Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

19 de maio de 2010

«A Moção de censura é uma "manobra de diversão"»

Ana Catarina Mendes em representação do PS diz que uma moção de censura não é apenas uma forma de «fazer um protesto», mas uma maneira de «derrubar o Governo», - mas é mesmo isso que é preciso, derrubar, mandar para rua. Acrescenta que o momento actual «é particularmente difícil» a nível económico e «exige sensatez e responsabilidade» - exactamente, sensatez e responsabilidade para não deixar o país cair no precipício, é preciso criar postos de trabalho, cultivando a terra abandonada, voltarmos ao mar e podermos pescar o que nos pertence, dar trabalho a milhares que se vêm impedidos de o fazer, no fundo, fazer crescer o país por dentro.

A socialista encarou esta atitude do PCP como uma «manobra de diversão» e defendeu que Portugal «não pode viver em instabilidade», sobretudo numa altura em que é preciso pôr de parte «divergências». - Quando falamos de portugal, falamos de pessoas e essas o que têm: Instabilidade, é preciso acabar com ela de uma vez por todas e isso implica romper com a politica de direita. O PS/PSD com ou sem CDS é que colocaram o país na actual situação e as medidas que defendem é para que tudo continue na mesma. Chega, deixem-nos trabalhar.:

Quanto ganhas?... "Só!? pobre diabo!"...

18 de maio de 2010

" Os dez Mandamentos"


I – Não comprarás os Representantes do Povo
Resgatar a dimensão pública do Estado:

II – Não Farás Contas erradas
As contas têm de refletir os objetivos que visamos.

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria
Algumas coisas não podem faltar a ninguém

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão
Universalizar a garantia do emprego é viável

V – Não Trabalharás Mais de Quarenta Horas
Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes na vida.

VI – Não Viverás para o Dinheiro
A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do bom senso.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros
Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é
viável

VIII – Não Tributarás Boas Iniciativas
A filosofia do imposto, de quem se cobra, e a quem se aloca, precisa ser revista.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento
Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo
Democratizar a comunicação tornou-se essencial.
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17 de maio de 2010

Louçã bem se esconde, mas não lhe fica nada bem...

Na passada sexta-feira (7/5), não vi Francisco Louçã na primeira fila do Parlamento. E eu, que já aqui assinalei o seu estatuto de omnipresente líder do BE, pus-me a pensar o que se teria passado para se ter remetido, assim, a uma discreta segunda linha neste bate boca parlamentar.
A primeira surpresa foi saber que se estava a discutir uma matéria que tem estado nas bocas do mundo, poderíamos mesmo dizer, uma questão central da crise que, por estes dias nos enche a casa a partir das televisões, dos jornais, da rádio, da internet, eu sei lá!
Como compreender que quando se discutia a proposta apresentada pelo Governo PS, a mando dos grandes da UE, que autorizava o famigerado empréstimo à Grécia de dois mil milhões de euros, ou seja, que engajava o nosso país à estratégia do grande capital de entregar dinheiro ao governo grego, para pagar à banca os avultados empréstimos que teve que fazer, para tapar o buraco criado pelos apoios que deu, exactamente, à banca quando rebentou o escândalo da sua quase falência, por terem andado na jogatana e na especulação com o dinheiro que as pessoas lá foram colocando, como compreender (questionava eu) que Louçã não só tenha estado calado, como mesmo se tenha remetido, momentaneamente, a esse papel secundário?
Como entender que não tenha aproveitado para lembrar que estes empréstimos, não só não são para ajudar o povo grego, como têm como condição sine qua non do FMI e do directório europeu, a imposição, precisamente aos trabalhadores e ao povo grego, de mais e mais sacrifícios, de mais e mais dificuldades, que talvez se pudessem sintetizar, no roubo dos subsídios de férias e de Natal, ao mesmo tempo que isenta da mais pequena contribuição os responsáveis pela crise?
Como ajuizar que tenha ficado calado perante estas imposições, feitas pela Alemanha e pelos sacrossantos mercados, que, não são em nada diferentes das imposições que nos querem fazer a nós?
Só depois percebi que nada disso podia ser dito, pois o BE votou a favor, ao lado do PS e da direita. Afinal está de acordo com o tal empréstimo. Pelos vistos as suas concepções federalistas e o seu pendor social-democratizante falam mais alto. Louçã bem se esconde, mas não fica nada bem nesta fotografia.

O peso da crise...

PCP apresenta moção de censura ao Governo

No final de uma reunião do Comité Central, na sede do PCP em Lisboa, o líder comunista afirmou que esta iniciativa responde "ao alargado sentimento de protesto" e acompanha "a corrente de luta que desaguará na acção nacional da CGTP do próximo dia 29".

o carácter das pessoas ..a capacidade dos dirigentes

Os momentos de crise revelam não só a qualidade da governação de um país, como também o carácter das pessoas que a ocupam, bem como a capacidade dos dirigentes para responder aos problemas que se colocam a uma sociedade.
Esta crise poderia e deveria servir para inverter o caminho de declínio económico, de crescentes desigualdades sociais, de pessimismo sobre o nosso futuro colectivo e de perda de valores. Mas não é este o caminho que o Governo está a seguir.

Existem e exigem-se políticas alternativas

É possível e indispensável dinamizar o sector produtivo, fazer a reindustrialização do país e dar combate firme à economia paralela, à corrupção e à ilegalidade.
É preciso o crescimento dos salários e das pensões, para estimular a economia nacional interna, para promover o emprego e dar combate às políticas geradoras da pobreza.
É imperiosa uma resposta adequada às prioridades sociais, principalmente ao flagelo do desemprego, reforçando a protecção social.
É necessário o acesso universal aos serviços públicos e a sua melhoria.
É indispensável a melhoria da qualificação, incentivando a formação profissional e a investigação, num contexto geral de afirmação da qualidade de emprego.
É possível e necessário cortar desperdícios e gastos desnecessários.
É imperioso alargar a tributação das mais valias às SPGS e aos Fundos de Investimento. Suspender os benefícios fiscais em IRS, tributar os dividendos de capital em 30%, e tributar as grandes fortunas.
É possível e necessário aumentar as receitas do Estado, fazendo pagar quem não paga impostos, o que exige o combate à fraude e evasão fiscal e contributiva e a eliminação de benefícios fiscais socialmente injustos.
É preciso pôr fim aos offshores, implementar medidas de taxação fiscal sobre as transacções financeiras internacionais, regular seriamente o sistema financeiro e acelerar radicais mudanças no seu funcionamento.

Quem paga é o Povo

Antes da Grécia, a Europa e o FMI salvaram a Letónia.

Há um precedente caso como o da Grécia, é ele o da Letónia que beneficiou de um empréstimo do FMI e da UE em contrapartida de um plano de austeridade.

Resultado edificante: uma recessão de -26% ! Prometendo para a Grécia e Portugal...

Pequeno país báltico de 2,2 milhões de habitantes a Letónia de hoje tem o triste privilégio de ser frequentemente designado como um exemplo a não seguir. (...)

Recomenda-se tb:

EUA - É assim o privado... Lucro, lucro, lucroooooo

«Tolerâncias»

Se Portugal está assim tão necessitado de «poupar», como pode o primeiro-ministro atirar à rua esta enxurrada de milhões, exactamente os que se perdem – ou deixam de se produzir - nas «tolerâncias de ponto»?
Se essa «urgência de poupar» justifica este novo e selvático assalto do Governo aos salários, pensões e nível de vida dos portugueses, como é que não impôs ao primeiro-ministro a «indispensabilidade» de não desperdiçar fortunas do erário público com «tolerâncias de ponto» que, se não são inexplicáveis, serão pelo menos claramente dispensáveis?

Anote-se a rasteirice do primeiro-ministro a publicitar medidas político-económicas gravosas a coberto da visita papal que, entretanto, lisonjeara à custa do Orçamento.
É um retrato a corpo inteiro de José Sócrates: um homem que esbanja balúrdios do erário público a promover uma festa, para nela anunciar aumentos de impostos e cortes salariais em nome da «austeridade».(+)

16 de maio de 2010

Os efeitos do "agente laranja" (2/2)

Durante a Guerra do Vietnã (1964-1975), Washington e seus aliados despejaram 83 milhões de litros de herbicidas altamente tóxicos sobre centenas de milhares de hectares do Sudeste Asiático, a maioria no Vietnã, mas também no Laos e no Camboja. Os aviões norte-americanos arrasaram até 25% das florestas do país com um desfolhante conhecido como agente laranja.
artigo retirado algures aqui

Empresas cotadas lucram 962 milhões.

Os resultados das 20 principais empresas da bolsa de Lisboa cresceram 6% no primeiro trimestre, ou seja +58,5 milhões que em 2009. (...)
O lucro das empresas é, directamente proporcional à exploração. Não se devendo a mérito próprio, mas sim a congelamento de salários, despedimentos, ou seja, o mesmo trabalho com menos trabalhadores e, mais desempregados. Factor, também importante é, a sua capacidade de influência sobre o poder politico-governativo para que, este continue a ser o rosto das medidas impostas pelo, grande capital.

A mim não me falta trabalho...

Privatizações, um atentado ao interesse nacional

Um dos argumentos mais recorrente do ministro Teixeira dos Santos é o de que as privatizações «reforçam a competitividade da economia e são um factor de progresso». Asseverou que são um indutor de «inovação, melhoria tecnológica e maior eficiência no funcionamento das empresas e dos mercados».

A resposta a esta tese/argumento é muito bem dada por Bernardino Soares, que viu nela «a velha linha segundo a qual o que é público é incompetente e o que é privado é eficiente».
«Ora como é o senhor e o seu Governo a nomear os gestores das empresas públicas, então, talvez o incompetente aqui seja o Governo, ou talvez até o façam de propósito para degradar as empresas públicas e assim justificarem a sua privatização» (...)

Os efeitos do "agente laranja" (1/2)

O químico desfolhante conhecido como "agente laranja" foi usado pela força aérea dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã sob o pretexto de fazer cair a vegetação e eliminar a proteção natural que servia de abrigo para os combatentes Vietcongs e norte-vietnamitas. No entanto, o efeito mais duradouro do herbicida seria muito mais cruel: por intoxicação, pessoas nasceram deformadas e muitas outras sofreram ferimentos graves - inclusive soldados norte-americanos.

15 de maio de 2010

Manso EU?

Louçã só conseguiu descortinar 3 mentiras.


O líder do Bloco de Esquerda acusou hoje o PS de ter dito três mentiras aos portugueses durante a campanha eleitoral: sobre os impostos, plano de obras públicas e privatizações. 

Este governo do PS/Sócrates, agora PS/Sócrates/PSD/Passos Coelho, não têm feito outra coisa senão mentir ao Povo português. 

Louçã, disfarça mal e, para não ficar calado lá descobriu agora 3 mentiras do PS na campanha eleitoral. 

Este é o mesmo Louçã que recentemente se colocou ao lado do PS, PSD e CDS na autorização ao governo para “conceder empréstimos, realizar outras operações de crédito activas a estados membros da zona euro e prestar garantias pessoais do Estado a operações que visem o financiamento desses estados”. 

Este é o Louçã que, numa atitude irresponsável e precipitada, incentivou, desde o inicio, a candidatura de Manuel Alegre a presidente da República. 

O Manuel Alegre que diz "não aplaude mas diz compreender o plano de austeridade aprovado pelo governo".
E esta????

Sacrifícios

Enquanto os países "pequenos" como Portugal são sujeitos a medidas de austeridade, provando-se assim que nada nos valeu aderir a CEE, os países ricos, que nunca nos deixaram de olhar por cima, não estão abertos a ceder-nos nada muito menos a dar-nos qualquer ajuda "fecham as portas à exportação portuguesa" olhando cada vez mais para o seu umbigo, incentivando a procura interna, medida que vai originar ainda mais o nosso isolamento e a dificuldade de pagar qualquer divida externa, reduzir défice, etc.
A culpa não pode morrer solteira. Há que penalizar os que mentem, procuram mostrar-se diferentes mas nas questões de fundo estão sempre de acordo.

Quando se trata de “roubar” os que nada têm, de penalizar os que trabalham, de extorquir as miseráveis reformas aos que gastaram as suas forças a trabalhar, aí entendem-se perfeitamente.

A prova-lo está o casamento entre PS e PSD para imporem mais sacrifícios ao Povo português.

De nada lhes serve pedirem desculpas e apelarem ao sacrifício de todos para bem de Portugal.

Manuel Alegre, por seu turno, não lhes fica atrás dizendo que "não aplaude mas diz compreender o plano de austeridade aprovado pelo governo".

Mário Soares, chamado o pai da democracia, vem defender o governo e esta coligação PS/PSD (percebe-se perfeitamente os rasgados elogios a Passos Coelho) e ainda tem o 
desplante de se orgulhar de nos ter roubado o 13º mês, nessa altura também com o argumento de salvar o País.

A verdade é que nos últimos 33 anos têm sido sempre os mesmos a governar, os mesmos a lucrar e os mesmos a fazer sacrifícios.

Euskal Herria (4) (fim de série)