Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

7 de fevereiro de 2010

Um simples cigarro, uma grande conversa!

O operário, 54 anos com aspecto de 60, fumava o seu cigarro.
Abeire-me, pedi lume e meti conversa – só falta um letreiro nas entradas dos cafés a proibir a entrada aos fumadores.
O homem, com toda a sua calma, respondeu-me – nos restaurantes acho bem que não se fume mas nos cafés é um exagero.
-Este país é uma contradição, não querem que se fume em determinados locais mas estão desejosos que fumemos cada vez mais para daí retirarem mais impostos e encher os bolsos de alguns.
-Só para os nossos salários é que não há dinheiro. Há mais de sete anos que não sou aumentado. Deram-me há dois anos, mais 35 cêntimos por hora, e retiram-nos o ano passado.
Perguntei – o que faz e onde trabalha?
- Sou pedreiro e trabalho em Lisboa. Levanto-me todos os dias às 5,30 horas da manhã e regresso a casa por volta das 19,30 e só me pagam as horas de deslocação para Lisboa  o regresso não é pago.
-Ando doente e nem me posso dar ao luxo de perder tempo para ir ao médico. Um dia destes senti-me mal com uma paralisia do lado esquerdo, contei ao meu patrão, disse-me para  ir ao hospital mas não disponibilizou ninguém para me acompanhar.
- Isto está péssimo, tratam-nos pior que animais.
E vocês não protestam, não dizem nada?
- Para quê? Para sermos despedidos e ficarmos sem nada? – Olhe, por onde passarem os outros também eu hei-de passar.
Mas já há muita gente a passar fome, também quer passar por aí?
Olhou para mim, calou-se, acendeu outro cigarro, pediu um copo de vinho que bebeu de uma só vez, levantou-se com dificuldade e dirigiu-se para casa.
Boa noite! Amanhã tenho de levantar-me cedo.
Digo eu – Não podemos ficar de braços cruzados, a luta e a contestação são precisas!



O Belmiro “ Azedo”

Não é meu hábito fazer compras nas empresas do Belmiro “ Azedo”.
Começa a haver muito mais gente com esta postura.
Bem, um dia da semana que passou, precisei de comprar, com urgência, um carregador para o telemóvel – o mais perto era, precisamente uma loja desse explorador.
Entrei e pedi ao trabalhador, que me atendeu, o respectivo carregador com o seguinte comentário – lá tenho que vir dar lucro a este malandro.
O Trabalhador, um jovem recém-licenciado, respondeu-me – mais lucro dou eu que estou aqui há mais de 1 mês sem receber 1 cêntimo, estou em estágio profissional sem qualquer remuneração.
É este o senhor que vem para a comunicação social, sempre subserviente perante os poderosos, proclamar que é o maior empregador em Portugal e que tem trabalhadores satisfeitos.
Talvez seja o maior empregador…mas a que preço?
Trabalho temporário sem quaisquer garantias, trabalho escravo não remunerado, salários de miséria, horários de 10 e 12 horas por dia que não são pagas, etc., etc.
E, são estes senhores que recebem milhões de subsídios e isenções de pagamento à segurança social.
- Pagam mal aos trabalhadores;
- Pagam mal aos fornecedores;
- Liquidam o comércio tradicional;
-Acabam com milhares de postos de trabalho.
- E ainda são apoiados pelos nossos impostos.

6 de fevereiro de 2010

CAVACO SILVA - por qué no te callas?


A classe operária está a acabar?

Andam para aí uns “melros” a proclamar que já não há classe operária e que o proletariado acabou…

Estes que assim falam, têm casa, têm carro, precisam de vestir e comer todos os dias.

-Se o carro avaria vão direitinhos à oficina e lá está o operário especializado em colocar a peça certa no sitio certo e que outro operário fabricou;

- As casas onde vivem foram construídas por operários de variadas profissões que utilizaram materiais fabricados pelas mãos calejadas da classe operária;

- Os vestuários que utilizam foram confeccionados por muitos trabalhadores, mal pagos e explorados, para suas excelências não andarem nus;

-O que comem esses senhores, lá tem incorporado o esforço de muitos operários em que a maioria deles não conseguem comer o que produzem para outros;

- A maquinaria veio substituir muitos operários? É verdade. Mas quem produziu e montou essas máquinas e as coloca em funcionamento é a classe operária.

Há super-produção, há nos países, ditos desenvolvidos, produtos em excesso – claro que há.

Mas quem vai consumir esses produtos? Os capitalistas? Não. Se não há poder de compra da generalidade da população que importa haver produtos em excesso se a maioria não os pode adquirir?

Se a classe operária (que esses “melros” dizem que acabou) sente o valor da sua força de trabalho cada vez mais reduzido e se, não tem meios para repor esse valor, o consumo desce, a economia estagna, a crise instala-se.

O capitalista quer pagar cada vez menos pela mercadoria que lhe dá o lucro – a força de trabalho – e gerar cada vez mais bens de consumo mas os que os deviam consumir não têm poder para os adquirir.

A classe operária existe, há cada vez mais homens e mulheres a pertencerem a esta classe que, organizada e tomando consciência do seu papel na sociedade há-de ser a coveira do capital.

Lutar é preciso!

Quando estamos doentes, vamos ao médico ou é o médico que nos procura?
È evidente que somos nós que procuramos o médico.
Então porque não fazemos o mesmo quando se trata de melhorar as nossas condições de vida?
Se queremos melhor assistência na saúde, no ensino, na velhice, melhores reformas, melhores salários, trabalho com direitos e com dignidade, mais e melhor justiça social etc. Temos de lutar por tudo isto.
Os exemplos são muitos.
- Os professores lutaram e, apesar de não obterem uma vitória total, obrigaram o governo a recuar;
- Os trabalhadores dos CTT lutaram e conseguiram significativas vitórias;
- Os enfermeiros estão em greve e grandes manifestações, unidos por melhores salários e contra a discriminação;
- Os funcionários públicos estão em luta contra o congelamento dos salários e pelo aumento do poder de compra, condição necessária para o aumento do consumo interno e pelo desenvolvimento da economia;
- Os estudantes estão em luta por melhores condições materiais e humanas, pela revogação do estatuto do aluno, pelo fim dos ataques às liberdades individuais e das suas associações;
- Os agricultores lutam contra os aumentos dos factures de produção, contra a importação do que cá se pode produzir e por apoios significativos à produção;
- Milhares de trabalhadores lutam contra o encerramento das suas empresas, contra as fraudes e a roubalheira e, muitos têm conseguido grandes vitórias;
- Os polícias e os militares têm desencadeado corajosas lutas contra a descriminação, por aumentos salariais, por progressões justas nas respectivas carreiras.
Nem sempre quando se luta a vitória está certa mas, se não há luta a derrota está certa…
VAMOS À LUTA!

50 mil na manifestação da Administração Pública

Mais de 50 mil trabalhadores da Administração Pública manifestaram-se em Lisboa para dar resposta à política de direita que o Governo prossegue. O congelamento de salários, a redução das pensões, a perda de poder de compra são graves injustiças com as quais os trabalhadores estão a ser confrontados.

5 de fevereiro de 2010

Governo PS diminui mais uma vez as Reformas futuras

Eugénio Rosa * - 03.02.10
“Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública (…), o governo pretende alterar novamente o Estatuto da Aposentação”, com uma nova fórmula de cálculo que diminui, uma vez mais, o valor das reformas a partir de 2010.
Tendo como barómetro a “economia de casino” o governo diz vislumbrar sinais de recuperação da economia (de quem?, para quem?), ao mesmo tempo que pouco fazem para diminuir o desemprego (já acima de 10%), congelam salários e diminuem reformas. O governo PS de José Sócrates é cada vez mais descaradamente um instrumento do grande capital.Eugénio Rosa * - 03.02.10 

RESUMO
Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública o que determinará que o seu poder de compra no fim deste ano seja inferior ao que tinham no início de 2000 em cerca de 8% (a preços de 2005, o valor das remunerações certas e permanentes da Administração Pública Central previstas para 2010 – 8.223,8 milhões € – corresponde a menos 1.132 milhões € do que o valor de 2005), violando o princípio da segurança jurídica e criando uma grande instabilidade e insegurança na Administração Pública com permanentes alterações. 

4 de fevereiro de 2010

ESTUDANTES CONTRA POLÍTICA DO GOVERNO

Grande jornada de luta




Milhares de estudantes do ensino básico e secundário manifestaram-se,quinta-feira, por todo o País, contra os exames nacionais e cortes no financiamento das escolas, a privatização do ensino e o Estatuto doAluno e o Regime de Faltas. Os alunos reivindicaram, de igual forma, a aplicação da Educação Sexual e mais democracia nas escolas, muito atacada nos últimos anos, com a proibição de reuniões gerais, impedimento de formação de associações de estudantes e de manifestaçõesestudantis.

Na educação ganham os privados

 Governo levou à AR «um mau Orçamento para a Educação, que aposta em políticas votadas ao fracasso», considerou a Federação Nacional dos Professores, num comunicado em que recorda que o sector não teve, nos últimos anos, sequer as verbas consideradas indispensáveis pelos próprios governantes, já que «as palavras nunca tiveram tradução política em medidas e investimento que as confirmassem».
O previsto crescimento de 0,8 por cento «nem sequer restituirá ao sector o peso relativo que tinha no OE de há seis anos». Mas um «dado relevante é o reforço anunciado de 4,8 por cento, em 2010, da despesa com o ensino privado, um subsector que, gradualmente, tem vindo a ganhar uma expressão que já não se resume à supletividade legalmente estabelecida», assinala o Secretariado Nacional da Fenprof, que subscreve a nota de 28 de Janeiro.
A federação cita um relatório recente, revelando que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média dos países da OCDE: no primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5 por cento (2,9 por cento na OCDE); no terceiro ciclo, 5,5 por cento (três por cento na OCDE); no secundário, 13,5 por cento (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e em alguns graus de ensino nos Estados Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.


2 de fevereiro de 2010

Prendam o Victor Constâncio!

O governador do Banco de Portugal afirmou hoje que vão ser necessárias novas medidas para reduzir o défice.
Este melro não vê o que devia ver? Está cego pelo seu ideal de lixar o zé povinho!
Prendam este bandido, saía-nos mais barato... Já basta ganhar 272.628 Euros/ano, (272628/14 = 19473€ mês) ou seja mais de 43 salarios mínimos para tanta incompetência.

"Avaliação dos professores em Portugal, desculpem no Brasil"

Políticas há parte o Homem tem razão!

Mário Crespo não é dos meus, mas...

Fiz copy/paste deste artigo porque partilho na integra o sentimento do autor e desta forma justifico a publicação do anterior artigo que coloquei sem arrependimento. Foi para alertar para este problema a CENSURA, censura esta à muito praticada contra outros e que ao silêncio são remetidos.
Veja o original neste Blog, aqui

Nota prévia: Por vezes é já com alguma irritação que atiro para o lixo os recorrentes mails que alguns amigos me enviam, com textos de crónicas de Mário Crespo, escritas em vários órgãos de comunicação. Vêm sempre anunciadas por um entusiástico “mais uma do Crespo!”, como se o facto de um jornalista de direita aproveitar todos os centímetros que consegue na imprensa e cada minuto de tempo de antena, para bolçar o ódio vesgo que tem pelo Governo de Sócrates, o transformasse em “um dos nossos”. A verdade é que ele bolça esse ódio por tudo o que lhe cheire a esquerda, mesmo que seja uma esquerda tão “bemol” como é este PS de Sócrates... portanto não, Mário Crespo não é “cá dos meus”. Não gosto de praticamente nada do que escreve, não gosto de praticamente nada do que diz, não gosto de praticamente nada do que apresenta na televisão, por muito que insista em dizer (parolamente) que são conteúdos e “jornalismo de excelência”.



Feita a introdução ao tema, o resto é simples de escrever: isto que se está a passar com o jornalista Mário Crespo é uma canalhice! Um caso a precisar de rigor no apuramento da verdade. É mais uma das canalhices em que este Governo se tem mostrado especialista, mesmo quando tem quem as cometa por ele. É inquietante a deriva autoritária que nunca abandonou a maneira de estar desta gente e a impunidade com que vai eliminando os “incómodos”, um por um, não com argumentos, mas pelo puro, duro e simples afastamento físico.
Mesmo assim, vem-me à memória um poema, normalmente atribuído a Bertold Brecht, que começa mais ou menos desta maneira: «Primeiro levaram os judeus, mas não falei porque não sou judeu... » e reparo que não faço a menor ideia de onde estava Mário Crespo, nem tantos dos que agora se ofendem e solidarizam com ele, nem o que um e os outros “falaram”, quando o jornal que agora o censurou, o Diário de Notícias, decidiu, há bem pouco tempo, livrar-se de vários colaboradores “incómodos” para o Governo, jornalistas, cronistas... que esses sim, ou pelo menos alguns, eram “cá dos meus!”

SILÊNCIOS RUIDOSOS…

QUE RAIO DE EMBUSTE É ESTE???
Ouço, e não quero acreditar. Pior, fico até com a ideia que me estão a passar um atestado de indigente mental. 
Não é que, no exacto momento em que o PS se prepara para aprovar o OGE mais retrógrado depois do 25deAbril, daí o consenso de toda a direita, propondo-lhes – a essa mesma direita PSD/CDS - inclusivamente um pacto de legislatura, assumindo assim, publicamente, as reivindicações do grande capital, não é neste momento, dizia, que o cidadão Manuel Alegre, figura proeminente deste mesmo PS, faz a apresentação da sua candidatura à Presidência da República, pretendendo que é uma candidatura em nome da Esquerda, sem que se lhe conheça uma única palavra de condenação deste cambalacho? 
– E aqueles senhores e senhoras que se saracoteiam à sua volta, digníssimos representantes de uma burguesia desnorteada, não param sequer para reflectir sobre o significado de tudo isto? 
Lá está o Zé “que faz falta”, com o seu moralismo de prestamista, tão ocupado a leiloar o espaço público que perdeu a conta ao número de assessores à sua volta; 
Lá está a “Madre Roseta da Lapa”, com o seu permanente discurso “…não, não vou por aí…”, e encontramo-la depois na primeira fila trilhando o caminho atrás rejeitado; 
Lá estão os semedos do costume, radicalmente lutando pelas lentilhas que hão-de sobrar do festim; 
Todos, saltitando alegremente, embasbacados pela grandeza da figura, ofuscados pelo brilho do pechisbeque, dando o seu contributo para mais uma feira de vaidades. 
É realmente necessária uma candidatura de Esquerda, mas que assuma a ruptura com estes serventuários do capital, que assuma o primado da Política sobre a Economia tal como defina a Constituição Portuguesa, que coloque o interesse público acima do interesse privado, isto é, que em nome da Constituição impeça o desmantelamento do Património Público. 
Podem enganar alguns durante todo o tempo; podem enganar todos durante algum tempo; mas não conseguem enganar todos durante todo o tempo. 
Texto de H.G.

1 de fevereiro de 2010

Democracia à Socrates/PS

O Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução».Mário Crespo abandona colaboração com JN
O Sindicato dos Jornalistas afirmou hoje que a alegada conversa entre membros do Governo sobre o jornalista Mário Crespo é «profundamente condenável» por alimentar a suspeita de perseguição governamental à  classe e pede uma «retratação pública».

O texto de Mário Crespo que não foi publicado...

A roupa interior do «bloco central»


Manobrado pelo PS, ansiado pelo PSD, sentido como afirmação de poder para o PR, esperançoso para o sempiterno disponível CDS, conveniente nas contas do alto patronato – o novo bloco central aí está.
Uma articulada campanha de marketing preparou-o, mastigando até à náusea um longo rosário de frases feitas:
- «A crise atinge-nos a todos e todos temos de fazer um esforço para a superar<» - afirmam os senhores do alto Capital.
- «A solução única para saída da crise é todas as forças seguirem essa solução - diz Cavaco Silva numa tradicional declaração de Presidente da República.
- «Salvar o sistema financeiro é a primeira das prioridades» - proclamou desde início o Governo. 
- «Os trabalhadores têm de aceitar trabalhar mais com menor salário e menos direitos, ou ficam sem emprego» - sentenciam sisudos economistas de cartola.
- «Estamos a gastar acima das nossas possibilidades» - asseguram outros atirando a responsabilidade para o povo.
- Também alguns, proclamando-se arautos do «regresso a Marx»deixam no cesto dos papéis a teoria da mais-valia e a luta de classes para proporem o regresso a um keynesianismo mitigado.
Com o ruir do dogma do «mercado que se auto-regula» é caso para perguntar: onde estão agora os gurus do neoliberalismo? Que antes da crise falavam da «boa saúde» dos mercados? 
Outras perguntas podem também ser formuladas:

Capitular aos interesses do capital



É BOM QUE SE SAIBA...

PS e CDS/PP inviabilizaram no Parlamento, na passada semana, o projecto de lei do PCP que trava a possibilidade de estender a jornada de trabalho até às 12 horas diárias e 60 horas semanais. Nenhuma outra opção está colocada aos trabalhadores que não seja a de resistir e lutar contra mais este violento ataque aos seus direitos.

O PCP, pela sua parte, não hesita em afirmar que «não aceita nem aceitará» que perante a grande questão de saber a «quem deve aproveitar o progresso», a resposta possa ir no sentido de excluir aqueles que são os criadores da riqueza. 
«Quando o mundo progride, a tecnologia progride, a ciência progride, não é possível aceitar que aqueles que trabalham e criam a riqueza tenham que regredir nos seus direitos», sublinhou oa presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares.

Enfermeiros fizeram História

Manifestação Enfermeiros 29 - Jan. - 2010 Lisboa
Cerca de vinte mil enfermeiros cumpriram uma jornada de luta com dimensões sem precedentes, onde repudiaram, nas ruas de Lisboa, a humilhação da discriminação salarial que o Ministério da Saúde lhespretende perpétuar, atribuíndo-lhes remunerações mais baixas do que as praticadas aos restantes licenciados na Administração Pública.

Rogério Raimundo (CDU) critica Carta Educativa de Alcobaça

O vereador da Câmara de Alcobaça, Rogério Raimundo (CDU), criticou a concentração de alunos nos “mega centros escolares” e o fecho de algumas escolas no concelho.
“Esta Carta Educativa está com completamente desactualizada”, disse Rogério Raimundo, criticando a concentração de alunos nos “mega centros escolares” e o fecho de algumas escolas no concelho nomeadamente em Alpedriz, Montes, Póvoa, Casal dos Ramos e Pisões, além de outros tantos jardins-de-infância.
N iniciativa que o partido comunista organiza mensalmente sobre um tema e de forma descentralizada no concelho, o vereador pela CDU, considerou que o fecho de escolas vai contribuir ainda mais para a “desertificação” de muitos lugares e a fuga da população para os centros urbanos.
por Artur Ledesma no Região de Leiria

31 de janeiro de 2010

30 de janeiro de 2010

Desumanização

«hoje, trabalha-se mais, paga-se menos»
"não trabalho escravo"

Mesmo ainda antes de o Código do Trabalho vigorar, beneficiando da conivência do Governo, houve empresas que de forma ilegal impuseram um aumento da carga horária.
Foi o caso da PSA Citroen, em Mangualde, onde a situação pode ser caracterizada na seguinte frase: «hoje, trabalha-se mais, paga-se menos». Dito de outra forma, pegando nas palavras do deputado comunista Miguel Tiago, ao mesmo tempo que os «patrões engordam os lucros, empobrecem os que vivem do seu trabalho».
Com efeito, na PSA Citroen, como em outras empresas, chegou-se ao cúmulo de aplicar um banco de horas através do qual é exigido aos trabalhadores que as licenças de paternidade e maternidade, ou as licenças por baixa médica sejam compensadas à empresa com dias de trabalho não pago. «O que é isto se não trabalho escravo, com a permissão governamental do PS?», inquiriu Miguel Tiago, para quem este banco de horas mais não é afinal do que uma forma de reduzir a remuneração do trabalhador, isto é, obrigá-lo a trabalhar ao fim-de-semana pagando-lhe como se fosse dia normal, ou impor-lhe trabalho nocturno e pagar-lhe a «preço de saldo».
«É hora de assumir que este Código do Trabalho institui a desumanização do Trabalho, que é uma nódoa na história do PS, que assim entrega a vida dos trabalhadores de bandeja ao patrão», sustentou o parlamentar do PCP.

Tudo é histórico em Portugal...

É histórico o défice de - 9,6% do PIB;
É histórico o desemprego – 10,3% mais de 700.000;
É histórico o nível de pobreza do Povo Português – cerca de 2 milhões de pobres;
É histórico o ordenado dos trabalhadores – dos mais baixos da Europa;
É histórico os ordenados dos administradores das empresas; bancos, EDP, P.T., C.Geral de depósitos, banco de Portugal, TAP, ETC. – dos mais altos da Europa.
É histórico os lucros dos bancos que, em período de crise, os cinco maiores, (C.G.D.,BCP, Santander e BPI) lucraram no ano de 2009, mais de 5,5 milhões de euros por dia;
É histórico a corrupção, as fraudes e as impunidades de quem as pratica; 
É necessário pôr um fim a este fatalismo histórico, fazendo cumprir e respeitar a Constituição da República;

Só através da luta se pode imprimir um novo rumo e uma nova política de progresso, de liberdade, por uma vida melhor, colocando na História aqueles que são os seus verdadeiros agentes, os Trabalhadores.


29 de janeiro de 2010

ALEGRE, A CANDIDATURA DE UM AVENTUREIRO POLÍTICO

Embora só tenham lugar dentro de um ano, já se antevê que as próximas eleições presidenciais em Portugal darão lugar a mais uma gigantesca operação de mistificação.
Neste artigo, José Paulo Gascão desmonta a campanha em preparação de apresentar o candidato a candidato Manuel Alegre como o político de mãos limpas, de “causas”, e uma encarnação da consciência social e democrática do povo português e dos seus anseios de mudança.
José Paulo Gascão - 29.01.10

28 de janeiro de 2010

Olha o menino do BE - um malandrim na Câmara de Lisboa...


ESCANDALOSO!!!
José Sá Fernandes, um malandrim na Câmara de Lisboa SABIAM QUE este marmanjão custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?

Pois é, para sustentar o tráfico de influências desta besta quadrada andamos a pagar do nosso bolso a onze parasitas, entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -- tudo a recibo verde.
Faz? Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas! 
Se não vejamos:
CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOAS 
Nome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros) 
Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530 ,00
Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00 
António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00 
Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00
Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%)Renovação - 2.500,00
Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00 
Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00
Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00
Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00 
Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00

As chaves do horror

Os sofrimentos arrepiantes por que passa o povo do Haiti despertam, como é evidente, sentimentos de solidariedade humana. Não devemos, no entanto, furtar-nos a recolher e classificar informação do que se está a passar, não na perspectiva da causas das catástrofes naturais, mas a partir dos factos sociais, políticos e religiosos que estão na base da instalação da actual situação de anarquia e miséria num país onde o povo é tratado como se fosse gado.
Quando o castelhano Cristóvão Colombo descobriu a América (1492) defrontou-se com uma nação dos índios Taíno, que pareciam nadar em oiro. Chamavam à sua terra Ayiti. Colombo chacinou os índios, apropriou-se das minas de oiro e mudou para Hispaniola o nome da terra índia. Estabeleceu uma força armada de ocupação e os missionários católicos baptizaram à força os índios escravizados. A ocupação espanhola manteve-se até 1697. Entretanto, dizimados os povos índios, procedeu-se à importação maciça de escravos africanos que garantiram aos senhores europeus a mão-de-obra necessária à exploração mineira.

MENTIRAS! - Portugal um País pobre e sem recursos?

O Governo PS e o grande patronato afirmam que o país é pobre, que não tem recursos, que «os portugueses vivem acima das suas possibilidades». A verdade é outra: os lucros dos grandes grupos económicos – banca; energia; telecomunicações e comércio e serviços – só nos primeiros nove meses de 2009, situaram-se acima dos 3 100 milhões de euros.

E em tempo de crise financeira profunda e com apoios significativos do Estado, os cinco maiores bancos com actividade em Portugal (CGD; BCP; BES; SANTANDER/TOTTA e BPI) lucraram no ano de 2009, mais de 5,5 milhões de euros por dia.

Código do Trabalho para desregulamentação dos horários

«Quando o mundo progride, a tecnologia progride, a ciência progride, não é possível aceitar que aqueles que trabalham e criam a riqueza tenham que regredir nos seus direitos»
«O patronato quer pôr e dispor da vida dos trabalhadores»

Mecanismos no Código do Trabalho para desregulamentação dos horários...

A roupa interior do «bloco central»


«É preciso salvar o capitalismo»: mas salvá-lo de quê? não são as crises inerentes ao sistema? Não estamos vendo como a crise é pretexto para um brutal ataque aos trabalhadores, para cortar nas funções sociais do Estado, diminuir salários, pensões e reformas? 
Esta política de bloco central passa em claro uma questão fundamental: convergência, união de esforços - em nome de quê, em defesa de quais interesses? Os da minoria que o governo protege ou os da imensa maioria por eles espoliada?

27 de janeiro de 2010

Reforma da Política Comum de Pescas - Perspectivas e ameaças


Um tratado que, entre outros gravosos aspectos, integra como competência exclusiva da União Europeia a "conservação dos recursos biológicos do mar, no âmbito da política comum de pescas", propósito tanto mais inaceitável, quando se reforça o poder das grandes potências no processo de decisão da União Europeia, isto é, na ponderação de votos no Conselho (onde os denominados "seis grandes" ficarão com 70% dos votos) e no Parlamento Europeu, que terá poder de co-decisão nas pescas (onde esses "seis grandes" têm mais de 50% dos mandatos).
PCP defende pescas como interesse nacional aqui

O DÉFICE TÓXICO

«É PRECISO CORTAR, DESDE JÁ, O DÉFICE»

«Há uma necessidade imperiosa de reduzir o défice». «Sampaio pede compromissos para combater o défice». «O FMI avisaque pode ser necessário aumentar impostos para reduzir o défice e controlar os salários dos funcionários públicos e adespesa social e em caso limite, uma subida do IVA não deve ser descartada».
«O Governo vai pagar aos clientes do Banco Privado Português (BPP) até 250 mil euros». Para agravar o défice.
«Este ano não haverá aumentos para a função pública para combater o défice afirmou Teixeira do Santos. Os FuncionáriosPúblicos vão perder poder de compra devido ao défice». «Na melhor das hipóteses, para cerca de 700 mil funcionários públicos haverá “aumentos reais zero” então existirá uma perda real nos salários para combater o défice».
«O desemprego vai aumentar em algumas dezenas de milhar para controlar o défice».


«A despesa com a compra dos dois submarinos vai ‘rebentar’ com o défice orçamental em 2010. O Governo é obrigado aregistar este ano 973 milhões de euros, juros incluídos, gastos na sua aquisição e durante 32 anos os custos de manutençãoserão elevados».
O défice defeca, o deficit deformar, o défice definha, o deficit deturpa, o défice difama, odeficit degrada, o défice degola, o deficit defenestra, o défice defrauda, o deficit degasta, odeficit degreda, o défice deflagra.
O défice fede!

26 de janeiro de 2010

A MÁFIA SOCRÁTICA

"Não falimos por um milagre”


José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.
Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?
José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
– Que problemas?
– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados.
Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
– Depois houve mais alguma pressão política?




no coments


Os donos



Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
O operário trabalha na fábrica, recebe daí um pequeno salário, que mal chega para o seu sustento e da sua família.
Para além de arrecadar a mais-valia  do operário, o dono da fábrica também é accionista do banco.
O banco”vende” ao operário o dinheiro para comprar uma casa e cobra-lhe uma percentagem – o lucro do banco.
Mas o operário, tem uns amigos pedreiros e carpinteiros, decide fazer a casa por conta própria – não é problema porque o dono da fábrica e do banco também tem uma empresa de cimento e de tijolos…
O dono do banco, porque é “amigo” do operário, concede-lhe o empréstimo mas o operário tem de fazer seguro de vida, multirriscos, de recheio, etc. Que por acaso as seguradoras também são dele.
E, como operário precisa de se alimentar e sustentar a sua família então, o seu patrão – dono da fábrica, dono do banco, das seguradores – também é o dono do hipermercado que fornece os géneros alimentares e outros, aos operários.
Mas o operário precisa deslocar-se para o trabalho – o patrão não tem nenhuma empresa de transportes mas, como é dono do banco e das seguradoras, “vende-lhe” mais dinheiro para comprar um carro a prestações e vende-lhe também os seguros inerentes.
Como é amigo de fazer bem – o patrão que é dono das fábricas, do banco, do hipermercado, das seguradoras e do stand de automóveis – coloca, junto ao hipermercado, uma bomba de gasolina para que os operários abasteçam as viaturas.
O patrão, “ amigo”, como tem coração de manteiga, quando o operário já estiver esgotado e começar a adoecer – não há qualquer problema, desde que pague, o operário também tem um lar á sua disposição que “por acaso” – o patrão que é dono das fábricas, do banco, das seguradoras, do stand de automóveis, do hipermercado, das bombas de combustível, também é accionista do lar e até é o seu presidente. (os restantes 80% são da igreja).
Quando o operário morrer, o patrão que – é dono das fábricas, do banco, das seguradoras, do hipermercado, das bombas de gasolina, do stand de automóveis e do lar, também tem uma agência funerária, lá estará o patrão para cobrar o funeral e até vende a campa aos familiares para que sintam que fizeram todas as honras ao seu ente querido. Se precisarem de flores ele também vende no seu hipermercado.
Como a família do operário ficou sem dinheiro para acabar de pagar as prestações, o banco do patrão accionou a penhora e foi buscar a casa…

“Os patrões são muito nossos amigos…”

25 de janeiro de 2010

José Afonso - Os Vampiros

REPÚDIO À PRESENÇA DA TROPA PORTUGUESA NO AFEGANISTÃO


Paz sim, Nato não.
Hoje, 25 daneiro, às 17h30, haverá uma distribuição de folhetos entre o Rossio e a R. Augus
ta, em Lisboa, no âmbito da campanha "Paz Sim! Nato Não". Além dessa acção haverá uma conferência de imprensa. Nessa ocasião será divulgada a carta entregue hoje no Ministério dos Negócios Estrangeiros repudiando o envio de (mais) tropas portuguesas para o Afeganistão. As organizações promotoras da iniciativa afirmam que a cimeira da NATO, prevista para Portugal em Novembro, não é bem-vinda ao nosso País, tendo em conta a natureza agressiva da aliança atlântica e as intervenções militares que tem vindo a desencadear em diversas partes do Mundo. Além disso, registam "o contínuo alargamento do seu âmbito de actuação, o envolvimento crescente da União Europeia nas intervenções da Aliança, assim como os perigos que tal representa para a soberania e para a liberdade dos povos". 
Assim, afirmam, "repudiam a estreita dependência dos governos e autoridades nacionais relativamente à NATO e a participação crescente de tropas e forças militarizadas nacionais nos teatros de guerra abertos pelos Estados Unidos da América, bem como o uso irrestrito do território e do espaço aéreo nacionais ao serviço de acções militares que nada têm a ver com o interesse nacional. Isto constitui uma frontal violação do direito internacional e dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa".          -       retirei este aqui - resistir.info

24 de janeiro de 2010

Mais uma golpada


Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE… 
É uma golpada com muita classe, e os golpistas somos nós.... 
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve. 
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios. 
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?». 
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!». 
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?». 
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos». 
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes. 
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo. 
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. 
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço. 
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

A Formiga e o Leão

A Formiga e o Leão
O leão montou uma pequena oficina onde trabalhava ele e a Leoa (sua esposa).
Como tinham muito trabalho decidiram contratar a Formiga como assalariada.
O trabalho aumentou e contrataram mais 3 Formigas.
A Leoa deixou de trabalhar e dedicou-se às filhas; ia levá-las e buscá-las à escola, ia às compras e passava horas nos cafés conversando com as amigas.
O Leão continuou na empresa mas fazia pouco… tratava dos orçamentos, das compras e das vendas, ia aos bancos.
As formigas trabalhavam, trabalhavam e eram remuneradas razoavelmente. Obtinham da venda da sua força de trabalho o seu sustento e da sua família.
Em três horas produziam o suficiente para que o Leão lhes pagasse os salários e todos os encargos; seguros, segurança social e demais impostos.
As restantes seis horas eram lucro absoluto para o Leão.
As encomendas cresciam e o Leão contratou mais 6 Formigas. Procurando tirar dividendos das novas contratações, estabelecem um salário mais baixo do que as que lá trabalhavam há mais tempo.
O Leão contratou a aranha para empregada de escritório; tratava dos papeis, ia aos bancos, fazia recebimentos e pagamentos e controlava o tempo das Formigas.
O Leão deixou de trabalhar. Passava pelo escritório por volta das 10 horas, fazia a ronda pela empresa e saía para almoçar regressando pelas 5 horas da tarde.
Comprou um Mercedes para ele e outro para a Leoa. Comprou também 1 jipe para cada uma das filhas que, entretanto tinham ingressado na Universidade.
As Formigas continuavam a trabalhar e a produzir a bom ritmo.
Se produziam tanto sem supervisão, melhor produziriam se fossem supervisionadas – pensou o Leão.
Então contratou a Barata que tinha muita experiência nesta área e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da Barata foi estabelecer um horário rígido de entrada e saída das Formigas.
Tinham de estar no local de trabalho 5 minutos antes das 8 horas e a que se atrasasse era-lhe descontada 1 hora.
A saída ficou estabelecida para as 18 horas desde que não fosse necessário fazer horas extras , que eram pagas como normais.
A Barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma mosca que, além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O Leão ficou encantado com os relatórios da Barata e pediu gráficos e índices de produção, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
O Leão só aparecia na empresa para assistir às reuniões e nem sempre ficava até ao fim.
As Formigas, exaustas de tanto trabalho, ainda tinham que preencher a papelada pedida pela Barata. Começaram a protestar e, o Leão concluiu que era altura de criar a função de gestor da fabricação. O cargo foi dado a uma Cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a Cigarra, precisou ainda de um computador novo , uma impressora e de uma assistente(que trouxe do seu anterior emprego) para ajudar na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho das Formigas e no controlo de do orçamento para a área da produção.
Perante os relatórios, orçamentos e contabilidades, o Leão deu-se conta que tinha despesas a mais e que as Formigas já não rendiam como antes ou seja a produtividade da empresa foi reduzida consideralvelmente.
Contratou a Coruja, uma prestigiada consultora, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse as soluções.
A Coruja permaneceu 3 meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes, que concluíram: “ há muita gente nesta empresa”.
Então o Leão começou por despedir as 4 formigas mais antigas e mais experientes e também as que ganhavam mais.
As 4 juntaram-se e foram ao centro de emprego reclamar os respectivos subsídios. Verificaram que não tinham direito a qualquer apoio porque o Leão nunca as tinha posto como efectivas na empresa. Apesar de lhes retirar do salário a parte para os impostos, nunca tinha entregue esse dinheiro nos respectivos organismos.
As formigas tiveram de tirar os filhos das creches e dos tempos livres porque não tinham como pagar as respectivas mensalidades.
Partiram cada uma para seu lado à procura do seu sustento e das suas famílias.
O Leão, a Leoa e as filhas foram de férias para o estrangeiro deixando a empresa entregue aos directores da sua confiança.
Depois de um mês de ausência, o Leão veio com novas/velhas ideias: reuniu as restantes Formigas e deliberou que a partir daquele momento passavam a ter de trabalhar conforme a conveniência da empresa; Podiam começar às 7 horas da manhã, paravam às 13 e voltavam ao trabalho às 18 horas até fazerem as 9 horas diárias.
Reuniu também com os “gestores” e deu ordens para contratarem outras Formigas a empresas de trabalho temporário.
As filhas do Leão acabaram a Universidade, casaram e o Leão deu a cada um dos genros um lugar de gestão na empresa.
Comprou a cada uma um apartamento na praia como prenda de casamento.
Neste momento o Leão faz contactos para deslocar a empresa para um país de mão-de-obra mais barata e ficar apenas com um departamento, gerido pelos genros e pelos “gestores da sua confiança, para comercialização dos produtos confeccionados lá fora.
As restantes formigas foram despedidas sem qualquer indemnização.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.