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11 de maio de 2010
10 de maio de 2010
Estamos sempre a tempo - Sérgio Ribeiro no Prós e Contras em Maio de 2008
Gostaria de partilhar com quem por aqui vai passando e também pelos que o fazem pela primeira vez, este escelente artigo de Sergio Ribeiro.
Desculpa pelo gamanso.
Nunca tive qualquer habilidade (ou outra "qualidade" de semelhante jaez...) para ser relações públicas de mim mesmo. Julgo ter, até, uma alergia a essa "qualidade" de que alguns abusam.
No entanto, neste momento da economia portuguesa, ao serem-me lembradas coisas que disse em 26 de Maio de 2008, no programa Prós e Contras, parece-me que elas ganharam maior pertinência e acho que tenho o dever de as relembrar. Talvez por isso, por terem ganho (im)pertinência, não tenho onde as repetir. Tal como acontece ao livrinho que escrevi, com 40 fichas que explicavam porquê o nosso Não à moeda única, de 1997, que é como se não tivesse sido escrito e editado - por edições avante! - quando, hoje, se abunda na referência a "fatalidades" então publicadas como como análises e prevenções, pelo que, hoje, parecem ou descobertas serôdias ou "sopas depois de almoço".
Mas... estamos sempre a tempo, porque o tempo é nosso, é do futuro que, inevitavelmente, virá, embora quanto mais tarde com maiores custos sociais.
O Benfica já não é uma recordação, mas sim uma cruel realidade(!?)
Muitos são os Portugueses sócios e simpatizantes do Benfica. Não deixa de haver um punhado de fanáticos mas a grande maioria ama o futebol. Como acontece noutros clubes.
Verifica-se, especialmente nos grandes clubes, que as receitas de bilheteira e quotas não são suficientes para fazer face às despesas, basta ter uma ideia dos ordenados astronómicos que esta gente absorve. Ficando a duvida de onde virá o resto da narta, como se justificam essas entradas, de onde saiu este hipotético lucro para ser investido no clube(s)?
Várias perguntas que, eu talvez por ignorância, ainda não consegui descobrir, por exemplo: se qualquer um de nós fizer (sorte do caraças nesta altura) um depósito elevado é de imediato chamado a justifica-lo...
Voltando ao Benfica e, aqui reside a minha dupla preocupação, com a coincidência deste voltar às vitórias, com o tempo em que este ganhava tudo: campeonatos, taças e o mais que viesse. Será que o tempo voltou atrás?
Coincidências ou não a verdade é que os ventos correm de feição para o capital instalado no aparelho de Estado.
- O Benfica foi campeão, euforia geral.
- Vem aí o Papa, pára o país e ninguém se importa.
- Depois o mundial de futebol, mais um analgésico para que o Povo esqueça a doença que o afecta.
Mesmo como Benfiquista fico preocupado.
9 de maio de 2010
Critérios televisivos
Critério 1.
Tens dinheiro, compras o canal suplementar, Sport TV, vês o jogo do Benfica. Não queres gastá-lo, limitas-te a ligar o Canal do Benfica e assistir a um relato, com dois locutores, com um rectângulo, virtual, onde umas bolinhas, vermelhas e brancas, se deslocam de um lado para o outro.
O domínio do capital sobre os meios de comunicação obriga a este triste espectáculo.
Para ouvir um relato basta-me um rádio, não necessito de televisão.
Critério2.
Terminado o jogo todos os canais se posicionaram para fazerem os respectivos directos da festa benfiquista.
No Marquês de Pombal viam-se umas 50 pessoas e já as televisões anunciavam centenas. Passados uns minutos juntaram-se mais uns 50 e novo directo para mostrar os milhares que se concentravam.
Em contraste, as mesmas TVs que fizeram as reportagens do 1º de Maio, o critério foi diametralmente oposto. Onde já estavam milhares anunciavam centenas e quando estes passaram a dezenas de milhares, lá conseguiram, a muito susto, vislumbrar uns milhares.
Sempre com o critério de apequenar, de achincalhar, de desmotivar e denegrir a grande jornada de luta que foi o dia do trabalhador.
SENÃO...
O Diário de Notícias prossegue empenhadamente o cumprimento da sua tarefa de sentinela vigilante da ordem.
Perdão: da Ordem.
(há-de ser feitio que lhe ficou do antigamente, quando funcionava como órgão oficioso da Ordem de Salazar e Caetano... isto digo eu...)
Ontem foi o que se viu e aqui se resumiu.
Hoje é o que se vê e aqui se resume:
na primeira página, destaque:
«Mário Mendes "Temos planos de contingência para a perturbação social"».
Assim como quem diz aos leitores: estejam tranquilos, as forças da Ordem zelam por vós, está assegurada a paz nos espíritos e nas ruas...
Segue-se uma entrevista de quatro páginas a «Mário Mendes, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna» - em que o entrevistado produz declarações várias, mas das quais o DN achou por bem destacar em título, para além da citação acima referida, esta outra:
(Mário Mendes) «prevê um aumento de perturbações sociais, na sequência da crise económica, mas garante que há planos de contingência a ser preparados pelas forças de segurança».
Assim como quem diz aos leitores: estão a ver, está tudo previsto, portanto fiquem em casa, tranquilos, senão...;vejam televisão e deixem-se de protestos e de reivindicações, senão...; sentem-se, senão «as polícias estão preparadas para enfrentar possíveis alterações de ordem pública como aquelas que já aconteceram»...; portem-se bem, não se metam em política e digam todos, em coro:a minha política é o trabalho, eu quero é ganhar o meu, ricos e pobres sempre houve e há-de haver, vale mais ganhar poucochinho do que não ganhar nada, o que seria de nós sem os patrões, que Deus e o Papa os ajudem... senão...;lembrem-se que a Ordem é isso: todos em casa, sentados, quietos e calados, senão...
Por isso, insisto: a intensificação e alargamento da luta das massas trabalhadoras - pela justiça social e pelos direitos consagrados na Lei Fundamental do País - é a condição essencial para pôr termo à desordem social, política e económica provocada pela política de direita e para assegurar a democracia e a liberdade.
Por isso, insisto: vamos fazer do dia 29 uma poderosa jornada de luta. Senão...
"A politica que nos conduz ao abismo" (2º)
Leituras,Trechos e Reflexões.
Ao longo da crise em curso foi gritante a falta de solidariedade da União Europeia e em especial das suas principais potências.
Deixou-se agravar o ataque dos especuladores em relação à Grécia, e também em relação a Portugal e a outros países, quando a situação podia e devia ser travada com uma posição mais forte perante essas operações.
Está hoje aliás evidente que as notações e as supostas inseguranças dos mercados, nada mais são do que a pressão para aumentar o juro das dívidas e assim as margens de lucro do capital especulativo.
Ao longo da crise em curso foi gritante a falta de solidariedade da União Europeia e em especial das suas principais potências.
Deixou-se agravar o ataque dos especuladores em relação à Grécia, e também em relação a Portugal e a outros países, quando a situação podia e devia ser travada com uma posição mais forte perante essas operações.
Está hoje aliás evidente que as notações e as supostas inseguranças dos mercados, nada mais são do que a pressão para aumentar o juro das dívidas e assim as margens de lucro do capital especulativo.
"História verídica(?)"
Certa vez, quatro meninos foram ao campo e, por 100 €, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte.
Mas, quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
-Não posso, já o gastei todo.
- De qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?!...
- Vamos rifá-lo.
- Estão loucos?! Como vão rifar um burro morto?...
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês encontrou-se novamente com os quatro garotos e perguntou-lhes:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, rifámo-lo. Vendemos 500 rifas a 2 € cada uma e arrecadamos 1.000 €.
- E ninguém se queixou?!
- Só o ganhador, mas devolvemos-lhe os 2 €, e pronto!
*O IMORAL DA HISTÓRIA*
Os quatro meninos cresceram, e:
- um fundou um Banco chamado «BCP»,
- outro uma empresa chamada «SONAE»,
- outro uma Igreja chamada «UNIVERSAL»
- e o último chefia um partido político chamado «PS»…
adaptado de um e-mail enviado pelo (...)
A arte também se faz de música.
Sempre bom ouvir de novo este som e muito melhor assistir ao vídeo. Agradecer sempre à malta que vá enviando mais e mais para animar aqui o Blog. Estou a gostar da musica e do resto :-)). Bom Domingo! Eu pelo menos amanhã já tenho que regressar ao trabalho, como tal, tenho que aproveitar, pois a reforma não dá para a sopa, é assim, pois por isso, por isso é que a minha vontade era outra, mas vou-me ficando por outros temas :-).
Deixar nota: mais uma vez levantei o "rabinho" cedo, e desta vez um homem, de barba comprida para parecer mais velho, talvez, mas não tinha mais que 55 anos, sim, de volta do lixo, a ver se arranja algo para o mata bicho. Também esta foi a primeira vez que o vi por aqui.
Espero que mude, tem de mudar, muda muda, nem que a vaca tussa... Não vai lá com cruzes, nem com a maioria, mas vai, depois sim, a maioria. Porque também é esse o seu desejo...
Link do vídeo enviado por um amigo e colaborador.
8 de maio de 2010
A Roubalheira continua
DECO ACONSELHA A NÃO UTILIZAREM A REDE DO BPN
Taxa Multibanco BPN (já começou a cobrar)
Levantamento em multibanco
Quando forem levantar dinheiro ao multibanco NÃO LEVANTEM SE O MULTIBANCO FOR DO BPN!!!!
Eles cobram uma comissão por cada levantamento, isto porque não têm protocolo com a SIBS, é considerado cash-advance, tal como quando se levanta dinheiro a crédito.
Toca a divulgar, o BPN tem quase 100 terminais Multibanco.
Atenção num levantamento de 100€ - a cobrança pode ir até aos 5,83€
É dinheiro!
Ver notícias Retirado daqui
Hipocrisia
A mim já não me surpreende atitude alguma do “Silva”, no entanto, não gostaria de deixar passar em claro o recente insulto para com classe trabalhadora deste país incluindo os muitos milhares que já perderam o direito a tal designação.
Um dia antes de se manifestar "solidário" para com os pescadores de Peniche e Nazaré, (sobretudo) aquando da visita (...), que eu apelido de campanha eleitoral antecipada, ausente de qualquer dispensa sem vencimento para assim justificar a falta ao trabalho, e que falta, e que trabalho vão dizendo alguns...
Ia eu dizendo que "solidário" com os trabalhadores, poucas horas depois de condecorar Jean-Claude Trichet e Victor Constâncio (...), dois dos maiores defensores só e apenas do bolso deles e do interesse do grande capital.
Senhores estes que não tem qualquer apreço nem por quem trabalha, muito menos por desempregados, reformados e os demais, inclusive os "coitadinhos" dos pescadores segundo o mesmo Cavaco.
Vamos lá agora saber quando Cavaco Silva falou com verdade, se durante a visita a Peniche/Nazaré/... Ou aquando da condecoração.
O Sr. “Silva” acha que o Povo tem memória curta e esqueceu que foi este senhor que, quando primeiro-ministro, acabou com a maior parte da nossa frota pesqueira.
Os pescadores não necessitam de solidariedade em palavras. Necessitam de acções concretas para revitalizar o sector pesqueiro e pela dignidade da sua profissão.
Bento XVI - as aparições de Fátima nunca existiram...
Bento XVI sabe, enquanto teólogo, que as aparições de Fátima nunca existiram.
A tese é defendida pelo Padre da Lixa, Mário de Oliveira, que disse ao SAPO que não vai acompanhar a visita do Papa a Portugal. Confira no vídeo:
O NU
Um corpo sem qualquer roupa pode não estar nu.
Uma pessoa totalmente vestida pode mostrar toda a sua nudez.
Grandes fotógrafos mundiais mostram todo o seu talento fotografando nus de homens e mulheres e são consideradas obra de arte.
Grandes pintores, ao longo dos séculos, mostraram todo o seu talento pintando nus integrais.
Matisse, Picasso e tantos outros pintaram nus geniais mostrando nas suas telas a beleza, a sensualidade, a pureza do nu integral.
Os desempregados, os pobres do rendimento mínimo, os miseráveis que se alimentam dos caixotes do lixo, o trabalhador explorado e oprimido ao longo de toda uma vida e que, de repente se vê sem meios de subsistência par o sustento da família. Sim, todos estes, apesar de integralmente vestidos, põem a nu todo o seu ser; a sua dignidade, a sua auto-estima, a sua vida pessoal e privada são postas a nu perante toda sociedade.
É um nu involuntário, obrigatório, degradante, “pornográfico”, sem qualquer beleza sem arte, sem sentido.
Em contraste, o nu assumido, voluntário, o nu arte, pode mater toda a personalidade de quem se expõe; secreto, pessoal e invisível para quem olha.
União Europeia é a maior "fábrica" de pobreza!
Camaradas,
É necessário uma política de ruptura com a política de direita, com o modelo neoliberal e uma política de afirmação nacional nesta União Europeia. Há outras soluções do que a cura pela regressão social e a austeridade!
A política neoliberal da União Europeia é a maior "fábrica" de pobreza. Com as suas políticas neoliberais lança milhões de trabalhadores no desemprego e na pobreza para depois aparecer também com umas medidazinhas assistencialistas atirando poeira aos olhos da opinião pública, como se dissessem: fazemos milhões de vítimas, mas temos um programa de aquisição de ambulâncias para o 112!
Não se combate a pobreza e a crise exigindo a aplicação dos critérios de Maastricht e designadamente a redução do défice a "mata cavalos" para satisfazer os interesses da Alemanha e a concepção do que já se designou do "euro marco"!
respiguei aqui
"título meu"
"A politica que nos conduz ao abismo"
Leituras,Trechos e Reflexões.
A situação que se vive na Grécia e noutros países é a consequência da irracionalidade do sistema vigente na União Europeia.
Uma política assente em orientações monetaristas favoráveis aos grandes grupos económicos e às potências do directório da União Europeia, mas que penaliza fortemente as economias menos desenvolvidas, designadamente com a política do euro forte e com a imposição de critérios monetaristas artificiais 3% com consequência no investimento público, na dinamização do mercado interno, nas desigualdades sociais.
Uma política que conduz à crescente financeirização da economia, à degradação das capacidades produtivas dos países menos desenvolvidos, como acontece com Portugal, à estagnação e à recessão.
Uma política que se orienta para o benefício do capital especulativo.
65 Anos da Derrota da Alemanha Nazi
Retrato de Staline afixado num autocarro circula pela cidade de São Petersburgo.
A iniciativa(...) tem como objectivo assinalar os 65 anos da derrota da Alemanha Nazi e a grandiosa contribuição dos comunista e antifascistas de todo o mundo pelo papel fundamental e imprescindivel, para a libertação do mundo das garras da besta...
7 de maio de 2010
Sindicalismo
Este é daqueles temas que, pela sua importância, deve ser discutido colectivamente, de forma a que cada um possa ir colhendo os argumentos adequados à consolidação da sua opinião, uma vez que a sua complexidade vai muito para além das convicções de cada um de nós.
Por tudo isso, o comentário que aqui deixo não é mais do que isso, um conjunto de opiniões de quem tem alguma experiência sindical, mas não domina o universo das relações de trabalho, mais conhecido por – Luta de Classes.
Vale a pena lembrar o que se passou na década de 80 na chamada “cintura industrial de Lisboa”, quando o governo do PS/Soares desencadeou um ataque feroz aos metalúrgicos, invectivando-os pelos “altíssimos salários” e “privilégios” que tinham, apelidando-os de “aristocracia operária” e voltando a opinião pública contra eles. Aí começou também o desmantelamento da industria pesada nacional –Siderurgia, Lisnave, Cel-Cat, Sorefame, etc -, levando a que milhares de trabalhadores se dispersassem pelo território nacional e deixassem as suas estruturas sindicais. A vítima seguinte foram os trabalhadores bancários, que sofreram na pele a mesma receita, e de seguida começaram as fusões da banca, que levaram à saída de mais uns milhares. Depois foi a TAP, com a mesma história dos “altos salários”, “privilégios”, e outros mimos, culminando com processos de rescisão e até despedimento de centenas de trabalhadores. Todo o sector dos transportes teve tratamento semelhante, seguido do desmantelamento das respectivas empresas – CP, Rodoviárias, Trantejo, etc. Dos casos mais recentes, apelo à vossa memória: Polícia, médicos, professores.
Reparem nesta conexão: metalúrgicos-bancários-TAP-Transportes. Foram estes os sectores mais aguerridos nas lutas em defesa do sector empresarial do Estado, inclusive nas duas greves gerais.
Para o grande capital levar a cabo o seu projecto, era necessário desorganizar estas estruturas, e foi isso que fez, socorrendo-se dos seus homens de mão no PS/PSD/CDS para alterar a legislação laboral e mandar para casa toda aquela geração comprometida com os ideais do 25 de Abril. Tudo feito a “régua e esquadro”!
E é aqui que considero estar o “nó górdio” das dificuldades que o Movimento Sindical – e não só - atravessa. A ausência destes milhares de trabalhadores dos seus locais de trabalho, para além da falha na receita sindical (e não é uma questão de cêntimos, uma vez que tinham os salários mais altos…) impede que haja maior rapidez na tomada de consciência das novas gerações que vão chegando ao posto de trabalho. E quando a ganham, falta alguém com experiência para lhe dar suporte. Acresce ainda toda a barragem antisindical posta em prática pelo patronato, com a conivência e envolvimento dos governos que nos têm calhado em sorte – vidé os sucessivos agravamentos da legislação laboral, o aumento exponencial do trabalho temporário, do trabalho a recibos verdes, e as consequências que isto tem nas relações laborais.
Simultaneamente, aqueles colectivos de centenas de trabalhadores que discutiam os problemas de um sector inteiro já não existem, e a sua substituição vai ser demorada.
Até lá, que cada um dê o melhor de si próprio, que passa também por sabermos escutar-nos uns aos outros, de forma a não nos isolarmos demasiado das massas, e ficarmos a falar sozinhos.
Obs: Há um outro aspecto mais perverso e que julgo ser digno de registo: grande parte dos trabalhadores utiliza o seu voto – autarquias, legislativas – naqueles que o vão usar para restringir os seus direitos, e depois questionam o Movimento Sindical Unitário para corrigir esses atropelos. É uma tarefa ciclópica…
Saudações cordiais
H.G.
Povos da Europa levantem-se, estejamos unidos!
O titulo do próximo artigo é Sindicalismo. Embora deva ser discutido (e é) colectivamente, será colocada dentro em breve a opinião de um camarada. No fundo é em parte a continuação do que temos vindo abordar ultimamente neste Blog. Esperamos que os leitores, gostem dos temas que vamos colocando, sempre abertos a sugestões, para melhorarmos este espaço. Abraço! «bem sei que não são muitos :-), mas e daí, merecem a mesma consideração, certo?!» A luta continua, aqui com palavras!!!
Reflexões suscitadas pelo 1º Maio (3) (Fim)
Este é o 3º e ultimo artigo das reflexões suscitadas pelo anterior 1º Maio que prometi publicar.
***
Esta foto fez 36 anos.
Como para tantos outros milhares de homens mulheres e jovens deste país, marcou para mim o início da cidadania plena, o assumir ainda que timidamente, o lado da barricada onde queria estar, e que afinal, vim a descobrir por experiencia própria, nunca poderia ser outro senão aquele onde estou.
Foi deste lado da barricada que a consciência de tantos de nós foi amassada com o suor do trabalho de sol a sol, seis dias por semana (se não chovesse...), salários miseráveis sem quaisquer direitos, por vezes apenas a troco da alimentação, sem assistência médica, sem qualquer tipo de segurança social.
Tempos negros, mas onde alguns dos melhores davam o melhor de si - e quantas vezes a própria vida - para transformar essa negrura em claridade, que aconteceu naquela madrugada de 25 de Abril de 1974 e que este 1º de Maio é testemunha indelével.
36 anos passaram, e confrontamo-nos hoje com tentativas descaradas de voltar a esse passado, apelando ao sacrifício daqueles que sempre foram os mais sacrificados. E verificamos que na linha da frente desses apelos estão os mesmos figurões salazarentos, desta vez usando os "testas de ferro" travestidos de "democratas" que começaram por ser socialistas/socialdemocratas-cristãos e entretanto já premiados com comendas, prebendas, submarinos/portos "free" "off shores" e outras fundações, fundiram as sua convicções num bezerro de ouro e procuram engordá-lo com o sacrifício dos outros.
Tal como foi possível derrotar a negrura do fascismo, também é possível destruir este bezerro de ouro.
O 1º de Maio de 2010 foi já uma evidência dessa possibilidade.
Ficou marcada uma grande manisfestação nacional para o próximo dia 29 de Maio em Lisboa. Cada manifestante será uma pedrada nesse bezerro.
Nota final: por casualidade, estou no centro da foto, na margem inferior - só quem me conheceu na altura é que me identifica...
A todos aqueles homens, mulheres e jovens que nesses longos 48 anos contribuiram de alguma forma para que eu pudesse ser testemunha deste pedaço da História da Humanidade, o meu profundo e perpétuo agradecimento.
Portugal/Grécia - "o dinheiro não desaparece, apenas muda de ladrão..."
Devemos denunciar "Aqueles que nos equiparam à Grécia", são os mesmos que também disseram maravilhas da "Irlanda" como o milagre económico da UE. São os mesmos trapaceiros e analistas económicos do capitalismo sem vergonha, sem pátria e sem moral, que apenas se colocam na pele de cordeiros, mas são verdadeiros lobos, sempre de pansa cheia, mas armados em esfomeados e com sentido altruista.
Os trabalhadores deverão ser suficientemente audazes e conscientes de que não terão nada a perder com a falência dos bancos, companhias seguradoras ou bolsas onde a batota de títulos é prática corrente. O dinheiro que existia na Grécia, Portugal ou Irlanda ou em outro qualquer país, não desapareceu. Mudou apenas de ladrão. Lembrem-se os trabalhadores, do que se dizia há cerca de 10 anos da emblemática Argentina e da agora famosa "Islândia". Foram dois países emblemas de sucesso (venda emblemática de excelentes exemplos capitalistas), dos mesmos analistas e mentirosos capitalistas de sempre, mas que na verdade foram países/plataforma de lavagem de dinheiro sujo do capitalismo, sempre pronto a matar milhares de trabalhadores à fome e ao desemprego, para salvar meia dúzia de vampiros e pseudo-empresários, sempre com a ajuda, ou a compra sempre à mão, de uns jornalistas sem vergonha, sem ética e sem honra.
Os trabalhadores gregos, estão a dar um exemplo impar, de como deve ser o caminho da luta, (incluindo a ou as greves gerais que forem necessárias), demonstrando que não se vergam a esta horda de vampiros. Esperemos que em Portugal o exemplo deles seja espelho e tenha pernas rápidas para começar desde já, aquilo que é mais necessário para o momento presente. Combate sem tréguas a esta senha inqualificável de roubo de liberdade, de direito ao trabalho, de dignidade e jústiça social, porque aqueles que neste momento se dizem tão preocupados com o povo, também estiveram e estão no poder e a gente sabe o que fizeram. Apoio sem limites ao capital, retirada de direitos básicos a quem toda a vida trabalha.
A.C.
Grécia, Garra e Guerra ao Governo
Sim a Grécia, até que fique sem teclado... Falar do povo grego é falar de portugal, da UE, de uma Alemanha que domina e quer nos meter a pata em cima.
Acompanhe este Blog, leia o próximo artigo.
6 de maio de 2010
já está aí o PEC a fazer estragos...
Aí está o PEC. "Novo subsídio de desemprego traz cortes médios de 160euros..."
A direita (PS/PSD/CDS) já está de novo a fazer estragos, os pobres segundo estes, que paguem a crise!
A malta que se ponha a mau, ainda vão fazer pior, divulguem, esta gente na brinca e precisa de uma sapatada da nossa parte!
A malta que se ponha a mau, ainda vão fazer pior, divulguem, esta gente na brinca e precisa de uma sapatada da nossa parte!
foto do jornal gamada aqui
Entretanto o deserto
via e-mail
***
"esta foi a ultima foto de nus a pedido de várias famílias."
Todos artigos do género foram retirados ao publico, tendo em conta a opinião de alguns leitores e como não é este o objectivo do Blog mas sim de outro conteúdo (actualidade/politica) e por uma questão de respeito e para que este blog continue a seguir o fim para o qual foi criado assim procedemos.
Todas as fotos excepto a primeira e a ultima que contem os comentários se mantém a visualização ao publico, as restantes fotos encontra-se guardadas numa pasta no meu PC, para além de se encontrar no Blog em formato de rascunho para se necessário se poder consultar/publicar e provar que nunca houve conteúdo pornográfico, mas uma tentativa de se enquadrar a beleza feminina à arte fotográfica e o meio envolvente, sobretudo a natureza, nem sempre conseguido pelo melhor, talvez(?).»
Grécia - A Luta continua! - Solidariedade! - Avante!
Resposta maciça e classista à plutocracia e às políticas anti-populares do governo social-democrata, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.
Participação inédita de dezenas de milhares nas concentrações e manifestações da PAME em Atenas e 68 outras cidades por todo o país.
O KKE denuncia a acção de provocadores, que tentam golpear as lutas do povo, que levou à morte dos três pessoas. (+)
Grécia - Peoples of Europe Rise Up - KKE
No próximo artigo, assista ao Slide de imagens da grande manifestação do povo Grego, realizada (ontem).
5 de Abril de 2010.
Estaremos a ser castigados?
Num raio de céu de cerca de 1km, sobre o local onde se encontrar Bento XVI, vai ser criada uma 'zona de exclusão aérea', dentro da qual está interditado qualquer movimento. Helicópteros e caças 'F-16'...
Este plano de defesa aéreo conta ainda com o apoio da Marinha, que terá estacionado no Tejo a fragata D.Francisco de Almeida, entre vários outros meios envolvidos na defesa marítima. Lanchas e navios armados, uma força de fuzileiros, mergulhadores e, pela polícia marítima, lanchas rápidas e um total de 25 agentes, entre os quais elementos especializados em acções táctico-policiais. Da parte do Exército pode ser utilizada, em Fátima, uma bateria antimíssel, terra-ar, para a defesa da zona de exclusão aérea. (...)
«"Não acredito que alguém se lembre de atacar o Papa", só a "igreja como ele a vê ganhava com isso", muito menos por via aérea, marítima ou mesmo outra e se ainda assim fosse, onde para essa intervenção divina?
"A morte chega quando Deus quiser e da forma que o destino estiver traçado" (?).
"A morte é o principio da vida eterna", se te portares bem Ratzinger, vais para o céu, se te portares mal, vais para o inferno, sujeita-te tal como nós às regras.
Há uns que estão sujeitos ao "aí coitadinho foi Deus que assim quis" e a outros tudo fazem por hipotéticas possibilidades de morte.
Quanto importa esta visita? Que benefícios, nesta altura que dizem ser de crise (difícil)?
Estaremos a ser castigados, o PEC é sinal divino e as medidas do governo são o castigo?
Cada vez percebo menos esta lógica...»
Era bom, não era?
Um grupo de cientistas de várias nacionalidades uniu esforços e conseguiu finalmente descodificar o genoma causador de doenças, esta descoberta levou ao fabrico de uma vacina, de baixo custo que irá ser de imediato produzida massivamente com o patrocínio da ONU, que irá enviar para os sistemas de Saúde de toda a parte do planeta sendo ainda reforçado com a ida de um contingente médico para as zonas mais recônditas. Prevê-se que dentro de três meses o plano de vacinação global esteja concluído, a vacina modifica certos cromossomas que são portadores de doenças transmitidas geneticamente, reduz o risco de infecções em cerca de 100%, age ainda como regenerador do organismo em doenças já adquiridas. Com esta descoberta científica torna-se possível a erradicação definitiva da maior parte das doenças.
Finalmente descoberto um meio seguro, eficaz, não poluente e económico para a produção energética, a nova técnica combina a energia eólica, o recurso a gases produzidos pela compostagem, reciclagem e a energia das marés, pode ser utilizado eficazmente tanto para a produção de combustível para veículos, produção de energia eléctrica além de outras. Esta descoberta irá acabar com o recurso a combustíveis de origem fóssil, os cientistas reunidos prevêem que no prazo de um ano toda a produção energética a nível mundial poderá ser substituída, para a utilização desta nova fonte de energia não é necessário proceder a nenhum tipo de adaptação tanto em veículos como em habitações, os pipelines já existem para transporte petrolífero deverão ser utilizados para transportar este novo combustível.
Numa cimeira inédita, governantes, especialistas económicos, lideres mundiais entraram em acordo quanto a questões económicas, está a ser elaborado um plano que prevê entre outras coisas: proibição da especulação imobiliária com a atribuição de habitações devolutas por abandono ou retoma bancária a famílias sem habitação, esta proposta será já incrementada de imediato em toda a Europa e América do Norte; as produções agrícolas excedentes na Eu serão canalizadas para zonas mais desfavorecidas do globo, entretanto preparam-se contingentes para a formação, em diversas partes do planeta, de populações para a captação, armazenamento e purificação de agua potável, combinando com técnicas agrícolas não poluentes e não ofensivas para o meio ambiente; a UE aprovou ainda um plano especial de reflorestação e de “indústrias verdes” coordenadas com as necessidades globais, que não só irão permitir o estimular da economia como absorver os desempregados da zona Euro; prepara-se ainda a criação da nova moeda mundial e do passaporte “mundis”, um documento que irá permitir a livre circulação de pessoas, pelo que se vislumbra a abolição de todas as fronteiras terrestres a nível internacional.
Para terminar preparam-se em todo o mundo as celebrações do Dia Internacional da Paz, dia 21 de Setembro, prevê-se uma mostra de cultura, desporto, para celebrar um novo rumo para a humanidade.
Reflexões suscitadas pelo 1º Maio (2)
No seguimento do último artigo tinha prometido publicar aqui no Blog os comentários de uns amigos, segue então abaixo o que ainda acrescentei via e-mail e de seguida o comentário de um deles, o outro fica para uma próxima postagem e de novo com o mesmo titulo para que haja sincronismo entre estas ideias/comentários.
**
Gostava de perceber a vossa percepção do 1º Maio e as possibilidades de derrubar o actual sistema, ou seja dentro desta disputa que existe pelo resto que ainda sobra do Estado será que temos possibilidade de o resgatar pra nós? Sermos poder?
Parece-me que o discurso precisava de se adequar às circunstâncias, temos que falar como o povo, "mais radicais", nesta altura ainda falamos muito caro, aliás à palavras que nem eu sei o significado, faço-me entender, resumindo alguma vez entraram numa fábrica, vão ao campo falar com os agricultores, etc... Somos muito softs, um dia destes passam-nos por cima, desculpem lá o desabafo mas não notei aquela garra. Não andei na rua, mas noto, sinto pelo que leio. Se tivesse sido mesmo bom e adequado às circunstâncias na blog-esfera os artigos eram outros, e o facto é que ainda se escreveu menos do que as televisões e jornais passaram.
Algo se passa portanto, quem é que está recuado, eu, nós os "a tempo inteiro", ou nem uns nem outros, mas é o povo que não apoia?
***
Li com atenção as tuas interrogações* sobre as formas de combater ou apontar outros caminhos para transformar o momento presente.
É evidente que, o actual momento nacional e internacional, está deveras complicado para o mundo do trabalho, mas como tu colocas a questão nas formas e conteúdos da contestação ao poder do capital, a ideia também me preocupa e, da qual ressalta evidente, uma clara posição de reformismo sindical: - Estamos a afrontar o poder com palavras cada vez mais imprecisas e menos claras. Os dirigentes sindicais, de tanto se democratizarem, começaram a aprender umas palavras esquisitas, que alguns chamam de eufemismos (mas na verdade subterfúgios) para não assumirem as palavras verdadeiras e sempre sentidas pelos trabalhadores, quer no que respeita aos salários, como aos direitos sindicais ou da solidariedade.
O conceito burguês de luta de classes (negociação e conciliação) está cada vez mais presente no sindicalismo unitário e de classe e, no PCP, penso eu, não se inverte a formula de não responsabilizar politica e ideologicamente os seus militantes para a questão ideológica do sindicalismo revolucionário. Sendo certo que a luta é muitas vezes difícil de conduzir em campo aberto e de frontalidade com o patronato e os traidores, não é menos verdade que um partido revolucionário como o PCP, tem o dever de estudar, informar e organizar os seus militantes para preparar a defesa dos valores materiais dos trabalhadores, mas também os princípios do avanço, consubstanciados no controlo da produção teórica do sindicalismo de classe, gestão e organização da luta dos trabalhadores, bem como implementar teoria e reflexão sobre controle dos meios de produção (matérias primas, produção e distribuição) ao serviço do País e do Povo.
Sinto como tu, que algo se está a diluir na direcção politica do sindicalismo português. Não sei se é medo, ou antes cansaço de se confrontar o inimigo no campo da luta que é a empresa. Que pode ser ou não aberta, ou camuflada, mas que se faça. Mas que não pode passar a ser por conversa permanente e liquidatária de direitos (como tem sido ultimamente) que os problemas se resolvem, disso não tenho quaisquer dúvidas. Mas o que também me preocupa para além destes recuos pouco sensatos, são a falta de discussão politica da questão do sindicalismo de classe, a que alguns ilustres sindicalistas se esquivam de falar e defender, como se tal ideal e cultura revolucionária, não tenham sentido no momento actual, em face da organização económica mundial (globalização).
Acho interessante que este assunto venha rapidamente à discussão pública dos trabalhadores e dos dirigentes sindicais da CGTP. Penso ser necessário clarificar esta linha de conduta, pois não sendo ? o momento mais propicio para esta temática (como dizem alguns), importa então saber se combatemos o inimigo com pedras, paus ou algodão. Isto é elementar para se saber se estamos a ser ou não, verdadeiros representantes dos trabalhadores ou se interpretamos objectivamente os seus desejos e a sua vontade de lutar e que meios e métodos devemos implementar para a luta resulte em proveito dos trabalhadores e não no desgaste e na falta de convicção para lutar e vencer.
*assim como o artigo anterior enviado a este por e-mail
1º Maio - Solidariedade Internacionalista
Um pequeno apontamento deste 1º de Maio, que só por si é já uma marca dos valores básicos nas relações humanas, neste caso a Solidariedade, e mais do que isso, Solidariedade Internacionalista, conforme a foto documenta.
Num período em que o grande capital se esforça por destruir as fronteiras para fazer circular mercadorias e dinheiro sem qualquer controlo, em nome da globalização mas em prejuizo da soberania de cada país, e por outro lado faz apelos aos instintos mais primários de racismo e xenofobia de forma a impedir a circulação de trabalhadores e manter os povos nos seus "guetos", de onde sairão quando e se necessário, como as "praças da jorna" de triste memória, estes gestos de Solidariedade são de uma importância vital para manter a esperança viva, na luta por um Futuro Melhor.
ver também a foto do anterior artigo/post.
H.G.
5 de maio de 2010
"Não se metam connosco" - Povo Grego
Os manifestantes gritavam "Não se metam connosco" ao longo do seu percurso.
Os manifestantes gregos não aceitam o plano de salvação da economia e culpam os governantes.
A greve geral fora convocada para combater o pacote de medidas de austeridade apresentado ao parlamento pelo Governo, como contrapartida para a ajuda da União Europeia e do FMI, no montante de 110 mil milhões de euros.
Ganhe muito dinheiro sem sair de casa...
A Banca dá sempre dinheiro, é negócio seguro, quando a coisa corre mal significa não dar o mesmo, não aumentar o lucro em relação a "ontem" e se mesmo assim não resulta à sempre o estado que salva a situação, este tem um bom seguro que tem por nome "o PEC".
Esta estabilidade de lucro dá azo a que outros se lancem no negócio é o exemplo da Eslovénia que vai emprestar 384 milhões de euros à Grécia, ora comprar por 2 vender por 5, dá sempre 2 o restante são despesas entre as quais estão a dos gestores que dão estas ideias, mas implica não tocar nos gestores e a Grécia ter um seguro igual ou mais exigente que o nosso.
Eu consigo pedir emprestado 1000 euros, se houver mais alguém que queira entrar na sociedade a malta avançava?
«Não pagamos, não pagaremos!»
O fundador da Sonae defendeu que «Em qualquer escola os meninos que se portam mal têm que levar um castigo», disse o empresário, acrescentando que «depois pode haver uma intromissão violenta, que é o que está a acontecer na Grécia».
Segundo Belmiro de Azevedo, «absorver o choque grego é difícil», considerando que importa «haver mecanismos para que toda a gente se porte bem»
Aí está o homem que defende que os trabalhadores não paguem mais impostos. Que haja aumentos dos salários, educação e saúde gratuita, resumindo um bom nível de vida.
Belmiro reforça ainda que «a dívida portuguesa dobrou em três anos», considerando que «não há o milagre das rosas» e que, por isso, «a única maneira de diminuir a dívida é não pagar».
Eu até acrescentava que podíamos começar por ir ao Modelo/Continente abastecer o carrinho...
Solidariedade nacional, todos juntos mostraremos que estamos unidos em volta do interesse nacional/europeu, a malta gosta do Euro, só temos ganho com ele, quais quer 50$ é agora 1€, todos unidos para que se mantenha uma moeda pesada (forte).
A nossa fúria e a nossa revolta
Por Baptista-Bastos
NÃO ME RECORDO de termos sido felizes. O 25 de Abril abriu as parangonas dos nossos testemunhos mútuos, mas a festa durou, apenas, pouco mais de ano e meio. A euforia termina sempre na indolência, outro modo de resignação. Desde que me recordo, vivi cercado pela crise, mas, também, pelos acenos dos "amanhãs que cantam." Com este ou com outro estribilho, os homens admitem o sofrimento e, às vezes, até, a abjecção das épocas, na esperança de que o futuro será melhor. Talvez eu seja um pouco tonto, talvez, ou um teimoso obstinado e caturra; porém, continuo a acreditar no surgimento de outra coisa que substitua esta selvajaria sufocante.
Acordamos e deitamo-nos sob a pressão da catástrofe iminente. A imprensa, as rádios e as televisões encharcam-nos de medo e de desassossego, a moderna aptidão para se abraçar um certo estado de vida. Viver no medo e no desassossego foi a ideologia dominante nos cinquenta anos salazaristas. Um medo e um desassossego larvares, prolongados, depois, pela natureza canibal de uma economia, que assaltara, de mão armada, a política, e ameaça a saúde da democracia. Como, aliás, se vê por aí.
Emmanuel Mounier, o filósofo do personalismo, que li, e releio, com mão diurna e nocturna, escreveu: "O homem renova, perpetuamente, o aspecto das suas indignações" - para nos ensinar do transitório das coisas e da necessidade de não perdermos o fio à meada de uma batalha nunca ganha mas também nunca perdida.
Chegámos a uma situação perigosa. O papel essencial do trabalho, na sociedade, é desprezado por uma laia dirigente, emproada e vil, ignorante da experiência da História, e que não sabe redefinir as bases do contrato social. O caso da Grécia, independentemente dos seus contingentes pecados, é significativo dessa vileza. A senhora Merkel, cuja cabeça não é, propriamente, um bulício de inteligência, desconhece que o projecto europeu (seriamente avariado) constitui a aprendizagem de viver juntos. Ao recusar auxiliar os gregos, nomeava a Alemanha como dona da Europa. Ignora- va que a Europa ajudara a Alemanha a recompor-se das ruínas, pressionando, inclusive, os Estados Unidos a colaborar na empresa.
Ainda há horas vi, na televisão, o rosto desfeito em lágrimas, em dor, em susto, em assombro, de uma desempregada da Allcoop, cadeia de supermercados no Algarve, que formulou esta dramática pergunta: "Quem nos ajuda?" Ninguém. Com esta Europa, com este, e outros ruinosos governos, cheios de piedade sentenciosa e de explicações superficiais, nada há a esperar.
Resta-nos a fúria da nossa repulsa e a força imparável da nossa revolta.
gamado no DN de (hoje) 5 Maio 2010
Os grupos económicos e o PEC
Os milhões pagam tostões
Apresentado como solução para inverter o agravamento do défice, o PEC visa, entre outras medidas, privatizar valiosas empresas públicas e cortar nos salários, pensões e gastos sociais. O agravamento do IRS, através do congelamento das deduções específicas e da redução das deduções à colecta, é outras das propostas.
Mas o PEC não prevê qualquer agravamento do IRC sobre os lucros dos grandes grupos económicos e financeiros e nada diz sobre os milhões de euros dados em benefícios fiscais no off-shore da Madeira ou sobre o escândalo que são as taxas efectivas de IRC na banca inferiores a 15 por cento.
No final de 2009, os resultados dos cinco principais grupos financeiros tiveram um volume acumulado de lucros de 1 725 milhões de euros, apenas menos 0,3 por cento do que no ano anterior – o que para «ano de crise» não está nada mau. Os apoios financeiros permitiram que o sector financeiro privado, beneficiando de todas as medidas que o Governo tomou em seu benefício, tivesse tido uma evolução positiva, em relação a 2008, de mais 13,7 por cento.
4 de maio de 2010
Proibição da "Burka" - França
Toda a gente já usou pelo menos uma vez o famoso k-way. Chegou ao fim essa possibilidade pelo menos e para já em França. Pois se a burka é interdita, o k-way, que lembra/assemelha-se a uma burka impermiável, será também afectada pela mesma lei (?).
"Quanto mais segurança menos liberdade"
Bom negócio... talvez o estado... o PEC... sei lá? Fica a ideia.
VELAS DE FÁTIMA
Velas e figuras de cera utilizadas para as promessas no Santuário de Fátima são calcadas e destruídas. Mas a cera será reciclada, para novas velas, novas figuras - e novas promessas.
gamada aqui
"se formos ao fundo, não morreremos afogados"
Acabei de ouvir (RTPi - Jornal das 13) o Paulo Portas a dizer que o país se encontra com uma divida externa muito elevada e por isso não se pode meter com todos os investimentos, pois estes rondam os 12 mil milhões.
Este esquece-se que ainda à pouco tempo o negócio dos submarinos bem contribui para a divida apontada por ele. Custo milionário que em nada beneficiou Portugal, os únicos beneficiários das contrapartidas nos negócios do reequipamento militar (que inclui a compra dos submarinos) foram as empresas estrangeiras, a banca e outras entidades que com eles lucraram.
O mesmo acontecerá por exemplo com o empréstimo à Grécia, não será esta a ganhar com o empréstimo. Os beneficiários serão quem mais emprestar, só o FMI cabe-lhe 1/3 dos 110 milhões a alemanha avança com 22 Milhões, ora se inclusive este país tem vindo a ser fiel tal qual como portugal às medidas da U E, logo a queda ou possível queda do euro é culpa das directrizes seguidas cegamente e do grande capital europeu.
Torna-se difícil escrever e justificar o que não tem justificação, a solução é simples, haja consciência que a força logo aparece para derrubar o actual sistema, pois este é canceroso e tem que ser dilacerado de uma vez por todas antes que se alastre, para isso contamos já algum tempo com a luta do Povo Grego e no imediato também têm que contar com a nossa. Só unidos poderemos vencer a besta.
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