Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

4 de maio de 2010

1º Maio Lx (fotos) (3)

Trabalho vs Riqueza (4) (última desta série)

Reflexões do Macaco - última desta série - este teve e tem óptimas reflexões e sabendo que tem direitos faz questão de os assegurar gozando-os por esse motivo umas merecidas férias.

A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital. 

Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre* de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho - uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.

* uma das fotos - Chicago - já publicada aqui.

1º Maio Lx (fotos) (2)

Trabalho vs Riqueza (3)

Reflexões do Macaco
O processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social.
O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.

1º Maio Lx (fotos)

3 de maio de 2010

Reflexões suscitadas pelo 1º Maio (1)

Sim porque é preciso partilhar pontos de vista, discutir, mandar murros na mesa, e retirar conclusões.

Depois do artigo abaixo* e de o ter enviado a alguns amigos, eis que alguns resolveram responder (e bem). Partilharei nos próximos artigos com o mesmo titulo o que eles partilharam comigo via e-mail.
Obviamente salvaguardarei a sua privacidade, salvo se alguém mais atento consiga ler nas entrelinhas...
Texto* gamado aqui
«Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? … Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acha normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar!
Estratos do poema “FMI” do José Mário Branco

Como sempre, lá fui eu para o 1º de Maio em Lisboa, umas vezes chamado de dia de luta, outras de celebração. Não fui para gritar as mesmas palavras de ordem que se gritam todos os anos nem para ouvir os mesmos discursos recauchutados dos anos anteriores. Fui porque é importante que os trabalhadores e aqueles a quem já nem dão o direito de o serem por não haver trabalho, se unam na defesa dos seus direitos. Fui lá porque é necessário lutar para destruir este sistema capitalista global antes que eles nos destruam a nós. Triste e preocupado fico, quando vejo que toda a luta que nos propõem é descer uma vez mais a avenida lá para o fim do mês e, se as coisas estiverem mesmo muito mal, talvez se repita depois do verão. Isso e umas greves sectoriais em dias marcados que prejudicam mais quem as faz do que aqueles contra quem são feitas. Não está na hora de começarmos a fazer uma luta para ganhar e não só para protestar? Soluções existem, falta é quem tenha coragem de as assumir.»

Parc Des Gayeulles‎ - Rennes

Trabalho vs Riqueza (2)

Reflexões do Macaco
"A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada."

O público e o privado,

Afinal o que é público e o que é privado? 

Injectam-nos constantemente que o que é privado é bom, é bem gerido e organizado e que, todos podemos usufruir desse estatuto. 

Então, quando a coisa é privada e dá altos lucros para o bolso do capital, está tudo bem… 

Alguma vez no privado, o capital se interessou pelo bem-estar da população? 

Quando a coisa dá para o torto, quando os lucros baixam, então aqui del rei que, tem de haver ajuda do Estado para compensar o que deixaram de ganhar. Isto é, passamos todos nós a ser também intervenientes, o público, mas, para pagar as consequências. 

Veja-se o caso recente das companhias aéreas. Ao primeiro abanão, os privados lá têm os “ beneméritos” da União Europeia (Europa do capital) a injectar milhões (do nosso trabalho) para que, os lucros continuem a ser privados. 

Mas não, em Portugal e no capitalismo, o Público está transformado em “coutada” dos amigos do poder e, ao serviço dos poderosos. 

Conclusão, os lucros são privadas, os prejuízos são colectivos. 

O Público, que deveria ser colectivo, está ao serviço dos privados. 

Há que inverter a situação; o que é privado deverá sê-lo cada vez menos e o que é Público que seja cada vez mais Público e, ao serviço de todos. 

Só a luta, consciente e organizada, contribuirá para alterar a situação e fazer um mundo em que dê gosto viver.

Parc Des Gayeulles‎ - Rennes

A abelha do parque (no centro da foto)

2 de maio de 2010

"Por Amor"

"Déjeme decirle, a riesgo de parecer ridículo, que el revolucionario verdadero está guiado por grandes sentimientos de amor.."

Esta frase de Che Guevara espantou o mundo em 1965, afinal os revolucionários falavam de amor, não eram só homens e mulheres com a determinação de mudar o mundo por pura teimosia. 

Mais de quatro décadas depois o amor continua a ser o grande motor de arranque, não se pode aceitar um mundo coberto de injustiças onde um ser humano tem puder sobre os demais, onde o conforto de uns se traduz na morte ou na miséria de outros, é o amor por toda a humanidade, é o amor pelos rios claros e os mares límpidos, o amor pela terra que pode produzir o suficiente para todos que nela habitam sem ser esventrada e esgotada por ganância, o amor por cada criança que nasce e que merece uma vida feliz, uma vida com alimentos, um tecto, saúde, educação, liberdade, para se tornar um adulto inteiro, não uma pessoa amputada, seja as condições de vida básicas, seja na sua criatividade. 

Por isso, ainda hoje continuam homens e mulheres teimosamente a tentar mudar o curso do seu mundo, por amor, nada mais que isso.

Autoria de Ana Camarra

Olhando o futuro


Trabalho vs Riqueza

Reflexões do Macaco
"A grande maioria da população trabalha de forma alienada e recebe um salário que, em geral, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida."

Parc Des Gayeulles‎ - Rennes

O Sétimo dia….


Dizem os católicos que, Deus criou o mundo em seis dias e ao sétimo descansou. 

Em honra de Deus, trabalhar ao Domingo é pecado. 

Ainda não vi a igreja católica, ou os seus serventuários, indignarem-se com o grande capital, dono das grandes superfícies, por obrigarem os trabalhadores a terem de trabalhar ao domingo e nos feriados. 

Quando se trata de explorar quem trabalha e beneficiar quem explora, já não há pecados. 

Com a vinda a Portugal do “representante de Deus na terra”, já há tolerância de ponto para bajular sua excelência. 

O dinheiro tudo compra. Os maiores exploradores deste país, os parasitas, os vigaristas, praticam as maldades durante a semana e ,vão ao Domingo à missa para que, sejam perdoados e voltarem ao mesmo na semana seguinte. 

Os pobres, os trabalhadores, se tiverem pecados, nem ao Domingo têm tempo para pedir perdão e acumulam o “ pecado” de, não serem filhos do mesmo “ Deus”. 

Dizem os católicos que, é mais fácil um “camelo” entrar no buraco de uma agulha que um rico entrar no paraíso. 

Não precisam…os ricos já vivem no paraíso e ,os pobres, habitam o inferno. 

Amen!

Vai por aí que vais bem

“ O medo”,



A repressão, encapotada ou às claras, existe e é uma realidade. 

O medo de perder o posto de trabalho e, as pequenas migalhas que são distribuídas por esse esforço, é real. 

O medo de ser identificado com os que, lutam e resistem contra as injustiças, contra a exploração, está bem patente nos desabafos que se ouvem todos os dias. 

Os trabalhadores, os explorados, os oprimidos estão revoltados, sentem que é preciso mudar mas, têm medo de perder o pouco que ainda lhes vai servindo para aconchegar o estômago. 

A consciência de que, quanto mais se recua mais encurralados ficamos, ainda não foi absorvida por todos. 

Os exemplos de coragem, de determinação e de luta por uma vida melhor, por um país livre e verdadeiramente democrático, pela alteração desta sociedade podre e caduca, demonstram que esses, os que lutam e não se resignam, acabam por ser respeitados e fazer prevalecer a justeza da sua luta. 

Sozinhos, isolados, não somos nada. 

Unidos, somos uma força invencível. 

Há que procurar as formas e os meios apropriados a cada situação em concreto para resistir, para lutar, para alterar a correlação de forças a favor dos que produzem, criam a riqueza e os bens essenciais ao nosso bem estar.

Parc Des Gayeulles‎ - Rennes

1 de maio de 2010

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (6)

Trechos e Reflexões:
"sistema de participação"

«O dirigente controla a sociedade fundamental (literalmente, a "sociedade-mãe"); esta, por sua vez, exerce o domínio as sociedades que dependem dela ("sociedades-filhas"); estas ultimas, sobre as "sociedades-netas", etc.
É possível, deste modo, sem possuir um capital muito grande, dominar ramos gigantescos da produção. Com efeito, se a posse de 50% do capital é sempre suficiente para controlar uma sociedade anónima, basta que o dirigente possua apenas 1 milhão para estar em condições de controlar 8 milhões do capital das sociedades-netas. E se este entrelaçamento vai ainda mais longe, com 1 milhão podem controlar-se 16 milhões, 32 milhões, etc.»

Com efeito, a experiência demonstra que basta possuir 40% das acções para dirigir os negócios de uma sociedade anónima, pois uma certa parte dos pequenos accionistas, que se encontram dispersos, não têm na prática possibilidade alguma de assistir às assembleias gerais, etc.»

Frases - «rende mais ficar em casa do que ir trabalhar»

Correia da Fonseca fala-nos das frases de rodapé.

É uma velha receita dos media do sistema: quando a mensagem do político começa a ficar gasta ou cola mal, vai-se fazendo passar subliminarmente a ideia, com o propósito de a tornar evidente num futuro próximo. É o caso de muitas frases curtas que as televisões passam em rodapé durante os noticiários. E mesmo que juridicamente não possam ser consideradas “mensagens subliminares”, que isso é proibido por lei e eticamente reprovável, é isso mesmo que estas mensagens são. A classe burguesa e o sistema que a sustenta são muito criativos na defesa dos interesses da classe no poder. E depois de passarem subliminarmente a ideia, até parece que têm razão.

Vale a pena consultar o artigo (aqui).

Ponham os olhos no futuro e conquistemo-lo (25 Abril)

O camarada José Pires mandou-me esta intervenção extraordínária, que merece toda a divulgação.
Assembleia Municipal da Amadora - Sessão Solene Comemorativa do 36º aniversário do 25 de Abril.

Exmo Senhor Presidente da Assembleia Municipal,

Passaram já trinta e seis anos. Tão perto e tão longe, ao mesmo tempo. Para os que tivemos o privilégio de viver aqueles dias, foi o tempo em que toda a esperança era possível e se fez matéria viva, como o ar que se respira, o sangue que nos corre nas veias. Portugal redescobriuse e reinventouse. A revolução dos cravos foi festa e foi trabalho, uma explosão única de energia e criatividade, uma exaltante demonstração da força transformadora da acção colectiva.

Para outros, entretanto, os mais novos, as imagens daquela madrugada e das semanas e meses que se lhe seguiriam parecem, talvez, provir de um passado já longínquo, um pouco como as fotografias desbotadas dos álbuns de família. Pressentese algo de próximo e reconhecível, mas, ao mesmo tempo, há nelas uma ténue e inelutável linha que as remete para um passado mais ou menos distante, um tempo, um mundo outro, inatingível. Distinguemse os sons, algumas palavras e expressões são conhecidas, mas quiça os significados não sejam já de todo compreensíveis. E mesmo que o sejam. Faltalhes o colorido, o aroma único que só a experiência vivida permite apreender.

Cuidamos mal, é verdade, da nossa memória colectiva. Permitimos que o esquecimento, a deturpação, o desvirtuamento, por vezes tão só o silêncio, envolvessem com uma névoa persistente os dias de Abril. Aceitámos que durante muitos anos os programas escolares ignorassem a ditadura fascista e a gesta libertadora do 25 de Abril. Calámos vezes demais a nossa indignação e o nosso protesto quando se manipularam factos, quando se fabricaram mentiras e meias verdades, quando, em inúmeras ocasiões, se desrespeitou o sacrifício abnegado de tantos homens e mulheres que entregaram o melhor dos seus dias à causa da liberdade, da democracia e do progresso social. Autorizámos, até, que a dor, o heroísmo e a resistência que ficaram ecoando dentro dos muros das prisões e das paredes das salas de tortura fossem soterradas por blocos de apartamentos de luxo, sem alma nem identidade.

Aceitamos, em tantas ocasiões, que se higienize o passado, se invente e difunda uma versão supostamente...

30 de abril de 2010

25 de Abril contado às crianças

Era uma vez… um país, oprimido, triste e envergonhado pela opressão.

Quem vivia nesse país sentia-se amordaçado pelas forças castradoras . 

As pessoas queriam sorrir, mas o riso era proibido, as pessoas 

queriam dançar, mas as forças silenciavam a música. 

As pessoas queriam chorar, mas as lágrimas murchavam de dor. 

E as crianças queriam brincar , mas faltava-lhes um lugar para sonhar. 

Um dia , de Abril, tudo mudou… 

Ouvia-se pelas ruas , praças e avenidas : 

Viva a liberdade! Viva a liberdade! 

As ruas enchiam-se de gritos, choros, abraços e sorrisos. 

A musica incendiava as ruas… e cantava-se com paixão : 

Grândola Vila Morena … o povo é que mais ordena. 

E aquele país triste e cinzento, desabrochou… 

E os pais , as mães , as crianças, os tios e primos 

e os avós juntaram-se numa enorme e redonda roda de liberdade, 

e entoavam alegremente… vinte cinco de Abril para sempre. 

O Futuro

José Carlos Ary dos Santos

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

Crise vs Gripe

«Vacina anti-gripe, "anulada parte da encomenda" pelo governo francês deu 2 milhões a um Laboratório, outros continuam em negociações. In Jornal Oueste-France (hoje)

Esta pequena nota no jornal dá-nos conta, do que já significou noticias sobre o Vírus H1N1 e o que significa hoje para os mesmos orgãos de informação.
Certo é, como todos sabeis, que o pânico criado foi motivo dos laboratórios ganharem muitos milhões de milhões. Significando do outro lado da balança despesas enormes, que agravaram a situação actual.

A fúria (que atribuem aos mercados) é de tal ordem, que não bastou, é preciso ir mais longe dizem ainda alguns (passos & companhia) que se dizem de diferentes.

Fazem recair sobre a Povo tudo quanto diz respeito a sacrifícios, deixando os apoios, as benesses de vária ordem para os homens de confiança, aos disponíveis, do género daqueles que estão sempre à mão.

Os abastados e ao seu regime capitalista, cabe arrecadar a maior fatia e logo, logo aparecerão outras crises, se necessário mais guerra, governos fantoches, repressivos, sempre em nome do interesse nacional; e assim vão alimentando os cofres já abastados; sempre e até quando?

O Sétimo dia….


Dizem os católicos que Deus criou o mundo em seis dias e ao sétimo descansou.

Em honra de Deus, trabalhar ao Domingo é pecado.

Ainda não vi a igreja católica ou os seus serventuários indignarem-se com o grande capital, dono das grandes superfícies, por obrigarem os trabalhadores a terem de trabalhar ao domingo e nos feriados.

Quando se trata de explorar quem trabalha e beneficiar quem explora já não há pecados.

Com a vinda a Portugal do “representante de Deus na terra” já há tolerância de ponto para bajular sua excelência.

O dinheiro tudo compra. Os maiores exploradores deste país, os parasitas, os vigaristas, praticam as maldades durante a semana e vão, ao Domingo, à missa para que sejam perdoados e voltarem ao mesmo na semana seguinte.

Os pobres, os trabalhadores, se tiverem pecados, nem ao Domingo têm tempo para pedir perdão e acumulam o “ pecado” de não serem filhos do mesmo “ Deus”.

Dizem os católicos que é mais fácil um “camelo” entrar no buraco de uma agulha que um rico entrar no paraíso.

Não precisam…os ricos já vivem no paraíso e os pobres habitam o inferno.

Amen!

29 de abril de 2010

Portugal Bate no Fundo

«No panorama político e empresarial português trava-se a batalha final pela posse e conservação do poder. É uma luta de vida ou de morte que pode (e vai mesmo) ser fatal para as estruturas sóciopolíticas do grande capital. Esta fase envolve já todas os organismos dirigentes das instituições superiores do regime, desde o Presidente da República e o primeiro-ministro, à Assembleia da República, aos tribunais, às polícias, à advocacia, ao empresariado, à banca e à Igreja. Todos são apanhados em falta e todos se recolhem à sombra da inocência. A existência de uma tal situação não é apenas imoral. ...
***
O País já está nas mãos da banca mundial, das multinacionais, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Se apenas estas entidades exigissem para já o pagamento das dívidas contraídas pelos governos portugueses, Portugal entraria irremissívelmente em falência. Entretanto, os grandes negócios dão crescentes lucros. A «crise económica» passa-lhes ao lado. ...»

Excelente artigo, leia na íntegra aqui

"Se houver essa necessidade, estaremos preparados"

Hoje o Ministro das Finanças mais conhecido entre os amigos pelo Teixeira disse:

"Na orquestra o maestro conduz a orquestra mas não é ele que toca piano"

O Teixeira Santos lembrou ainda que a Comissão Europeia disse esta quarta-feira que não são necessárias mais medidas no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento: "Se houver essa necessidade, estaremos preparados", concluiu. (...)
«A União Europeia, é proprietária desta grande orquestra musical conhecida pelas iniciais UE. A ela foi chamado "o português, Maestro José Manuel", ao "Piano", que de forma configurativa representa todos os "instrumentos entregues aos três maiores partidos com acento parlamentar". Há ainda "o grupo coral" que afinadinho canta umas coisitas, mas depende sempre de "terceiros" para cantar... é um "grupo" que teve origem em "vários grupinhos" e mais tarde "formaram um Bloco; o possível..."

Quem não canta nem toca este tipo de musica não tem entrada nesta orquestra. É o caso de "um grupo" que se recusou sempre aos ditames dos donos da orquestra e de seus associados. Cada vez com um maior numero de elementos, canta e toca musica popular em conjunto e sempre com o povo e para a população.

Lutam todos os dias, já lá vão mais de 80 anos, mas continuam sempre (paço atrás dois à frente), pra que sejam ouvidos e ao mesmo tempo mostrar que é possível dar uma guinada à esquerda a esta politica musical.

Estamos fartos de ouvir sempre a musica dos donos, queremos editar a nossa própria musica. Para isso e até por algumas sugestões que vão chegando dos nossos leitores, teremos que se necessário tomar medidas mais duras, ou seja adaptadas sempre às circunstâncias para que o Povo tenha a musica que quer.

termino dizendo:
Dêem os instrumentos a quem os sabe tocar!»

União Europeia - Simplesmente, escandaloso!

Isto é só uma parte das mordomias que aquela gente tem:
  • Infantário gratuito, subsídio escolar total, subsídio de arrendamento, assistência médica gratuita, refeitório gratuito, viaturas isentas de impostos, isenção de irs, etc. etc.
  • Depois correm a europa para nos convencer das "maravilhas" do prolongamento da idade de reforma, da redução das despesas sociais, da diminuição do "peso do Estado", e o mais que se sabe. 
  • Qualquer dia, a casa cai.... 
Agora leia mais um pouco sobre este Escândalo na UE! ! ! 

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês. 

Sim, você leu correctamente! 

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ...) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar. 

Porquê e quem paga isto? 
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. 
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" 

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. 
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia .... 

Reagindo!

Jerónimo de Sousa:
como "predadores implacáveis que rapinam os recursos dos povos, o grande capital lança agora um fortíssimo ataque" contra a economia portuguesa, visando "apoderar-se de importantes recursos nacionais" e "extorquir milhões de euros" dos recursos nacionais por via da dívida. (+)

***

Bernardino Soares,
esta noite na SIC-Notícias em debate com Guilherme Silva do PSD, definindo a atitude e a política do PS e do PSD nas circunstâncias actuais:
"Estamos a ser atacados pelos mercados, logo vamos atacar mais os portugueses"

(esta frase foi gamada aqui)

28 de abril de 2010

O “Sr. Dos Paços”

Lá vai o “Sr. Dos Paços” de encontro ao “S. José” para alinharem a estratégia de nos tramarem.
O “ Sr. Dos Paços” já disse que, apesar de algumas “divergências”, estão unidos no mesmo objectivo, isto é, pela defesa dos interesses do País.

Que País? Não explicam mas, nós adivinhamos. País dos poderosos, dos que estão a perder dinheiro na bolsa, dos banqueiros, dos amigalhaços do costume.
O País, orientado pelas empresas de Rating (que pouca gente sabe o que isso é) mas que, classificando os países com AAA, menos ou mais, apelam à diminuição dos salários, à redução do défice, a maior sacrifícios para o Povo que, trabalha.
E o Cavaco, que deveria dar uma paulada nos coelhos e demais bicharada, que nos sugam até ao tutano, não passa de uma bengala do “S. José”e, está atento.
Atento a quê? – Aos “furões” que se matam a trabalhar e que, são sempre os mesmos a levar as cajadadas do costume.
Um dia, os “furões “vão unir-se, organizar-se e fazer uma batida a estas velhas raposas, vestidas de pele de coelho, e expulsa-los de vez das suas” reservas de caça”.

As Greves

Sempre que há uma greve, lá vêm os jornalistas de microfone na mão entrevistar, não os que estão em greve e o porquê da mesma mas, os utentes dos diversos serviços fechados.

Fazem o papel que lhes destinaram, criar o caldo de revolta do Povo contra as greves e os grevistas.

Se as greves não afectassem ninguém, não se faziam. Afectam em primeiro lugar os que, as fazem abdicando assim dos seus salários no imediato para lutarem por melhores condições de trabalho e de vida, não só para os que estão em greve, mas para todos, inclusive, para os que estão contra elas.

O papel dos meios de comunicação social, deveria ser de esclarecimento e denuncia sobre os motivos de luta dos trabalhadores.
Deveriam denunciar as chantagens do capital e do governo sobre os trabalhadores, para não aderirem às greves (telefonemas ameaçadores, trocas de turnos, invenção de serviços mínimos, contratação de precários para serviços a que, não estão minimamente habilitados, etc. ,etc.)

Os meios de comunicação social, a voz dos donos nas perguntas intencionais dos jornalistas. Deixam passar para o país que os trabalhadores têm direito de fazer greve mas têm o dever de transportar todos os utentes. Eis o contraditório. Será dizer o mesmo que não podem fazer greve.

O que já começa a ser difícil é arrancar do povo, sobretudo daqueles que usam o serviço, palavras hostis para com os trabalhadores em greve. Verifica-se uma grande onda de solidariedade.

Aparecem cada vez mais respostas como esta (abaixo) ás perguntas dos jornalistas que registei na TV.

- Não me afectou, afecta-me mais outras coisas.

O que o Jornalista chama de "conformismo" os utentes dizem que "é compreensível" referindo-se ao acto dos grevistas.

Se as greves não afectassem ninguém não se faziam. Afectam em primeiro lugar os que as fazem que abdicam dos seus salários no imediato para lutarem por melhores condições de trabalho e de vida, não só para os que estão em greve, mas para todos, inclusive para os que estão contra elas.

O papel dos meios de comunicação social deveria ser de esclarecimento e denuncia sobre os motivos de luta dos trabalhadores.

Deveriam denunciar as chantagens do capital e do governo sobre os trabalhadores para não aderirem às greves (telefonemas ameaçadores, trocas de turnos, invenção de serviços mínimos, contratação de precários para serviços a que não estão minimamente habilitados, etc. ,etc.)

O Povo, injectado para contestar as greves, nem se apercebe dos riscos que corre quando utiliza os prestados serviços por pessoas que, vão substituir os grevistas.

O Povo deveria ser esclarecido que as greves dos: transportes, enfermeiros, funcionários públicos,  professores e de todos os sectores que lutam, de que as greves não são apenas para beneficio dos que as fazem mas que, são para garantir melhores serviços para toda a população.

A revolta, o descontentamento, o sentimento de injustiça são gerais e, os que manobram, o capital, o governo e os órgãos de comunicação ao seu serviço, tentam pôr trabalhadores contra trabalhadores, dividir para reinar.

Há que mobilizar, esclarecer, organizar todo o descontentamento no sentido correcto. Contra os que nos exploram, contra a miséria, contra os baixos salários, contra o trabalho precário, contra as injustiças, contra a corrupção.

Há que lutar por uma vida melhor, por um mundo de paz e progresso.

Há que lutar pela distribuição da riqueza pelos que a criam, isto é pelos trabalhadores.


Imperialismo fase Superior do Capitalismo (5)

Trechos e reflexões:

«Um belo dia acordaremos e perante os nossos olhos espantados não haverá mais do que trusts, encontrar-nos-emos na necessidade de subs-tituir os monopólios privados pelos monopólios de Estado. Contudo, na realidade, nada teremos de que censurar-nos, a não ser o facto de termos deixado que a marcha das coisas decorresse livremente, um pouco acelarada pelo uso das acções.»

Qualquer semelhança com a actual realidade portuguesa é mera coincidência, afinal isto já é uma "cassete" bué antiga...

Acompanhando de perto a turbulência...

Logo pela manhã apercebo-me de uma senhora, nova por estas bandas e por estas andanças, andava de volta de um dos caixotes; de forma quadrada com um buraco suficiente para que os dejectos em sacos normalmente possam ali ser depositados. Espaço também suficiente para a miséria se introduzir por ali a dentro e matar a “desgraçada”. Quem sabe se a trazida pela falta do pequeno almoço se pela refeição diária. Quente não será, pois os últimos sacos seriam lançados mais ou menos à hora que o Presidente Aníbal, ontem à noite nos entrava pelo ecrã a dentro e com aquele ar sobrancelho que já nos habitou, dejectava:
“Tenho acompanhado de perto a turbulência...”

Dever-se-á referir aos mercados, fechados ou em queda, resta a despensa para quem a tem e o lixo para quem não tem.

E Cavaco ainda acrescenta - “não quero dizer mais nada, estamos aqui para homenagear um grande homem da igreja.” Assunto importante; portanto.

A jornalista insiste com o Aníbal:  - "mas, Srº Presidente, com Portugal à beira da banca rota...”.
Silêncio; e com aquela carinha acompanhada de um virar de costas o presidente conclui-o.
Assunto menos importante; portanto.

A atitude do Economista tem por base o previsto (e que este tá de acordo, óbvio) pelo governo e também pelos 3 partidos mais votados nas ultimas legislativas:

“os portugas, ..., os trabalhadores cada vez em maior numero recorreram aos restos, às migalhas que vão sobejando.”

27 de abril de 2010

Igreja vs Castração

A campanha publicitária que custou a bacatela de 300 mil €uros tem a finalidade de recrutar "vocações" ao género "The Army Want You!".

Implicará por sua vez a castração de jovens.

O exemplo em França é patente disso mesmo, o artigo pode ser consultado aqui
Resumindo: a Igreja bate no fundo

"O Portugal possível. " (será?)

"Eu até posso admitir que as coisas não vão bem..."
"Mas daí a dizer que estamos à beira da banca rota!...
Palavra d`honra!"
foto gamada aqui

A Alemanha ajuda a Grécia - a seguir quem será? E depois? Por fim sempre os mesmos, o Povo.

Hoje no Jornal da noite da RTPi ouvi e vi-a, ela, a Angel Merkel.

Dizia: "A Alemanha ajuda a Grécia desde que estejam reunidas todas as condições"

Digo eu:
Para que o Povo pague a crise, a que o zé povinho passa, criada por vós e já a ser paga por nós, nós os gregos, os portugas e tantos outros.

A crise, aquela crise que vós crias-te, vós burgueses ao serviço do Neocapitalismo que definem as leis com que somos governados a mando deles; eles os senhores do dinheiro.

Estamos na calha, é certo e sabido, apesar de apontarem algures no gráfico que estamos longe mas afinal o  imediatamente mais próximo a levar com a ripa. Não oferecemos qualquer perigo, mas basicamente a percentagem que nos separa à média europeia diz-nos que estamos F, (dizer) que, queeeeeeeee somos a seguir.

Têm-nos na mão, refere o próprio Teixeira dos Santos por outras palavras - "a seguir à Espanha, a Alemanha e França são os nossos maiores importadores" no fundo, o pouco que ainda mexe está nas mãos deles.
Tudo se devendo ao abandono a que portugal foi sujeito. Anos e anos de politica desastrosa praticada em alternância com o PSD / CDS. Resumindo a politica de direita não serve o Povo.

Logo ouviremos nas TVs, rádios e jornais (deles), o mesmo insulto que os gregos já ouviram: Há uma solução, vendam umas ilhotas, e nós? "privatizem a ilha dos Açores (ex.) e entreguem-na definitivamente aos EUA."

26 de abril de 2010

A Revolta


"Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo” – dizia Marx.
 Anda uma revolta lactente, em Portugal – digo eu…

O descontentamento é geral; contra as injustiças, contra a corrupção, contra a exploração desenfreada, contra a humilhação e o desprezo a que estão votados os desprotegidos.
 A revolta é grande e há o sentimento que isto tem de mudar.
 É preciso esclarecer, mobilizar e organizar todo o descontentamento, toda esta revolta para a acção.
 Os jovens estão mais activos e conscientes que só cumprindo Abril poderão ter uma vida melhor.
 Os jovens, estudaram, formaram-se, gastaram o que tinham e não tinham com a perspectiva de um futuro melhor. Acabam no desemprego ou atrás duma caixa registadora, num desses “ grandes investimentos”com salários de miséria, trabalhando noite e dia e sem tempo para desfrutarem da sua juventude.
 É preciso outro 25 de Abril? – Talvez.
 Entretanto, lutemos pelo cumprimento da Constituição da República e muita coisa mudará.
 Só a luta consciente e organizada poderá fazer com que Portugal volte a abrir as portas que Abril abriu!

Destruição de Abril dá gozo a gente vil

Depois de alertado pela leitura em vários blogs, de facto concluio como alguns já o disseram:

O gozo, o sorriso que reflecte o desrespeito pelo que é Abril, pelo que significou e significa, está bem patente  neste vídeo da intervenção do Sr. Aguiar Branco, senhor este, que como é sabido é um dos que já marcaram presença na conferência anual da Bilderberg, que reúne habitualmente a elite empresarial e politica mundial para decidirem a melhor estratégia para nos continuar a lixar a vida e continuarem a enriquecer.
Note-se que "este Burguês só os activos financeiros no BES atingiam meio milhão de euros e 118.600 euros em aplicações no BBVA. Os rendimentos declarados nesse ano foram de 230 mil euros" (...)

Vem agora 36 anos depois da revolução e pela primeira vez de cravo ao peito insultar quem por Abril lutou e quem beneficiou de Liberdade, Pão e Trabalho com Direitos...

Este como outros burgueses não passam de sanguessugas, fazem questão de nos destruir todas as duras conquistas. Afirmam que Abril é de todos e para todos. "Esquecendo-se" que se Abril foi feito para acabar com esta gente vil, cambada de fascistas invocando Lénine.
Assista ao vídeo aqui

25 de abril de 2010

Comemorações 36º aniversário do 25 de Abril

Na Sessão Comemorativa realizada na Assembleia da República, o PCP lembrou que as desigualdades e as injustiças aprofundam-se ao invés de serem combatidas, à pobreza de tantos contrapõem-se as mal explicadas fortunas de muito poucos. José Soeiro afirmou ainda que é tempo de retomar e cumprir Abril, é tempo de respeitar, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e não de pensar na sua subversão.
Assista ao Vídeo aqui

24 de abril de 2010

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (4)

Trechos e reflexões:

Os bancos e o seu novo papel

A operação fundamental e inicial que os bancos realizam é a de intermediários nos pagamentos. É assim que eles convertem o capital - dinheiro inactivo em capital activo, isto é, em capital que rende lucro; reúnem toda a espécie de rendimentos em dinheiro e colocam-nos à disposição da classe capitalista.

À medida que vão aumentando as operações bancárias e se concentram num número reduzido de estabelecimentos, os bancos convertem-se, de modestos intermediários que eram antes, em monopolistas omnipotentes, que dispõem de quase todo o capital-dinheiro do conjunto dos capitalistas e de pequenos patrões, bem como da maior parte dos meios de produção e das fontes de matérias-primas de um ou de muitos países. Esta transformação dos numerosos modestos intermediários num punhado de monopolista constitui um dos processos fundamentais da transformação do capitalismo em imperialismo capitalista, e por isso devemos deter-nos, em primeiro lugar, na concentração bancária.

23 de abril de 2010

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (3)

Trechos e reflexões:

E as crises - as crises de toda a espécie, sobretudo as crises económicas, mas não só estas - aumentam por sua vez em proporções enormes a tendência para a concentração e para o monopólio.

***

O monopólio é ultima palavra da «fase mais recente de desenvolvimento do capitalismo». Mas o nosso conceito da força efectiva e do significado dos monopólios actuais seria extremamente insuficiente, incompleto, reduzido, se não tomássemos em consideração o papel dos bancos.

***
Continua num próximo post: (4) "os bancos e o seu novo papel"

Onde estavas Tu?

Excelente artigo de Artur Costa* que tive o prazer de ler e que partilho com os leitores deste Blog.
Jaime Nogueira Pinto escreveu, no passado dia 20, um artigo no “I”, cheio de justa cólera, sobre os casos de “pedofilia” na Igreja, a que deu o título de “O silêncio de Deus”. A certa altura, assumindo a responsabilidade de «partilhar a consciência e consequência do pecado e do crime deles» ⌠”sacerdotes pedófilos”⌡, ocorria-lhe a ideia de «perguntar onde estava Deus na hora em que esses maus pastores, abusando e pervertendo o que há de mais sagrado, abusaram da autoridade, da condição e do carisma e, acima de tudo, da confiança que leva uma criança ou um jovem a olhar o padre como um pai.»

É compreensível esta angústia do articulista, mas já começa a pesar demasiado, no discurso de certos crentes, esta interpelação de Deus sobre a Sua ausência nos momentos mais dolorosos para a humanidade e nos crimes mais hediondos que se cometem. O próprio Papa João Paulo II, diante do muro das lamentações em Jerusalém, por ocasião de uma visita, apostrofava Deus dramaticamente, perguntando onde estava Ele quando se cometeram os horríveis crimes do Holocausto. “Onde estavas Tu?”
Significará isto que a crença incorpora em si também a descrença? Que mesmo os mais altos dignitários da Igreja têm os seus momentos de dúvida e começam a desconfiar de tanto silêncio e de tanta ausência de Deus? E querem acordá-lo do Seu sono profundo, interpelando-o sobre o Seu lugar nos acontecimentos trágicos, que é como quem diz, sobre a Sua responsabilidade nesses acontecimentos? Sim, porque perguntar “onde estavas Tu?”, equivale a perguntar “Estavas a dormir?”, ou, mais filosoficamente, “Qual é o significado da Tua ausência?” Assim como, segundo Saramago (sim, Saramago), que, numa entrevista recente, disse que «não há ateus absolutos», também não há crentes absolutos. O próprio Cristo, momentos antes de expirar na cruz, teve o seu momento de ateísmo: “Pai, pai, porque me abandonaste?” Afinal, foi ele o primeiro a questionar a ausência de Deus Pai. Escreve o filósofo Slavoj Zizeck, em A Monstruosidade de Cristo (titulo que não corresponde ao que aparenta e é, sobretudo, a referência a uma frase de Hegel): «No seu “Pai, porque me abandonaste?”, o próprio Cristo comete o que é o pecado supremo aos olhos de um cristão: vacila na sua Fé.»
* autor no Blog
Imagem e "sublinhados" meus, consulte aqui o original

22 de abril de 2010

O Mundo Clandestino dos Jornais Comunistas Manuscritos nas Cadeias da PIDE

Exposto desde 31 de Março na Torre do Tombo, em Lisboa.

Trabalho notável realizado pelo Jornal Publico, para consultar os slides aqui

tive acesso a esta noticia no Vermelho

A artista Inês de Medeiros no filme: "a crise não é para todos"

A deputada do PS, Inês de Medeiros, manifestou-se, esta tarde, satisfeita por ter sido resolvida a polémica sobre o pagamento das suas viagens a Paris. (...)
Ser deputado do PS dá para viver nem que seja nas Caraíbas, ou melhor, talvez em Paris onde mais uma vez  e em contraste com alguns milhares que também lá habitam, percorrem a cidade à procura de matar a fome com o que encontram na "Poubelle".

O Partido Socialista, que nos exige a "todos" mais sacrifícios, aprova este tipo de situações, onde um deputado que já vivia em Paris e sabendo à partida que caso fosse eleito, teria que fazer as ditas viagens.
Entram-nos pelo bolso dentro descaradamente. 

Refere ainda a Srª Dona Burguesas (Inês de Medeiros) "não se trata de um emprego mas sim de um mandato", está a esquecer-se (de certeza que não) que cada vez mais portugueses já não têm emprego mas sim (mandatos) trabalho temporário.
Filas de homens e mulheres, jovens e velhos, gente de trabalhadora, à porta do centro de emprego. Pensões de cem e poucos mais euros, não lhe doí este tipo de situações? Não tem vergonha de dizer que se candidata em nome de Portugal e dos Portugueses? O que tem feito? Quais as medidas que tem tomado em nosso favor?

"Tanto acidente de avião, tantos e tantas inocentes... esta coisa da intervenção divina, realmente é uma treta."

Já agora e para terminar, dizer também, que entendo, mas não se percebe a abstenção do CDS, quando este Partido do Sr. Portas e de outros reacionários como ele dão tudo de si, andam obcecados em reduzir as migalhas que dão a quem tem fome.

21 de abril de 2010

"o apetite (voraz, insaciável) dos mercados"

572 mil desempregados em Março 2010.
Recordar!
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal subiu 1,9% em Março face ao mês anterior, e aumentou 18,1% face a Março do ano passado.

O aumento do desemprego registado em Março face ao mesmo mês do ano passado "verificou-se em ambos os géneros, com uma variação de 23 por cento nos homens e de 14,1 por cento nas mulheres".

Os que colocaram mais trabalhadores no desemprego no mês passado estão os "agricultores e pescadores de subsistência" e os "operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e construção civil", com variações de 41,3 e 38,5 por cento, respectivamente. (...)

Leia-se o excelente artigo que retirei aqui do Blog do Sérgio Ribeiro:

A coisa por aqui (e por aí, e por ali, e por acolá…) está preta.
Veja-se que o grande tema das páginas de economia, perdão, dos negócios é a saída de Portugal do euro! E com problemas formais curiosos como aquele do novo tratado (o de Lisboa) permitir que um Estado-membro deixe de ser membro da União Europeia mas não União Económica e Monetária, isto é do euro e Banco Central Europeu.
Ao que isto chegou! E assim, de um momento para o outro.

O PR, com aquela sua fluência e riqueza conceptual a que nos habituou, já veio falar de (avisando sobre) especuladores, depois de ter afirmado a pés juntos que a nossa situação nada tinha a ver com a da Grécia quando se estava mesmo a ver que tinha tudo a ver.

E um secretário de Estado (do orçamento) disse de microfone aberto, sem papas na língua nem contenção nas imagens, que “se olharmos para esta situação como aquela actividade predadora das aves de rapina ou de animais ferozes que vão à caça, é claro que, quando é eliminada uma das presas, o apetite dos mercados não desaparece, há mais tentações para atingir outro país".
Estava a falar - estamos a falar! - de (e a misturar o) quê?
“Uma das presas” eliminada será a Grécia, as “aves de rapina ou animais ferozes que vão à caça”, em “actividade predadora” serão os especuladores com “o apetite (voraz, insaciável) dos mercados”, as“tentações” (das aves de rapina ou animais ferozes) para “atingir outro país” dirigem-se a Portugal. Certo? Ele lá sabe do que, e como, fala!

E a retoma?, e os trabalhadores?, e o povo?
Resta assistir, distraidamente (com o futebol, o fado e o rock-and-roll), enquanto nos vão entrando no País, em casa, nos bolsos? Enquanto o encarreirado novo vice-presidente do do BCE, um português (que honra!...),recomenda a maior cautela na acção fiscal sobre os bancos, onde, ao que parece, não se deve tocar nem com uma flor.

Nova imagem do Blog / Novos conteúdos

Agora com uma nova imagem no Blog, sugerimos-lhe boas leituras por estas bandas.
Miranda Kerr
Volte sempre!
«1ª foto de nus, neste blog, os artigos do género foram retirados ao publico, tendo em conta a opinião de alguns leitores e como não é este o objectivo do Blog mas sim de outro conteúdo (actualidade/politica).
Por uma questão de respeito e para que este blog continue a seguir o fim para o qual foi criado assim procedemos.
Todas as fotos excepto a primeira e a ultima que contem os comentários se mantém a visualização ao publico, as restantes fotos encontra-se guardadas numa pasta no meu PC, para além de se encontrar no Blog em formato de rascunho para se necessário se poder consultar/publicar e provar que nunca houve conteúdo pornográfico, mas uma tentativa de se enquadrar a beleza feminina à arte fotográfica e o meio envolvente, sobretudo a natureza, nem sempre conseguido pelo melhor, talvez(?).»