Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

4 de abril de 2010

Ainda o código do trabalho.

Conversa com uma trabalhadora. A realidade ao vivo.

23:00- Hoje não trabalhas, estás de férias? 

23:05- Não! Antes fosse. Esta semana trabalho dia sim, dia não. Amanhã estou em regime de "adaptabilidade" uma lei do novo código de trabalho proposto pelo Sócrates! Esta já está a fazer doer a alguns adeptos dele. Pena que muitos dos meus colegas não me tenham dado ouvidos em devida altura...agora temos que aguentar todos a situação! Esta lei está mencionada no código de trabalho de uma forma dúbia. Aliás eu diria mesmo, de uma forma estrategicamente dúbia! 

23:15 -Então só ganhas dia sim, dia não? 
Mas isso é escandaloso. 

23:20 -Não. Esta lei permite ao patrão mandar-nos para casa quando há menos trabalho (Não é o caso) e temos de trabalhar noutras alturas mais horas diariamente. No ano passado no primeiro trimestre do ano foram despedidos todos os trabalhadores que estavam a contrato, por alegadamente se avizinhar uma quebra de trabalho. O que não se verificou e depois o resultado foi termos de trabalhar nós (os efectivos) 12h dia. Consegues imaginar o que é trabalhar por exemplo das 9h da manhã às 21h? Ou das 05h da manhã às 17H? 

23:22 -Claro que consigo. É retroceder ao século passado. 
Só falta queimarem-nos vivos dentro das fábricas como fizeram às mulheres nos Estados Unidos quando lutavam pela redução do horário de trabalho. 

23:25 -Mais ou menos isso! Tivemos prevista uma entrada em Lay-off. Foi constituída (porque a lei assim o obriga) uma "comissão de acompanhamento ao processo de entrada em Lay-Off" que nem sequer chegou a ter início. Tudo não passou de uma encenação por parte da entidade patronal para se candidatar a fundos comunitários. 







23:26 -Claro, foi para isso que o código foi alterado. Defender o patronato e fazerem dos trabalhadores autênticos escravos.

a reputação do Papa.


De toda a parte chegam notícias de estórias aberrantes vindas do clero. Notícias antigas, mais recentes e de hoje, que nos dão conta do pesadelo vivido por milhares de rapazes e raparigas marcados para toda a vida por actos execráveis, vítimas inocentes às mãos de centenas de padres e freiras... exactamente aqueles em que, por vezes, mais confiavam.
Quanto mais se levanta o véu que cobriu durante décadas a prática da pedofilia no seio da Igreja, de uma forma tornada quase natural, tal a quantidade esmagadora de casos, mais se percebe o papel encobridor e cúmplice das hierarquias da religiosas. Como se está a descobrir, não poucas vezes, em vez de afastarem ou punirem um sacerdote comprovadamente pedófilo, compravam o silêncio de vítimas e familiares, transferindo o predador para outra paróquia, onde, como seria de esperar, voltaria a atacar crianças e jovens.

Auroeuropa, sindicalismo amarelo,António Chora, BE e uma grande salgalhada


Alguns trabalhadores são, se facto, colaboradores!

9.4. A RELAÇÃO COM A COMISSÃO DE TRABALHADORES

A opção por uma relação privilegiada com a comissão de trabalhadores pressupôs que a escolha dos membros que integrariam esta futura estruturarepresentativa não fosse deixada ao acaso! Quando se começou a pressentir o desejo de constituição desta estrutura, provavelmente estimulada pelos membros ligados aos sindicatos da CGTP — muitos deles eram desconhecidos formalmente por não quererem revelar a sua identidade —, a empresa rapidamente «entrou em jogo». Contactou sigilosamente o director de cada uma das áreas para que este indicasse nomes de trabalhadores de «confiança» que pudessem integrar a futura estrutura.
hiperligação ao original

3 de abril de 2010

Governo e empresas não utilizaram até ao fim de 2009 mais de 6.359 milhões de euros de fundos comunitários


Duas das razões mais importantes da persistência da grave crise que o País enfrenta é a quebra continuada no investimento e no consumo interno. Sem investimento não se criam empregos, nem se moderniza a economia nem se aumenta a competitividade das empresas. Sem aumento do consumo, as empresas não conseguem vender o que produzem, entram em falência e lançam mais trabalhadores no desemprego. De acordo com o INE, em 2009, a preços correntes, o investimento total caiu em -15,7% e o consumo em -2,6%. As previsões do governo constantes do PEC:2010-2013 revelam que a situação não vai melhorar nos próximos anos. Assim, a preços constantes, em 2010, em relação ao investimento prevê uma nova quebra de -0,8%; no consumo publico uma redução de -0,9%; e no consumo privado mais 1%, o que será difícil de atingir devido à tentativa do governo e do patronato para congelar salários e pensões, e para aumentar IRS.

Um meio importante que o governo e as empresas têem para combater estas quebras é a utilização atempada e eficiente dos fundos comunitários. Mas neste campo a incapacidade, ou a incompetência, quer do governo quer dos empresários para os utilizar são claras e preocupantes.
hiperligação ao original

Este mundo e o outro


Qual a função dos media, nomeadamente a TV? A TVI, que tem andado nas bocas do mundo pela alegada tentativa de ser arregimentada para o PS e José Sócrates, vai apresentar um programa em que se vão estabelecer “contactos com algumas almas geralmente designadas como sendo «do outro mundo»”. Digaa TVI disser, ele “constituirá mais um reforço, provavelmente não deliberado nem sequer inteiramente consciente, da ofensiva em curso desde há muitas décadas contra a Razão e o racionalismo em nome de outras supostas formas de conhecimento.Sinais dos tempos…


E por um pesado motivo: é que o racionalismo conduz ao lúcido conhecimento das sociedades, à identificação das iniquidades, à indignação, ao combate pela transformação. Ao passo que o irracionalismo, complementado com o descrédito da Razão, transporta boa parte das questões, se não todas elas, para as penumbras da secundarização ou mesmo do esquecimento.

Não direi que esse objectivo esteja em quem se lembrou de promover a participação de «almas do outro mundo» nas emissões da TVI: por vezes as motivações são mais que remotas, até estão apenas no que dantes se diria ser o «air du temps».

Mas, como diria o outro, lá que as há, há.

O "Milagre da multiplicação"


Longe vai o tempo em que a usura era pecado mortal… Talvez por isso e ou por o juro oferecido às contas poupança ser “superior a 5%” – vá lá saber-se… – a Fábrica do Santuário de Fátima foi apanhada na bancarrota da Islândia. Castigo de Deus ou consequência natural da ganância capitalista?


 Entre os credores incluídos na lista agora publicada estão instituições religiosas: as Carmelitas del Sagrado Corazón e a Fábrica do Santuário de Fátima. Se tivessem sido mais prudentes, saberiam que milagres da multiplicação se podem encontrar na Bíblia, mas que quando se trata do universo financeiro do capitalismo é preferível consultar Marx. da multiplicação se podem encontrar na Bíblia, mas que quando se trata do universo financeiro do capitalismo é preferível consultar Marx.
hiperligação para o original

2 de abril de 2010

Mexia…

Aí está, outro dos marajás fecundados pelas privatizações do sector estratégico do Estado. Mexia, de seu nome.
Mexia, e mexe com a nossa capacidade de indignação ao sabermos que esta sumidade “saca” 8.500€  diários - sim, 8.500€ – equivalente a 18 salários mínimos por dia!. 
Mexia, e mexe com a nossa capacidade de revolta, porque nos lembramos que esta era uma das vedetas envolvidas no “Compromisso Portugal”, vulgarmente conhecido por “grupo do Beato”, que durante semanas nos tentaram convencer do seu projecto “Menos Estado, Melhor Estado”, percebemos agora para quê.
É urgente desenterrar estas toupeiras da opacidade onde se encontram, trazê-las à claridade da transparência democrática e confrontá-las com a vida real de milhões de pessoas com salários miseráveis. Se não morrerem de vergonha, tenham pela menos a hombridade de dar o seu maior contributo na luta contra estas gritantes desigualdades sociais, adequando o seu salário à realidade do país onde vivem.
Obs: algumas vozes vão afirmando que se trata do “sector privado, por isso…”. Isto é uma falácia que tem de ser desmontada com toda a frontalidade. Estes marajás obtêm estas fortunas pelos “bons resultados” do seu exercício, onde entram as mais-valias do trabalho. Sabendo-se que os governos PS/PSD/CDS têm usado a Concertação Social a favor do grande capital, usando como “pau-de-cabeleira” essa coisa chamada “UGT”, e por outro lado não há qualquer inspecção aos prolongados horários dos trabalhadores, só se pode concluir que esses “bons resultados” são também fruto de uma grande violência laboral, pelo que faz todo o sentido pôr em causa o “mérito” de tais sanguessugas. 

Cada vez mais, percebo menos.

Se bem se recordam, algum tempo atrás abordei um tema relacionado com um subsídio que, o governo oferece aos jovens. Esse mesmo diz que, é para incentivar os jovens a saírem de casa dos seus pais, para se tornarem independentes e responsáveis. Mas, com a miséria que dão a tal independência é completamente impossível. Todavia, é algo que já me habituei, o facto de o Estado tirar as poucas coisas que ainda nos restam.
Mas, hoje deparei-me com uma notícia que me deixou de queixo caído. Então não é que, quatro ministros e nove secretários de estado vão receber do Estado por mês (além dos seus ordenados absurdos), 1400 euros de subsídio de alojamento, cada um. Portanto, os jovens com um ordenado mínimo e, supondo que reúne todas as condições para receber o subsídio (Porta 65), têm direito a um valor nunca superior a metade da renda; os nossos políticos com ordenados elevadíssimos, têm direito a um subsídio superior a 1000 euros. Não percebo!
Feitas as contas o Estado irá despender de 17 mil euros por ano devido a esse subsídio, enquanto que, quando surgiu a Porta 65, só existiam 20 mil euros disponíveis para tal. Avaliando também o número de pessoas, o primeiro será distribuído por 12 pessoas, e o segundo por milhares de jovens. Não percebo!
Tendo também em conta apelo que os nossos queridos políticos nos fazem, o “apertar o cinto”, eles estão a fazer o quê? A alargar o deles? Não percebo!
É por estas e por tantas outras, que o nosso país se encontra no fundo do poço, não é nos “pequenos” que está o problema, as modificações, os cortes têm que ocorrer no topo da pirâmide, não na base.
Os pequenos, os pobres, os remediados., pagam a crise.

Uma política diferente é possível!

Cada Povo, cada país tem de lutar e ter coragem para enfrentar os poderes instalados.
Acabar com  as politicas que visam apenas o enriquecimento do grande capital.
Lutar por um desenvolvimento sustentável. Lutar por uma vida melhor.
Lutar pelo apoio às nossas pescas, à nossa agricultura, à nossa indústria, desenvolver a economia baseada numa política defesa da produção nacional e de incremento ao consumo interno.
Só se pode vender o que os salários podem comprar.
Os aumentos dos salários, das pensões e reformas, mais emprego com qualidade são factores essenciais para o desenvolvimento do nosso país.
Bruno Dias, no jantar da CDU, em Alcobaça, denunciou a retórica dos governos que apontam como saída para a crise o apoio às exportações. Exportar para onde se todos querem exportar?
O PCP apresentou propostas concretas no Orçamento geral do Estado para a modernização e dinamização da economia portuguesa e todas foram chumbadas pelo PS e com abstenção PSD e CDS – Estes partidos ofereceram ao PS a maioria absoluta que não obteve nas eleições.
Propostas concretas para o distrito de Leiria: modernização da linha do Oeste, da rede viária, de obras públicas concretas em beneficio da população do distrito, isto propostas que significavam investimentos de proximidade e que iriam dinamizar as economias locais. – todos de acordo que é necessário, prometeram uma coisa perante as populações e fizeram o contrário na hora de votar. O PCP orgulha-se de cumprir no parlamento o que se compromete perante o Povo.
O governo do PS com a política de saírem 2 funcionários públicos e entrar apenas 1 tem sido o maior destruidor de postos de trabalho em Portugal. Nos últimos 5 anos mais 72.000 funcionários públicos foram para o desemprego.
A Administração pública não tem gente a mais. Faltam trabalhadores nos Centros de Saúde, nos Hospitais, nas Escolas, nas forças de segurança e em muitos organismos do Estado.
A obsessão pelo deficit de 3%  está a levar o país ao descalabro económico.
A privatização dos CTT está na calha e A Mota Engil, está na corrida para a compra.
A EDP, foi privatizada, é a empresa que mais lucros apresenta e, em tempo de crise e quando a inflação é negativa, aumentaram assim é fácil obter lucros, sempre à custa dos consumidores.
Os lucros que a EDP arrecadou já ultrapassaram o valor que foi pago ao Estado pela privatização.
O PEC está a aprovado mas não pode ser um dado adquirido. Há que lutar contra a sua implantação.
Não podemos baixar os braços e resignarmo-nos de que não há nada a fazer.
É preciso esclarecer, ajudar, mobilizar, e organizar o combate contra as privatizações, contra o congelamento dos salários, por melhores reformas e prestações sociais para uma vida com dignidade.
Quem luta pode vencer, quem não luta perde sempre.

 Parte da intervenção do Deputado do PCP, Bruno Dias, nas conversas públicas em Alcobaça

27 de março de 2010

Em busca da gente omitida

Apesar de tudo, vou dando por eles. Nas ruas, nos transportes colectivos, em lugares onde um ou outro acontecimento junta multidões. Vou dando por eles, os operários, nestes e noutros lugares, mas não na televisão. Aí, só mesmo quando mais uma empresa fabril encerra portas e, então, uma repórter desta ou daquela estação, quase sempre profissional que me parece de segunda escolha, surge de microfone em punho a recolher as razões dos trabalhadores e trabalhadoras despejados no saco aparentemente sem fundo do desemprego. É, pois, assim; e compreender-se-á talvez que eu deseje que seja também de outra maneira, isto é, que gente da classe operária não me surja no ecrã do televisor apenas em casos de despedimento. Mais: desejo até que alguns elementos dela apareçam, pelo menos de longe em longe, nas quase inúmeras estórias de ficção que, de tantas serem, dão para preencher grande parte das horas de vigília dos telespectadores e telespectadoras menos ocupados. Por isso estou agora a dedicar mais tempo ao visionamento das novelas com que a TV nos abarrota os olhos e o entendimento, na esperança de por lá lobrigar um sinal da classe operária. Sem êxito, talvez por pouca sorte minha, talvez porque os autores das novelas não gostem de operários ou, em hipótese alternativa, não queiram sequer recordar-se de que eles existem. Há-de ser também como consequência desta ausência, embora não apenas por ela, que muitas vezes se ouve dizer que «já não existe classe operária». Que se ouve dizer esta sentença sobretudo a quem convém fingir que acredita nela. Contudo, não apenas as estatísticas oficiais registam a permanência do operariado fabril como a existência de um sector industrial sobrevivente a décadas de destruição do tecido empresarial vem corroborá-la. Onde não existe classe operária é no que talvez possa ser designado por telenovelismo português, e aí, por consequência, foi erradicada até a sombra da luta de classes por falta de comparência de uma das partes. Há-de ter sido por isso que, em tempos não muito distantes, ouvimos o senhor primeiro-ministro dizer que isso da luta de classes é uma ideia completamente obsoleta, uma velharia sem préstimo. Provavelmente, o que acontece é que o senhor engenheiro anda a ver muitas telenovelas.

Amputações

Mas é sabido que em televisão qualquer ausência tem consequências: é mesmo um lugar-comum dizer-se que só verdadeiramente acontece, só tem existência real, o que «passa» na televisão, e que o que não surge nos televisores é como se não existisse. Sendo assim, é claro que os que dominam a TV alcançaram já um estrondoso êxito: eliminaram a classe operária. Vemos horas e horas de novelas, de muitos amores e desamores, de ciúmes e intrigas em quantidades industriais, mas tudo aquilo decorre entre gente fina, que não tem problemas de empregos nem de salários em atraso. É então que alguns de nós começam a suspeitar não ser por acaso que as estórias fornecidas têm um tão forte sabor a plástico, até a recear que nos façam mal à saúde. Para referir o que é talvez o exemplo mais flagrante, diremos que ao olharmos em volta verificamos que uma boa parte da jovem teleplateia dos famosos «Morangos» da TVI não sabe bem em que mundo vive: sabe de roupas giras, de sexo pronto a curtir, de como os cotas são impossíveis de gramar, mas dificilmente sabe mais qualquer coisa. Quanto à classe operária, talvez alguns dela tenham ouvido falar, um pouco como quem ouviu falar de antigos bichos maus e feios que o progresso pós-moderno eliminou. São, pois, criaturas mentalmente amputadas, incapazes de um dia virem a lidar eficazmente com a realidade, mas é certo que não têm culpa disso: foi a TV quem as quis assim. Em verdade se pode dizer que esta ficção televisiva é uma criadora de monstros, pois que retirou uma parte do cérebro daqueles que se lhe entregaram. Esta não é uma imagem agradável e bom será que esteja errada. Porém, continuo a olhar o ecrã do meu televisor e a notar que falta lá uma parte da vida, do mundo. Não é amputação que possa dar bom resultado.
original aqui

26 de março de 2010

"chicos espertos"

excerto do texto
“Eu é que não as pago” – terá declarado a deputada Inês de Medeiros a propósito das seis viagens que já efectuou a Paris para ir ver a família. Os cornos do ex-ministro Manuel Pinho não passam de uma brincadeira de mau gosto ao pé do desaforo desta frase. A deputada Inês de Medeiros pode viver em Poiares ou Pequim. Paranhos da Beira ou Praga. No Porto ou em Petersburgo. Mas, se se candidata a deputada por Lisboa, não é aceitável que exija que os seus concidadãos lhe paguem as viagens para os locais onde entende que reside a sua família. ”

A valorização das funções da Assembleia da República e respectivos Deputados não nos obriga a ser coniventes com estes "chicos espertos". Bem pelo contrário, é na denúncia destas atitudes que melhor podemos exigir uma Assembleia verdadeiramente representativa da sociedade portuguesa, com Deputados oriundos das classes trabalhadoras, entregues à defesa dos interesses das populações, em vez de vedetas ao 
serviço da alta burguesia e do grande capital.
H.G.

Victor C. - Filho de Portugal (um dos)

Este Filho De Portugal vem dando directrizes drásticas, e aplaudindo todos os cortes nas despesas públicas, depois de ter renovado a frota automóvel onde imperam os “passat”, Audi A4, Mercedes classe E, e… dois Jaguar. Safa-se para Bruxelas com o salário de trezentos e dez mil euros(310 mil), depois de ter decidido que em 2010 não haverá aumentos salariais.
esta é uma postagem adaptada, o originai que recomendo encontra-se aqui

25 de março de 2010

Privatizar para aumentar o défice!

Podia ser em Portugal, por acaso não é, podiam ser empregados do municipio, mas não são.
São empregados por conta de outrém, nada contra cada um faz o seu trabalho.
O uníco alerta que gostava de deixar é que muitas criticas foram feitas aos empregados da câmara pela mesma imagem, como tal não vale a pena desmontar o sistema público por estar "um a trabalhar e muitos a ver". Acrescentar que no fim do trabalho a factura será muito mais elevada, não porque o trabalhador ganhe mais pelo contrário, mas sim por existir o intermediário...
Privatizar/Pagar mais caro pelo mesmo serviço é baixar o défice?
n. existe mais trabalhadores no local mas não consegui apanhar tudo numa só foto, mas estão guardadas.

24 de março de 2010

A Igreja em Portugal e no Mundo

Segundo D. Carlos Azevedo os casos referidos sobre pedofilia envolvendo a Igreja Católica são referentes* à 30 /40 anos, eu diria mesmo que não existiram, ora mais pecado menos pecado...
Não é dever da igreja dizer a verdade, denunciar e irradicar estas situações começando por dentro... é desta forma que tratam e têm tratado as crianças, ainda assim querem ser todos santos... Tenham vergonha, a ser verdade o que andam para aí apregoar são vocês que vão arder no inferno...
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Entre 2003 e 2007, 10 padres terão sido indiciados pelo Ministério Público em casos relacionados com pedofilia.
O número é apontado por um estudo de Nuno Pombo, da Policia Judiciária (PJ), que investigou os 5128 casos denunciados nesses cinco anos. (+)
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Crimes Sexuais e Vaticano - Documentário da BBC (Legendas PT)

23 de março de 2010

100 Abrigo


Lisboa:
Portugal + 10.000 na Rua

100 habitação e água

É inaceitável que em pleno sec. XXI se continue assistir e nada se faça para que este drama tenha fim anunciado.
  • O número total de pessoas em condições habitacionais precárias subiu 55 milhões, chegando a 827,6 milhões, já que o crescimento populacional e o êxodo rural superaram o efeito da ascensão social nas cidades, disse o relatório bienal da ONU-Habitat.
  • A humanidade despeja milhões de toneladas de resíduos sólidos em rios e oceanos. Neste Dia Mundial da Água, a ONU diz que o Homem está a envenenar a vida marinha e a propagar doenças que matam milhões de crianças todos os anos.
  • Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), órgão da ONU, 80% das internações hospitalares no mundo são devidas a doenças transmitidas pela água;
  • A cada 8 segundos, morre uma criança no mundo devido a uma das seguintes doenças: diarréia, ascaridíase, dracunculíase, opilação, hepatite, meningite, cólera, febre tifóide, amebíase ou outras. Todas provocadas por parasitas existentes na água contaminada. Incluindo os adultos, de 5 a 10 milhões de seres humanos, por ano, são vítimas fatais de doenças transmitidas pela água. Acredita-se que se não forem tomadas providencias para limpar as fontes hídricas do planeta, até o ano 2020, 76 milhões de pessoas morrerão devido a doenças relacionadas com a água.

22 de março de 2010

Entrevista virtual ao Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça.

Sr. Presidente, o Sr. Foi um dos impulsionadores do movimento contra a passagem do TGV em Alcobaça.
Agora como presidente o que tem feito, não só, para continuar essa luta mas também para impedir que construam no corredor reservado á passagem do dito comboio.

Presidente:
Bem, as obras que estão a ser feitas já tinham sido aprovadas. Desde que estou na Câmara ainda não aprovamos nenhuma construção nesses locais.

Mas, SR. Presidente, não seria ético alertar as pessoas que estão a construir ou a comprar nessas zonas, para o perigo que correm de verem a s suas casas demolidas?


Presidente:
Eu não posso vedar o concelho em toda extensão do corredor do TGV para impedir que aí se construa.

Há sempre a possibilidade de colocar placas, nas entradas das localidades, solicitando às pessoas que se informem na Câmara ou nas Juntas de Freguesia dos riscos que estão a correr.


Presidente:
Bem, isso…Não tenho conhecimento de nenhuma situação em concreto.

Mas existem e se o Sr. quiser eu mostro-lhas…mas mudemos de assunto.

O Sr. Foi eleito há 5 meses, na campanha eleitoral prometeu que seria o presidente de todos os Alcobacenses e que trabalharia para o progresso e o bem-estar da população de Alcobaça.
Como explica a recente aprovação do PDM, na última Assembleia Municipal e que vai contra os interesses da população?

Presidente:
O PROT-OVT é uma resolução do Conselho de Ministros que determina a elaboração do Plano de Ordenamento do Território para a Região do Oeste e Vale do Tejo.

Deixe-me interrompê-lo, mas na Assembleia Municipal anterior o Sr. Presidente tinha todos os Presidentes de Junta, incluindo os do seu partido, contra este plano e, agora acabaram por aprová-lo, o que se alterou desde essa data?

Presidente:
Nós reunimos com os Presidentes de Junta e com os deputados do PSD, antes de cada Assembleia Municipal e esclarecemos algumas dúvidas que levaram à mudança de opinião.

Mas reuniu com todos ou só com os do PSD?

Presidente:
Só reunimos com os do PSD, é prática que sempre utilizamos desde que o PSD é poder na Câmara de Alcobaça.

Mas o SR. É Presidente da Câmara de Alcobaça e não apenas dos eleitos do PSD.

Presidente:
Eu não discriminei ninguém, volto a referir que é uma prática de há muitos anos os deputados do PSD reunirem antes de cada Assembleia Municipal.

Mas há gente no seu partido a discordar, apesar de terem votado favoravelmente, este plano entretanto aprovado.

Presidente:
Sim é verdade, mas não tínhamos alternativa, a não aprovação impediria o município de ter acesso a algumas verbas do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) isto é, fundos comunitários de políticas de coesão económica e social.

Então votaram sob Chantagem do Governo, tal como fizeram anteriormente com os Centro escolares e a Nova Carta Educativa?

Presidente:
Não se trata de chantagem, trata-se apenas de adequar os planos locais às directivas Nacionais e da UE.

Chame-lhe o que quiser, a verdade é que é de chantagem que se trata, se não aprovarem cortam-lhes os subsídios…então onde está a independência do poder local democrático?
Para ir de encontro aos caprichos dos governantes e dos grandes interesses da União Europeia os senhores prejudicam toda a população do Concelho.

Presidente:
Não, eu não prejudiquei ninguém, apenas me limito a adequar os planos locais às directivas do Governo e da UE.

Como não prejudica ninguém? Então se aumenta a área para 4 hectares (40.000 m2) para se poder construir – o Sr. Sabe bem que no Concelho há um reduzido número de parcelas com essa área, logo serão poucos os que vão poder construir nas aldeias.
Primeiro retiraram as escolas e concentram-nas em grandes centros urbanos, entretanto acabam os postos de correios, vão fechando os postos médicos, não permitem que as pessoas construam – é a desertificação completa do mundo rural.

Presidente:
Bem, as casas continuam a existir e as pessoas continuam a residir nelas, ninguém as vai obrigar a virem para a cidade.

Sim, ninguém as obriga, mas se deixam de ter serviços essenciais à sua permanência, acabam por abandonar as aldeias, principalmente as novas gerações.

Esta entrevista é virtual, não aconteceu mas reflecte a realidade.


A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou, no passado dia 11 de Março, a adesão do Plano Director Municipal (PDM) às regras do (PROT-OVT) com 27 votos favoráveis (PSD, CDS e a maior parte dos Presidentes de Junta), 4 votos contra da (CDU e BE) e com as abstenções 5 ( PS e o Presidente da Junta de Alpedriz).

A abstenção acaba por ser uma concordância encapotada e não um voto de protesto contra o que está em causa.

Uma torrente de lama

“A noção de todos os grandes valores cívicos continua enraizada entre os trabalhadores e as massas populares mas nada diz aos governantes e aos detentores das grandes fortunas. Enfim, é inútil chorar sobre leite derramado. Políticos e banqueiros são corruptos e nem sequer se dão já ao trabalho de esconderem a sua corrupção. Ponto final, parágrafo”.

Não se fala aqui no drama da Madeira, ainda que também por lá abundem os lodos da moral e a apropriação desonesta do dinheiro e do poder que, em teoria, deviam pertencer ao povo.

21 de março de 2010

A lei do vale tudo

A Nocal, empresa cerâmica de Alcobaça obriga  os trabalhadores a fazerem horas extras sem qualquer retribuição adicional pelo trabalho realizado.
Aos trabalhadores, na sua maioria mulheres, que têm de faltar para irem ao médico ou assistir familiares na doença, é-lhes descontado no mísero ordenado o valor do tempo de ausência.
É o capital, apoiado nos seus lacais instalados no poder, a não respeitar as leis que eles próprios fazem aprovar em seu benefício.
É o total desrespeito pela Constituição da República e pelas leis gerais do trabalho.
A completa demissão dos governos da sua função de moderador do equilíbrio social, transmitindo ao capital a ideia de enriquecimento por todos os meios, com a garantia da mais completa impunidade. A desarticulação e quase clandestinidade em que vive a Autoridade para as Condições de Trabalho, que devia estar tão apetrechada quanto a ASAE (devia ser bonito...), é disso um flagrante exemplo.
À sombra da crise vale tudo par explorar mais e mais os que apenas vivem da venda da sua força de trabalho.
Só a luta organizada e consequente pode alterar esta selvajaria que impera em muitas empresas do nosso país.

Ainda os contentores.

Operários deslocados, em obras particulares ou públicas, vivem meses e anos em contentores sem as mínimas condições a que, qualquer ser humano tem direito.
São semanas, meses longe dos filhos e das suas famílias.
Trabalham noite e dia, para cumprir prazos impostos pelos donos das obras e, assim, gerarem altos lucros a um punhado de parasitas que ,vivem à custa do suor de quem trabalha.
Em contraste, os patrões, aqueles senhores que vivem da mais-valia produzida pelos que trabalham, vivem nos seus luxuosos palácios rodeados de todo o conforto e, com todas as mordomias.
É tempo de o poder; Estado, Câmaras, Juntas de Freguesia e outras instituições, aprovarem apenas projectos que, contemplem condições dignas e alojamento para aqueles que ,são os obreiros do progresso deste país.
São os operários, os trabalhadores que, com suas mãos calejadas erguem pontes, escolas, hospitais, estradas e os palácios onde vivem os senhores que, os obrigam a viver nos referidos contentores.

A completa demissão dos governos da sua função de moderador do equilíbrio social, transmitindo ao capital a ideia de enriquecimento por todos os meios, com a garantia da mais completa impunidade. A desarticulação e quase clandestinidade em que vive a Autoridade para as Condições de Trabalho, que devia estar tão apetrechada quanto a ASAE (devia ser bonito...), é disso um flagrante exemplo.