Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

28 de maio de 2010

O pescador e o banqueiro

Um banqueiro de investimentos americano estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um único pescador. Dentro do barco, havia vários atuns amarelos de bom tamanho. O americano elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe:

- Quanto tempo gastou a pescá-los?

O pescador respondeu que pouco tempo.

O americano perguntou-lhe logo:

- Porque não gasta mais tempo e tira mais pescado?

27 de maio de 2010

Siempre!

29 de Maio

Na Grécia, onde os trabalhadores e as massas populares vêm desenvolvendo uma magnífica e determinada resistência contra as «medidas de austeridade» do governo e da sr.ª Merkel, foi desencadeada uma tentativa de ilegalização da central sindical PAME. As suas acções são objecto da violência policial. Activistas seus - operários, trabalhadores dos casinos, professores, marinheiros do Pireu - são alvo de processos de despedimento.

No nosso país, a repressão e tentativa de limitação dos direitos dos trabalhadores aprofundou-se a cada avanço da política de direita: perseguição a dirigentes, delegados e activistas sindicais; negação do direito de reunião e de esclarecimento; agressão a piquetes de greve; processos de despedimento aos trabalhadores mais activos e conscientes; trabalho de organização em tantos casos remetido para condições de clandestinidade.
Tais acções não são sinal de força. São sinal do profundo temor do grande capital perante o recrudescimento da luta dos trabalhadores.

Há dias, Mário Soares saudava o facto de as «medidas de austeridade» do PS/PSD terem sido anunciadas «sem ocorrerem graves revoltas ou actos desesperados de violência». Nem mais. O idoso intriguista lá sabe o calibre das «medidas». Mas está muito enganado nas suas expectativas acerca da resistência que vão encontrar. Não será certamente em actos desesperados que os trabalhadores responderão a estas medidas e a esta política. E responderão à altura.

Bem podemos recordar a todos os porta-vozes do grande capital aquilo que Marx e Engels já assinalavam no Manifesto: «O movimento proletário é o movimento autónomo da maioria imensa no interesse da maioria imensa». As medidas que o grande capital preconiza não são mais do que a imposição a essa maioria imensa dos interesses de uma insignificante minoria e da corte dos seus serventuários.

No próximo dia 29 de Maio sairá à rua uma fortíssima representação dessa maioria imensa.

Compreende-se a apreensão daquela meia dúzia a quem a política de direita tem enchido largamente os bolsos.

Salário Mínimo

Para que não se esqueça, porque vale a pena recordar, sobretudo nesta altura...

Faz hoje 36 anos que foi criado pela primeira vez o salário mínimo em Portugal.

Em 2009 a TSF (ver aqui) assinalava que o salário mínimo valia menos que em 1974 (3.300$ / 16,50€), e na altura beneficiou 50% da população activa. Consulte aqui a tabela da sua evolução.

Avelino Gonçalves
Ministro do Trabalho da altura. 

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nota: este artigo tem como objectivo rectificar o anterior.
+ 1 X peço desculpa

Ordenado Mínimo


Para que não se esqueça, porque vale a pena recordar, sobretudo nesta altura...

Faz hoje 36 anos que foi criado pela primeira vez o salário mínimo em Portugal.

Em 2009 a TSF (ver aqui) assinalava que o salário mínimo valia menos que em 1974 (3.300$ / 16,50€), e na altura beneficiou 50% da população activa.

O Primeiro-Ministro Vasco Gonçalves o grande impulsionador desta lei.

A criação do subsídio de férias também são da autoria do seu governo.

A propaganda nunca apagará os factos.

nota: ver artigo seguinte, que rectifica este.

Eles nem dormem, é umas atrás das outras...

A medida que permitia acesso ao subsídio com menos tempo de descontos foi extinta.

Subsídio de desemprego volta a exigir mais três meses de trabalho (...)

Para entender a crise financeira...

Humor

Porque não te calas!

A ministra do Trabalho, Helena André pediu, esta terça-feira, para que os portugueses «dêem as mãos» num esforço para lutar contra a crise. Em resposta à ameaça da CGTP de convocar uma greve geral, Helena André sublinhou que, nesta altura, só com «o empenho de todos» será possível ultrapassar as dificuldades. ouvir aqui

Dêem as mãos e fiquem em casa. Não se manifestem, sejam solidários com a direita reaccionária. Paguem a factura da crise, é esta a solução que a ex-sindicalista da UGT, agora ministra do trabalho defende para assegurar o tacho e os lucros do dono.

Vai dar uma volta ao bilhar grande, e todos à Manifestação!

26 de maio de 2010

A tendência da servidão

por BAPTISTA-BASTOS
Imagem dos autores
O Público, cuja prudência na afirmação é correlativa à recusa da metáfora, colocou na primeira página de 23 de Maio, entalada entre Mourinho e a conclusão da série de televisão Perdidos, uma acusação terrível: "As causas que amarram a economia ao marasmo. Um problema que começou com Cavaco e com Guterres." O distinto periódico não só se distraiu no cacófato como acordou um pouco tarde para uma evidência conhecida há duas décadas. 

O dr. Cavaco encheu o País de betão inútil. Recebeu oceanos de dinheiro para resolver dificuldades essenciais (repito: essenciais) e deu um tratamento uniforme aos problemas relativos ao desenvolvimento. Confundiu tudo. É um dos maiores embustes políticos de que há memória. O eng.º Guterres fez o percurso de interpretação clássica: o mal está na educação. Era a sua paixão ardorosa e a apoquentação da sua alma repleta de piedosas referências. O Cavaleiro de Oliveira escreveu que vivíamos numa "fermosa estrivaria." Guterres, num "pântano". Fugiu e escancarou as portas à direita mais abstrusa.
Ler mais aqui

A droga dos EUA...

Não, não é ironia. É a realidade nua e crua que nos entra pelos olhos, através de notícias laterais.

Todos nós já ouvimos falar da Jamaica, país das Caraíbas, pátria de Usain Bolt, actualmente considerado o atleta mais rápido do mundo, e onde diariamente aterram milhares de cidadãos americanos para usufruírem daquele chamado “paraíso tropical”.
Pois bem, ficámos agora a saber, por notícias de “rodapé”, que num determinado bairro estalou uma quase guerra civil – as notícias apontam 30 mortes, só hoje – porque a polícia tenta cumprir um mandato de prisão de um chefe do narcotráfico jamaicano, para o extraditar para os EUA. Os habitantes do bairro revoltaram-se, porque o homem é o benfeitor lá do sítio, quem ajuda aquela gente nas suas carências…

Isto passa-se num “paraíso tropical”, considerado uma extensão dos EUA? – O Estado não exerce a sua gestão sobre o território nacional, abrangendo toda a sua população? Afinal, se nem ali os EUA conseguem controlar o negócio da droga, para que querem 7 (sete) bases militares na Colômbia???

Por vezes, uma pequena notícia é mais elucidativa do que vários programas com o Nuno Rogeiro…
HG

25 de maio de 2010

Sabe como capturar porcos selvagens?

Um dia um professor de Química de um grande colégio, enquanto a turma estava no laboratório, notou que um jovem coçava continuamente as costas e esticava-se como se elas doessem.

Ao ser questionado, o aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado quando lutava contra os Fascistas do seu país, que estavam tentando derrubar o governo e instalar um novo regime, um“outro mundo possível ”.

No meio do relato ele olhou para o professor e perguntou:
O senhor Professor sabe como se capturam os porcos selvagens?
Não, respondeu o professor.
  • Capturam-se os porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e lançando algum milho no chão.
  • Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito.
  • Quando eles se acostumam a vir todos os dias, coloca-se uma cerca. Mas só de um lado do lugar onde eles se acostumaram a vir.
  • Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam para comer o milho e coloca-se, do outro lado, uma nova cerca.
  • Mais uma vez eles se acostumam e voltam para comer.
  • Continua-se assim, até colocar os quatro lados da cerca em volta deles, com uma porta no último lado.
  • Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas e continuam a vir.
  • Então, fecha-se a porta e captura-se o grupo inteiro. E assim, em pouco tempo, os porcos perdem a sua liberdade.
  • Eles ficam correndo e dando voltas dentro das cercas, mas logo voltam a comer o milho fácil e gratuito. E ficam tão acostumados a ele, que esquecem como caçar na floresta por si próprios. E por isso, aceitam a servidão.

O jovem, então, disse ao professor que era isso o que ele via acontecer ao seu país.

O governo ficava empurrando o povo para o Capitalismo e espalhando o milho gratuito, na forma de:
  • sopa aos excluídos, para conter revolta;
  • programas de televisão manipuladores;
  • futebol como um bem social;
  • justiça com duas caras ( ricos e pobres);
  • impostos variados sobre os mais humildes;
  • estatutos de proteção banqueiros e políticos;
  • reformas de muitos milhares para os seus;
  • programas falsos de bem-estar social;
  • medicina e medicamentos para quem dinheiro.

Sempre e sempre novas leis de acordo com os que dominam.

Tudo a custo da perda contínua da liberdade.

Migalha a migalha.
Já faz algum tempo que o milho está sendo lançado; as cercas estão sendo colocadas aos poucos; imperceptívelmente.

E quando menos se espera... TRANCAM A PORTA!

adaptado de um e-mail - HG

" As lebres"

Vem o Sr. Saraiva (Presidente da CIP) e faz de “lebre” apelando à redução (ainda mais) dos salários dos trabalhadores.
Logo o Sr. Passos Coelho se prontifica a alterar a legislação laboral no sentido de tornar os empregos cada vez mais precários, despedir a torto e direito e permitir salários de miséria.

O Constâncio e o seu substituto, no Banco de Portugal, fazem de “lebre” dizendo que são necessários mais sacrifícios, redução de salários - dos outros, porque o deles é intocável -, cortes nas despesas sociais, etc.

Logo o Governo do Sr. Sócrates, aplaude e faz leis para roubar aos que trabalham o pouco que têm.

O Sr. Passos Coelho, faz de “lebre”, apelando ao entendimento para alterar a Constituição da República, no sentido de permitir a livre escolha dos cidadãos. Isto é, eliminar o Serviço Público geral e gratuito – Serviço Nacional de Saúde, ensino público, diversos serviços que devem responsabilidade do Estado, para depois ficarem com a “liberdade”de escolherem os serviços privados.

Logo o Sr. Sócrates, fingindo ter divergências nestas matérias, aplaude mas quer alterações só depois das presidenciais.

Já todos sabemos o que é isso da “ livre escolha”: Acabaram com os transportes públicos e entregaram-nos aos privados: os transportes não pararam de aumentar e, em muitos locais a “ livres escolha, do Povo é recorrer aos serviços de táxi ou aos transportes particulares; a “ livre escolha” nos combustíveis resultou num aumento constante dos mesmos e com grandes lucros para o grande capital; a “ livre escolha” no ensino representa lucros, fraudes, cursos sem saídas profissionais para os que optam por esta “ livre escolha”; a “livre escolha” na comunicação social representa ter mais do mesmo e grande concentração deste sector nas mãos de grandes grupos para manipularem a consciência colectiva.

Não meus senhores, não precisamos dessas “ livres escolhas”. Precisamos sim de esclarecer, mobilizar para a luta mais e mais gente, para que haja condições para pôr fim ao vosso reinado majestático e podermos escolher livremente os nossos representantes, honestos, competentes e dedicados às causas dos trabalhadores.

"O Demagogo Chefe da Policia"

Ministro Rui Pereira 'baralha' aumentos na PSP
Os polícias estão indignados com o anúncio "demagógico" do ministro e acusam-no de querer desmobilizar a manifestação.

Afinal é falso o "contraciclo" com a restante administração pública, anunciado pelo ministro da Administração Interna, segundo o qual os polícias iam ter um aumento de 1,5%, além de outras subidas em suplementos. Segundo os sindicatos, o dito aumento - que não é sequer na massa salarial, mas na atribuição de um suplemento - representa cerca de 11 euros de média e não cobre, sequer a perda no ordenado (entre 20 a 25 euros) dos polícias que resultou do novo estatuto, que alterou a atribuição de subsídios. (...)

Vamos pagar imposto?!

JÁ CONTRIBUI COM TUDO O QUE TINHA PARA ATENUAR A CRISE,

AGORA ACUSAM-ME DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA...

Não vale a pena?!

Não sei se esta expressão tem origem nas penas de escrever, antepassadas da canetas, das esferográficas e por fim das teclas e dos ecrãs tácteis, se quiser dizer que o assunto não vale a pena que se usa para escrever sobre ele ou se, pelo contrário, se refere à pena como desgosto, mágoa e preocupação que se carrega, da mesma forma que as aves as carregam as penas cravadas no seu corpo, independentemente do significado mais correcto “Não vale a pena!” é usado para (...)
Ana Camarra

Durão Barroso acusa Alemanha...


Este passarão, ultimamente, anda com um grande “sentido de humor”.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acusou em entrevista os principais líderes políticos alemães de defender pouco o euro, sobretudo quando o país foi um dos que mais ganhou com a moeda única. 

"Nos últimos anos, não houve vozes importantes na política alemã para explicar à opinião pública o quão importante foi para a Alemanha o euro ", disse Durão Barroso…

Ó Sr. Presidente, então, que anda V. Excelência a fazer por essas bandas? 

Só agora é que descobriu o que tem sido evidente para toda a gente? 

Não é a Alemanha uma das grandes potenciam capitalistas que mandam na U. Europeia? 

Entregue isso aos alemães e venha para Portugal comer espinhas de cherne, porque o desgraçado do peixe já não pode ser pescado, desde que o Sr. E seu patrão Cavaco acabaram com as nossas pescas. 

Durão Barroso diz que Europa e América Latina devem aprender com os erros do passado.

Ora... Considerando que, um dos erros do passado foi teres sido o 1º Ministro em Portugal e depois teres-te pirado pra Bruxelas, nós já aprendemos que, o melhor é regressares a casa: Volta parasita, que o mata-moscas está cá!!!
Tofes

Brisa vai acabar com operadores nas portagens...

... propondo a rescisão de trabalhadores.
A Brisa irá substituir portageiros por máquinas automáticas, a partir de Junho, no pagamento de portagens, adianta o Jornal de Negócios. A empresa explica que esta alteração vai ser gradual e terá lugar em todas as auto-estradas de Portugal.

A concessionária de Vasco Mello adverte ainda que vai começar com rescisões voluntárias dos contratos de trabalho com os actuais 1 280 trabalhadores.

A implementação duns pauzinhos que levantam ao fazermos os pagamentos já decorreu na A17 (com 24 máquinas de pagamento automático) e encontra-se em curso na A15, com 14 máquinas a serem instaladas.

Mais 1280 trabalhadores para o desemprego.

- Ainda na semana passada, ao passar na portagem de Sacavém, perguntei à senhora que me cobrou a portagem: Por aqui? e porque não, respondeu ela. É que lá para trás já não há ninguém a cobrar portagens. Pois, já ouvi dizer, vamos todos para o desemprego, lastimou-se a senhora.

- Olhe, vai haver uma manifestação dia 29 de Maio contra todas estas injustiças, espero vê-la por lá.

- Lá estarei!
Tofes

24 de maio de 2010

Privatização da GALP

As privatizações têm significado a perca de milhões por parte do estado em beneficio de canalhas...
Implicando (à posterior) a exigência de cada vez mais sacrifícios ao zé povinho.

A importância do protesto!

Veja o vídeo de Jerónimo de Sousa em entrevista à TSF sobre a recente moção de censura.
Leia aqui também o apelo ao protesto às medidas de austeridade.

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva avisou, esta segunda-feira, que não pode afastar a hipótese de uma nova greve geral e defendeu, «será pela mobilização das pessoas» que se impedirão medidas de «uma violência inaceitável». ouvir aqui

Não surpreende as declarações de Passos Coelho à TSF dizendo que espera que o cenário de greve geral não se venha a colocar.

Naturalmente estes privilegiados preferem que o cenário de crise se mantenha pois esta é favorável à expansão dos monopólios que assim se fortalecem através da "crise" (das crises) que tem também como principal objectivo retirar direitos aos mesmos de sempre.


Razão mais que suficiente para que realize uma forte mobilização a bem do sucesso da Manifestação organizada pela CGTP para o próximo 29 de Maio.

Em função e depois da respectiva análise, a possibilidade de agendar a curto prazo uma greve geral, será mais que evidente.

Só com o aumento da luta se pode fazer face às medidas de austeridade impostas pela direita (PS/D e CDS).

Não ao atropelo de direitos...

Saúde - Mais de 2.500 enfermeiros podem ser despedidos

Tendo em conta a falta já existente, não me parece que o interesse nacional passe pelo congelamento de novas admissões, muito menos por um despedimento em massa. (...)
Não há trabalhador que escape, é urgente unir todos os protestos.

23 de maio de 2010

"Quinteto Académico"

"Assim é mais difícil"

F. Amaral
Esta tendência que o Governo tem para no meio da tempestade querer à força dar boas notícias aos cidadãos, provavelmente como forma de os animar, não pode dar bom resultado.

«Dizer que os problemas que atravessamos não são nossos em especial, são os problemas do Euro e da Europa, ...  "Não é a altura para histórias cor-de-rosa."» (...)

***

O Sr.º Dr.º Ferreira do Amaral tem razão, assim é mais difícil.

Fundamentalmente depois dele ter sido o tal "ministro do betão" no governo do Snr Dr Prof. Silva, quando enterrou -literalmente-toneladas de €uros em alcatrão pelo pais fora, de forma a que os produtos de espanha -e não só- cá chegassem mais depressa, enquanto as pescas e agricultura nacionais eram obrigadas a deixar de produzir.

Tem razão o Sr Dr, assim é mais difícil, quando tutela a construção da Ponte Vasco da Gama, e depois de sair do governo vai para administrador da Lusoponte e estabelece com o ministro que o substituiu um contrato monopolista sobre a travessia do Tejo quase vitalício.

Assim é realmente mais difícil, mas já esgotei a minha capacidade de espanto com descaramento desta matilha.
HG

"O Engate de Judite de Sousa"

“O Povo saiu à rua”

O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de não me interessar por futebol, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres. 

O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser ateu, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.

O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.

O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos, retirando regalias e atira os trabalhadores para a miséria. O povo reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. 

Mas o Povo vai imprimir às reivindicações dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões.

Pobreza
Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta dinheiros públicos para altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. 

O Povo vai sair de novo à rua!
O povo vai reagir já no próximo dia 29, sábado, na grande marcha de protesto da CGTP. 
Contacta a União dos Sindicatos para te juntares aos que não se conformam...

" Santa aliança"

22 de maio de 2010

"Querem fazer da Grécia um tubo de ensaio"

Quinta greve geral realizada este ano paralisa o país. Mais de 20 mil manifestam-se em Atenas e denunciam que o plano de austeridade vai agravar o desemprego, que já está em 12%. No dia em que a Grécia realiza mais uma greve geral, Stathis Kouvélakis, professor grego de filosofia política, alerta para que este país é o elo mais fraco, porque o seu capitalismo é mais frágil, mas também destaca que é na Grécia que o nível de resistência social é maior.
Mais de 20 mil pessoas manifestaram-se esta quinta-feira diante do Parlamento grego em Atenas para protestar contra o plano de austeridade do governo, durante a quinta greve geral realizada este ano no país.

"Ladrões! Ladrões!", gritavam os manifestantes, (+)

Mas há alguma diferença?


O PSD advertiu ontem que o acordo com o Governo "tem um prazo de validade". Se não for cumprido, não terão medo "da ruptura"

Alterando a táctica a algum tempo a esta parte por ser cada vez mais difícil fazerem oposição ao Governo PS/Sócrates. O PSD continua assim a cumprir o papel que lhe está destinado pelo patronato.

Esta passou por exigirem que a politica de direita avance a maior velocidade... tornando-se o PSD ainda mais agressivo para que alguns se interroguem se Assis não terá razão quando afirma que no dia que se construir um governo de extrema direita o país verá a diferença entre as politicas sociais do PS e as politicas de direita do PSD/CDS.

Como se ainda ouve-se duvidas, que a actual governação, é, a mais reaccionária até hoje eleita democraticamente.

21 de maio de 2010

Artimanhas para fazer baixar os salários...

O governo ao serviço da sua classe, os capitalistas, aprova leis para reduzir mais e mais os salários de quem trabalha. 
Vejamos um exemplo concreto:

Abaixamento dos salários “emprego conveniente” 

Os trabalhadores com salários superiores as 650€ brutos vão ser penalizados, como? 

Anteriormente, um trabalhador que ficasse desempregado, recebia 65% do salário bruto. 

Com a nova lei recebe os 65% do salário bruto mas fica obrigado a aceitar um trabalho com um salário 10% acima dos 65%. 

Exemplo:

Um trabalhador que ganhe 1000€ e que vá para o desemprego recebe 65% de 1000€, isto é, 650€. É obrigado a aceitar trabalho com salário 10% acima dos 650€, isto é, 715€, deste valor vai descontar para a segurança social e todos os impostos obrigatórios. 

Aceita este emprego com um contrato de 1 ano, no final desse tempo volta para o subsídio de desemprego…vai passar a receber 65% dos 715€, isto é, 465€, fica obrigado a aceitar novo trabalho 10% acima do valor de 465€, isto é, 511,50€. 

Uma forma ardilosa de baixar os salários, reduzir o subsídio de desemprego e aumentar a exploração de quem trabalha. 

Não é com baixos salários e pensões de miséria que a economia cresce. 

Há que romper com esta política e lutar por uma política diferente. 

É necessário aumentar os salários, aumentar as reformas, melhorar as condições de vida do Povo português. 

O aumento do poder de compra é necessário para estimular a procura e de bens essenciais que podemos produzir em Portugal. Estimular a economia nacional, diminuir a dependência externa, consolidar a nossa sobrerannia.

"É preferível mandar o Governo abaixo"

O líder do PCP, que hoje apresenta(ou) uma moção de censura ao Governo no Parlamento, lembra que "é preferível mandar o Governo abaixo do que permitir que o Governo atire o país abaixo, como está a fazer".
José Sócrates tem usado o debate para acusar o PCP de "irresponsabilidade" e de estar a "brincar com coisas sérias". Uma crítica que Jerónimo não aceita, pedindo a Sócrates que não se coloque na posição do "ou eu ou o dilúvio", porque "o poder reside no povo e se este Governo for embora, o povo encontrará sempre uma alternativa". (...)

“O Patrioteiro”

A bem da nação o Sr. Saraiva (Presidente da CIP), pretende resolver a crise à custa dos mesmos do costume. 

Retirar o subsídio de férias e 13º mês aos trabalhadores e convertê-lo em certificados de aforro

O Sr. Saraiva e muitos Saraivas, que foram os culpados da situação a que Portugal chegou, podem prescindir dos seus subsídios de férias e de 13 º mês que nenhuma falta lhes faz. 

Estes subsídios são, para 98% dos trabalhadores portugueses, uma forma de fazer face aos encargos e compromissos que não conseguem cumprir com o salário normal

Pois bem, querem resolver a crise?
  • Aplique-se uma taxa de IRC ao sector financeiro igual ao das pequenas e médias empresas; 25%.
  • Fiscalize-se e acabe-se com a economia paralela que representa 25% do PIB. 
  • Criminalize-se as derrapagens nas obras públicas.
  • Acabe-se com os paraísos fiscais e aplique-se um imposto para os 35 mil milhões d euros que, nos últimos anos, desapareceram sem pagar imposto.
  • Tribute-se as mais-valias das SGPS, por onde passam grande parte dos lucros das empresas
  • Invista-se na produção nacional reforçando a nossa soberania e menor dependência do estrangeiro.
  • Aumente-se os salários e pensões como incentivo ao consumo interno, factor essencial para dinamizar a economia nacional. 
Não meus senhores, dessas medidas que nos apresentam, estamos fartos.
  • Há anos que nos pedem para apertarmos o cinto sem que a situação tenha melhorado.
  • Há anos que nos pedem sacrifícios com o pretexto de baixar o deficit e ele tem aumentado. 
É tempo de dizer basta. 
É tempo de parar com esta política que, à custa da crise, enriquece os que estão cada vez mais ricos e empobrece os que já vivem em extrema pobreza.

Salvem de facto as Crianças!

Segundo o relatório da organização Save The Children: em Angola, uma em cada cinco crianças não chega aos 5 anos. É altura de deixarmos de pactuar com estas políticas.
retirei aqui

Desemprego atingiu 10,6%

Ontem mesmo ficámos a saber que em Portugal o desemprego atingiu 10,6%, um novo máximo histórico.

É um escândalo que num momento em que o desemprego continua a subir e bem se argumente que as alterações mais restritivas das regras do subsídio de desemprego são para obrigar o regresso mais rápido dos desempregados ao mercado de trabalho, quando na verdade o que se visa é forçar a baixa dos salários, retirar direitos laborais e agravar a exploração.(...)

20 de maio de 2010

Então e os “offshores” ???

Caiu um manto de silêncio sobre a negociata dos ”offshores”, depois de uns tímidos lamúrios no início da crise do sistema financeiro. 
Só em 2009 foram € 40 mil milhões que “voaram” para esses “paraísos”, cuja correcta tributação seria suficiente para fazer face ao actual “deficit”. Então, porquê tal silêncio? Percebe-se melhor quando se verifica que a classe social envolvida neste tráfico, é a mesma que nos últimos 30 anos tem uma permanente “conta corrente” em aberto com o centrão, sugando diariamente o Sector Empresarial do Estado, mas sempre a rosnar contra os beneficiários de apoios sociais, com a intenção de poder dar mais uma dentada nesta fatia dos dinheiros públicos. 

Esta é a verdadeira natureza de classe destes parasitas, quantos deles membros dos vários governos, saltitando das cadeiras das administrações para os ministérios, e vice-versa, numa promiscuidade cúmplice que justifica este silêncio. 

É uma exigência democrática que esta gente seja desmascarada, que preste contas à justiça e devolva ao povo o que tem andado a roubar até agora. Então sim, talvez apareça a tal luz ao fundo do túnel.
H.G.

a minha flor (3)

A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal!

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
  • Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
  • Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid. 
  • Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia. 
  • Construir 5 pontes para travessia do Tejo. 
  • Construir 3 aeroportos como o de Alcochete. 
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4850 carrinhas de transporte de valores!

Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa. 

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971€!

E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!

Quem é o maior responsável, pela passividade, pelo consentimento, pela incompetência?

Este "cromo" vai ter o salário aumentado em cerca de 4000€ em 2010.
via e-mail

Estou de olho em ti...

19 de maio de 2010

As desculpas do bloco...

Recentemente, aquando da aprovação do empréstimo à Grécia, Francisco Louçã não quis ficar na fotografia como por certo interessava, pois o seu partido encostava-se ao PS e à Direita para cederem o empréstimo que o povo grego "terá" que pagar, e bem caro, as medidas de austeridade impostas pelo governo grego.

Este empréstimo, contou com o único voto contra pela parte do grupo parlamentar do PCP. É este mesmo partido que apresenta agora a moção de censura ao governo.

O estranho (digo eu), é, o Bloco votar favoravelmente a moção de censura. Será isto também um pedido de desculpas aos portugueses?

Sempre os mesmos, até quando?

Pobres dos nossos ricos - Mia Couto - Poeta Moçambicano

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

Carta de Mário de Carvalho

Caros senhores párocos,

Antes de falarmos de vossas paternidades, permitam-me uma fugaz divagação sobre taxistas.

Ainda não há muito, a propósito duns atropelos algo indecorosos que ocorriam no aeroporto de Lisboa, não poucos cidadãos manifestaram nos jornais uma forte desconfiança na classe.

De imediato um jovem veio responder com indignação que era filho de taxista e que o pai, numa vida inteira de trabalho, sempre procedera como homem íntegro e impoluto.

O jovem tinha razão ao não querer um homem de bem misturado com a mexerufada mais ou menos carroceira que indispunha os colaboradores e leitores dos jornais.

Eu penso que, ao dirigir-me a vossas senhorias, não corro o risco de que venha um filho desagravar o pai, e, se vier, pois tudo é possível nestas desajustadas eras, sempre protestarei que não me refiro aos párocos honrados, cumpridores do seu mester, respeitadores da constituição e da lei, repesos das malfeitorias contra Hipácia e Galileu, leitores de romances, informados do mundo, preocupados com as suas ovelhas, horrorizados com as memórias do Santo Ofício, para resgate do qual pedem perdão à divindade todas as

O homem dos sapatos vermelhos e a família Silva


"Marcou-me imenso, a família nunca irá esquecer este momento"


Sinceramente, depois de assistir ao vídeo... vómitos.

«A Moção de censura é uma "manobra de diversão"»

Ana Catarina Mendes em representação do PS diz que uma moção de censura não é apenas uma forma de «fazer um protesto», mas uma maneira de «derrubar o Governo», - mas é mesmo isso que é preciso, derrubar, mandar para rua. Acrescenta que o momento actual «é particularmente difícil» a nível económico e «exige sensatez e responsabilidade» - exactamente, sensatez e responsabilidade para não deixar o país cair no precipício, é preciso criar postos de trabalho, cultivando a terra abandonada, voltarmos ao mar e podermos pescar o que nos pertence, dar trabalho a milhares que se vêm impedidos de o fazer, no fundo, fazer crescer o país por dentro.

A socialista encarou esta atitude do PCP como uma «manobra de diversão» e defendeu que Portugal «não pode viver em instabilidade», sobretudo numa altura em que é preciso pôr de parte «divergências». - Quando falamos de portugal, falamos de pessoas e essas o que têm: Instabilidade, é preciso acabar com ela de uma vez por todas e isso implica romper com a politica de direita. O PS/PSD com ou sem CDS é que colocaram o país na actual situação e as medidas que defendem é para que tudo continue na mesma. Chega, deixem-nos trabalhar.:

Quanto ganhas?... "Só!? pobre diabo!"...

18 de maio de 2010

" Os dez Mandamentos"


I – Não comprarás os Representantes do Povo
Resgatar a dimensão pública do Estado:

II – Não Farás Contas erradas
As contas têm de refletir os objetivos que visamos.

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria
Algumas coisas não podem faltar a ninguém

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão
Universalizar a garantia do emprego é viável

V – Não Trabalharás Mais de Quarenta Horas
Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes na vida.

VI – Não Viverás para o Dinheiro
A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do bom senso.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros
Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é
viável

VIII – Não Tributarás Boas Iniciativas
A filosofia do imposto, de quem se cobra, e a quem se aloca, precisa ser revista.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento
Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo
Democratizar a comunicação tornou-se essencial.
Ler mais aqui

17 de maio de 2010

Louçã bem se esconde, mas não lhe fica nada bem...

Na passada sexta-feira (7/5), não vi Francisco Louçã na primeira fila do Parlamento. E eu, que já aqui assinalei o seu estatuto de omnipresente líder do BE, pus-me a pensar o que se teria passado para se ter remetido, assim, a uma discreta segunda linha neste bate boca parlamentar.
A primeira surpresa foi saber que se estava a discutir uma matéria que tem estado nas bocas do mundo, poderíamos mesmo dizer, uma questão central da crise que, por estes dias nos enche a casa a partir das televisões, dos jornais, da rádio, da internet, eu sei lá!
Como compreender que quando se discutia a proposta apresentada pelo Governo PS, a mando dos grandes da UE, que autorizava o famigerado empréstimo à Grécia de dois mil milhões de euros, ou seja, que engajava o nosso país à estratégia do grande capital de entregar dinheiro ao governo grego, para pagar à banca os avultados empréstimos que teve que fazer, para tapar o buraco criado pelos apoios que deu, exactamente, à banca quando rebentou o escândalo da sua quase falência, por terem andado na jogatana e na especulação com o dinheiro que as pessoas lá foram colocando, como compreender (questionava eu) que Louçã não só tenha estado calado, como mesmo se tenha remetido, momentaneamente, a esse papel secundário?
Como entender que não tenha aproveitado para lembrar que estes empréstimos, não só não são para ajudar o povo grego, como têm como condição sine qua non do FMI e do directório europeu, a imposição, precisamente aos trabalhadores e ao povo grego, de mais e mais sacrifícios, de mais e mais dificuldades, que talvez se pudessem sintetizar, no roubo dos subsídios de férias e de Natal, ao mesmo tempo que isenta da mais pequena contribuição os responsáveis pela crise?
Como ajuizar que tenha ficado calado perante estas imposições, feitas pela Alemanha e pelos sacrossantos mercados, que, não são em nada diferentes das imposições que nos querem fazer a nós?
Só depois percebi que nada disso podia ser dito, pois o BE votou a favor, ao lado do PS e da direita. Afinal está de acordo com o tal empréstimo. Pelos vistos as suas concepções federalistas e o seu pendor social-democratizante falam mais alto. Louçã bem se esconde, mas não fica nada bem nesta fotografia.

O peso da crise...

PCP apresenta moção de censura ao Governo

No final de uma reunião do Comité Central, na sede do PCP em Lisboa, o líder comunista afirmou que esta iniciativa responde "ao alargado sentimento de protesto" e acompanha "a corrente de luta que desaguará na acção nacional da CGTP do próximo dia 29".

o carácter das pessoas ..a capacidade dos dirigentes

Os momentos de crise revelam não só a qualidade da governação de um país, como também o carácter das pessoas que a ocupam, bem como a capacidade dos dirigentes para responder aos problemas que se colocam a uma sociedade.
Esta crise poderia e deveria servir para inverter o caminho de declínio económico, de crescentes desigualdades sociais, de pessimismo sobre o nosso futuro colectivo e de perda de valores. Mas não é este o caminho que o Governo está a seguir.

Existem e exigem-se políticas alternativas

É possível e indispensável dinamizar o sector produtivo, fazer a reindustrialização do país e dar combate firme à economia paralela, à corrupção e à ilegalidade.
É preciso o crescimento dos salários e das pensões, para estimular a economia nacional interna, para promover o emprego e dar combate às políticas geradoras da pobreza.
É imperiosa uma resposta adequada às prioridades sociais, principalmente ao flagelo do desemprego, reforçando a protecção social.
É necessário o acesso universal aos serviços públicos e a sua melhoria.
É indispensável a melhoria da qualificação, incentivando a formação profissional e a investigação, num contexto geral de afirmação da qualidade de emprego.
É possível e necessário cortar desperdícios e gastos desnecessários.
É imperioso alargar a tributação das mais valias às SPGS e aos Fundos de Investimento. Suspender os benefícios fiscais em IRS, tributar os dividendos de capital em 30%, e tributar as grandes fortunas.
É possível e necessário aumentar as receitas do Estado, fazendo pagar quem não paga impostos, o que exige o combate à fraude e evasão fiscal e contributiva e a eliminação de benefícios fiscais socialmente injustos.
É preciso pôr fim aos offshores, implementar medidas de taxação fiscal sobre as transacções financeiras internacionais, regular seriamente o sistema financeiro e acelerar radicais mudanças no seu funcionamento.

Quem paga é o Povo