Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

10 de março de 2010

Mais uma porta fechada

Cláudia Raposo
Para começar tenho de mencionar que segundo, o art.º 65 da Constituição da República Portuguesa, “Todos têm direito para si e para a sua família, a uma habitação, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. Quer isto dizer que, todo o ser humano tem direito a um espaço que o proteja a si e à sua família das condições climatéricas (água, chuva, frio, vento, …), onde possa guardar os seus bens. A habitação deve possuir pelo menos, as condições mínimas para levar uma vida digna.

Será que esse direito é de todos?

Uma pessoa para adquirir uma habitação, tem duas hipóteses, ou compra ou aluga. Existem inúmeras casas para esse fim. É óbvio que, as pessoas preferiam comprar mas, visto a ter um custo elevado, têm que optar por alugar. 

Eu, entre tantas outras pessoas, fui “obrigada” a alugar uma. Como é óbvio, preferia viver numa casa que fosse minha, pois todos os meses tenho que proceder ao pagamento de uma renda, ou seja, estou a pagar por uma casa que não é minha. Eu, ainda tentei comprar uma mas, aos preços que se encontram é-me totalmente impossível, para já. 

O nosso governo tem (tinha) essa mesma noção como também tem (tinha) consciência de que isso leva os jovens a adiarem a saída da casa dos seus pais, por consequente a sua independência, também ela se torna tardia. 

Para incentivar os jovens a conquistar a sua liberdade, esse criou há já vinte anos um apoio para esses mesmos jovens, o IAJ (Incentivo de Arrendamento a Jovens). Os jovens alugavam uma casa e o governo, mediante um contrato, comprometia-se a pagar 70% da renda. Este programa era dirigido a jovens até aos 30 anos, os quais teriam que se dirigir a um balcão da Caixa Geral de Depósitos. Estes eram os intermediários, era onde se preenchia a ficha de candidatura e onde se entregavam os respectivos documentos, estes além de serem os de identificação eram também fotocópias da licença de habitabilidade, contrato de arrendamento e recibo de renda do mês em que o pedido era feito. 

Ao ter conhecimento deste incentivo, procurei uma casa que reunisse a s condições necessárias e avancei com a minha candidatura. Mas, como tudo neste país, é um processo moroso, tive que aguardar três meses por uma resposta. Esta ainda poderia ser positiva ou negativa. Após tanto tempo de espera, recebo a confirmação de que o meu pedido tinha sido aceite. Afinal, a demora valeu a pena. 

Este incentivo era renovado todos os anos, até o meu marido perfazer 30 anos. E assim foi, todos os meses recebia o apoio por transferência bancária. Tenho de confessar que, o apoio era fulcral para mim e para os milhares de jovens que também o recebiam. 

Mas, chegando ao ano de 2007…acabou. 

O Estado, há já algum tempo, que vem habituando os portugueses a retirarem-lhes as poucas coisas boas que ainda oferecem, sendo esta mais uma para a lista. 

Como o governo gosta de ajudar os jovens, decidiu substituir o IAJ pela Porta 65, tendo sido uma péssima troca. Este novo (des)apoio veio alterar por completo a minha vida e a vida de tantos outros jovens. O IAJ apoiava mais de vinte mil jovens, a Porta 65 apoia entre 5 a 10 mil jovens, alguma coisa não está bem. 

Foram feitas imensas alterações, ou melhor, foi tudo alterado. As condições necessárias para se candidatar são absurdas e houve um corte brutal no valor do incentivo. O Estado criou uma lista de rendas por município, onde foram estipulados limites de renda consoante a tipologia da casa e a zona onde essa se encontrava. Mas essa lista é também algo absurda, pois estipularam valores que não são praticados nas zonas assinaladas e, ao acontecer isso, torna ainda mais difícil os jovens concorrerem, pois como a renda é superior ao valor dessa lista, a candidatura não pode ser submetida. E ainda… a partir desse momento as candidaturas são enviadas pela internet, tendo sido criado um site da Porta 65, que contém o formulário para nos candidatarmos. Eu, como tantos outros candidatos, não tendo acesso à internet em casa, logo tive que me deslocar a um local que a tivesse, o que se tornou num incómodo. Quanto ao valor monetário, pior ainda. Esse valor foi reduzido para metade, e ainda não satisfeitos, esse valor de ano para ano vai decrescendo, o que faz com que a determinada altura o apoio ronda a módica quantia, uns absurdos 50 euros. 

O aparecimento da Porta 65 apanhou-me completamente desprevenida, a mim e aos restantes usuários do IAJ, a maioria teve que regressar ao lar dos seus pais.

Mais uma vez os jovens sentem-se injustiçados, esquecidos, abandonados pelos nossos governantes. Isto, como jovem que sou, revolta-me imenso. O estado devia apoiar-nos muito mais, devia incutir-nos o gosto de sermos portugueses. Que nação temos nós se, em vez de fazerem de tudo para nos tornarmos umas pessoas responsáveis, colocam-nos enjaulados na casa dos nossos pais. 

Eu tenho esperança de que um dia tudo mudará. 

Os Jovens do futuro jamais seguirão as pegadas dos Homens do passado!

9 de março de 2010

Ministra da saúde "preocupada com os contribuintes"

Na verdade, se estivesse efectivamente preocupada com o «dinheiro dos contribuintes» não andava, nestes vários anos que já leva de ministra da Saúde, a permitir o êxodo dos melhores especialistas de todas as especialidades médico-hospitalares do SNS para o sector privado, por não lhes garantir remunerações adequadas e carreiras seguras, para depois os contratar «à peça» e a peso de ouro aos seus novos patrões, os negociantes da Saúde, a quem, entretanto, a mesma ministra e o mesmo Governo Sócrates vão oferecendo hospitais construídos com dinheiros públicos para serem «administrados» pelos interesses privados.
As promessas de Ana Jorge já não enganam ninguém. Nem com sorrisos.
A promessa aqui

8 de março de 2010

Nós e o Mundo

Cláudia Raposo
Cada dia que passa chegam-nos notícias de alguma catástrofe natural. Começo a habituar-me que, todas as semanas, ocorra um sismo, um tsunami, furacões, … Porquê? Para saber o porquê, basta fechar os olhos e tentar escutar a Natureza. Em tempos ao fazê-lo, ouvia-se a Natureza a sorrir de alegria, ouviam-se as flores a desabrochar, o sol a nascer, ouvia-se o som da vida. Mas agora… A Natureza está triste, revoltada com todo o mal que o Homem lhe faz. Este queima, afoga, mata, destrói, enfim, comete barbaridades tremendas. 

O ser humano não tem noção do quão importante é a Natureza, para a sua vida, para a vida de todos. É ela que nos dá o ar que respiramos, dá-nos água para matar a sede, comer para saciar a nossa fome. A vida dela é a nossa vida. 

Revolta-me imenso olhar para um mundo que, a cada dia que passa, está a ser destruído por quem mais precisa dele. A Natureza revoltada com toda a sua ingratidão, age dessa maneira, com esses gestos naturais. Isto, talvez, para nos alertar que algo não está bem, que não estamos agir em conformidade com ela. O ser humano esquece-se que basta um gesto da Mãe Natureza, para a raça humana se dissipar da face da Terra. 

A Natureza só se está apoderar e a cuidar do que, em tempos, já foi dela. 

O Homem tem muitas qualidades, mas também tem bastantes defeitos, dois deles a ganância e o egoísmo. Este nunca está satisfeito com o que tem, quer sempre mais, e mais, … Então a forma que este pensa que é mais eficaz para obter tudo o que quer é, tirar aos outros e fazer guerras, e mais guerras, … Para isso, colocam pessoas inocentes, muitas delas crianças, em perigo, aproveitando-se muitas vezes disso mesmo. 

Em todo o mundo existem milhares, milhões de pessoas que não têm que comer, que beber, o que vestir, … Morrem abandonadas, entregues à sua sorte (azar). Levam uma vida cheia de dor e sofrimento, sem saberem o porquê. 

Quem tem coragem de fazer tal barbaridade? 

Têm que ser pessoas muito más, horríveis. Eu era incapaz de fazer tal coisa, fazer mal aos outros em meu benefício. Nunca me iria perdoar, nunca conseguiria chegar à noite e deitar-me de consciência tranquila. Abomino por completo, as pessoas que mal tratam as outras, que se aproveitem dos mais fracos, ou melhor, menos fortes. 
As crianças são as mais frágeis, logo tornam-se mais vulneráveis. Eu adoro crianças. Além de ser mãe, também eu um dia fui criança, sei perfeitamente qual a importância de se ter uma boa infância, para que nos tornemos uma pessoa melhor. 

Todas as pessoas, enquanto pais, incutem na educação dos seus filhos a partilha, o respeito, a ajuda ao próximo, princípios éticos e morais. 

Mas, afinal. O que fazem elas (os pais) no seu dia-a-dia? Onde estão esses mesmos pais? Onde está o respeito, a partilha? Em casa? Ensinam de uma maneira, mas agem de outra? 

Que espécie de pessoas somos nós? 

Em que é que nos estamos a tornar? 

Eu não quero que o meu filho cresça e viva num mundo onde a ganância, o egoísmo reinem! 

Eu quero um mundo onde todos possamos dar as mãos, onde todos estejam unidos por uma única causa: Um Mundo Melhor!

Um mundo onde a Paz, a Alegria e o Amor falem mais alto.

8 Março - Mulheres de Abril no Século XXI

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Faz hoje 100 anos

7 de março de 2010

Viva o Dia Internacional da Mulher!

Mulher branca, mulher negra
De etnia cigana
ou de outra qualquer
Simplesmente mulher.

Mulher bonita,
Mulher elegante,
mulher sedentária ou errante
espelhado no teu semblante
a alegria de ser mulher

Mulher operária e camponesa
ou de outra profissão qualquer,
Mulher explorada e discriminada
Serás sempre mulher

Mulher parida
mulher doméstica, mãe e avó
Mulher jovem, idosa ou de meia-idade
teus seios não amamentaram
Mas serás sempre mulher

Mulher amante,
Prostituta ou companheira
Amada num sítio qualquer
serás sempre mulher.

Mulher ciente, mas amarrada
que luta, que se revolta
Mulher com vontade de crescer
A luta é o caminho

Para um novo alvorecer
E quando esse dia chegar
E não mais amarras houver
Terás muitas a teu lado
e o orgulho de ser mulher.

Viva o dia Internacional da Mulher!

Deixem os jovens curtir a vida!

Eu que não fui menino nem jovem (comecei a trabalhar com apenas 10 anos) entendo que só se é o jovem uma vez na vida. 

Está na moda criticar a juventude, é-nos transmitida essa mentalidade pelos poderes instituídos, pela comunicação social, pelos moralistas da sociedade. 

Os pais que criticam os exageros dos filhos e que se esquecem do tempo em que eram filhos também. Não tínhamos o que hoje os jovens têm mas, éramos irreverentes, gostávamos de nos divertir, de fazer as nossas noitadas de fazer as coisas próprias da juventude. 

Os patrões que acham que os jovens não gostam de trabalhar – digo eu, e ainda bem. Trabalhar sem receber ou por salários miseráveis – trabalhem os filhos deles. 

Trabalhar com 10 ou 12 anos? – Não! Deixem os jovens serem meninos. 

Os professores que se queixam dos jovens devem antes reivindicar um ensino de qualidade e condições de trabalho nas escolas onde todos se sintam bem. 

Conheço muitos jovens que, tal como eu e a maioria de nós, foram irreverentes, rebeldes, moinantes e são hoje homens e mulheres conscientes do seu papel na sociedade. 

Fosse outra a sociedade – Justa, livre e democrática – teríamos jovens felizes por desfrutarem dos prazeres da sua juventude. 

A contradição entre o novo e o velho há-de sempre existir, porque só assim podemos evoluir e construir um futuro melhor.

O Bicho da Madeira

Vai a culpa morrer solteira?
original aqui

89º Aniversário do PCP em Alcobaça


Mais centena de camaradas e amigos reuniram-se num jantar de confraternização para comemorarem o 89º aniversário do PCP.

Rogério Raimundo, em breves palavras, relembrou a luta dos comunistas, em Alcobaça, ao longo dos últimos 35 anos.

O Américo, o Rui Baltazar e tantos outros lutaram e resistiram, em períodos muito complicados da vida do Partido. Assalto aos Centros de Trabalho de Alcobaça e Vestiaria, a sua reconstrução, a firmeza na justa luta que travamos, deu prestígio ao Partido, vieram novos militantes e somos hoje uma força combativa e consequente reconhecida pela população.

José Timóteo realçou o trabalho militante, abnegado, de firmeza, do camarada Mário Gregório, recentemente falecido, homenageado com uma grande salva de palmas por todos os presentes.

Clementina Henriques, destacou o Centenário do dia Internacional da Mulher, que se comemora no próximo dia 8 de Março, exortando as mulheres a que não abdiquem dos seus sonhos, aspirações e direitos, não se conformem com o agravamento das suas condições de vida e de trabalho e com uma igualdade por cumprir.

No tempo presente é preciso dar força às mulheres contra as injustiças e discriminações, pela igualdade na lei e na vida.

Coube a Ana Pato, do Comité Central do PCP, a intervenção final.

Salientando a luta do partido em toda a sua história de 89 anos.

O Papel do PCP na revolução de Abril. – Sem o PCP no 25 de Abril a revolução não teria siso sido a mesma coisa –

Referiu o estilo de trabalho colectivo de todo o Partido – Partido da classe operária e de todos os trabalhadores – na luta pela liberdade, pela democracia, pelo socialismo e pelo comunismo.

Com base nas conclusões do último Congresso, Ana Pato apelou a uma maior militância, uma maior ligação às massas, reforço do Partido nos locais de trabalho, nas empresas e em todos os sectores, par termos um Partido mais forte e actuante na luta pela transformação da sociedade e na liquidação da exploração do homem pelo homem.

Informou que foi decidido em todo o Partido, uma campanha de recrutamento de 1000 novos militantes até ao próximo aniversário.

Nesta confraternização inscreveram-se 2 novos militantes, 1 no PCP e 1 na JCP.

6 de março de 2010

HOMENAGEM A ÁLVARO CUNHAL

Todas as prisões se libertaram

Quando o carvão luminoso 

Do lápis vermelho 

Fotografou com beleza 

Incólume e branca, 

Um novo alvor de madrugar. 

Telas duras de meninos que encantam 

Buscando na terra gretada de suor 

Novas gotas de púrpura seda, 

A germinar vida em estrela universal, 

Fizeram crescer o sonho, a caminho da vida.

O belo do pensamento livre 

Guiando o verbo da coragem 

Em força de combate assumido 

Para viver de entrega e dádiva, 

Fazendo hino ao homem novo. 

Tão longo, o tempo de tirania, 

Quase fez esquecer as dores 

E o tempo de parir outro tempo. 

Sóis novos, porém, 

Já iluminaram de gestos nobres, 

A beleza de crescer em vontade colectiva, 

Anulando a besta, com coragem.


Então, com o sol raiado de lutas

E de ferramentas novas

Em mãos unidas – Macias, calejadas e fraternas,

Conduziram em regaços de verdade

Esta menina serena, desejada e sémentada de povo

Liberdade, Abril,  Revolução. 

5 de março de 2010

A miséria moral de ex-esquerdistas*

"Alguma semelhança com portugueses* é pura coincidência"
Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.

O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.

O ex-esquerdista* ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.

Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.

Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os

Artur Albarran «EM ABRIL SE VERÁ»

Artur Albarran começa a ser julgado em Abril, «por burla ao Estado».
Segundo os jornais, a empresa Euroamer, de que Albarran é a figura maior em Portugal, está envolvida numa série de obscuras manobras de engenharia financeira e «deve 16 milhões de euros ao fisco».
Albarran é uma figura cujo nome se tornou célebre em Setembro de 1975, por ocasião do assalto à embaixada de Espanha em Lisboa - acção «revolucionária» que o «revolucionário» Albarran comandou e incitou aos microfones da Rádio renascença.
«A embaixada está a arder e bem», gritava ele, entusiasmado, na noite do assalto - assalto que, desde então e até hoje, foi assacado ao PCP...
A apetência «revolucionária» de Albarran levá-lo-ia, depois, a aderir ao chamado Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias (PRP - BR), no qual desenvolveu actividades que o levaram a integrar o processo judicial das BR - processo do qual se saiu bem, sem problemas de maior...
Foi então que saiu de Portugal. Porquê e para quê, só ele o sabe,,,
Primeiro, foi para a Inglaterra - onde, estranhamente (ou não...), arranjou logo lugar, nada mais nada menos do que na BBC...
Dali seguiu para os EUA - onde, estranhamente (ou não...), não se sabe bem o que fez...
Depois, em 1980, regressou a Portugal - onde, estranhamente (ou não...), ingressou de imediato na RTP como director de programação da 1 e da 2...
Passados uns anos - após uma «carreira televisiva fulgurante», o «apoio a Freitas do Amaral», etc - passou a dedicar-se a negócios de maior envergadura.
Ler tb aqui
Carlucci, com quem Albarran travara conhecimento em 1975 - estranhamente (ou não...) «conheceram-se na altura do assalto à embaixada de Espanha»... - chamou-o e propôs-lhe ser o «rosto português da Euroamer», empresa do Grupo Carlyle (um dos maiores fundos internacionais de investimentos, pertença deCarlucci).
E Albarran - com o mesmo entusiasmo com que, anos antes, anunciava que a embaixada de Espanha estava a arder - aceitou.
Já tinha aceite, antes, fazer propaganda a uma pasta dentífrica, com excelentes resultados financeiros... mas agora tratava-se de um negócio de outra dimensão...
A Euroamer nasceu em 1996, carinhosamente apadrinhada pela embaixada dos EUA e pelo Governo de António Guterres.
E apadrinhado por tais padrinhos, o homem de Carlucci lançou-se ao trabalho.
E fez o que pôde...
Em Abril vai ser julgado por «burla ao Estado».
Ah, já me esquecia: Albarran, «cujo paradeiro é alegadamente desconhecido», será defendido pelo «advogado João Nabais».
E pronto: para já, é tudo sobre este «herói do nosso tempo».
Em Abril se verá...

Miserável manipulação

de H.G.
É difícil desenganar quem quer ser enganado, por isso é que a manipulação é a arma dos ignorantes– ignorante não é o que não sabe, é o que não quer saber.

Não é possível fazer uma discussão minimamente séria sobre o regime cubano sem abordar os 50 anos de bloqueio e as permanentes provocações vindas dos EUA. Só um povo com uma grande serenidade resiste da forma como tem resistido, e só essa serenidade tem permitido que os seus erros não atinjam uma dimensão dramática. 

Outro fosse o seu comportamento e há muito que estavam novamente reduzidos à semi-escravidão da época de Batista, com grande satisfação das máfias de Miami e do governo americano. 

Outro fosse o seu comportamento e há muito que teriam sofrido a “sorte” do povo hondurenho, onde os EUA foram abençoar um golpe militar para depor um presidente legitimamente eleito, e cujos apoiantes – do presidente, obviamente – estão a ser chacinados diariamente, perante o silêncio canalha e cúmplice da imprensa dita democrática. 

Enfim, outro fosse o seu comportamento e estariam hoje como está o povo haitiano –seu vizinho - condenado a uma extrema miséria, em permanente e involuntária “greve de fome”, e todavia há décadas “auxiliados” pelo exército americano. 

Entretanto, e a propósito de “presos políticos”, porque razão quando alguém contesta as autoridades americanas é considerado preso por “delito comum”, mas se contestar as autoridades em Caracas, La Paz ou Havana é dado como “preso político? Talvez se encontre aí a justificação para que os EUA tenham o maior rácio mundial de presos por “delito comum”, mas negam ter “presos políticos”!
artigo relacionado:

Completam-se hoje 50 anos sobre o atentado terrorista, organizado pela CIA que, 15 meses depois do triunfo da revolução cubana, fez explodir no porto de Havana o cargueiro francês La Coubre, provocando uma centena de mortos, duas centenas de feridos e prejuízos no valor de 17 milhões de dólares. Na detalhada evocação a que procede deste repugnante crime, o Granma refere o facto, por demais sintomático e significativo, de «en respuesta a una solicitud de información, funcionarios de los Archivos Nacionales de Seguridad, un proyecto no gubernamental de investigación académica de la Universidad George Washington, confirmaron que no disponen de documento alguno sobre el tema procedente de los órganos norteamericanos de inteligencia.»
ver este aqui

4 de março de 2010

Quem sabe, sabe!

A notícia, num programa de negócios e economia de uma rádio nacional, rezava mais ou menos assim: os Hotéis Marriott, numa prova de grande dinâmica empresarial e de sério compromisso e empenhamento social, já garantiram 50 estágios este ano. E para a ilustrar, aparecia a voz de um dos administradores dizendo que assim a cadeia terá uma vasta mão de obra com experiência para escolher. E aos jovens é oferecida a oportunidade de lidar directamente com o mundo do trabalho real. Só vantagens, portanto.
A curiosidade levou-me a uma ligeira pesquisa sobre o assunto. E de facto encontrei com facilidade a informação.
Os Hoteis Marriott têm vários anúncios a oferecer estágios nos seus hotéis em Portugal. Seja para a preparação de eventos, para a cozinha ou para o Restaurante/Bar. Seja até para a Gestão de Recursos Humanos.
Requerem fluência em Inglês (o que é óbvio tendo em conta o sector de que falamos); elevado sentido de responsabilidade (o que também se entende sabendo que se trata de unidades de 5 estrelas). Querem ainda pessoas fléxiveis, energéticas e com bom relacionamento interpessoal (sim, que estas oportunidades são só para os melhores).
Mas quem quiser garantir esta oportunidade de trabalho em contexto real, com brilhantes perspectivas de progressão na carreira tem que ter disponibilidade imediata, confidencialidade e capacidade de trabalhar sob pressão e ainda capacidade de realizar tarefas minuciosas e detalhadas.
E, ao fim do mês, o Marriott retribui com refeições gratuitas no hotel (viva o luxo!), ao licenciado que trabalhar 4h por dia, e ainda dá a choruda bolsa de 400€ àquele que trabalhe 8 horas por dia.
Em conclusão, após o louvor público das entidades responsáveis pelo empreendedorismo demonstrado, estou convencido que ainda esperam que estes jovens agradeçam por trabalhar de borla, ocupando postos de trabalho permanentes, para uma das maiores cadeias de hotéis do Mundo, que fechou 2009 com 3420 estabelecimentos no mundo inteiro, ou seja mais 242 que em 2008.
E assim se fazem os caminhos da precariedade. A que se dá também o nome de exploração!
Quem sabe, sabe!
João Frazão
original aqui

«Queremos mais» do que solidariedade!

Ilda Figueiredo visitou, na passada semana, a Madeira. No decurso da visita, no sítio do Laranjal, um dos locais afectados pela intempérie, a deputada do PCP no Parlamento Europeu salientou que mais do que mil milhões de euros da União Europeia, o que aquela região necessita «é de uma ajuda urgente». «Queremos mais. Queremos que a Comissão Europeia, com o apoio do Conselho e do Parlamento Europeu disponibilize para a Madeira, como medidas de urgência, todos os fundos excepcionais que forem possíveis para apoiar todos aqueles que foram atingidos por esta catástrofe», acentuou, acrescentando: «Não basta ter palavras bonitas de solidariedade, é preciso passar aos actos».
Também um representante de «Os Verdes» visitaram as zonas afectadas. Em conversa com os jornalistas, Manuel Cunha criticou o «encobrimento» da real dimensão da tragédia por parte das autoridades madeirenses e acentuou que existem «zonas que permanecem em risco» na eventualidade de «novas chuvadas». (+)

Não nos insultem



Gabriel Silva está, pelo menos, atrasado dois anos...
  • Novo Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas (RCTFP) - Lei n.º 12-A/2008 
  • Aprova o Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas - Lei nº 59 de 2008 (e anexos) 
Que tal uma actualização?...

2 de março de 2010

Dia 26 de Março lá estaremos


Esta é uma luta justa que pode ser vencida!
Dia 26 de Março lá estaremos mais uma vez na rua a lutar, com a razão do nosso lado, com a força e determinação da juventude trabalhadora reclama do governo e dos patrões a recuar nas suas intenções, garantindo às novas gerações trabalho com direitos!
NÃO BAIXAMOS OS BRAÇOS, LUTAREMOS PELAS LEGITIMAS E JUSTAS REIVIDICAÇÕES INDIVIDUAIS E COLECTIVAS DOS JOVENS TRABALHADORES.
QUEREMOS TRABALHAR, QUEREMOS DIREITOS, QUEREMOS CONSTRUIR O FUTURO!
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Lutamos por:
  • A revogação das normas gravosas do Código de Trabalho e da Legislação Laboral da Administração Pública condição para travar a degradação em que o País e a vida dos jovens trabalhadores se encontra.
  •  o Combate eficaz ao desemprego que ponha fim aos despedimentos e aposte numa política de investimento do aparelho produtivo, com a criação de postos de trabalho, aproveitando as nossas capacidades e força de trabalho!
  • estabilidade laboral que ponha fim á velha chaga social que é a precariedade, exigindo a passagem a efectivos de todos os trabalhadores que exerçam funções de carácter permanente. Só a estabilidade laboral garante o emprego com direitos e direito a uma vida melhor para a juventude.
  • Aumento REAl DOS SALÁRIOS medida imperativa para uma melhor distribuição da riqueza e aumento do poder de compra.
  • horários de trabalho dignos que permitam uma vida laboral com saúde, que assegure a harmonia com a vida familiar, e que dê espaço ao lazer, à cultura, ao desporto e a todas as formas de bem-estar numa sociedade moderna e desenvolvida.
  • defesa da contratação colectiva, como garantia de valorização do trabalho, garantindo assim um vasto conjunto de direitos, também eles previstos na Constituição da República Portuguesa, como forma de progresso do País e da vida dos jovens.

Só Povo salvará o Povo!

O Povo ainda não tomou consciência de que unido pode tudo.
Os desempregados, unidos e organizados, têm força suficiente para imporem uma nova política de pleno emprego, de melhores condições de vida, sem necessidade de viverem das “esmolas”dos subsídios.
Os trabalhadores, espezinhados, mal tratados, feitos escravos, unidos e organizados, têm força para lutarem por melhores salários, pela redução das horas de trabalho – para lutarem contra a discriminação, contra os recibos verdes, contra o trabalho precário, contra a escravidão a que estão sujeitos.
Os reformados, unidos e organizados, têm força para lutarem por melhores reformas, por uma assistência médica eficaz e preventiva, pelo direito ao lazer e uma vida digna até ao fim dos seus dias.
Os comerciantes e pequenos industriais, unidos e organizados, têm força para lutarem contra os monopólios do comércio e da indústria, contra os pagamentos especiais por conta, contra as falências para que estão a ser empurrados.
Os professores, classe tão mal tratada nos últimos tempos. Aqueles que ensinam engenheiros e doutores, operários e agricultores, que ensinam ministros e secretários, que ensinam presidentes e gestores.
Os professores, unidos e organizados, têm força para lutarem contra as injustiças, pela dignidade da sua profissão, por ensino de qualidade e para todos, por condições de trabalho que rentabilizem os seus saberes.
Os jovens, unidos e organizados, têm força para imporem um ensino universal e gratuito, um ensino que garanta saídas profissionais. Têm força para lutarem contra o pagamento de propinas, pelo acesso gratuito a livros e manuais.
Unidos e organizados, todos temos força para construir um país melhor, livre , verdadeiramente democrático e onde o resultado do nosso esforço seja para bem de todo o Povo.
Só o Povo pode salvar o Povo!

1 de março de 2010

EGITO - Parque Al-Azhar (2)

Fim de tarde no Parque Al-Azhar, com vistas soberbas.
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Comentários finais:
  • Cairo é uma cidade onde nos sentimos bem, depois de alguma adaptação à alimentação e aos transportes.
  • O transito é o mais caótico que se possa imaginar, só não se conduz em contra-mão. É aconselhável usar o táxi, de preferência os "brancos", que têm taxímetro e assim evita-se a discussão de preços, que são baratos. Outros táxis cobram por tempo de viagem ou por distância, e só quando já sabemos o valor aproximado é que estamos em condições de discutir.
  • A alimentação é de acordo com o gosto e "carteira" de cada um, mas a cozinha europeia é difícil de encontrar fora dos hotéis e shopings,e naturalmente mais cara, mas também onde se pode encomendar álcool. 
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Fotos e comentários de H.G.

28 de fevereiro de 2010

Recupera rápido

que tudo corra bem, camarada.

E que a recuperação seja rápida.

Há muito para fazer e para lutar.

Contamos contigo!

Um abraço.

Tofes

Operário em construção


Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia…
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– “Convençam-no” do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que reflectia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objectos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fracturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Ganham dinheiro com tudo!



Os bancos, as seguradoras, as farmacêuticas, ganham dinheiro com tudo, até com a morte.
  • Das farmacêuticas está praticamente tudo dito, inventam pandemias que não existem para aumentarem os seus lucros.
  • Das seguradoras também não há muito mais a dizer, toa a gente sabe como funcionam. – Boas a receber péssimas a pagar.Os bancos continuam a fazer dinheiro com tudo. Agora até com a morte.
  • A ideia dos génios financeiros é comprar lif settlementes, isto é, comparar as apólices dos seguros de vida dos idosos e doentes.
Wall Street quer titularizar a morte (+)

EGITO - Parque Al-Azhar - Citadel

Parque Al-Azhar, com vista sobre a cidade.
Em cima à esquerda está a Citadel, uma das principais mesquitas da cidade
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Fotos e comentários de H.G.

27 de fevereiro de 2010

Gripe A

O SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Sempre é preciso sermos vacinados, ou não passou de uma brincadeira de mau gosto?

Para que servem os nossos impostos?

Vem isto a propósito de duas situações por mim presenciadas.
Esta semana desloquei-me, em trabalho, à Batalha, estacionei a viatura e estava na dúvida, por cinco minutos, tiro ou não tiro o talão de estacionamento?
Tirei porque a cada canto do parque estava um polícia de caderno e caneta afiada para passar as multas.
Paguei 0,50 cêntimos para evitar o pagamento de 30 euros de multa.
Então pus-me a pensar.
- Pago os meus impostos, descontados directamente no salário; pago imposto quando compro o carro; pago imposto para circular com a viatura; pago imposto na compra do combustível e ainda tenho de pagar imposto para estacionar quando estou a trabalhar para pagar esses impostos todos.
E pago imposto para garantir os salários das forças de segurança que estão ali, ao serviço de concessionárias privadas dos parquímetros, para nos sacarem mais uns euros de multas.
Outra situação foi presenciada no centro comercial Rino & Rino .
Um grupo de activistas sindicais, devidamente identificados com bandeiras da CGTP IN, distribuía comunicados alusivos à luta dos trabalhadores contra o congelamento dos salários, por melhores reformas, por uma nova política.
Um administrador interpelou-os, no sentido de os impedir de fazerem o seu trabalho. Os trabalhadores argumentaram que estavam a exercer um direito constitucional e que nada os podia impedir de continuarem.
O referido senhor retirou-se e em menos de 10 minutos apareceu uma brigada da polícia com intuitos intimidatórios.
Que democracia é esta?
Que liberdade existe?
Felizmente que há quem não se vergue que resiste e luta com coragem contra estes atropelos à liberdade.

26 de fevereiro de 2010

Tragédia da Madeira: Um desastre anunciado em 2008

Bastava ter ouvido os alertas!!!
"É indspensável e urgente que os portugueses, especialmente os madeirenses,
vejam este programa"

ARTIGOS QUE RECOMENDO:

Morreu um Revolucionário

Outros o conheceram melhor que eu e nada mais teria a acrescentar, não fosse este pequeno facto que é a marca de um Revolucionário:
-não tinha tempo para si.
Para além da sua Humildade já salientada, a sua Generosidade e Solidariedade colocava-o onde quer que a injustiça tentasse romper, e bem sabemos todos como esse escalracho medra nesse charco putrefacto para onde nos vão empurrando de mansinho.
E lá estava o Gregório incitando à resistência como forma de acumular forças para irmos à luta em busca de uma SOCIEDADE mais JUSTA.
Incansável em todos os momentos, a vida traíu-o nesta curva apertada.
Fazes-nos falta, Mário.
Morreu um Comunista!

EGIPTO - Pormenores da arquitectura

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124/125 = Pormenores da arquitectura do centro da cidade. Durante os finais do sécXIX e meados do sécXX, foram contratados arquitetos europeus para construir um outro centro mais próximo do Nilo, e o resultado foi uma mistura de estilos que, no conjunto, é harmonioso. Todavia, o crescimento demográfico levou a uma sobreocupação dos edifícios, e hoje muitos deles estão abandonados, quase a ruirem.
Autor: H.G.

A idade das perguntas...

PUBLICADA POR SAMUEL no Blog o "CANTIGUEIRO"
Já toda a gente deve conhecer pelo menos uma versão... mas não resisto a deixar aqui uma “misturas” das várias que já me chegaram, mais uma fotografia a condizer.

Durante uma visita a uma escola, José Sócrates dispôs-se a responder a algumas perguntas dos alunos.

- Vá lá, tu... como é que te chamas?
- Sou o Paulinho.
- Então o que é que queres saber, Paulinho?
- São só três perguntas:
Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?
Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?
Sabe mesmo falar inglês técnico?

Entretanto toca a campainha e Sócrates propõe que as respostas fiquem para depois do intervalo. Quando recomeçou a aula Sócrates lembra:

- Parece que havia uma perguntas... tu, aí... como te chamas?
- Manel.
- Então pergunta lá, Manel.
- São só cinco perguntas:
Onde é que estão os 150.000 empregos que prometeu?
Porque é que assinou aquelas casas tão feias, lá na Guarda?
Sabe mesmo falar inglês técnico?
Porque é que a campainha tocou meia hora mais cedo para o intervalo?
Onde é que está o Paulinho?

25 de fevereiro de 2010

O compasso de espera

Como é habitual quando as coisas aquecem a Igreja recolhe-se em oração cumprindo o sábio princípio
«o silêncio é de oiro»

Perante um panorama social de catástrofe, com a espiral do desemprego e da fome a crescer irresistivelmente, nem mesmo assim sobe dos púlpitos o simples balbuciar de um apagado protesto em defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores. No plano ético, cuja condução a Igreja tanto reclama, a mudez dos sacerdotes é também confrangedora. Entretanto, no dia a dia desta sociedade capitalista os escândalos sucedem-se a uma cadência alucinante. A Igreja «pára, escuta e olha», como nas passagens de nível... O voto de mudez do clero mantém-se rigidamente, mesmo quando as famílias recebem o «golpe de misericórdia» do imparável desemprego e, no lado oposto, os bancos têm lucros de 40 milhões por dia!... + aqui
do mesmo artigo:
Relações amor/ódio
Naturalmente que há, por outro lado, importantes interesses económicos que a Igreja tem que resguardar.
Por exemplo, as contra-partidas pagas pelo Estado às instituições católicas somam, anualmente, para cima de
90 milhões de euros em subsídios. Instituições essas que já recebem dotações anuais do Orçamento do Estado, de mais de 1000 milhões de euros ...
É evidente que os interesses económicos são importante mas os imperativos do prestígio e do poder da Igreja vêm em primeiro lugar. Assim, o desfiar do rosário do processo «Face oculta» acaba por chamar as atenções para o modo como, perante certas situações, o comportamento do clero católico pode ser, simultaneamente, flexível e inflexível, em questões de prestígio e de afirmação de poder.
artigo completo aqui

EGITO - Namoram e amam-se...

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Namoram e amam-se como todos os outros povos - ou talvez mais. Cairo tem 20 milhões de habitantes...
A estátua homenageia um dos governadores da cidade, e atrás situa-se a Ópera do Cairo.
Autor: H.G.

24 de fevereiro de 2010

Alcobaça - Necessidade de Melhoria da Rede da EDP

O vereador da CDU alertou nesta ultima reunião de câmara para a necessidade de melhoria da rede da EDP na zona da Lameira, Prazeres de Aljubarrota.
Moradores dizem-me que basta uma chuva fraca ou pequena ventania para faltar a energia 1h, 2h ou 3horas. 
«A vereadora Mónica Baptista confirma, tendo em conta que mora lá!»
Sr. Vereador(PSD) Hermínio Rodrigues faça a pressão respectiva!!!
Assunto relacionado:
O PCP considera que os recentes factos ocorridos na região do Oeste evidenciam as consequências inevitáveis do processo de privatização da EDP.
Entre 2005 e 2008 o investimento operacional na rede de distribuição de electricidade no nosso país não tem parado de decrescer. Enquanto em 2005 foram investidos 405 milhões de euros, em 2008 foram investidos menos de 284 milhões de euros. A quebra no investimento na rede de distribuição de electricidade foi de 30% nos últimos 4 anos. Refira-se ainda que embora cerca de dois terços do volume de negócios da EDP resulte da actividade que é desenvolvida em Portugal, de um investimento operacional total de cerca de 3,6 mil milhões de euros efectuado em 2008, apenas menos de 25% deste investimento foi efectuado em Portugal. Tal é demonstrativo da subalternização das necessidades do nosso país, face ao investimento que esta empresa realizou no estrangeiro.

Morreu um Revolucionário


Morreu, hoje, de paragem cardíaca o meu amigo e camarada Mário Gregório.

Com ele aprendi os primeiros passos na política.

Um camarada humilde, um lutador, um organizador, um Revolucionário.

Ficam os seus exemplos de coragem e determinação na luta por um mundo melhor.

Aqui deixo a minha sentida homenagem.

C.Tofes

EGITO - rua do mercado

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Outra rua do mercado, vendo-se ao fundo a arquitetura típica dos minaretes.
Autor: H.G.

António Barreto – A arte da “calhordice”


Artigo original em Samuel o "Cantigueiro" veja aqui
Sim, porque o verdadeiro calhordas não faz o que faz, à sorte. Sabe muito bem porque faz o que faz... e para quê. O verdadeiro calhordas, ao contrário do que erroneamente se possa pensar, tem uma missão a cumprir.

Lendo um texto do “Cravo de Abril”, em que mais uma vez é demonstrado, preto no branco, um dos milhentos casos de censura (de classe) selectiva e sem contemplações, praticados diariamente pela nossa comunicação social, tornou-se impossível deixar de tropeçar novamente no Doutor António Barreto, que desde bem antes do tempo em que se tornou, juntamente com Soares, a cara visível do ódio à Reforma Agrária, criando as condições que levariam à sua destruição e sendo moralmente responsável pelos vários crimes que então se cometeram, culminando no assassínio de dois trabalhadores agrícolas do Alentejo... desde bem antes, como dizia, sabe muito bem ao que veio.

O sociólogo, que é pago para dizer coisas sobre as mais variadas coisas, desta vez veio tecer considerações sobre a “liberdade de expressão”. Apesar de ter descoberto que «Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação», concluindo, «Isto chama-se condicionar a opinião pública», acrescenta logo que, nomeadamente, porque é livre de escrever estas coisas nos jornais, «vivemos num país em que reina a liberdade de expressão».

Não fosse dar-se o caso de nós, os estúpidos, não entendermos a mecânica da coisa, acrescenta decididamente: «Não é verdade que condicionar a opinião pública seja a mesma coisa que retirar a liberdade de expressão».

Pois. Pode ser que não seja, doutor. Também dar grandes pontapés nas canelas e nos joelhos de alguém, não é a mesma coisa que retirar-lhe a liberdade de andar... mas dificulta como o raio que o parta, doutor!