Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

24 de maio de 2010

A importância do protesto!

Veja o vídeo de Jerónimo de Sousa em entrevista à TSF sobre a recente moção de censura.
Leia aqui também o apelo ao protesto às medidas de austeridade.

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva avisou, esta segunda-feira, que não pode afastar a hipótese de uma nova greve geral e defendeu, «será pela mobilização das pessoas» que se impedirão medidas de «uma violência inaceitável». ouvir aqui

Não surpreende as declarações de Passos Coelho à TSF dizendo que espera que o cenário de greve geral não se venha a colocar.

Naturalmente estes privilegiados preferem que o cenário de crise se mantenha pois esta é favorável à expansão dos monopólios que assim se fortalecem através da "crise" (das crises) que tem também como principal objectivo retirar direitos aos mesmos de sempre.


Razão mais que suficiente para que realize uma forte mobilização a bem do sucesso da Manifestação organizada pela CGTP para o próximo 29 de Maio.

Em função e depois da respectiva análise, a possibilidade de agendar a curto prazo uma greve geral, será mais que evidente.

Só com o aumento da luta se pode fazer face às medidas de austeridade impostas pela direita (PS/D e CDS).

Não ao atropelo de direitos...

Saúde - Mais de 2.500 enfermeiros podem ser despedidos

Tendo em conta a falta já existente, não me parece que o interesse nacional passe pelo congelamento de novas admissões, muito menos por um despedimento em massa. (...)
Não há trabalhador que escape, é urgente unir todos os protestos.

23 de maio de 2010

"Quinteto Académico"

"Assim é mais difícil"

F. Amaral
Esta tendência que o Governo tem para no meio da tempestade querer à força dar boas notícias aos cidadãos, provavelmente como forma de os animar, não pode dar bom resultado.

«Dizer que os problemas que atravessamos não são nossos em especial, são os problemas do Euro e da Europa, ...  "Não é a altura para histórias cor-de-rosa."» (...)

***

O Sr.º Dr.º Ferreira do Amaral tem razão, assim é mais difícil.

Fundamentalmente depois dele ter sido o tal "ministro do betão" no governo do Snr Dr Prof. Silva, quando enterrou -literalmente-toneladas de €uros em alcatrão pelo pais fora, de forma a que os produtos de espanha -e não só- cá chegassem mais depressa, enquanto as pescas e agricultura nacionais eram obrigadas a deixar de produzir.

Tem razão o Sr Dr, assim é mais difícil, quando tutela a construção da Ponte Vasco da Gama, e depois de sair do governo vai para administrador da Lusoponte e estabelece com o ministro que o substituiu um contrato monopolista sobre a travessia do Tejo quase vitalício.

Assim é realmente mais difícil, mas já esgotei a minha capacidade de espanto com descaramento desta matilha.
HG

"O Engate de Judite de Sousa"

“O Povo saiu à rua”

O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de não me interessar por futebol, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres. 

O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser ateu, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.

O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.

O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos, retirando regalias e atira os trabalhadores para a miséria. O povo reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. 

Mas o Povo vai imprimir às reivindicações dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões.

Pobreza
Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta dinheiros públicos para altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. 

O Povo vai sair de novo à rua!
O povo vai reagir já no próximo dia 29, sábado, na grande marcha de protesto da CGTP. 
Contacta a União dos Sindicatos para te juntares aos que não se conformam...

" Santa aliança"

22 de maio de 2010

"Querem fazer da Grécia um tubo de ensaio"

Quinta greve geral realizada este ano paralisa o país. Mais de 20 mil manifestam-se em Atenas e denunciam que o plano de austeridade vai agravar o desemprego, que já está em 12%. No dia em que a Grécia realiza mais uma greve geral, Stathis Kouvélakis, professor grego de filosofia política, alerta para que este país é o elo mais fraco, porque o seu capitalismo é mais frágil, mas também destaca que é na Grécia que o nível de resistência social é maior.
Mais de 20 mil pessoas manifestaram-se esta quinta-feira diante do Parlamento grego em Atenas para protestar contra o plano de austeridade do governo, durante a quinta greve geral realizada este ano no país.

"Ladrões! Ladrões!", gritavam os manifestantes, (+)

Mas há alguma diferença?


O PSD advertiu ontem que o acordo com o Governo "tem um prazo de validade". Se não for cumprido, não terão medo "da ruptura"

Alterando a táctica a algum tempo a esta parte por ser cada vez mais difícil fazerem oposição ao Governo PS/Sócrates. O PSD continua assim a cumprir o papel que lhe está destinado pelo patronato.

Esta passou por exigirem que a politica de direita avance a maior velocidade... tornando-se o PSD ainda mais agressivo para que alguns se interroguem se Assis não terá razão quando afirma que no dia que se construir um governo de extrema direita o país verá a diferença entre as politicas sociais do PS e as politicas de direita do PSD/CDS.

Como se ainda ouve-se duvidas, que a actual governação, é, a mais reaccionária até hoje eleita democraticamente.

21 de maio de 2010

Artimanhas para fazer baixar os salários...

O governo ao serviço da sua classe, os capitalistas, aprova leis para reduzir mais e mais os salários de quem trabalha. 
Vejamos um exemplo concreto:

Abaixamento dos salários “emprego conveniente” 

Os trabalhadores com salários superiores as 650€ brutos vão ser penalizados, como? 

Anteriormente, um trabalhador que ficasse desempregado, recebia 65% do salário bruto. 

Com a nova lei recebe os 65% do salário bruto mas fica obrigado a aceitar um trabalho com um salário 10% acima dos 65%. 

Exemplo:

Um trabalhador que ganhe 1000€ e que vá para o desemprego recebe 65% de 1000€, isto é, 650€. É obrigado a aceitar trabalho com salário 10% acima dos 650€, isto é, 715€, deste valor vai descontar para a segurança social e todos os impostos obrigatórios. 

Aceita este emprego com um contrato de 1 ano, no final desse tempo volta para o subsídio de desemprego…vai passar a receber 65% dos 715€, isto é, 465€, fica obrigado a aceitar novo trabalho 10% acima do valor de 465€, isto é, 511,50€. 

Uma forma ardilosa de baixar os salários, reduzir o subsídio de desemprego e aumentar a exploração de quem trabalha. 

Não é com baixos salários e pensões de miséria que a economia cresce. 

Há que romper com esta política e lutar por uma política diferente. 

É necessário aumentar os salários, aumentar as reformas, melhorar as condições de vida do Povo português. 

O aumento do poder de compra é necessário para estimular a procura e de bens essenciais que podemos produzir em Portugal. Estimular a economia nacional, diminuir a dependência externa, consolidar a nossa sobrerannia.

"É preferível mandar o Governo abaixo"

O líder do PCP, que hoje apresenta(ou) uma moção de censura ao Governo no Parlamento, lembra que "é preferível mandar o Governo abaixo do que permitir que o Governo atire o país abaixo, como está a fazer".
José Sócrates tem usado o debate para acusar o PCP de "irresponsabilidade" e de estar a "brincar com coisas sérias". Uma crítica que Jerónimo não aceita, pedindo a Sócrates que não se coloque na posição do "ou eu ou o dilúvio", porque "o poder reside no povo e se este Governo for embora, o povo encontrará sempre uma alternativa". (...)

“O Patrioteiro”

A bem da nação o Sr. Saraiva (Presidente da CIP), pretende resolver a crise à custa dos mesmos do costume. 

Retirar o subsídio de férias e 13º mês aos trabalhadores e convertê-lo em certificados de aforro

O Sr. Saraiva e muitos Saraivas, que foram os culpados da situação a que Portugal chegou, podem prescindir dos seus subsídios de férias e de 13 º mês que nenhuma falta lhes faz. 

Estes subsídios são, para 98% dos trabalhadores portugueses, uma forma de fazer face aos encargos e compromissos que não conseguem cumprir com o salário normal

Pois bem, querem resolver a crise?
  • Aplique-se uma taxa de IRC ao sector financeiro igual ao das pequenas e médias empresas; 25%.
  • Fiscalize-se e acabe-se com a economia paralela que representa 25% do PIB. 
  • Criminalize-se as derrapagens nas obras públicas.
  • Acabe-se com os paraísos fiscais e aplique-se um imposto para os 35 mil milhões d euros que, nos últimos anos, desapareceram sem pagar imposto.
  • Tribute-se as mais-valias das SGPS, por onde passam grande parte dos lucros das empresas
  • Invista-se na produção nacional reforçando a nossa soberania e menor dependência do estrangeiro.
  • Aumente-se os salários e pensões como incentivo ao consumo interno, factor essencial para dinamizar a economia nacional. 
Não meus senhores, dessas medidas que nos apresentam, estamos fartos.
  • Há anos que nos pedem para apertarmos o cinto sem que a situação tenha melhorado.
  • Há anos que nos pedem sacrifícios com o pretexto de baixar o deficit e ele tem aumentado. 
É tempo de dizer basta. 
É tempo de parar com esta política que, à custa da crise, enriquece os que estão cada vez mais ricos e empobrece os que já vivem em extrema pobreza.

Salvem de facto as Crianças!

Segundo o relatório da organização Save The Children: em Angola, uma em cada cinco crianças não chega aos 5 anos. É altura de deixarmos de pactuar com estas políticas.
retirei aqui

Desemprego atingiu 10,6%

Ontem mesmo ficámos a saber que em Portugal o desemprego atingiu 10,6%, um novo máximo histórico.

É um escândalo que num momento em que o desemprego continua a subir e bem se argumente que as alterações mais restritivas das regras do subsídio de desemprego são para obrigar o regresso mais rápido dos desempregados ao mercado de trabalho, quando na verdade o que se visa é forçar a baixa dos salários, retirar direitos laborais e agravar a exploração.(...)

20 de maio de 2010

Então e os “offshores” ???

Caiu um manto de silêncio sobre a negociata dos ”offshores”, depois de uns tímidos lamúrios no início da crise do sistema financeiro. 
Só em 2009 foram € 40 mil milhões que “voaram” para esses “paraísos”, cuja correcta tributação seria suficiente para fazer face ao actual “deficit”. Então, porquê tal silêncio? Percebe-se melhor quando se verifica que a classe social envolvida neste tráfico, é a mesma que nos últimos 30 anos tem uma permanente “conta corrente” em aberto com o centrão, sugando diariamente o Sector Empresarial do Estado, mas sempre a rosnar contra os beneficiários de apoios sociais, com a intenção de poder dar mais uma dentada nesta fatia dos dinheiros públicos. 

Esta é a verdadeira natureza de classe destes parasitas, quantos deles membros dos vários governos, saltitando das cadeiras das administrações para os ministérios, e vice-versa, numa promiscuidade cúmplice que justifica este silêncio. 

É uma exigência democrática que esta gente seja desmascarada, que preste contas à justiça e devolva ao povo o que tem andado a roubar até agora. Então sim, talvez apareça a tal luz ao fundo do túnel.
H.G.

a minha flor (3)

A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal!

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
  • Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
  • Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid. 
  • Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia. 
  • Construir 5 pontes para travessia do Tejo. 
  • Construir 3 aeroportos como o de Alcochete. 
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4850 carrinhas de transporte de valores!

Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa. 

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971€!

E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!

Quem é o maior responsável, pela passividade, pelo consentimento, pela incompetência?

Este "cromo" vai ter o salário aumentado em cerca de 4000€ em 2010.
via e-mail

Estou de olho em ti...

19 de maio de 2010

As desculpas do bloco...

Recentemente, aquando da aprovação do empréstimo à Grécia, Francisco Louçã não quis ficar na fotografia como por certo interessava, pois o seu partido encostava-se ao PS e à Direita para cederem o empréstimo que o povo grego "terá" que pagar, e bem caro, as medidas de austeridade impostas pelo governo grego.

Este empréstimo, contou com o único voto contra pela parte do grupo parlamentar do PCP. É este mesmo partido que apresenta agora a moção de censura ao governo.

O estranho (digo eu), é, o Bloco votar favoravelmente a moção de censura. Será isto também um pedido de desculpas aos portugueses?

Sempre os mesmos, até quando?

Pobres dos nossos ricos - Mia Couto - Poeta Moçambicano

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

Carta de Mário de Carvalho

Caros senhores párocos,

Antes de falarmos de vossas paternidades, permitam-me uma fugaz divagação sobre taxistas.

Ainda não há muito, a propósito duns atropelos algo indecorosos que ocorriam no aeroporto de Lisboa, não poucos cidadãos manifestaram nos jornais uma forte desconfiança na classe.

De imediato um jovem veio responder com indignação que era filho de taxista e que o pai, numa vida inteira de trabalho, sempre procedera como homem íntegro e impoluto.

O jovem tinha razão ao não querer um homem de bem misturado com a mexerufada mais ou menos carroceira que indispunha os colaboradores e leitores dos jornais.

Eu penso que, ao dirigir-me a vossas senhorias, não corro o risco de que venha um filho desagravar o pai, e, se vier, pois tudo é possível nestas desajustadas eras, sempre protestarei que não me refiro aos párocos honrados, cumpridores do seu mester, respeitadores da constituição e da lei, repesos das malfeitorias contra Hipácia e Galileu, leitores de romances, informados do mundo, preocupados com as suas ovelhas, horrorizados com as memórias do Santo Ofício, para resgate do qual pedem perdão à divindade todas as

O homem dos sapatos vermelhos e a família Silva


"Marcou-me imenso, a família nunca irá esquecer este momento"


Sinceramente, depois de assistir ao vídeo... vómitos.

«A Moção de censura é uma "manobra de diversão"»

Ana Catarina Mendes em representação do PS diz que uma moção de censura não é apenas uma forma de «fazer um protesto», mas uma maneira de «derrubar o Governo», - mas é mesmo isso que é preciso, derrubar, mandar para rua. Acrescenta que o momento actual «é particularmente difícil» a nível económico e «exige sensatez e responsabilidade» - exactamente, sensatez e responsabilidade para não deixar o país cair no precipício, é preciso criar postos de trabalho, cultivando a terra abandonada, voltarmos ao mar e podermos pescar o que nos pertence, dar trabalho a milhares que se vêm impedidos de o fazer, no fundo, fazer crescer o país por dentro.

A socialista encarou esta atitude do PCP como uma «manobra de diversão» e defendeu que Portugal «não pode viver em instabilidade», sobretudo numa altura em que é preciso pôr de parte «divergências». - Quando falamos de portugal, falamos de pessoas e essas o que têm: Instabilidade, é preciso acabar com ela de uma vez por todas e isso implica romper com a politica de direita. O PS/PSD com ou sem CDS é que colocaram o país na actual situação e as medidas que defendem é para que tudo continue na mesma. Chega, deixem-nos trabalhar.:

Quanto ganhas?... "Só!? pobre diabo!"...

18 de maio de 2010

" Os dez Mandamentos"


I – Não comprarás os Representantes do Povo
Resgatar a dimensão pública do Estado:

II – Não Farás Contas erradas
As contas têm de refletir os objetivos que visamos.

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria
Algumas coisas não podem faltar a ninguém

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão
Universalizar a garantia do emprego é viável

V – Não Trabalharás Mais de Quarenta Horas
Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes na vida.

VI – Não Viverás para o Dinheiro
A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do bom senso.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros
Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é
viável

VIII – Não Tributarás Boas Iniciativas
A filosofia do imposto, de quem se cobra, e a quem se aloca, precisa ser revista.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento
Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo
Democratizar a comunicação tornou-se essencial.
Ler mais aqui

17 de maio de 2010

Louçã bem se esconde, mas não lhe fica nada bem...

Na passada sexta-feira (7/5), não vi Francisco Louçã na primeira fila do Parlamento. E eu, que já aqui assinalei o seu estatuto de omnipresente líder do BE, pus-me a pensar o que se teria passado para se ter remetido, assim, a uma discreta segunda linha neste bate boca parlamentar.
A primeira surpresa foi saber que se estava a discutir uma matéria que tem estado nas bocas do mundo, poderíamos mesmo dizer, uma questão central da crise que, por estes dias nos enche a casa a partir das televisões, dos jornais, da rádio, da internet, eu sei lá!
Como compreender que quando se discutia a proposta apresentada pelo Governo PS, a mando dos grandes da UE, que autorizava o famigerado empréstimo à Grécia de dois mil milhões de euros, ou seja, que engajava o nosso país à estratégia do grande capital de entregar dinheiro ao governo grego, para pagar à banca os avultados empréstimos que teve que fazer, para tapar o buraco criado pelos apoios que deu, exactamente, à banca quando rebentou o escândalo da sua quase falência, por terem andado na jogatana e na especulação com o dinheiro que as pessoas lá foram colocando, como compreender (questionava eu) que Louçã não só tenha estado calado, como mesmo se tenha remetido, momentaneamente, a esse papel secundário?
Como entender que não tenha aproveitado para lembrar que estes empréstimos, não só não são para ajudar o povo grego, como têm como condição sine qua non do FMI e do directório europeu, a imposição, precisamente aos trabalhadores e ao povo grego, de mais e mais sacrifícios, de mais e mais dificuldades, que talvez se pudessem sintetizar, no roubo dos subsídios de férias e de Natal, ao mesmo tempo que isenta da mais pequena contribuição os responsáveis pela crise?
Como ajuizar que tenha ficado calado perante estas imposições, feitas pela Alemanha e pelos sacrossantos mercados, que, não são em nada diferentes das imposições que nos querem fazer a nós?
Só depois percebi que nada disso podia ser dito, pois o BE votou a favor, ao lado do PS e da direita. Afinal está de acordo com o tal empréstimo. Pelos vistos as suas concepções federalistas e o seu pendor social-democratizante falam mais alto. Louçã bem se esconde, mas não fica nada bem nesta fotografia.

O peso da crise...

PCP apresenta moção de censura ao Governo

No final de uma reunião do Comité Central, na sede do PCP em Lisboa, o líder comunista afirmou que esta iniciativa responde "ao alargado sentimento de protesto" e acompanha "a corrente de luta que desaguará na acção nacional da CGTP do próximo dia 29".

o carácter das pessoas ..a capacidade dos dirigentes

Os momentos de crise revelam não só a qualidade da governação de um país, como também o carácter das pessoas que a ocupam, bem como a capacidade dos dirigentes para responder aos problemas que se colocam a uma sociedade.
Esta crise poderia e deveria servir para inverter o caminho de declínio económico, de crescentes desigualdades sociais, de pessimismo sobre o nosso futuro colectivo e de perda de valores. Mas não é este o caminho que o Governo está a seguir.

Existem e exigem-se políticas alternativas

É possível e indispensável dinamizar o sector produtivo, fazer a reindustrialização do país e dar combate firme à economia paralela, à corrupção e à ilegalidade.
É preciso o crescimento dos salários e das pensões, para estimular a economia nacional interna, para promover o emprego e dar combate às políticas geradoras da pobreza.
É imperiosa uma resposta adequada às prioridades sociais, principalmente ao flagelo do desemprego, reforçando a protecção social.
É necessário o acesso universal aos serviços públicos e a sua melhoria.
É indispensável a melhoria da qualificação, incentivando a formação profissional e a investigação, num contexto geral de afirmação da qualidade de emprego.
É possível e necessário cortar desperdícios e gastos desnecessários.
É imperioso alargar a tributação das mais valias às SPGS e aos Fundos de Investimento. Suspender os benefícios fiscais em IRS, tributar os dividendos de capital em 30%, e tributar as grandes fortunas.
É possível e necessário aumentar as receitas do Estado, fazendo pagar quem não paga impostos, o que exige o combate à fraude e evasão fiscal e contributiva e a eliminação de benefícios fiscais socialmente injustos.
É preciso pôr fim aos offshores, implementar medidas de taxação fiscal sobre as transacções financeiras internacionais, regular seriamente o sistema financeiro e acelerar radicais mudanças no seu funcionamento.

Quem paga é o Povo

Antes da Grécia, a Europa e o FMI salvaram a Letónia.

Há um precedente caso como o da Grécia, é ele o da Letónia que beneficiou de um empréstimo do FMI e da UE em contrapartida de um plano de austeridade.

Resultado edificante: uma recessão de -26% ! Prometendo para a Grécia e Portugal...

Pequeno país báltico de 2,2 milhões de habitantes a Letónia de hoje tem o triste privilégio de ser frequentemente designado como um exemplo a não seguir. (...)

Recomenda-se tb:

EUA - É assim o privado... Lucro, lucro, lucroooooo

«Tolerâncias»

Se Portugal está assim tão necessitado de «poupar», como pode o primeiro-ministro atirar à rua esta enxurrada de milhões, exactamente os que se perdem – ou deixam de se produzir - nas «tolerâncias de ponto»?
Se essa «urgência de poupar» justifica este novo e selvático assalto do Governo aos salários, pensões e nível de vida dos portugueses, como é que não impôs ao primeiro-ministro a «indispensabilidade» de não desperdiçar fortunas do erário público com «tolerâncias de ponto» que, se não são inexplicáveis, serão pelo menos claramente dispensáveis?

Anote-se a rasteirice do primeiro-ministro a publicitar medidas político-económicas gravosas a coberto da visita papal que, entretanto, lisonjeara à custa do Orçamento.
É um retrato a corpo inteiro de José Sócrates: um homem que esbanja balúrdios do erário público a promover uma festa, para nela anunciar aumentos de impostos e cortes salariais em nome da «austeridade».(+)

16 de maio de 2010

Os efeitos do "agente laranja" (2/2)

Durante a Guerra do Vietnã (1964-1975), Washington e seus aliados despejaram 83 milhões de litros de herbicidas altamente tóxicos sobre centenas de milhares de hectares do Sudeste Asiático, a maioria no Vietnã, mas também no Laos e no Camboja. Os aviões norte-americanos arrasaram até 25% das florestas do país com um desfolhante conhecido como agente laranja.
artigo retirado algures aqui

Empresas cotadas lucram 962 milhões.

Os resultados das 20 principais empresas da bolsa de Lisboa cresceram 6% no primeiro trimestre, ou seja +58,5 milhões que em 2009. (...)
O lucro das empresas é, directamente proporcional à exploração. Não se devendo a mérito próprio, mas sim a congelamento de salários, despedimentos, ou seja, o mesmo trabalho com menos trabalhadores e, mais desempregados. Factor, também importante é, a sua capacidade de influência sobre o poder politico-governativo para que, este continue a ser o rosto das medidas impostas pelo, grande capital.

A mim não me falta trabalho...

Privatizações, um atentado ao interesse nacional

Um dos argumentos mais recorrente do ministro Teixeira dos Santos é o de que as privatizações «reforçam a competitividade da economia e são um factor de progresso». Asseverou que são um indutor de «inovação, melhoria tecnológica e maior eficiência no funcionamento das empresas e dos mercados».

A resposta a esta tese/argumento é muito bem dada por Bernardino Soares, que viu nela «a velha linha segundo a qual o que é público é incompetente e o que é privado é eficiente».
«Ora como é o senhor e o seu Governo a nomear os gestores das empresas públicas, então, talvez o incompetente aqui seja o Governo, ou talvez até o façam de propósito para degradar as empresas públicas e assim justificarem a sua privatização» (...)

Os efeitos do "agente laranja" (1/2)

O químico desfolhante conhecido como "agente laranja" foi usado pela força aérea dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã sob o pretexto de fazer cair a vegetação e eliminar a proteção natural que servia de abrigo para os combatentes Vietcongs e norte-vietnamitas. No entanto, o efeito mais duradouro do herbicida seria muito mais cruel: por intoxicação, pessoas nasceram deformadas e muitas outras sofreram ferimentos graves - inclusive soldados norte-americanos.

15 de maio de 2010

Manso EU?

Louçã só conseguiu descortinar 3 mentiras.


O líder do Bloco de Esquerda acusou hoje o PS de ter dito três mentiras aos portugueses durante a campanha eleitoral: sobre os impostos, plano de obras públicas e privatizações. 

Este governo do PS/Sócrates, agora PS/Sócrates/PSD/Passos Coelho, não têm feito outra coisa senão mentir ao Povo português. 

Louçã, disfarça mal e, para não ficar calado lá descobriu agora 3 mentiras do PS na campanha eleitoral. 

Este é o mesmo Louçã que recentemente se colocou ao lado do PS, PSD e CDS na autorização ao governo para “conceder empréstimos, realizar outras operações de crédito activas a estados membros da zona euro e prestar garantias pessoais do Estado a operações que visem o financiamento desses estados”. 

Este é o Louçã que, numa atitude irresponsável e precipitada, incentivou, desde o inicio, a candidatura de Manuel Alegre a presidente da República. 

O Manuel Alegre que diz "não aplaude mas diz compreender o plano de austeridade aprovado pelo governo".
E esta????

Sacrifícios

Enquanto os países "pequenos" como Portugal são sujeitos a medidas de austeridade, provando-se assim que nada nos valeu aderir a CEE, os países ricos, que nunca nos deixaram de olhar por cima, não estão abertos a ceder-nos nada muito menos a dar-nos qualquer ajuda "fecham as portas à exportação portuguesa" olhando cada vez mais para o seu umbigo, incentivando a procura interna, medida que vai originar ainda mais o nosso isolamento e a dificuldade de pagar qualquer divida externa, reduzir défice, etc.
A culpa não pode morrer solteira. Há que penalizar os que mentem, procuram mostrar-se diferentes mas nas questões de fundo estão sempre de acordo.

Quando se trata de “roubar” os que nada têm, de penalizar os que trabalham, de extorquir as miseráveis reformas aos que gastaram as suas forças a trabalhar, aí entendem-se perfeitamente.

A prova-lo está o casamento entre PS e PSD para imporem mais sacrifícios ao Povo português.

De nada lhes serve pedirem desculpas e apelarem ao sacrifício de todos para bem de Portugal.

Manuel Alegre, por seu turno, não lhes fica atrás dizendo que "não aplaude mas diz compreender o plano de austeridade aprovado pelo governo".

Mário Soares, chamado o pai da democracia, vem defender o governo e esta coligação PS/PSD (percebe-se perfeitamente os rasgados elogios a Passos Coelho) e ainda tem o 
desplante de se orgulhar de nos ter roubado o 13º mês, nessa altura também com o argumento de salvar o País.

A verdade é que nos últimos 33 anos têm sido sempre os mesmos a governar, os mesmos a lucrar e os mesmos a fazer sacrifícios.

Euskal Herria (4) (fim de série)

SDF vs harry roselmack (trecho de programa TV sobre sem abrigos)

Homens e mulheres que vivem nestas tendas pelo meio Christophe, arquitecto industrial que à 1 ano ganhava mais de 2000€ depois de Novembro vive na rua...

"a crise sempre vai servindo para tudo e as soluções vão-se adiando"

Euskal Herria (4)

Não se podemos distrair porque eles não dormem...

Enquanto se saboreia a vitória do Benfica se assiste à missa presidida pelo Papa de sapatinho vermelho ofertando a rosa em ouro a Nª Senhora metem a mão no bolso dos Portugueses com a subida de impostos.
O Presidente da República continua entretido com a campanha aproveitando para nada dizer em relação aquilo que mais afecta os Portugueses, como quem diz que tudo se resolve com mais imposto menos imposto.
Depois do trabalho feito aproveitam a ponte para um belo fim de semana.
O caminho é a Luta!
Dia 29 Maio Manif em Lisboa contra o PEC

Euskal Herria (3)

14 de maio de 2010

Paternidades

Paternidades
O anunciado roubo de parte do subsídio do Natal aos trabalhadores e aos reformados e pensionistas – na sequência de um sem número de medidas de igual sentido que o Governo PS/Sócrates tem vindo a perpetrar – é bem o exemplo da natureza de classe evidenciada pela política de direita ao longo dos seus longos 34 anos de existência.

Essa natureza de classe - presente em todos os governos dos três partidos pais dessa política – expressa-se ao sabor de um esquema de grande simplicidade: os trabalhadores, o povo e o País são, sempre, o alvo a flagelar; o grande capital é, sempre, o alvo a favorecer.

O anúncio dessas medidas de classe conta, sempre e desde logo, com o aplauso entusiástico dos propagandistas de serviço à política de direita – os quais, como se sabe, ocupam a quase totalidade do espaço de «opinião» dos média dominantes.

Assim aconteceu neste caso do anúncio do roubo do subsídio de Natal: os propagandistas apressaram-se a concluir que sim senhor, essa é a forma mais fácil, expedita e rápida de resolver o problema do défice e de cumprir a ordem da senhora Merkel e dos restantes patrões da União Europeia, ou seja, o roubo é a solução.

Mário Soares, que ocupa lugar destacado nessa acção propagandística, e que alia a essa tarefa a função complementar de defensor maior, em Portugal, do capitalismo (democrático, é claro...), saltou a terreiro em defesa do roubo, como lhe competia, e aproveitou para lembrar (antes que lho lembrassem), que também ele, quando foi primeiro-ministro, roubou parte do subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses.

É claro que, assumindo a paternidade do roubo, Soaresdemonstrou igualmente o conteúdo democrático do acto praticado.

Tratou-se, Soares o diz, de um roubo não apenas democráticomas essencialmente salvador da pátria, de acordo, obviamente, com os conceitos de democracia e de pátria do autor do roubo – que é, por isso mesmo e como estamos fartos de ouvir dizer, o «pai da democracia».

E que é, como estamos fartos de saber e de sofrer, o pai da contra-revolução e da política de direita - paternidade esta inequívoca e abundantemente confirmada pelo ADN do progenitor e da cria. (...)