Regional Government of Madeira


Na madrugada do passado sábado ocorreram alguns chuviscos na Madeira. Algumas estradas ficaram com poças de água. As ribeiras correram mais velozes e arrastaram mesmo alguma lama.
Inexplicavelmente, algumas pessoas assustaram-se e morreram do susto. Mas o povo é sereno e tudo regressou à normalidade.
As lágrimas do Rúben Mikael no início do jogo no Estádio do Dragão ficaram a dever-se às saudades que ele sente da Madeira, pois manifestamente não está a adaptar-se à vida no Continente.
E o Cristinano Ronaldo, quando, depois do monumental golo, mostrou a camisola interior com a inscrição "Madeira", estava a promover turisticamente a nossa Região.
Portanto, os turistas podem vir que estamos preparados para os receber. Mas não venham já, porque estamos a acabar umas obrazitas de reparação e pinturas para tornar a nossa ilha ainda mais bonita.
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