Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

19 de abril de 2010

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Strawberry fields forever

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-seno local da selecção.

Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, 

dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque

são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.

A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se

e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.

São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são

demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e

descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas

horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.

É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em 

Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com

filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de 

morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família 

que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz 

lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da 

escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e 

chamam-lhe programa de "emigração ética".

Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. 

Emigração ética, dizem eles. Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para 

este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa 

que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 

anos e filhos pequenos. As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam 

por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias 

alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação 

constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de ganhar a 

vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma 

humilhação e uma privação. 

Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em

silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas 

mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido. Que esta história se passe no século XXI e 

que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus 

que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus 

motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os 

banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, 

perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.

Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de 

ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração

ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?

Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus 

mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses 

apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e 

institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados 

levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá.

O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as 

democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o 

modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.

Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras

válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?

Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.

Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.

Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.

Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa.

Dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando.

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (1)


Trechos e reflexões (1)

O processo revolucionário é irregular, feito de avanços e recuos, de períodos de refluxo e de períodos de ascenso. E a nossa própria experiência histórica veio confirmar que, como afirmava Lénine noutro escrito, «a revolução não é uma batalha única, mas uma época com toda uma série de batalhas por todas e cada uma das questões das transformações económicas e democráticas, que só terminarão com a expropriação da burguesia.»

"Parabéns Ratzinger, que belo trabalho ao longo de tantos anos"

O papa Bento 16, fez 83 anos na semana passada, completa esta segunda-feira cinco anos à frente da Igreja Católica.

Enquanto este se lembrou apenas agora de chorar pelas vitimas... muitos são, os que choraram toda vida (“Eles não nos tratavam como crianças, nem mesmo como seres humanos. Nós éramos tratados como animais”). Desde o serem retirados às suas familias, mal tratados nas instituições para onde eram levados, onde estas recebiam do estado para darem uma educação às ditas crianças, pois pretendia-se que de lá saíssem com o curso industrial, em vez disso passavam fome, eram abusados sexualmente e acabavam por sair da instituição sem saber escrever...

É com tristeza que assisto a esta atitude de choramingas, não falamos de um homem qualquer, de um cristão não praticante, que até agora querem "expulsar da igreja" (Alcobaça: Cardeal Patriarca de Lisboa defende diminuição de cristãos "faz de conta"), falamos sim de alguém que à muitos anos tem grandes responsabilidades no seio da igreja, sendo agora quem detem o mais alto cargo à frente dos destinos da Igreja Católica. Exige-se que esta personalidade em vez de se andar a choramingar, apontar o dedo a este e aquele, prenunciando-se com arrogância, como se todos lhe devessem e ninguém lhe paga-se. Tome uma atitude de condenar quem tem que ser condenado, que por principio e para dar o exemplo assuma as suas responsabilidades.
Exige-se também que esta personagem seja de facto julgada. Parece-me de novo confirmado que os policias do mundo são só para com aqueles que não alinham. Os restantes tudo podem fazer.
Mas como tudo na vida será subtido a julgamento mais tarde ou mais cedo pelo próprio povo, aguardamos por um final menos feliz para esta comitiva, que mais não têm feito, a não ser mal ao mundo.

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O Papa Bento XVI e a igualdade perante a lei
A confissão e o arrependimento não estão entre as virtudes católicas praticadas pelo papa. Ele pediu desculpa pelo estupro de crianças cometido por padres católicos na Irlanda, mas este é um dos poucos escândalos de pedofilia que estão sacudindo a Igreja Católica no qual nem ele nem os membros do seu círculo próximo estiveram envolvidos. Ele condenou os bispos irlandeses por “graves erros de avaliação” e pelo “fracasso como líderes”; porém, de seus graves erros e fracassos – em Munique, no Wisconsin e na Califórnia – ele não disse uma palavra, exceto para desviar o assunto como “fofoca insignificante”. Sua resposta a esse escândalo lembra as origens do verbo pontificar.

Trancadas em seu mundo fechado e auto-controlado, as vítimas do estupro por sacerdotes poderiam apenas enraivecer frustradas. Até agora.

Ao longo do fim de semana passado, Richard Dawkins e Christopher Hitchens anunciaram que pediram a advogados que analisassem a viabilidade de uma ação contra o papa. Recentemente, no Guardian, Geoffrey Robertson, o advogado da banca que eles contrataram, explicou que o líder máximo da igreja que protege padres pedófilos condenava suas vítimas ao silêncio e concedia permissão aos criminosos para perpetrarem trabalhando com crianças, cometendo o insulto de ajudar e ser cúmplice do sexo com menores. Praticado em larga escala, esse ato torna-se crime contra a humanidade, reconhecido pelo Tribunal Penal Internacional. Esta é a política geral do Vaticano desde que Ratzinger era cardeal. Quando Bento veio ao Reino Unido em setembro passado ele poderia, se Dawkins e Hitchens tivessem obtido deferimento de sua demanda, ter sido preso.

Ao menos estamos acordando para o que o direito internacional significa. Pela primeira vez na história moderna a crença subjacente à vida política – aquela segundo a qual quem exerce o poder sobre nós não será julgado pelas mesmas regras legais e morais que regem os cidadãos comuns – está começando a ruir.(+)

Festa das Flores

 A terra onde os amigos se encontram

18 de abril de 2010

O Pobre, a Lei Barreto e o depois...

Deixo-vos com dois bons artigos para se "deliciarem" neste resto de fim de semana. Depois da leitura e já bem dormidos lá pela manhã de segunda-feira, desejo de uma semana trabalho e luta para que possamos num futuro próximo ter uma vida de trabalho com direitos...
















A acumulação capitalista «made in Portugal» O caso exemplar do Grupo BES
Comecemos por uma «estória». «Encontrei-o em Londres. Só tinha uma camisa e estava cheio de frio. Vivia num apartamentozinho com dois quartos.» Esta pungente «estória», contada pelo primeiro presidente da CIP, refere-se a Manuel Ricardo Espírito Santo que, passado pouco tempo, no seguimento das nacionalizações e da Reforma Agrária, entendeu fixar-se em Londres.
Pobre como Job, despojado dos seus bens, este herdeiro da poderosa e influente família Espírito Santo, associada ao nepotismo fascista (o avô era visita semanal de Salazar), viu-se obrigado, face à sua situação de pobreza, a pedir um empréstimo a Rockefeller, (...)
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A última de António Barreto: "Serva é a tua tia !"
Por razões de importância do tema e de um certo hiato de informação e cultura políticas que exitem hoje entre diversas gerações, bem se justificaria que a brutal frase de António Barreto ontem levada a manchete do i merecesse um post bem mais denso, argumentado e explicativo.
Porém olhando a frase do sempre prestigiado sociólogo (por mais dislates que vá semeando entre a sua obra, em regra, de valor), o que verdadeira e unicamente me apetece é invocar o sagrado direito à falta de pachorra.
Por isso, deixando muita coisa de fora, limito-me, por ora, a cinco observações essenciais : (...)

O Doente Valentim

Poucas vezes se vêm cenas como a deste cromo, revela que há homens de facto "doentes" que deviam de estar internados e já mais à frente de qualquer clube de futebol quanto mais à frente de uma câmara municipal.(+)

17 de abril de 2010

Nuvem de Cinza "salva Sócrates e Louçã"

Se a nuvem chega mesmo, então é que se safam desta e doutras duma só vez...

Na verdade qualquer um tem pinta para sair ileso na fora habilidade já demonstrada outras vezes. Mas quem sabe se a nuvem não evitará dores de cabeça, e se não é já um milagre. Com o Papa não tarda por aí tudo pode acontecer, embora lhe desse mais jeito a este, pois a coisa anda negra também para essas bandas...

Valentim Loureiro "volta a tribunal"

O Valentim «vai voltar a tribunal desta feita acusado por um único crime de burla qualificada, em co-autoria, no processo da Quinta do Ambrósio este resultou de uma certidão extraída do processo Apito Dourado, sobre corrupção no futebol.»
Depois de tantos processos e ligações a movimentos terroristas nomeadamente ligado ao assassínio de um padre, dono de um passado que estará para sempre ligado aos assaltos, destruição e incêndios de vários Centros de Trabalho(aqui), ligações à Indonésia e à África negra pelos piores motivos, não há quem consiga ver este homem julgado/condenado e finalmente atrás das grades, assim é com ele e com tantos outros que circulam livremente pelas instituições do nosso país.

No meio desta podridão continuo acreditar na utopia, que tudo tenha um fim, que se possa finalmente viver com justiça num país livre e Democrático.

A Exploração dos Trabalhadores

O Olhar Critico a traço de Humor »»»
Valentin Georgiev (Bulgária)

Conversa fiada (Galp)

O presidente executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, acusa os trabalhadores de estarem a «sacrificar» os resultados da empresa para 2010.
 Motivo: o pré-aviso de greve às horas extraordinárias nos próximos dias 17 e 18 e de greve total de 19 a 22 de Abril, em luta pela a actualização salarial e pela atribuição do Prémio de Produtividade.
A acusação consta de uma missiva aos «estimados colegas e colaboradores», enviada por email, onde Ferreira de Oliveira considera que os «objectivos da greve não são nem justos nem possíveis de satisfazer», e esgrime o aumento de 1,5% decidido sem o acordo dos sindicatos como um «aumento relevante do poder de compra».
Justificando a sua posição, o presidente executivo da Galp Energia fala do «contexto exógeno extremamente difícil» em que a empresa laborou em 2009, especificando que «os mercados ibéricos de produtos petrolíferos e gás natural caíram cerca de 10%; o preço médio do crude caiu 37%; as margens de refinação foram inferiores às do ano anterior em mais de 60%; o preço do gás natural nos mercados spot mais do que 50%». Conclusão, «todos» têm de fazer sacrifícios.
O que Ferreira de Oliveira não diz aos «estimados colegas e colaboradores» – terá sido por esquecimento? – é que no mesmo ano – o ano de todas as crises, como governantes, patrões, dirigentes partidários «com vocação de poder» e comentadores mais ou menos encartados não se cansam de repetir aos trabalhadores portugueses – a Galp Energia apresentou lucros de 213 milhões de euros (213 000 000€).
Também certamente por esquecimento, Ferreira de Oliveira omite que em 2009 os administradores da Comissão Executiva da Galp Energia receberam, entre remunerações mensais – que oscilam entre 25 000 e 76 400€ –, remunerações variáveis e um vasto leque de mordomias pouco consentâneas com a «grave crise», a módica quantia de mais de 6,2 milhões de euros (6 200 000€). 
E não fala igualmente – sem dúvida para não fazer enjoar os «estimados colegas e colaboradores» – do seu próprio vencimento, o qual, a fazer fé em notícias vindas a público, dá para grandes canseiras, como fazer mil viagens às Maldivas. 
Ou seja, traduzindo por miúdos, apesar da «crise económica em que vivemos», a Galp Energia apresentou lucros de milhões e continuou a pagar principescamente aos seus administradores, mas quando os «estimados colegas e colaboradores», vulgo trabalhadores, reivindicam uma mais justa redistribuição da riqueza que criaram, aqui d'el rei que se está a comprometer o futuro da empresa e das gerações vindouras.
Instalados nos seus belos cadeirões de couro, os senhores administradores querem fazer acreditar que sem eles o mundo deixaria de girar e que nem um cêntimo de mais valia seria gerado. Prosápia enganadora. Mal ouvem falar de greve é um quem nos acode e um vale tudo, até cartas aos «estimados colegas e colaboradores» com apelos à solidariedade. Só não chega a ser ridículo porque revela uma profunda verdade: sem os trabalhadores não há riqueza. Os que se apropriam dos lucros sabem-no bem, por isso têm tanto medo da luta de classes.

16 de abril de 2010

Face Oculta + 1 processo a caminho do arquivo

Todas as escutas do processo Face Oculta que envolvem o primeiro-ministro foram já destruídas, garantiu o juiz presidente... (+)

«Não é próprio de um político comentar essas decisões, nem ocupam um milímetro do meu pensamento». Assim respondeu José Sócrates aos jornalistas... (veja aqui)

O nosso Eng. Socrates esquiva-se ás perguntas dos jornalistas sobre o apagamento das escutas do processo face oculta. Diz-se preocupado com a governação exigente e dificil.

Eu sugeria uma folga pois sempre daria para aliviar o sacana do cinto, o engenheiro comentava, o juíz, procurador ou essa "máquina justiceira" divulgava as escutas e acabava-se com esta dita polémica, afinal quem não deve não teme.

Assim, pelo andar da carruagem e a julgar pelo que se tem passado, ainda vamos ter mais um processo arquivado onde ficará a suspeita sobre o nosso Engenheirinho e ninguém mesmo será culpado, mas sim todos inocentes, senão mesmo indeminizados...

Bloco Esquerda e o "camarada Alegre"

Dois artigos que recomendo e que deixo aqui parte de cada um para vos suscitar desta forma o vosso interesse. 1º artigo / 2º artigo

Francisco Louçã disse que «Manuel Alegre (...) está acima de qualquer partido»?
 "Sobre o apoio à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, o líder do Bloco de Esquerda justificou que «é um candidato que depende de si próprio e que está acima de qualquer partido»."

Comprende-se... O rapaz chegou recentemente à política... É inexperiente... Ou então é a luta tenaz para arranjar mais uns votinhos...


E Manuel Alegre? O que diz Manuel Alegre? (+)

«A minha casa política é o PS», avisa Manuel Alegre

Irra! Já é vontade de contrariar o Louçã!...

Alegre está-se nas tintas para o PCP (2) mas quer os votos do PCP...
Ver aqui artigo completo

*** ***

No seu enésimo «post» no «arrastão» a favor de Manuel Alegre, Daniel Oliveira aborda os atrasos e indefinições do PS no apoio a tal candidato e depois remata, pura e simplesmente, desta forma a meu ver gloriosa e inesquecível (sublinhado meu):«Com estas indecisões, ganha, antes de mais, Cavaco Silva, que aparece como consensual à direita.E, depois, o Bloco de Esquerda, que prova que o candidato que decidiu apoiar cria mesmo problemas à ala direita do Partido Socialista. Incluindo a Sócrates.» Pois é, leio isto e, querendo deixar propositadamente de lado considerações sobre infantilismos e maturidades políticas, não posso deixar de considerar que bem aviados estamos se esta é a «nova forma de fazer política» de que o BE tanto se reclamou nos seus primeros anos de vida. Com efeito, nesta frase só vejo tacticismo, calculismos, mesquinhas contabilidades de perdas e ganhos e aproveitamentos e nem um cisco de designio democrático ou nacional nem um grama de preocupação real com o amanhã e o depois de amanhã.
 ... Desculpem a brutalidade da frase mas cada vez mais me parece que o grande respiro táctico do BE nas presidenciais se pode resumir numa frase do género «Saiamo-nos nós bem e o resto que se lixe».

15 de abril de 2010

Foram-se os dedos, venham os anéis!

Primeiro, discretamente, pequenos anúncios, com placas artesanais, ofereciam os seus serviços na compra de ouro. “ Compro ouro, pago em dinheiro”.
Agora, aí estão por todo o lado, casas abertas ao público onde compram ouro e outros valores, pagos em dinheiro.
Isto é espelho da sociedade onde vivemos.
Comprar um anel, um fio, uma pulseira em ouro ou oferecer a amigos e familiares foi, ao longo dos tempos, uma forma de ter algo de valor, que um dia pudesse ser útil em caso de necessidade.
A miséria, a pobreza, a fome, o desemprego, os salários em atraso, a exploração desenfreada têm sugado a força de trabalho daqueles que produzem toda a riqueza.
Foram-se os dedos das mãos calejadas pelo trabalho, venha de lá o pouco que lhes resta, os anéis.
Voltamos ao tempo antigo, vender, penhorar para continuar a sobreviver.
São sempre os mesmos a lucrar com a miséria dos que nada têm.

Bob Dylan - Blowin in the Wind


How many roads must a man walk down, Quantas estradas precisará um homem andar
Before you call him a man? Antes que possam chamá-lo de um homem?
How many seas must a white dove sail, Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar,
Before she sleeps in the sand? Antes que ela possa dormir na areia?
Yes and how many times must cannonballs fly, Sim e quantas vezes precisará balas de canhão voar,
Before they're forever banned? Até serem para sempre abandonadas?
The answer, my friend, is blowin' in the wind A resposta, meu amigo, está soprando no vento
The answer is blowin' in the wind A resposta está soprando no vento

Yes and how many years can a mountain exist, Sim e quantos anos pode existir uma montanha
Before it's washed to the seas (sea) Antes que ela seja lavada pelo mar?
Yes and how many years can some people exist, Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir,
Before they're allowed to be free? Até que sejam permitidas a serem livres?
Yes and how many times can a man turn his head, Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça,
Pretend that he just doesn't see? E fingir que ele simplesmente não vê?
The answer, my friend, is blowin' in the wind A resposta, meu amigo, está soprando no vento
The answer is blowin' in the wind. A resposta está soprando no vento
Yes and how many times must a man look up, Sim e quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Before he can see the sky? Antes que ele possa ver o céu?
Yes and how many ears must one man have, Sim e quantas orelhas precisará ter um homem,
Before he can hear people cry? Antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Yes and how many deaths will it take till he knows Sim e quantas mortes ele causará até ele saber
That too many people have died? Que muitas pessoas morreram?
The answer, my friend, is blowin' in the wind A resposta, meu amigo, está soprando no vento
The answer is blowin' in the wind A resposta está soprando no vento

"pequena lista da engrenagem bipolarizada PS/PSD"

Também por aqui se pode verificar que o PSD de cara lavada irá continuar a fazer mesmo no caso de um dia voltar a ser governo (espero que nunca mais o seja, mas fica o alerta)


Fernando Nogueira: 
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola 

Jorge Coelho: 
Antes - Ministro das Comunicações, Transportes e Obras Publicas
Agora - Presidente da Mota & Engil 

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Depois -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

Rui Machete: 
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; 
Presidente do Conselho Executivo da FLAD 

Armando Vara: 
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP 

Paulo Teixeira Pinto: 
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho' saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)

António Vitorino: 
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa Nacional
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; 
Presidente da Assembleia Geral do Banco Santander Totta (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP) 

Celeste Cardona: 
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD 

José Silveira Godinho: 
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES 

João de Deus Pinheiro: 
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Depois - Vogal do CA do Banco Privado Português. 

Elias da Costa: 
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES 

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.
Adaptado de um mail enviado pelo A. Carvalho

Não basta pedir perdão

O papa hoje durante uma missa no vaticano pede para que os cristãos reconheçam erros cometidos, mas é preciso muito mais que isso. É necessário que os responsáveis sejam punidos pelo crime, desde os que cometeram o acto aos que o  silenciam. A justiça é para todos incluindo a Igreja o Papa até ao simples cristão... 

14 de abril de 2010

Sobre a CEE

"comentário de A. Carvalho num blogue"
Ao ler o seu post, lembrei-me de meia dúzia de questões que estão sempre na minha visão desta UE, quer quanto aos seus princípios, quer quanto aos métodos para os atingir, bem como o nome atribuído aos sócios do clube que não se portem dentro da sábias decisões e objectivos a ser atingidos.

Quanto aos princípios:

1 - A questão económica do aço como base e depois a politica agrícola comum.

2 - Combate politico(mesclado de defesa comum), mas com componente militar diferente dos países aderentes.

3 - Após a queda do bloco de leste e do chamado perigo comunista, foi gradualmente programada uma politica militar de confronto não só com o leste mas com a própria Europa não alinhada (veja-se a guerra na Yoguslávia-Kosovo) e o papel desempenhado pela Alemanha.

4 - Uma politica interna de submissão à politica de guerra dos EUA (Apoio à guerra no Iraque e Afeganistão) onde a troco de nada positivo, se ensaiou a maior mentira financeira e económica dos tempos modernos (Roubos de massas monetárias incalculáveis Bancos, Seguradoras, offshores e afins) Imobiliários Subprimes, etc. etc.

5 - O celebre tratado de Lisboa (fez agora 10 anos) onde se teceram e apregoaram as mais e melhores politicas de criação de emprego, aí estão todas provadas, como a burla informativa e manipuladora de opinião, traçada e alimentada por políticos sem vergonha e jornalistas e donos dos media, que a troco de benesses politicas mais não foram que agentes de manipulação.

6 - A actual direcção politica da UE, não tem nada a ver com os interesses dos povos da totalidade dos países que dela fazem parte. Ela é como sempre foi, a vontade e orientação económica dos países mais poderosos (obviamente a Alemanha, França e Inglaterra) que com toda a certeza, não estão, nem nunca tiveram a ideia de desenvolver a Europa com princípios de solidariedade entre povos e estados, mas sim como a caminho mais amplo e livre, para que os seus produtos fossem vendidos aos pseudo-novos ricos, tipo Grécia, Portugal ou Irlanda.

Como já se sabia, agora, para pagar a dívida, serão como sempre será, os povos desses países a pagar a factura de tal mentira e para além disso, ainda serão os bodes expiatórios perante a opinião pública de que são eles os principais culpados da desvalorização do Euro em relação ao dólar, o perigo da chamada falência (mais um embuste do capitalismo selvagem e neoliberal) e as agências ditas de rating (pagas e suportadas pelos EUA) como suporte cientifico financeiro para a cruzada sempre eminente contra os salários da generalidade dos trabalhadores.

Tanta trapaça junta, só pode dar um cheiro e uma comida requentada e podre, pelo que aos povos destes países chamados de falidos, só resta um caminho. Atirar pela borda fora tanto mentiroso, incompetente e vigarista chamado gestor tipo BCE, FMI e Agências de Rating (pseudo-técnicos de moeda falsa). Só assim, teremos uma Europa livre, democrática e solidária.

CAVACO HOMENAGEIA TERRORISTA

O presidente da República, Anibal Cavaco Silva, homenageou dia 11 de Abril o marechal António Spinola. O sr. Spinola foi presidente do chamado Exército de Libertação de Portugal (ELP), organização terrorista criada pelo ex-pide Barbieri Cardoso, e do MDLP. Estas organizações praticaram numerosos crimes em 1975 e 1976, como o assassínio do padre Max, o ataque à Embaixada de Cuba, incêndios de sedes do PCP e actos bombistas. Associou-se à homenagem o presidente "socialista" da Câmara Municipal de Lisboa, que não teve pejo em dar o nome do referido indivíduo a uma avenida da cidade.

12 de abril de 2010

“O Congresso já está. Falta convencer o País.”

...pois, pois, e para que se faça mais do mesmo basta insitir em promessas e mais promessas.

Já o PS/Socrates o fez e outros PS/D o têm feito. Mudam as moscas mas a trampa continua a mesma.

O actual discurso contradiz a prática. Aprovaram o Orçamento mas agora já não o fariam, o mesmo acontece com o PEC.

Agravam as condições de vida da grande maioria do povo em favorecimento de meia duzia. Mudam de lider à máquina / lavam a cara e vêm dizer que nada têm haver com o passado. Está aí mais hipocrisia para depois mandarem as culpas para os da frente e carregarem sobre os mesmos do costume.

10 de abril de 2010

Pensão de aposentação: 20 perguntas e 20 respostas

Temos recebido centenas de emails de trabalhadores a pedirem informações sobre as consequências das alterações que o governo pretende introduzir no Estatuto da Aposentação através da Lei do OE2010 e mesmo solicitando um conselho sobre o que devem fazer. Na impossibilidade de responder pessoalmente a cada trabalhador, decidimos reunir neste texto as perguntas e as duvidas mais frequentes e responder a elas. O objectivo é disponibilizar aos trabalhadores interessados uma informação que lhes permita tomar a decisão, que só cada um pode e deve tomar, mas de uma forma fundamentada. É a decisão de se aposentar ou não, portanto é uma decisão muito importante, que vai ter consequências graves na sua vida futura, e por isso não deve ser tomada nem de um forma apressada nem sem informação consistente. Também construímos uma folha de cálculo que qualquer trabalhador poderá utilizar para calcular a sua pensão da aposentação antes e depois da publicação da Lei do OE2010 , que está disponível em www.eugeniorosa.com na pasta "ULTIMO ESTUDO" com o nome "Folha de cálculo para calcular de uma forma rápida a pensão da aposentação".

9 de abril de 2010

Ainda em relação à "postagem" anterior*

*"perdoai-lhes Sr. que eles não sabem o que fazem"
Sobre este tema podemos garantidamente dizer que não sabemos da missa um terço... e infelizmente já imaginamos como vai acabar: em peixe, isto é nada.
É mais uma caterva de criminosos que vão ficar na sombra à espera que a onda passe, para depois continuarem impunemente as suas práticas abjectas, até que a justiça humana lhes possa cair em cima, já que a "justiça divina" além de cega como a outra, é também surda e muda.
Mas uma outra questão interessante surge no meio desta desculpabilização instuticional: - Onde estão aqueles que, a propósito de casos passados, defendiam as penas mais severas, tais como a castração? Vimo-los e ouvimo-los com pose de entendedores opinar sobre estas e outras medidas "cautelares" para evitar situações futuras, diziam. Neste momento, ninguem os ouve, ninguem os trás para os holofotes para nos mostrarem a sua douta sapiência.
Bem, neste caso dos servidores da igreja, e porque se trata de um juramento voluntário de abstinência sexual, faz todo o sentido que no acto do juramento, aí sim, lhes seja ministrada a medida cautelar e preventiva de castração, não vá o diabo tentá-los...

6 de abril de 2010

"perdoai-lhes Sr. que eles não sabem o que fazem"

Ah e tal, pedofilia também existe noutros sectores da sociedade... Existe, existe mas não é a mesma coisa. Nos outros sectores da sociedade quando apanhados são julgados e condenados. Na igreja ficam-se por um simples pedido de perdão.

De repente grande parte dos blogs de direita passou a usar esse argumento. Declarando-se ofendidos pelas críticas acabam por defender os actos de pedofilia praticados por sacerdotes por esse mundo fora.

Uns chegam mesmo a afirmar que está montada uma teia que visa apenas a destituição de Ratzinguer, outros vão mais longe e afirmam que se pretende a destruição da igreja. Com essa actuação mais não fazem do que vestir o hábito e fazer o monge à sua própria dimensão. Estou esclarecido.

Julgava eu que para os católicos estes actos seriam passíveis de redobrada condenação, porque ignóbeis, porque praticados na própria casa e em tudo contrários à doutrina que supostamente deveriam defender. Enganei-me, redondamente, pelo que leio. Talvez por aqui se entenda como foi possível esconder casos e casos durante dezenas ou centenas de anos.

Silenciaram-se as vítimas, ameaçaram-se as testemunhas, tudo em nome da "fé" (+)
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Eu sempre disse que não é boa ideia ter o vinho na sacristia. Sangue de Cristo? Desse também eu o bebo! Tenho uma garrafa dele, Brites de Aguiar, preparada para o Domingo de Páscoa e quase que garanto que não irei fazer a figurinha de um sacerdote francês que antes de ir para um funeral fez aquilo que só o sacristão ousava fazer, emborcou o vinho da missa todo.

Conclusão, chegou atrasado e com uns valentes copos a mais ao funeral que devia oficiar, na pequena localidade de Muret, no sul de França e acabou a esmurrar um dos amigos da defunta. Teve que soprar ao balão e acabou detido pelos gendarmes.

Agora o arcebispado diz-se "consternado", mas quem não está pelos ajustes são os familiares da defunta (+)

5 de abril de 2010

A LUCIDEZ DE MÁRIO SOARES

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante a sua longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo em Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu, o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

Jerónimo de Sousa diz que PEC se opõe a princípios da Constituição


Secretário-geral  do PCP criticou a defesa do programa feita por Cavaco como  "uma estranha forma de defender o País" 
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou ontem as declarações do Presidente da República em defesa do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e referiu que o PEC contraria os princípios da Constituição.
No sábado em Loulé, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sublinhou que Portugal precisa de estabilidade e que "neste momento, independentemente de se gostar ou não gostar do PEC, temos de nos colocar na posição de defender Portugal perante o estrangeiro".
Num comício na Covilhã, o líder do PCP contestou ontem aquela posição, referindo que a defesa do PEC pelo Presidente é uma "estranha forma esta de defender o País" e que "não é isto que diz a Constituição da República Portuguesa". Para Jerónimo de Sousa, em causa estão os princípios de desenvolvimento consagrados na Constituição, tendo em conta que o PEC "constitui uma repetição de agravadas receitas, medidas e orientações que tantos sacrifícios, desigualdades, injustiças, têm imposto à maioria do povo português", justificou.
O secretário-geral do PCP destacou os vários cortes sociais impostos pelo PEC e concluiu que "este é um programa que vem acrescentar crise à crise".
PECado Mortal de todos os trabalhadores!

Este PEC mata lentamente:
O futuro
As reformas
o trabalho
o trabalhador
Portugal


4 de abril de 2010

Ainda o código do trabalho.

Conversa com uma trabalhadora. A realidade ao vivo.

23:00- Hoje não trabalhas, estás de férias? 

23:05- Não! Antes fosse. Esta semana trabalho dia sim, dia não. Amanhã estou em regime de "adaptabilidade" uma lei do novo código de trabalho proposto pelo Sócrates! Esta já está a fazer doer a alguns adeptos dele. Pena que muitos dos meus colegas não me tenham dado ouvidos em devida altura...agora temos que aguentar todos a situação! Esta lei está mencionada no código de trabalho de uma forma dúbia. Aliás eu diria mesmo, de uma forma estrategicamente dúbia! 

23:15 -Então só ganhas dia sim, dia não? 
Mas isso é escandaloso. 

23:20 -Não. Esta lei permite ao patrão mandar-nos para casa quando há menos trabalho (Não é o caso) e temos de trabalhar noutras alturas mais horas diariamente. No ano passado no primeiro trimestre do ano foram despedidos todos os trabalhadores que estavam a contrato, por alegadamente se avizinhar uma quebra de trabalho. O que não se verificou e depois o resultado foi termos de trabalhar nós (os efectivos) 12h dia. Consegues imaginar o que é trabalhar por exemplo das 9h da manhã às 21h? Ou das 05h da manhã às 17H? 

23:22 -Claro que consigo. É retroceder ao século passado. 
Só falta queimarem-nos vivos dentro das fábricas como fizeram às mulheres nos Estados Unidos quando lutavam pela redução do horário de trabalho. 

23:25 -Mais ou menos isso! Tivemos prevista uma entrada em Lay-off. Foi constituída (porque a lei assim o obriga) uma "comissão de acompanhamento ao processo de entrada em Lay-Off" que nem sequer chegou a ter início. Tudo não passou de uma encenação por parte da entidade patronal para se candidatar a fundos comunitários. 







23:26 -Claro, foi para isso que o código foi alterado. Defender o patronato e fazerem dos trabalhadores autênticos escravos.

a reputação do Papa.


De toda a parte chegam notícias de estórias aberrantes vindas do clero. Notícias antigas, mais recentes e de hoje, que nos dão conta do pesadelo vivido por milhares de rapazes e raparigas marcados para toda a vida por actos execráveis, vítimas inocentes às mãos de centenas de padres e freiras... exactamente aqueles em que, por vezes, mais confiavam.
Quanto mais se levanta o véu que cobriu durante décadas a prática da pedofilia no seio da Igreja, de uma forma tornada quase natural, tal a quantidade esmagadora de casos, mais se percebe o papel encobridor e cúmplice das hierarquias da religiosas. Como se está a descobrir, não poucas vezes, em vez de afastarem ou punirem um sacerdote comprovadamente pedófilo, compravam o silêncio de vítimas e familiares, transferindo o predador para outra paróquia, onde, como seria de esperar, voltaria a atacar crianças e jovens.

Auroeuropa, sindicalismo amarelo,António Chora, BE e uma grande salgalhada


Alguns trabalhadores são, se facto, colaboradores!

9.4. A RELAÇÃO COM A COMISSÃO DE TRABALHADORES

A opção por uma relação privilegiada com a comissão de trabalhadores pressupôs que a escolha dos membros que integrariam esta futura estruturarepresentativa não fosse deixada ao acaso! Quando se começou a pressentir o desejo de constituição desta estrutura, provavelmente estimulada pelos membros ligados aos sindicatos da CGTP — muitos deles eram desconhecidos formalmente por não quererem revelar a sua identidade —, a empresa rapidamente «entrou em jogo». Contactou sigilosamente o director de cada uma das áreas para que este indicasse nomes de trabalhadores de «confiança» que pudessem integrar a futura estrutura.
hiperligação ao original

3 de abril de 2010

Governo e empresas não utilizaram até ao fim de 2009 mais de 6.359 milhões de euros de fundos comunitários


Duas das razões mais importantes da persistência da grave crise que o País enfrenta é a quebra continuada no investimento e no consumo interno. Sem investimento não se criam empregos, nem se moderniza a economia nem se aumenta a competitividade das empresas. Sem aumento do consumo, as empresas não conseguem vender o que produzem, entram em falência e lançam mais trabalhadores no desemprego. De acordo com o INE, em 2009, a preços correntes, o investimento total caiu em -15,7% e o consumo em -2,6%. As previsões do governo constantes do PEC:2010-2013 revelam que a situação não vai melhorar nos próximos anos. Assim, a preços constantes, em 2010, em relação ao investimento prevê uma nova quebra de -0,8%; no consumo publico uma redução de -0,9%; e no consumo privado mais 1%, o que será difícil de atingir devido à tentativa do governo e do patronato para congelar salários e pensões, e para aumentar IRS.

Um meio importante que o governo e as empresas têem para combater estas quebras é a utilização atempada e eficiente dos fundos comunitários. Mas neste campo a incapacidade, ou a incompetência, quer do governo quer dos empresários para os utilizar são claras e preocupantes.
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Este mundo e o outro


Qual a função dos media, nomeadamente a TV? A TVI, que tem andado nas bocas do mundo pela alegada tentativa de ser arregimentada para o PS e José Sócrates, vai apresentar um programa em que se vão estabelecer “contactos com algumas almas geralmente designadas como sendo «do outro mundo»”. Digaa TVI disser, ele “constituirá mais um reforço, provavelmente não deliberado nem sequer inteiramente consciente, da ofensiva em curso desde há muitas décadas contra a Razão e o racionalismo em nome de outras supostas formas de conhecimento.Sinais dos tempos…


E por um pesado motivo: é que o racionalismo conduz ao lúcido conhecimento das sociedades, à identificação das iniquidades, à indignação, ao combate pela transformação. Ao passo que o irracionalismo, complementado com o descrédito da Razão, transporta boa parte das questões, se não todas elas, para as penumbras da secundarização ou mesmo do esquecimento.

Não direi que esse objectivo esteja em quem se lembrou de promover a participação de «almas do outro mundo» nas emissões da TVI: por vezes as motivações são mais que remotas, até estão apenas no que dantes se diria ser o «air du temps».

Mas, como diria o outro, lá que as há, há.

O "Milagre da multiplicação"


Longe vai o tempo em que a usura era pecado mortal… Talvez por isso e ou por o juro oferecido às contas poupança ser “superior a 5%” – vá lá saber-se… – a Fábrica do Santuário de Fátima foi apanhada na bancarrota da Islândia. Castigo de Deus ou consequência natural da ganância capitalista?


 Entre os credores incluídos na lista agora publicada estão instituições religiosas: as Carmelitas del Sagrado Corazón e a Fábrica do Santuário de Fátima. Se tivessem sido mais prudentes, saberiam que milagres da multiplicação se podem encontrar na Bíblia, mas que quando se trata do universo financeiro do capitalismo é preferível consultar Marx. da multiplicação se podem encontrar na Bíblia, mas que quando se trata do universo financeiro do capitalismo é preferível consultar Marx.
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2 de abril de 2010

Mexia…

Aí está, outro dos marajás fecundados pelas privatizações do sector estratégico do Estado. Mexia, de seu nome.
Mexia, e mexe com a nossa capacidade de indignação ao sabermos que esta sumidade “saca” 8.500€  diários - sim, 8.500€ – equivalente a 18 salários mínimos por dia!. 
Mexia, e mexe com a nossa capacidade de revolta, porque nos lembramos que esta era uma das vedetas envolvidas no “Compromisso Portugal”, vulgarmente conhecido por “grupo do Beato”, que durante semanas nos tentaram convencer do seu projecto “Menos Estado, Melhor Estado”, percebemos agora para quê.
É urgente desenterrar estas toupeiras da opacidade onde se encontram, trazê-las à claridade da transparência democrática e confrontá-las com a vida real de milhões de pessoas com salários miseráveis. Se não morrerem de vergonha, tenham pela menos a hombridade de dar o seu maior contributo na luta contra estas gritantes desigualdades sociais, adequando o seu salário à realidade do país onde vivem.
Obs: algumas vozes vão afirmando que se trata do “sector privado, por isso…”. Isto é uma falácia que tem de ser desmontada com toda a frontalidade. Estes marajás obtêm estas fortunas pelos “bons resultados” do seu exercício, onde entram as mais-valias do trabalho. Sabendo-se que os governos PS/PSD/CDS têm usado a Concertação Social a favor do grande capital, usando como “pau-de-cabeleira” essa coisa chamada “UGT”, e por outro lado não há qualquer inspecção aos prolongados horários dos trabalhadores, só se pode concluir que esses “bons resultados” são também fruto de uma grande violência laboral, pelo que faz todo o sentido pôr em causa o “mérito” de tais sanguessugas. 

Cada vez mais, percebo menos.

Se bem se recordam, algum tempo atrás abordei um tema relacionado com um subsídio que, o governo oferece aos jovens. Esse mesmo diz que, é para incentivar os jovens a saírem de casa dos seus pais, para se tornarem independentes e responsáveis. Mas, com a miséria que dão a tal independência é completamente impossível. Todavia, é algo que já me habituei, o facto de o Estado tirar as poucas coisas que ainda nos restam.
Mas, hoje deparei-me com uma notícia que me deixou de queixo caído. Então não é que, quatro ministros e nove secretários de estado vão receber do Estado por mês (além dos seus ordenados absurdos), 1400 euros de subsídio de alojamento, cada um. Portanto, os jovens com um ordenado mínimo e, supondo que reúne todas as condições para receber o subsídio (Porta 65), têm direito a um valor nunca superior a metade da renda; os nossos políticos com ordenados elevadíssimos, têm direito a um subsídio superior a 1000 euros. Não percebo!
Feitas as contas o Estado irá despender de 17 mil euros por ano devido a esse subsídio, enquanto que, quando surgiu a Porta 65, só existiam 20 mil euros disponíveis para tal. Avaliando também o número de pessoas, o primeiro será distribuído por 12 pessoas, e o segundo por milhares de jovens. Não percebo!
Tendo também em conta apelo que os nossos queridos políticos nos fazem, o “apertar o cinto”, eles estão a fazer o quê? A alargar o deles? Não percebo!
É por estas e por tantas outras, que o nosso país se encontra no fundo do poço, não é nos “pequenos” que está o problema, as modificações, os cortes têm que ocorrer no topo da pirâmide, não na base.
Os pequenos, os pobres, os remediados., pagam a crise.

Uma política diferente é possível!

Cada Povo, cada país tem de lutar e ter coragem para enfrentar os poderes instalados.
Acabar com  as politicas que visam apenas o enriquecimento do grande capital.
Lutar por um desenvolvimento sustentável. Lutar por uma vida melhor.
Lutar pelo apoio às nossas pescas, à nossa agricultura, à nossa indústria, desenvolver a economia baseada numa política defesa da produção nacional e de incremento ao consumo interno.
Só se pode vender o que os salários podem comprar.
Os aumentos dos salários, das pensões e reformas, mais emprego com qualidade são factores essenciais para o desenvolvimento do nosso país.
Bruno Dias, no jantar da CDU, em Alcobaça, denunciou a retórica dos governos que apontam como saída para a crise o apoio às exportações. Exportar para onde se todos querem exportar?
O PCP apresentou propostas concretas no Orçamento geral do Estado para a modernização e dinamização da economia portuguesa e todas foram chumbadas pelo PS e com abstenção PSD e CDS – Estes partidos ofereceram ao PS a maioria absoluta que não obteve nas eleições.
Propostas concretas para o distrito de Leiria: modernização da linha do Oeste, da rede viária, de obras públicas concretas em beneficio da população do distrito, isto propostas que significavam investimentos de proximidade e que iriam dinamizar as economias locais. – todos de acordo que é necessário, prometeram uma coisa perante as populações e fizeram o contrário na hora de votar. O PCP orgulha-se de cumprir no parlamento o que se compromete perante o Povo.
O governo do PS com a política de saírem 2 funcionários públicos e entrar apenas 1 tem sido o maior destruidor de postos de trabalho em Portugal. Nos últimos 5 anos mais 72.000 funcionários públicos foram para o desemprego.
A Administração pública não tem gente a mais. Faltam trabalhadores nos Centros de Saúde, nos Hospitais, nas Escolas, nas forças de segurança e em muitos organismos do Estado.
A obsessão pelo deficit de 3%  está a levar o país ao descalabro económico.
A privatização dos CTT está na calha e A Mota Engil, está na corrida para a compra.
A EDP, foi privatizada, é a empresa que mais lucros apresenta e, em tempo de crise e quando a inflação é negativa, aumentaram assim é fácil obter lucros, sempre à custa dos consumidores.
Os lucros que a EDP arrecadou já ultrapassaram o valor que foi pago ao Estado pela privatização.
O PEC está a aprovado mas não pode ser um dado adquirido. Há que lutar contra a sua implantação.
Não podemos baixar os braços e resignarmo-nos de que não há nada a fazer.
É preciso esclarecer, ajudar, mobilizar, e organizar o combate contra as privatizações, contra o congelamento dos salários, por melhores reformas e prestações sociais para uma vida com dignidade.
Quem luta pode vencer, quem não luta perde sempre.

 Parte da intervenção do Deputado do PCP, Bruno Dias, nas conversas públicas em Alcobaça

27 de março de 2010

Em busca da gente omitida

Apesar de tudo, vou dando por eles. Nas ruas, nos transportes colectivos, em lugares onde um ou outro acontecimento junta multidões. Vou dando por eles, os operários, nestes e noutros lugares, mas não na televisão. Aí, só mesmo quando mais uma empresa fabril encerra portas e, então, uma repórter desta ou daquela estação, quase sempre profissional que me parece de segunda escolha, surge de microfone em punho a recolher as razões dos trabalhadores e trabalhadoras despejados no saco aparentemente sem fundo do desemprego. É, pois, assim; e compreender-se-á talvez que eu deseje que seja também de outra maneira, isto é, que gente da classe operária não me surja no ecrã do televisor apenas em casos de despedimento. Mais: desejo até que alguns elementos dela apareçam, pelo menos de longe em longe, nas quase inúmeras estórias de ficção que, de tantas serem, dão para preencher grande parte das horas de vigília dos telespectadores e telespectadoras menos ocupados. Por isso estou agora a dedicar mais tempo ao visionamento das novelas com que a TV nos abarrota os olhos e o entendimento, na esperança de por lá lobrigar um sinal da classe operária. Sem êxito, talvez por pouca sorte minha, talvez porque os autores das novelas não gostem de operários ou, em hipótese alternativa, não queiram sequer recordar-se de que eles existem. Há-de ser também como consequência desta ausência, embora não apenas por ela, que muitas vezes se ouve dizer que «já não existe classe operária». Que se ouve dizer esta sentença sobretudo a quem convém fingir que acredita nela. Contudo, não apenas as estatísticas oficiais registam a permanência do operariado fabril como a existência de um sector industrial sobrevivente a décadas de destruição do tecido empresarial vem corroborá-la. Onde não existe classe operária é no que talvez possa ser designado por telenovelismo português, e aí, por consequência, foi erradicada até a sombra da luta de classes por falta de comparência de uma das partes. Há-de ter sido por isso que, em tempos não muito distantes, ouvimos o senhor primeiro-ministro dizer que isso da luta de classes é uma ideia completamente obsoleta, uma velharia sem préstimo. Provavelmente, o que acontece é que o senhor engenheiro anda a ver muitas telenovelas.

Amputações

Mas é sabido que em televisão qualquer ausência tem consequências: é mesmo um lugar-comum dizer-se que só verdadeiramente acontece, só tem existência real, o que «passa» na televisão, e que o que não surge nos televisores é como se não existisse. Sendo assim, é claro que os que dominam a TV alcançaram já um estrondoso êxito: eliminaram a classe operária. Vemos horas e horas de novelas, de muitos amores e desamores, de ciúmes e intrigas em quantidades industriais, mas tudo aquilo decorre entre gente fina, que não tem problemas de empregos nem de salários em atraso. É então que alguns de nós começam a suspeitar não ser por acaso que as estórias fornecidas têm um tão forte sabor a plástico, até a recear que nos façam mal à saúde. Para referir o que é talvez o exemplo mais flagrante, diremos que ao olharmos em volta verificamos que uma boa parte da jovem teleplateia dos famosos «Morangos» da TVI não sabe bem em que mundo vive: sabe de roupas giras, de sexo pronto a curtir, de como os cotas são impossíveis de gramar, mas dificilmente sabe mais qualquer coisa. Quanto à classe operária, talvez alguns dela tenham ouvido falar, um pouco como quem ouviu falar de antigos bichos maus e feios que o progresso pós-moderno eliminou. São, pois, criaturas mentalmente amputadas, incapazes de um dia virem a lidar eficazmente com a realidade, mas é certo que não têm culpa disso: foi a TV quem as quis assim. Em verdade se pode dizer que esta ficção televisiva é uma criadora de monstros, pois que retirou uma parte do cérebro daqueles que se lhe entregaram. Esta não é uma imagem agradável e bom será que esteja errada. Porém, continuo a olhar o ecrã do meu televisor e a notar que falta lá uma parte da vida, do mundo. Não é amputação que possa dar bom resultado.
original aqui

26 de março de 2010

"chicos espertos"

excerto do texto
“Eu é que não as pago” – terá declarado a deputada Inês de Medeiros a propósito das seis viagens que já efectuou a Paris para ir ver a família. Os cornos do ex-ministro Manuel Pinho não passam de uma brincadeira de mau gosto ao pé do desaforo desta frase. A deputada Inês de Medeiros pode viver em Poiares ou Pequim. Paranhos da Beira ou Praga. No Porto ou em Petersburgo. Mas, se se candidata a deputada por Lisboa, não é aceitável que exija que os seus concidadãos lhe paguem as viagens para os locais onde entende que reside a sua família. ”

A valorização das funções da Assembleia da República e respectivos Deputados não nos obriga a ser coniventes com estes "chicos espertos". Bem pelo contrário, é na denúncia destas atitudes que melhor podemos exigir uma Assembleia verdadeiramente representativa da sociedade portuguesa, com Deputados oriundos das classes trabalhadoras, entregues à defesa dos interesses das populações, em vez de vedetas ao 
serviço da alta burguesia e do grande capital.
H.G.

Victor C. - Filho de Portugal (um dos)

Este Filho De Portugal vem dando directrizes drásticas, e aplaudindo todos os cortes nas despesas públicas, depois de ter renovado a frota automóvel onde imperam os “passat”, Audi A4, Mercedes classe E, e… dois Jaguar. Safa-se para Bruxelas com o salário de trezentos e dez mil euros(310 mil), depois de ter decidido que em 2010 não haverá aumentos salariais.
esta é uma postagem adaptada, o originai que recomendo encontra-se aqui