Portugal é um dos países da União Europeia onde mais se morre por falta de condições de isolamento e aquecimento nas casas, segundo um estudo de especialistas da Universidade de Dublin que comparou 14 países europeus. A falta de condições de isolamento das habitações poderá ter estado na origem da morte de quatro idosos em Lisboa, no domingo, uma situação que a PSP já admitiu poder dever-se às baixas temperaturas que se fazem sentir. De acordo com a investigação, que analisou as potenciais causas da mortalidade no Inverno em 14 países europeus, «Portugal tem a maior taxa (28 por cento) de excesso de mortalidade no Inverno», seguido de Espanha e Irlanda, ambos com 21 por cento.
20 de fevereiro de 2010
19 de fevereiro de 2010
EGITO - Keop, Kefren e Micerino
Keop, Kefren e Micerino, da direita para a esq. Situam-se em Giza - guiza - (que nós aprendemos como Gizé...) nos arredores do Cairo, tão nos arredores que a malha urbana está nos limites das pirâmides, o que lhes trás acrescidos problemas de erosão.
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Autor: H.G.
Sócrates «o cadáver político está aí, a família que o enterre»
Com a cadência de uma peça de relojoaria, José Sócrates é novamente sujeito de suspeição de actividade ilegal e ilegítima, tornando-se uma vez mais, e sempre pelas piores razões, motivo de todas as conversas. Não hà volta a dar, o homem é assim, tem azar.
Qualquer pessoa medianamente informada da vida política portuguesa pode dizer de sopetão, sem grande risco de ser contrariado, uma ou duas dúzias de políticos a quem seria impossível baterem-lhe à porta tais azares. Há azares que acontecem sempre aos mesmos.
Agora, voltou a bater à porta de Sócrates o azar de amigos e destacados camaradas do PS o relacionarem, em comunicações vigiadas pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação «Face Oculta», com um alegado plano que visava interferir em vários órgãos da comunicação social e afastar uma jornalista e o director da TVI daquela estação televisiva. O Procurador e o Juiz de Instrução do processo «Face Oculta» vêem nesse alegado plano indícios de um atentado «contra o Estado de Direito».
Perante tão gravíssima situação, dez dias passados sobre o conhecimento público generalizado destes factos, Sócrates, secretário-geral do PS e primeiro-ministro de um seu governo, «aos costumes disse nada» e remete-se a um silêncio comprometedor, que incomoda já camaradas de Partido e preocupa adversários políticos.
16 de fevereiro de 2010
Carnaval
Quando o pobre é pobre até os cães lhe mijam nas pernas.
Nem os santos todos juntos salvaram o carnaval deste ano.
Mais uma vez os deuses estiveram do lado errado.
Os ricos, os abastados lá foram para o Brasil ou para outras paragens onde o Deus Sol
Se encarregou de lhes proporcionar umas belas férias.
Os pobres ficaram em casa porque a chuva e o frio não permitiu grandes folias carnavalescas.
Até o Sócrates e os seus comparsas foram ajudados pelos deuses.
O Povo não pôde sair à rua para a sua critica mordaz deste carnaval da governação.
15 de fevereiro de 2010
Notas acerca de uma década perdida
Guterres pediu sacrifícios aos portugueses prometendo dias melhores para um futuro próximo, em nome da necessidade da adesão ao Euro e da necessidade de se cumprir o "Pacto de Estabilidade e Crescimento". Acabou no "pântano". Seguiu-se-lhe Durão Barroso com o discurso da "tanga", mais sacrifícios pedidos, acabou na doçura do Conselho Europeu. Seguiu-se-lhe o parêntesis de Santana Lopes e depois Sócrates que com a ajuda do Banco de Portugal se serviu outra vez do défice orçamental, para continuar a política de privatizações, de austeridade para com os trabalhadores e de generosos apoios ao grande capital, designadamente ao capital financeiro. Foram mais dez anos de política de concentração de riqueza nas mãos de meia dúzia de famílias e sempre com a lenga lenga do "menos Estado", isto é, menos Estado para os trabalhadores e camadas médias e mais Estado para os grandes senhores do dinheiro.http://resistir.info/portugal/carvalhas_06fev10.html
Eta em Portugal
Seria demasiado escandaloso inventar uma Al Quaeda – isso é coisa de americanos.
Durante vários dias bombardearam-nos com notícias sobre a Eta em Óbidos.
Não faltaram reportagens em directo com os pormenores da casa, dos explosivos encontrados, aos testemunhos de vizinhos – Por acaso todos polícias ou reformados do exército.
“ Estes Etarras deviam ser estúpidos que foram instalar-se numa zona residencial de polícias, saíram da casa deixando luzes e portas abertas com explosivos lá dentro”
O medo está instalado – não há ninguém que não conheça o assunto – até minha mãe com 75 anos e que não sabe uma letra do tamanho de um comboio me referiu que há “terroristas” em Óbidos.
A receita já é velha – fabricam-se notícias sensacionalistas e aterradoras para poderem implantar medidas securitárias e restringir as liberdades.
A propósito da vinda do papa a Portugal está a ser montada a maior operação de segurança jamais vista no nosso país.
Uma boa ocasião para as e empresas de segurança privadas (propriedade dos senhores Ângelos Correias e outros que tais) facturarem mais uns milhões de euros.
14 de fevereiro de 2010
Os Ciganos
Os ciganos fogem ao fisco, pagam poucos impostos?
- É Verdade que assim é.
E quantos milhares de produtos, por esse país fora, são vendidos sem factura para não pagarem impostos?
E osbancos que pagam taxas irrisórias e trabalham em paraísos fiscais para não contribuirem para o bem comum mas apenas para encher os bolsos dos accionistas?
Se o cigano rouba uma couve , para matar a fome aos filhos, lá estão as televisões a noticiara que um grupo de etnia cigana roubou isto e aquilo…
Quando há roubos de milhões, nos bancos, bnas empresas do Estado e outras, são considerados desvios ou fraudes.
O s ciganos, não a maioria, recebem o Rendimento Mínimo, pouco mais de 300 euros por família?
Recebem e é justo que recebam – são portuguesses pobres como tantos outros.
Então e os salários chorudos dos administradores de empresas, bancos publicos e privados e que recebem indminizações astronómicas quando eles próprios se vão embora?
- Isto não é escandaloso?
- Isto não é roubo?
- e o cigano é que é o ladrão.
13 de fevereiro de 2010
Privatização sim ou não?
Esta continua na ordem do dia. Sector que movimente milhões lá estão os “glutões” a querer retirar vantagens.
O governo de turno dá-lhes a papinha na boca, antes mesmo de entregar o ouro ao bandido congela os salários e esvazia a casa.
O “glutão” por sua vez não assume compromisso com quem contrata mantendo todo o tempo quem trabalha num mundo de insegurança/instabilidade... de acordo com o agravamento das leis laborais feitas pelo PS.
O que lhe interessa é apenas o lucro máximo.
Menos Estado, melhor Estado é a cantilena da direita para dar “melhor estado” aos “glutões”, através de sucessivas benesses fiscais e outras, e dar menos Estado às populações, dificultando o acesso aos serviços públicos, impondo taxas moderadoras, etc.
Menos Estado não significa mais cidadania, mais dinamismo econômico, nada disso, mas sim menos cidadania, logo menos direitos.
O combate da direita contra o Estado pretende evitar a regulação da livre circulação do capital, evitar a implementação de uma verdadeira justiça fiscal, pretende implementar a total flexibilização para contratar força de trabalho nas condições que os empresários entendam, privatização de patrimônio publico, entre outros.
O Estado que eles gostam , é o que lhes fornece a eles subsídios, isenções, créditos, perdões de dívidas.
O povo quer mais Estado, bem gerido, porque sabe por experiência própria, que é quem garante seus direitos, promove o equilíbrio social, garante a igualdade no acesso aos serviços públicos: Saúde, Ensino, Justiça, etc.
Verifique em relação à privatização o que os Portugues pensam »»»
12 de fevereiro de 2010
O papel das ONG
Com a aproximação das datas da visita a Portugal de Joseph Ratzinger, convirá ter-se uma perspectiva do prestígio de que a Igreja Católica beneficia junto das populações da Europa. Sabe-se que este está em queda acentuada, mesmo em países tradicionalmente considerados seus bastiões, como é o caso da França, da Áustria ou da Irlanda.
Em França – «a filha primogénita da Igreja» – onde tem dominado um clero vincadamente tradicionalista, a quase totalidade dos cidadãos era considerada católica praticante (as estatísticas oficiais de 1965 referiam percentagens de frequência dos cultos da ordem dos 82%). Números recentes do Instituto Francês de Opinião Pública registam uma descida de 17% do número de cidadãos que se autodefinem como católicos. A queda percentual é muito mais acentuada em relação aos praticantes que frequentam regularmente as missas: apenas 4,5% dos crentes assiste a cerimónias religiosas.
Na Áustria, o panorama é idêntico. Nos últimos anos, mais de 50 mil católicos têm vindo a abandonar anualmente a Igreja, sendo já da ordem do milhão aqueles que desertaram. Contra os 81% de católicos contados em 1961, as estatísticas mais recentes registam apenas 66% de população crente. Note-se que tão grande era a força e o prestígio da igreja austríaca que a todos os contribuintes era descontada pelo Estado um imposto religioso. Hoje, a população prefere sair da Igreja a ter de fazer esse pagamento ao fisco!
Mas há outras razões a ter em conta:
11 de fevereiro de 2010
Eles não têm ilusões, só perversões!
«Assim era no passado e assim ainda continua no presente»
«Desde o tempo de Salazar que um grupo de talvez 40 famílias - que controla a maioria da riqueza do País - desempenha um papel decisivo no exercício do poder político. A sua posição é derivada do seu controlo da economia, propriedade de meios de comunicação social, representação nos corpos legislativos, e a sua estreita ligação com os cargos superiores do Governo. Consequentemente, a política do governo tem reflectido as posições conservadoras deste grupo nos planos político, económico e social.»Este texto tem 36 anos. Pertence a um dos relatórios secretos
da CIA sobre Portugal realizados em 1974, e que a Associação 25 de Abril tornou público no seu site.
da CIA sobre Portugal realizados em 1974, e que a Associação 25 de Abril tornou público no seu site.
Assim se constata que o que a CIA escreve nos seus relatórios secretos e o que a CIA manda escrever pelos seus analistas (que ontem como hoje enxameam a Comunicação Social) são duas coisas diferentes. É a diferença entre informação e propaganda.
10 de fevereiro de 2010
Orçamento do Estado para 2010 agrava a situação do pais
O combate ao défice é a desculpa do governo e da direita para exigir mais sacrifícios aos trabalhadores e ao povo português.
Este não é o Orçamento que resolve a crise, mas sim que agrava as injustiças sociais, impõem a diminuição real dos salários dos trabalhadores, retoma a ofensiva contra os serviços públicos, prossegue o caminho do agravamento das reformas e do combate ao desemprego, alarga as privatizações de empresas públicas, e nada exige dos que mais têm beneficiado, aumentando os seus lucros, na actual crise.Relembrando Brecht
Todos sabemos como tudo isto começou:
Sindicalistas indentificados pela polícia quando usavam o seu direito de protesto; estudantes que responderam em tribunal por utilizarem a liberdade de expressão; trabalhadores reprimidos por reivindicarem o direito ao trabalho; invasão das sedes sindicais pela polícia para tentarem identificar quem se dirigia às manifestações; militantes comunistas impedidos de usarem o direito de propaganda, enfim, a própria actividade institucional do PCP permanentemente silenciada em toda a comunicação social.
Este foi o caldo de cultura que marinou todo o primeiro mandato da governação PS/Sócrates, com alguns – leves – estremecimentos de algumas consciências mais sensíveis perante os protestos dos atingidos.
Só depois do episódio do Prof. Charrua é que os pergaminhos democráticos de alguns cidadãos, incluindo dirigentes políticos, vieram ao de cima, num clamor de virgens enganadas por vendedores de banha da cobra. Agora, perante este pântano fétido em que a Democracia se vai atolando, gritam hipocritamente “eu bem avisei, mas ninguém me ouviu!”.
Houve de facto quem alertou, quem avisou, quem chamou a atenção para o que estava a fermentar. A “Marcha pela Liberdade e Democracia” em Março/2008 organizada pelo PCP em Lisboa foi disso um exemplo.
É verdade que a situação actual é ainda mais grave. Quando o próprio poder judicial contribui para confundir o cidadão, só podemos esperar o pior. Se este órgão não contribui para a solução do problema, então passa a fazer também parte desse problema, e isso é assustador.
Perante tudo isto, não me admira nada que dentro em breve sejamos chamados à luta eleitoral. Vai ser necessário um esforço muito grande para sensibilizar tantos homens e mulheres democratas a alterarem o seu sentido de voto e contribuírem para uma alternativa credível. Mas vai ser um trabalho empolgante.
9 de fevereiro de 2010
CDU - Intervenção na Reunião de Câmera
O vereador da CDU apontou o dedo ao Presidente da Câmara sobre mais uma derrota de Alcobaça perante o Ministério da Saúde e perante o Centro Hospitalar Oeste Norte!
-Nós na CDU não podemos aceitar que o CHON ignore que as asscoiações de Bombeiros e de Socorros Voluntários tenham servido o Ministério da Saúde com as suas ambulâncias, trabalhadores e voluntários, durante mais de 20 anos.
Muitos investimentos e muitas dívidas deixadas a essas associações ao mesmo tempo que agora fazem uma contratação com a empresa "Lusa Ambulâncias".
Não é um acto saudável!!!
A Associação Socorros Voluntários da Cela, por exemplo, tem a haver 70 mil euros do Hospital Bernardino de Oliveira desde Março de 2009! Investiu numa ambulância com equipamento especial para poder transportar doentes de gravidade superior. Respondeu a uma necessidade concreta do Hospital e agora???
Sr. Presidente não podemos aceitar que tratem os nossos Voluntários assim!
Há que protestar!!!
Situação dos países em dificuldades na zona euro
Ilda Figueiredo interveio no debate sobre a difícil situação económica, social e monetária que atravessam os países da zona euro tendo criticado a insistência na mesma cartilha das receitas neoliberais para tentar fazer pagar a crise aos mesmos de sempre.
Sócrates, até quando?
“Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo?”
Miguel Urbano Rodrigues - 09.02.10 - Original aqui
O Ordenado Minimo. Viver até quando?
- Ordenado= 450€
- Renda da casa= 150€
- Factura da Água, Luz e Gás= 60€
- Alimentação= 235€ (o resto) (235/30=7,8€dia)
- Poupança= zero
- Médico e Farmácia (saúde)= zero
- Telemóvel= zero
- Transporte= zero
- Bica, tabaco, chocolate, etc= zero
zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero
...
Será isto digno?
Será possível dizer-se que não se pode aumentar os salários por causa disto e daquilo, é suportável continuar ouvir outras pessoas a dizer que a malta tem é que trabalhar, mas por quanto???
Acrescentar apenas mais uma: a quem vai servir os 200€ por cada recém nascido? Aos pais ou há banca durante no minimo 18anos. Estamos a falar de mais de 20milhões/2010.
Os patrões e seu Governo desculpando-se uns com os outros apenas dão ao operário o suficiente para que este se mantenha como tal.
Acontece que cada vez mais o nº de desempregados e de trabalho precário aumenta todos os dias, tornando os patrões e Governo mais arrogantes pois vão tendo a faca e o queijo na mão.
E os desempregados com ou sem subsidio como vivem? E por quanto tempo?
Só a união da grande maioria que é a classe operária com a força da luta e organizada pode inverter a actual situação/sistema e derrubar a minoria que nos tem vindo a governar há muitos e demasiados anos.
...
Será isto digno?
Será possível dizer-se que não se pode aumentar os salários por causa disto e daquilo, é suportável continuar ouvir outras pessoas a dizer que a malta tem é que trabalhar, mas por quanto???
Acrescentar apenas mais uma: a quem vai servir os 200€ por cada recém nascido? Aos pais ou há banca durante no minimo 18anos. Estamos a falar de mais de 20milhões/2010.
Os patrões e seu Governo desculpando-se uns com os outros apenas dão ao operário o suficiente para que este se mantenha como tal.
Acontece que cada vez mais o nº de desempregados e de trabalho precário aumenta todos os dias, tornando os patrões e Governo mais arrogantes pois vão tendo a faca e o queijo na mão.
E os desempregados com ou sem subsidio como vivem? E por quanto tempo?
Só a união da grande maioria que é a classe operária com a força da luta e organizada pode inverter a actual situação/sistema e derrubar a minoria que nos tem vindo a governar há muitos e demasiados anos.
8 de fevereiro de 2010
Não há bons nem maus orçamentos
O Orçamento de Estado (OE) é um instrumento de uma política. Discuti-lo não é avaliar um documento técnico. Trata-se, sim, de ver a quem serve, tal como foi apresentado. Pelo que um orçamento não é bom ou mau. Serve ou não serve, e quem serve.
Assim pode-se afirmar que o OE para 2010 é bom para umas dezenas ou centenas de portugueses. Mas é mau para uns milhões. A dinâmica que lhe está subjacente tem comprometido o crescimento e o desenvolvimento económicos. Aprofunda as injustiças sociais com a penalização dos salários e das reformas. A resposta ao dramático problema do desemprego (mais de 700 mil trabalhadores) é uma miragem. Prossegue uma política monetarista. Insiste em mais privatizações (ANA, REN, TAP). Teima em cortes no investimento (o investimento proposto para 2010 é apenas de cerca de 40 por cento do que foi inscrito no OE para 2005). Obstina-se na mesma orientação de injustiça fiscal.
A verdadeira questão é a quem (a que classe) serve determinada política. E este é um Orçamento que não serve aos trabalhadores, aos desempregados, aos pensionistas empurrados para a pobreza, a quem tem um pequeno negócio ou à juventude. Mas assenta que nem uma luva aos interesses dos grandes grupos económicos, aos seus lucros e privilégios que se mantêm intocáveis. É a demonstração inequívoca de que não existe o chamado «interesse nacional». Por muito que esta falácia seja mil vezes repetida a ponto de se ter tornado quase um lugar comum.
Que «interesse nacional» é esse que anuncia uma amnistia fiscal para quem procurou a evasão para paraísos fiscais, ao mesmo tempo que promove o aumento efectivo da carga fiscal sobre parte dos trabalhadores por conta de outrem que tenham aumentos salariais superiores a 0,8 por cento?
Que «interesse nacional» é esse que mantém a não tributação generalizada das mais-valias ou a concessão de benefícios fiscais ilegítimos e a baixíssima tributação efectiva do sector financeiro e dos seus muitos milhões de euros de lucros?
A quem serve a actual política de saúde? Aos utentes tratados como simples consumidores? Ou aos interesses de quem trata (d)a saúde como um mercado de quem se diz ser o «negócio do futuro» (muitas dezenas de milhares de milhões de euros)?
A quem serve a política de educação? Aos professores neste últimos anos tomados como alvo para lhes acabar com os «privilégios» (ler direitos)? Ou a quem pretende abocanhar as escolas públicas, naco apetitoso para aumentar os lucros de quem entende a educação como mais um negócio?
A quem serve a política de destruição dos serviços públicos? À população em geral? Ou a quem integra esse mesmos serviços no circuito acumulador de capital?
E alguém no governo pode esclarecer como deslizou o défice para os valores apresentados neste OE? Como é possível que o défice tenha assumido as proporções que hoje tem? E, já agora, quem beneficiou com ele?
É possível reduzir o défice e melhorar a redistribuição da riqueza. É possível cortar nas despesas supérfluas e aumentar as prestações sociais. É possível aumentar a receita sem sobrecarregar os rendimentos mais baixos. O que pressupõe uma ruptura com a política ao serviço da direita dos interesses e dos interesses da direita.
Nota solta: entre tantos e tão sapientes assessores com formação jurídica não houve um que explicasse ao Presidente da República que TODAS, mas mesmo TODAS, as leis são SEMPRE ditadas «por puros motivos de índole política ou ideológica». E é assim pelo menos desde o Código de Hamurabi (1700 AC)…
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
In jornal "Público" - Edição de 5 de Fevereiro de 2010
7 de fevereiro de 2010
Princípios Comunitários
O Sr. Carlos é um “velho”agricultor, de 85 anos. Cultiva a terra e cuida das suas ovelhas.
Levou-me à sua adega e deu-me do seu vinho - Delicioso!
É com carinho que fala do seu trabalho e com o orgulho de ainda ter força para trabalhar a terra.
Não o faz sozinho, ele e 5 amigos trabalham com base em princípios comunitários.
Se um precisa de podar a vinha os outros ajudam. Se outro precisa de vindimar a ajuda é recíproca.
Não há dinheiro envolvido, não há contagem do tempo que cada um disponibiliza aos outros.
Chamam a esta forma de trabalho as “ tornas”.
Seria tudo mais fácil se não existisse essa coisa chamada dinheiro – Dinheiro para gerar mais dinheiro.
Dinheiro para gerar mais concorrência.
Concorrência esta que cria mais desigualdades e que aprofunda mais ainda o fosso entre ricos e pobres.
As transformações da sociedade são a origem de novas (velhas) formas de pobreza, que devem de ser acompanhados de novos direitos.

Portugal conta hoje com mais de 2 milhões de pessoas pobres, de acordo com os critérios europeus de pobreza. Ou seja 22% da população.
A existência da riqueza e da pobreza na mesma sociedade é efectivamente paradoxal.
Significa que o regime económico sobre o qual nós vivemos não funciona para o bem de todos. Existem ganhadores (meia dúzia), mas também perdedores no jogo da concorrência.
Levou-me à sua adega e deu-me do seu vinho - Delicioso!
É com carinho que fala do seu trabalho e com o orgulho de ainda ter força para trabalhar a terra.
Não o faz sozinho, ele e 5 amigos trabalham com base em princípios comunitários.
Se um precisa de podar a vinha os outros ajudam. Se outro precisa de vindimar a ajuda é recíproca.
Não há dinheiro envolvido, não há contagem do tempo que cada um disponibiliza aos outros.
Chamam a esta forma de trabalho as “ tornas”.
Seria tudo mais fácil se não existisse essa coisa chamada dinheiro – Dinheiro para gerar mais dinheiro.
Dinheiro para gerar mais concorrência.
Concorrência esta que cria mais desigualdades e que aprofunda mais ainda o fosso entre ricos e pobres.
As transformações da sociedade são a origem de novas (velhas) formas de pobreza, que devem de ser acompanhados de novos direitos.

Portugal conta hoje com mais de 2 milhões de pessoas pobres, de acordo com os critérios europeus de pobreza. Ou seja 22% da população.
A existência da riqueza e da pobreza na mesma sociedade é efectivamente paradoxal.
Significa que o regime económico sobre o qual nós vivemos não funciona para o bem de todos. Existem ganhadores (meia dúzia), mas também perdedores no jogo da concorrência.
Elogio da Dialéctica
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
Bertold Brecht
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
Um simples cigarro, uma grande conversa!
O operário, 54 anos com aspecto de 60, fumava o seu cigarro.
Abeire-me, pedi lume e meti conversa – só falta um letreiro nas entradas dos cafés a proibir a entrada aos fumadores.
O homem, com toda a sua calma, respondeu-me – nos restaurantes acho bem que não se fume mas nos cafés é um exagero.
-Este país é uma contradição, não querem que se fume em determinados locais mas estão desejosos que fumemos cada vez mais para daí retirarem mais impostos e encher os bolsos de alguns.
-Só para os nossos salários é que não há dinheiro. Há mais de sete anos que não sou aumentado. Deram-me há dois anos, mais 35 cêntimos por hora, e retiram-nos o ano passado.
Perguntei – o que faz e onde trabalha?
- Sou pedreiro e trabalho em Lisboa. Levanto-me todos os dias às 5,30 horas da manhã e regresso a casa por volta das 19,30 e só me pagam as horas de deslocação para Lisboa o regresso não é pago.
-Ando doente e nem me posso dar ao luxo de perder tempo para ir ao médico. Um dia destes senti-me mal com uma paralisia do lado esquerdo, contei ao meu patrão, disse-me para ir ao hospital mas não disponibilizou ninguém para me acompanhar.
- Isto está péssimo, tratam-nos pior que animais.
E vocês não protestam, não dizem nada?
- Para quê? Para sermos despedidos e ficarmos sem nada? – Olhe, por onde passarem os outros também eu hei-de passar.
Mas já há muita gente a passar fome, também quer passar por aí?
Olhou para mim, calou-se, acendeu outro cigarro, pediu um copo de vinho que bebeu de uma só vez, levantou-se com dificuldade e dirigiu-se para casa.
Boa noite! Amanhã tenho de levantar-me cedo.
Digo eu – Não podemos ficar de braços cruzados, a luta e a contestação são precisas!
O Belmiro “ Azedo”
Não é meu hábito fazer compras nas empresas do Belmiro “ Azedo”.
Começa a haver muito mais gente com esta postura.
Bem, um dia da semana que passou, precisei de comprar, com urgência, um carregador para o telemóvel – o mais perto era, precisamente uma loja desse explorador.
Entrei e pedi ao trabalhador, que me atendeu, o respectivo carregador com o seguinte comentário – lá tenho que vir dar lucro a este malandro.
O Trabalhador, um jovem recém-licenciado, respondeu-me – mais lucro dou eu que estou aqui há mais de 1 mês sem receber 1 cêntimo, estou em estágio profissional sem qualquer remuneração.
É este o senhor que vem para a comunicação social, sempre subserviente perante os poderosos, proclamar que é o maior empregador em Portugal e que tem trabalhadores satisfeitos.
Talvez seja o maior empregador…mas a que preço?
Trabalho temporário sem quaisquer garantias, trabalho escravo não remunerado, salários de miséria, horários de 10 e 12 horas por dia que não são pagas, etc., etc.
E, são estes senhores que recebem milhões de subsídios e isenções de pagamento à segurança social.
- Pagam mal aos trabalhadores;
- Pagam mal aos fornecedores;
- Liquidam o comércio tradicional;
-Acabam com milhares de postos de trabalho.
- E ainda são apoiados pelos nossos impostos.
6 de fevereiro de 2010
A classe operária está a acabar?
Andam para aí uns “melros” a proclamar que já não há classe operária e que o proletariado acabou…
Estes que assim falam, têm casa, têm carro, precisam de vestir e comer todos os dias.
-Se o carro avaria vão direitinhos à oficina e lá está o operário especializado em colocar a peça certa no sitio certo e que outro operário fabricou;
- As casas onde vivem foram construídas por operários de variadas profissões que utilizaram materiais fabricados pelas mãos calejadas da classe operária;
- Os vestuários que utilizam foram confeccionados por muitos trabalhadores, mal pagos e explorados, para suas excelências não andarem nus;
-O que comem esses senhores, lá tem incorporado o esforço de muitos operários em que a maioria deles não conseguem comer o que produzem para outros;
- A maquinaria veio substituir muitos operários? É verdade. Mas quem produziu e montou essas máquinas e as coloca em funcionamento é a classe operária.
Há super-produção, há nos países, ditos desenvolvidos, produtos em excesso – claro que há.
Mas quem vai consumir esses produtos? Os capitalistas? Não. Se não há poder de compra da generalidade da população que importa haver produtos em excesso se a maioria não os pode adquirir?
Se a classe operária (que esses “melros” dizem que acabou) sente o valor da sua força de trabalho cada vez mais reduzido e se, não tem meios para repor esse valor, o consumo desce, a economia estagna, a crise instala-se.
O capitalista quer pagar cada vez menos pela mercadoria que lhe dá o lucro – a força de trabalho – e gerar cada vez mais bens de consumo mas os que os deviam consumir não têm poder para os adquirir.
A classe operária existe, há cada vez mais homens e mulheres a pertencerem a esta classe que, organizada e tomando consciência do seu papel na sociedade há-de ser a coveira do capital.
Lutar é preciso!
Quando estamos doentes, vamos ao médico ou é o médico que nos procura?
È evidente que somos nós que procuramos o médico.
Então porque não fazemos o mesmo quando se trata de melhorar as nossas condições de vida?
Se queremos melhor assistência na saúde, no ensino, na velhice, melhores reformas, melhores salários, trabalho com direitos e com dignidade, mais e melhor justiça social etc. Temos de lutar por tudo isto.
Os exemplos são muitos.
- Os professores lutaram e, apesar de não obterem uma vitória total, obrigaram o governo a recuar;
- Os trabalhadores dos CTT lutaram e conseguiram significativas vitórias;
- Os enfermeiros estão em greve e grandes manifestações, unidos por melhores salários e contra a discriminação;
- Os funcionários públicos estão em luta contra o congelamento dos salários e pelo aumento do poder de compra, condição necessária para o aumento do consumo interno e pelo desenvolvimento da economia;
- Os estudantes estão em luta por melhores condições materiais e humanas, pela revogação do estatuto do aluno, pelo fim dos ataques às liberdades individuais e das suas associações;
- Os agricultores lutam contra os aumentos dos factures de produção, contra a importação do que cá se pode produzir e por apoios significativos à produção;
- Milhares de trabalhadores lutam contra o encerramento das suas empresas, contra as fraudes e a roubalheira e, muitos têm conseguido grandes vitórias;
- Os polícias e os militares têm desencadeado corajosas lutas contra a descriminação, por aumentos salariais, por progressões justas nas respectivas carreiras.
Nem sempre quando se luta a vitória está certa mas, se não há luta a derrota está certa…
VAMOS À LUTA!
Então porque não fazemos o mesmo quando se trata de melhorar as nossas condições de vida?
Se queremos melhor assistência na saúde, no ensino, na velhice, melhores reformas, melhores salários, trabalho com direitos e com dignidade, mais e melhor justiça social etc. Temos de lutar por tudo isto.
Os exemplos são muitos.
- Os professores lutaram e, apesar de não obterem uma vitória total, obrigaram o governo a recuar;
- Os trabalhadores dos CTT lutaram e conseguiram significativas vitórias;
- Os enfermeiros estão em greve e grandes manifestações, unidos por melhores salários e contra a discriminação;
- Os funcionários públicos estão em luta contra o congelamento dos salários e pelo aumento do poder de compra, condição necessária para o aumento do consumo interno e pelo desenvolvimento da economia;
- Os estudantes estão em luta por melhores condições materiais e humanas, pela revogação do estatuto do aluno, pelo fim dos ataques às liberdades individuais e das suas associações;
- Os agricultores lutam contra os aumentos dos factures de produção, contra a importação do que cá se pode produzir e por apoios significativos à produção;
- Milhares de trabalhadores lutam contra o encerramento das suas empresas, contra as fraudes e a roubalheira e, muitos têm conseguido grandes vitórias;
- Os polícias e os militares têm desencadeado corajosas lutas contra a descriminação, por aumentos salariais, por progressões justas nas respectivas carreiras.
Nem sempre quando se luta a vitória está certa mas, se não há luta a derrota está certa…
VAMOS À LUTA!
50 mil na manifestação da Administração Pública
Mais de 50 mil trabalhadores da Administração Pública manifestaram-se em Lisboa para dar resposta à política de direita que o Governo prossegue. O congelamento de salários, a redução das pensões, a perda de poder de compra são graves injustiças com as quais os trabalhadores estão a ser confrontados.5 de fevereiro de 2010
Governo PS diminui mais uma vez as Reformas futuras
Eugénio Rosa * - 03.02.10
“Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública (…), o governo pretende alterar novamente o Estatuto da Aposentação”, com uma nova fórmula de cálculo que diminui, uma vez mais, o valor das reformas a partir de 2010.
Tendo como barómetro a “economia de casino” o governo diz vislumbrar sinais de recuperação da economia (de quem?, para quem?), ao mesmo tempo que pouco fazem para diminuir o desemprego (já acima de 10%), congelam salários e diminuem reformas. O governo PS de José Sócrates é cada vez mais descaradamente um instrumento do grande capital.Eugénio Rosa * - 03.02.10
RESUMO
Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública o que determinará que o seu poder de compra no fim deste ano seja inferior ao que tinham no início de 2000 em cerca de 8% (a preços de 2005, o valor das remunerações certas e permanentes da Administração Pública Central previstas para 2010 – 8.223,8 milhões € – corresponde a menos 1.132 milhões € do que o valor de 2005), violando o princípio da segurança jurídica e criando uma grande instabilidade e insegurança na Administração Pública com permanentes alterações.
4 de fevereiro de 2010
ESTUDANTES CONTRA POLÍTICA DO GOVERNO
Grande jornada de luta
Milhares de estudantes do ensino básico e secundário manifestaram-se,quinta-feira, por todo o País, contra os exames nacionais e cortes no financiamento das escolas, a privatização do ensino e o Estatuto doAluno e o Regime de Faltas. Os alunos reivindicaram, de igual forma, a aplicação da Educação Sexual e mais democracia nas escolas, muito atacada nos últimos anos, com a proibição de reuniões gerais, impedimento de formação de associações de estudantes e de manifestaçõesestudantis.
Na educação ganham os privados
Governo levou à AR «um mau Orçamento para a Educação, que aposta em políticas votadas ao fracasso», considerou a Federação Nacional dos Professores, num comunicado em que recorda que o sector não teve, nos últimos anos, sequer as verbas consideradas indispensáveis pelos próprios governantes, já que «as palavras nunca tiveram tradução política em medidas e investimento que as confirmassem».O previsto crescimento de 0,8 por cento «nem sequer restituirá ao sector o peso relativo que tinha no OE de há seis anos». Mas um «dado relevante é o reforço anunciado de 4,8 por cento, em 2010, da despesa com o ensino privado, um subsector que, gradualmente, tem vindo a ganhar uma expressão que já não se resume à supletividade legalmente estabelecida», assinala o Secretariado Nacional da Fenprof, que subscreve a nota de 28 de Janeiro.
A federação cita um relatório recente, revelando que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média dos países da OCDE: no primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5 por cento (2,9 por cento na OCDE); no terceiro ciclo, 5,5 por cento (três por cento na OCDE); no secundário, 13,5 por cento (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e em alguns graus de ensino nos Estados Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.
3 de fevereiro de 2010
2 de fevereiro de 2010
Prendam o Victor Constâncio!
O governador do Banco de Portugal afirmou hoje que vão ser necessárias novas medidas para reduzir o défice.
Este melro não vê o que devia ver? Está cego pelo seu ideal de lixar o zé povinho!
Mário Crespo não é dos meus, mas...
Fiz copy/paste deste artigo porque partilho na integra o sentimento do autor e desta forma justifico a publicação do anterior artigo que coloquei sem arrependimento. Foi para alertar para este problema a CENSURA, censura esta à muito praticada contra outros e que ao silêncio são remetidos.
Veja o original neste Blog, aqui
Nota prévia: Por vezes é já com alguma irritação que atiro para o lixo os recorrentes mails que alguns amigos me enviam, com textos de crónicas de Mário Crespo, escritas em vários órgãos de comunicação. Vêm sempre anunciadas por um entusiástico “mais uma do Crespo!”, como se o facto de um jornalista de direita aproveitar todos os centímetros que consegue na imprensa e cada minuto de tempo de antena, para bolçar o ódio vesgo que tem pelo Governo de Sócrates, o transformasse em “um dos nossos”. A verdade é que ele bolça esse ódio por tudo o que lhe cheire a esquerda, mesmo que seja uma esquerda tão “bemol” como é este PS de Sócrates... portanto não, Mário Crespo não é “cá dos meus”. Não gosto de praticamente nada do que escreve, não gosto de praticamente nada do que diz, não gosto de praticamente nada do que apresenta na televisão, por muito que insista em dizer (parolamente) que são conteúdos e “jornalismo de excelência”.Feita a introdução ao tema, o resto é simples de escrever: isto que se está a passar com o jornalista Mário Crespo é uma canalhice! Um caso a precisar de rigor no apuramento da verdade. É mais uma das canalhices em que este Governo se tem mostrado especialista, mesmo quando tem quem as cometa por ele. É inquietante a deriva autoritária que nunca abandonou a maneira de estar desta gente e a impunidade com que vai eliminando os “incómodos”, um por um, não com argumentos, mas pelo puro, duro e simples afastamento físico.
Mesmo assim, vem-me à memória um poema, normalmente atribuído a Bertold Brecht, que começa mais ou menos desta maneira: «Primeiro levaram os judeus, mas não falei porque não sou judeu... » e reparo que não faço a menor ideia de onde estava Mário Crespo, nem tantos dos que agora se ofendem e solidarizam com ele, nem o que um e os outros “falaram”, quando o jornal que agora o censurou, o Diário de Notícias, decidiu, há bem pouco tempo, livrar-se de vários colaboradores “incómodos” para o Governo, jornalistas, cronistas... que esses sim, ou pelo menos alguns, eram “cá dos meus!”
SILÊNCIOS RUIDOSOS…
QUE RAIO DE EMBUSTE É ESTE???
Ouço, e não quero acreditar. Pior, fico até com a ideia que me estão a passar um atestado de indigente mental.
Não é que, no exacto momento em que o PS se prepara para aprovar o OGE mais retrógrado depois do 25deAbril, daí o consenso de toda a direita, propondo-lhes – a essa mesma direita PSD/CDS - inclusivamente um pacto de legislatura, assumindo assim, publicamente, as reivindicações do grande capital, não é neste momento, dizia, que o cidadão Manuel Alegre, figura proeminente deste mesmo PS, faz a apresentação da sua candidatura à Presidência da República, pretendendo que é uma candidatura em nome da Esquerda, sem que se lhe conheça uma única palavra de condenação deste cambalacho?
– E aqueles senhores e senhoras que se saracoteiam à sua volta, digníssimos representantes de uma burguesia desnorteada, não param sequer para reflectir sobre o significado de tudo isto?
Lá está o Zé “que faz falta”, com o seu moralismo de prestamista, tão ocupado a leiloar o espaço público que perdeu a conta ao número de assessores à sua volta;
Lá está a “Madre Roseta da Lapa”, com o seu permanente discurso “…não, não vou por aí…”, e encontramo-la depois na primeira fila trilhando o caminho atrás rejeitado;
Lá estão os semedos do costume, radicalmente lutando pelas lentilhas que hão-de sobrar do festim;
Todos, saltitando alegremente, embasbacados pela grandeza da figura, ofuscados pelo brilho do pechisbeque, dando o seu contributo para mais uma feira de vaidades.
É realmente necessária uma candidatura de Esquerda, mas que assuma a ruptura com estes serventuários do capital, que assuma o primado da Política sobre a Economia tal como defina a Constituição Portuguesa, que coloque o interesse público acima do interesse privado, isto é, que em nome da Constituição impeça o desmantelamento do Património Público.
Podem enganar alguns durante todo o tempo; podem enganar todos durante algum tempo; mas não conseguem enganar todos durante todo o tempo.
Texto de H.G.
1 de fevereiro de 2010
Democracia à Socrates/PS
O Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução».Mário Crespo abandona colaboração com JN
O Sindicato dos Jornalistas afirmou hoje que a alegada conversa entre membros do Governo sobre o jornalista Mário Crespo é «profundamente condenável» por alimentar a suspeita de perseguição governamental à classe e pede uma «retratação pública».
O Sindicato dos Jornalistas afirmou hoje que a alegada conversa entre membros do Governo sobre o jornalista Mário Crespo é «profundamente condenável» por alimentar a suspeita de perseguição governamental à classe e pede uma «retratação pública».
O texto de Mário Crespo que não foi publicado...
A roupa interior do «bloco central»
Manobrado pelo PS, ansiado pelo PSD, sentido como afirmação de poder para o PR, esperançoso para o sempiterno disponível CDS, conveniente nas contas do alto patronato – o novo bloco central aí está.
Uma articulada campanha de marketing preparou-o, mastigando até à náusea um longo rosário de frases feitas:
- «A crise atinge-nos a todos e todos temos de fazer um esforço para a superar<» - afirmam os senhores do alto Capital.
- «A solução única para saída da crise é todas as forças seguirem essa solução - diz Cavaco Silva numa tradicional declaração de Presidente da República.
- «Salvar o sistema financeiro é a primeira das prioridades» - proclamou desde início o Governo.
- «Os trabalhadores têm de aceitar trabalhar mais com menor salário e menos direitos, ou ficam sem emprego» - sentenciam sisudos economistas de cartola.
- «Estamos a gastar acima das nossas possibilidades» - asseguram outros atirando a responsabilidade para o povo.
- Também alguns, proclamando-se arautos do «regresso a Marx»deixam no cesto dos papéis a teoria da mais-valia e a luta de classes para proporem o regresso a um keynesianismo mitigado.
Com o ruir do dogma do «mercado que se auto-regula» é caso para perguntar: onde estão agora os gurus do neoliberalismo? Que antes da crise falavam da «boa saúde» dos mercados?
Outras perguntas podem também ser formuladas:
Capitular aos interesses do capital
É BOM QUE SE SAIBA...
PS e CDS/PP inviabilizaram no Parlamento, na passada semana, o projecto de lei do PCP que trava a possibilidade de estender a jornada de trabalho até às 12 horas diárias e 60 horas semanais. Nenhuma outra opção está colocada aos trabalhadores que não seja a de resistir e lutar contra mais este violento ataque aos seus direitos.
O PCP, pela sua parte, não hesita em afirmar que «não aceita nem aceitará» que perante a grande questão de saber a «quem deve aproveitar o progresso», a resposta possa ir no sentido de excluir aqueles que são os criadores da riqueza.
«Quando o mundo progride, a tecnologia progride, a ciência progride, não é possível aceitar que aqueles que trabalham e criam a riqueza tenham que regredir nos seus direitos», sublinhou oa presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares.
Enfermeiros fizeram História
Manifestação Enfermeiros 29 - Jan. - 2010 Lisboa
Cerca de vinte mil enfermeiros cumpriram uma jornada de luta com dimensões sem precedentes, onde repudiaram, nas ruas de Lisboa, a humilhação da discriminação salarial que o Ministério da Saúde lhespretende perpétuar, atribuíndo-lhes remunerações mais baixas do que as praticadas aos restantes licenciados na Administração Pública.
Rogério Raimundo (CDU) critica Carta Educativa de Alcobaça
O vereador da Câmara de Alcobaça, Rogério Raimundo (CDU), criticou a concentração de alunos nos “mega centros escolares” e o fecho de algumas escolas no concelho.
“Esta Carta Educativa está com completamente desactualizada”, disse Rogério Raimundo, criticando a concentração de alunos nos “mega centros escolares” e o fecho de algumas escolas no concelho nomeadamente em Alpedriz, Montes, Póvoa, Casal dos Ramos e Pisões, além de outros tantos jardins-de-infância.
N iniciativa que o partido comunista organiza mensalmente sobre um tema e de forma descentralizada no concelho, o vereador pela CDU, considerou que o fecho de escolas vai contribuir ainda mais para a “desertificação” de muitos lugares e a fuga da população para os centros urbanos.
por Artur Ledesma no Região de Leiria
31 de janeiro de 2010
Uma comovente homenagem a Militão Ribeiro
Militão Ribeiro, 60 anos depois do crime


Não, nenhuma vontade de chocar. Apenas paraque os que não sabem fiquem a saber que estava assim Militão Ribeiro
quando morreu. Com 32 quilos.
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