Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

21 de maio de 2010

Salvem de facto as Crianças!

Segundo o relatório da organização Save The Children: em Angola, uma em cada cinco crianças não chega aos 5 anos. É altura de deixarmos de pactuar com estas políticas.
retirei aqui

Desemprego atingiu 10,6%

Ontem mesmo ficámos a saber que em Portugal o desemprego atingiu 10,6%, um novo máximo histórico.

É um escândalo que num momento em que o desemprego continua a subir e bem se argumente que as alterações mais restritivas das regras do subsídio de desemprego são para obrigar o regresso mais rápido dos desempregados ao mercado de trabalho, quando na verdade o que se visa é forçar a baixa dos salários, retirar direitos laborais e agravar a exploração.(...)

20 de maio de 2010

Então e os “offshores” ???

Caiu um manto de silêncio sobre a negociata dos ”offshores”, depois de uns tímidos lamúrios no início da crise do sistema financeiro. 
Só em 2009 foram € 40 mil milhões que “voaram” para esses “paraísos”, cuja correcta tributação seria suficiente para fazer face ao actual “deficit”. Então, porquê tal silêncio? Percebe-se melhor quando se verifica que a classe social envolvida neste tráfico, é a mesma que nos últimos 30 anos tem uma permanente “conta corrente” em aberto com o centrão, sugando diariamente o Sector Empresarial do Estado, mas sempre a rosnar contra os beneficiários de apoios sociais, com a intenção de poder dar mais uma dentada nesta fatia dos dinheiros públicos. 

Esta é a verdadeira natureza de classe destes parasitas, quantos deles membros dos vários governos, saltitando das cadeiras das administrações para os ministérios, e vice-versa, numa promiscuidade cúmplice que justifica este silêncio. 

É uma exigência democrática que esta gente seja desmascarada, que preste contas à justiça e devolva ao povo o que tem andado a roubar até agora. Então sim, talvez apareça a tal luz ao fundo do túnel.
H.G.

a minha flor (3)

A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal!

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
  • Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
  • Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid. 
  • Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia. 
  • Construir 5 pontes para travessia do Tejo. 
  • Construir 3 aeroportos como o de Alcochete. 
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4850 carrinhas de transporte de valores!

Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa. 

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971€!

E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!

Quem é o maior responsável, pela passividade, pelo consentimento, pela incompetência?

Este "cromo" vai ter o salário aumentado em cerca de 4000€ em 2010.
via e-mail

Estou de olho em ti...

19 de maio de 2010

As desculpas do bloco...

Recentemente, aquando da aprovação do empréstimo à Grécia, Francisco Louçã não quis ficar na fotografia como por certo interessava, pois o seu partido encostava-se ao PS e à Direita para cederem o empréstimo que o povo grego "terá" que pagar, e bem caro, as medidas de austeridade impostas pelo governo grego.

Este empréstimo, contou com o único voto contra pela parte do grupo parlamentar do PCP. É este mesmo partido que apresenta agora a moção de censura ao governo.

O estranho (digo eu), é, o Bloco votar favoravelmente a moção de censura. Será isto também um pedido de desculpas aos portugueses?

Sempre os mesmos, até quando?

Pobres dos nossos ricos - Mia Couto - Poeta Moçambicano

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

Carta de Mário de Carvalho

Caros senhores párocos,

Antes de falarmos de vossas paternidades, permitam-me uma fugaz divagação sobre taxistas.

Ainda não há muito, a propósito duns atropelos algo indecorosos que ocorriam no aeroporto de Lisboa, não poucos cidadãos manifestaram nos jornais uma forte desconfiança na classe.

De imediato um jovem veio responder com indignação que era filho de taxista e que o pai, numa vida inteira de trabalho, sempre procedera como homem íntegro e impoluto.

O jovem tinha razão ao não querer um homem de bem misturado com a mexerufada mais ou menos carroceira que indispunha os colaboradores e leitores dos jornais.

Eu penso que, ao dirigir-me a vossas senhorias, não corro o risco de que venha um filho desagravar o pai, e, se vier, pois tudo é possível nestas desajustadas eras, sempre protestarei que não me refiro aos párocos honrados, cumpridores do seu mester, respeitadores da constituição e da lei, repesos das malfeitorias contra Hipácia e Galileu, leitores de romances, informados do mundo, preocupados com as suas ovelhas, horrorizados com as memórias do Santo Ofício, para resgate do qual pedem perdão à divindade todas as

O homem dos sapatos vermelhos e a família Silva


"Marcou-me imenso, a família nunca irá esquecer este momento"


Sinceramente, depois de assistir ao vídeo... vómitos.

«A Moção de censura é uma "manobra de diversão"»

Ana Catarina Mendes em representação do PS diz que uma moção de censura não é apenas uma forma de «fazer um protesto», mas uma maneira de «derrubar o Governo», - mas é mesmo isso que é preciso, derrubar, mandar para rua. Acrescenta que o momento actual «é particularmente difícil» a nível económico e «exige sensatez e responsabilidade» - exactamente, sensatez e responsabilidade para não deixar o país cair no precipício, é preciso criar postos de trabalho, cultivando a terra abandonada, voltarmos ao mar e podermos pescar o que nos pertence, dar trabalho a milhares que se vêm impedidos de o fazer, no fundo, fazer crescer o país por dentro.

A socialista encarou esta atitude do PCP como uma «manobra de diversão» e defendeu que Portugal «não pode viver em instabilidade», sobretudo numa altura em que é preciso pôr de parte «divergências». - Quando falamos de portugal, falamos de pessoas e essas o que têm: Instabilidade, é preciso acabar com ela de uma vez por todas e isso implica romper com a politica de direita. O PS/PSD com ou sem CDS é que colocaram o país na actual situação e as medidas que defendem é para que tudo continue na mesma. Chega, deixem-nos trabalhar.:

Quanto ganhas?... "Só!? pobre diabo!"...

18 de maio de 2010

" Os dez Mandamentos"


I – Não comprarás os Representantes do Povo
Resgatar a dimensão pública do Estado:

II – Não Farás Contas erradas
As contas têm de refletir os objetivos que visamos.

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria
Algumas coisas não podem faltar a ninguém

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão
Universalizar a garantia do emprego é viável

V – Não Trabalharás Mais de Quarenta Horas
Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes na vida.

VI – Não Viverás para o Dinheiro
A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do bom senso.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros
Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é
viável

VIII – Não Tributarás Boas Iniciativas
A filosofia do imposto, de quem se cobra, e a quem se aloca, precisa ser revista.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento
Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo
Democratizar a comunicação tornou-se essencial.
Ler mais aqui

17 de maio de 2010

Louçã bem se esconde, mas não lhe fica nada bem...

Na passada sexta-feira (7/5), não vi Francisco Louçã na primeira fila do Parlamento. E eu, que já aqui assinalei o seu estatuto de omnipresente líder do BE, pus-me a pensar o que se teria passado para se ter remetido, assim, a uma discreta segunda linha neste bate boca parlamentar.
A primeira surpresa foi saber que se estava a discutir uma matéria que tem estado nas bocas do mundo, poderíamos mesmo dizer, uma questão central da crise que, por estes dias nos enche a casa a partir das televisões, dos jornais, da rádio, da internet, eu sei lá!
Como compreender que quando se discutia a proposta apresentada pelo Governo PS, a mando dos grandes da UE, que autorizava o famigerado empréstimo à Grécia de dois mil milhões de euros, ou seja, que engajava o nosso país à estratégia do grande capital de entregar dinheiro ao governo grego, para pagar à banca os avultados empréstimos que teve que fazer, para tapar o buraco criado pelos apoios que deu, exactamente, à banca quando rebentou o escândalo da sua quase falência, por terem andado na jogatana e na especulação com o dinheiro que as pessoas lá foram colocando, como compreender (questionava eu) que Louçã não só tenha estado calado, como mesmo se tenha remetido, momentaneamente, a esse papel secundário?
Como entender que não tenha aproveitado para lembrar que estes empréstimos, não só não são para ajudar o povo grego, como têm como condição sine qua non do FMI e do directório europeu, a imposição, precisamente aos trabalhadores e ao povo grego, de mais e mais sacrifícios, de mais e mais dificuldades, que talvez se pudessem sintetizar, no roubo dos subsídios de férias e de Natal, ao mesmo tempo que isenta da mais pequena contribuição os responsáveis pela crise?
Como ajuizar que tenha ficado calado perante estas imposições, feitas pela Alemanha e pelos sacrossantos mercados, que, não são em nada diferentes das imposições que nos querem fazer a nós?
Só depois percebi que nada disso podia ser dito, pois o BE votou a favor, ao lado do PS e da direita. Afinal está de acordo com o tal empréstimo. Pelos vistos as suas concepções federalistas e o seu pendor social-democratizante falam mais alto. Louçã bem se esconde, mas não fica nada bem nesta fotografia.

O peso da crise...

PCP apresenta moção de censura ao Governo

No final de uma reunião do Comité Central, na sede do PCP em Lisboa, o líder comunista afirmou que esta iniciativa responde "ao alargado sentimento de protesto" e acompanha "a corrente de luta que desaguará na acção nacional da CGTP do próximo dia 29".

o carácter das pessoas ..a capacidade dos dirigentes

Os momentos de crise revelam não só a qualidade da governação de um país, como também o carácter das pessoas que a ocupam, bem como a capacidade dos dirigentes para responder aos problemas que se colocam a uma sociedade.
Esta crise poderia e deveria servir para inverter o caminho de declínio económico, de crescentes desigualdades sociais, de pessimismo sobre o nosso futuro colectivo e de perda de valores. Mas não é este o caminho que o Governo está a seguir.

Existem e exigem-se políticas alternativas

É possível e indispensável dinamizar o sector produtivo, fazer a reindustrialização do país e dar combate firme à economia paralela, à corrupção e à ilegalidade.
É preciso o crescimento dos salários e das pensões, para estimular a economia nacional interna, para promover o emprego e dar combate às políticas geradoras da pobreza.
É imperiosa uma resposta adequada às prioridades sociais, principalmente ao flagelo do desemprego, reforçando a protecção social.
É necessário o acesso universal aos serviços públicos e a sua melhoria.
É indispensável a melhoria da qualificação, incentivando a formação profissional e a investigação, num contexto geral de afirmação da qualidade de emprego.
É possível e necessário cortar desperdícios e gastos desnecessários.
É imperioso alargar a tributação das mais valias às SPGS e aos Fundos de Investimento. Suspender os benefícios fiscais em IRS, tributar os dividendos de capital em 30%, e tributar as grandes fortunas.
É possível e necessário aumentar as receitas do Estado, fazendo pagar quem não paga impostos, o que exige o combate à fraude e evasão fiscal e contributiva e a eliminação de benefícios fiscais socialmente injustos.
É preciso pôr fim aos offshores, implementar medidas de taxação fiscal sobre as transacções financeiras internacionais, regular seriamente o sistema financeiro e acelerar radicais mudanças no seu funcionamento.

Quem paga é o Povo

Antes da Grécia, a Europa e o FMI salvaram a Letónia.

Há um precedente caso como o da Grécia, é ele o da Letónia que beneficiou de um empréstimo do FMI e da UE em contrapartida de um plano de austeridade.

Resultado edificante: uma recessão de -26% ! Prometendo para a Grécia e Portugal...

Pequeno país báltico de 2,2 milhões de habitantes a Letónia de hoje tem o triste privilégio de ser frequentemente designado como um exemplo a não seguir. (...)

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