Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

27 de novembro de 2011

Consciência de classe. É isso que faz falta à malta!

Muitas foram as vezes que me manifestei contra a vinda do Camarada Jerónimo às iniciativas (...).

Razão essa simples: - Somos nós que temos que trabalhar/mobilizar e não esperar que a vinda deste tudo resolva. Enquanto na sua ausência não fazemos "nem mais um caralho" (como se diria nas Caldas da Rainha se a tradição do artesanato erótico se mantivesse).

Mas é com muito orgulho que revejo o camarada Jerónimo de Sousa um dos meus/nossos. Uma figura vinda do povo e com o povo continua a estar. Bem haja camarada. Por te respeitar e admirar é que acho que é um abuso e falta de consideração a tua vida eufórica a fazer o que a nós (tb) pertence.

A luta continua(rá)...

O inimigo só terá um fim: - A saída!.. pela porta das traseiras ou pela janela. Mas há escolhas a fazer. E não apenas a um compete essa escolha.

Revolta-me por vezes a sensação que o que é fixe é fumar umas ganzas, beber umas cervejolas, e, nesse contexto discutir e traçar a táctica de capelinha. E, não de forma colectiva e para com o colectivo.
Depois é evidente; no meio da confusão e no apadrinhamento de alguns pelos "engenheiros" à sempre os oportunistas que reinam. Estes são variados; os que mais me repudiam são os que o partido usam para promoção pessoal. Ainda que afirmem que o resultado/popularidade que esta ou aquela força tenha (cada vez menor) é graças apenas e só às suas capacidades.
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Todo este desabafo numa tarde de Domingo à causa do artigo/análise de Correia da Fonseca: Jerónimo, operário comunistaE o de constatar que a adesão à greve na zona foi uma merda.

Alegra-me contudo constatar a excelente adesão que se fez sentir noutras zonas do país. Aí, aposto que à mais Consciência de classe. É isso que faz falta à malta!

8 de novembro de 2011

Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.

2 de outubro de 2011

O povo da Grécia luta pela construção do futuro

A «democracia parlamentar» é, na prática, uma ditadura da burguesia de fachada democrática



Numa atmosfera de tensão diária, de denúncia da política de vassalagem perante as imposições da União Europeia e do imperialismo estadunidense, o KKE, sem medo das palavras, defende há anos um programa revolucionário. Sustenta com firmeza que a socialização dos meios de produção básicos é na Grécia uma exigência da História, assim como a da banca e a das telecomunicações e transportes. Exige a gratuidade total da Saúde, da Educação e da Previdência. E, agora, defende a saída da União Europeia, da NATO e do euro.

Reivindicações essas inaceitáveis para o Estado burguês. Mas justas, traduzindo aspirações profundas de um povo que não esquece a repressão selvagem do exercito britânico, em 1945, quando, no final da guerra, expulsos o nazis alemães, os trabalhadores estavam prestes a conquistar o poder para construir uma sociedade progressista e livre.
Foi essa tenacidade e lucidez na luta do KKE que viabilizou o surgimento do PAME, como organização frentista de perfil revolucionário.Artigo completo aqui:

28 de setembro de 2011

...se alguém lhe dissesse na cara que todos os membros do clero são pedófilos...

O facto de o chefe da Igreja Católica portuguesa dar entrevistas em que puxa a brasa à sardinha da sua facção dentro do cristianismo, como se sabe, um negócio multimilionário, não é assunto que me convoque por aí além. Se fosse esse o caso, teria que me debruçar criticamente sobre cada declaração dos dirigentes das muitas religiões que existem por esse mundo fora, desde as pequenas seitas mais ou menos excêntricas, às grandes religiões, algumas delas, como se sabe, bem mais antigas e com muito mais seguidores do que o cristianismo, mesmo considerado no seu todo, que engloba o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo, este, dividido em várias denominações... mais uns tantos “independentes” que pretendem ser seguidores de Cristo, mas não se reveem nas Igrejas.Ler mais aqui:

30 de agosto de 2011

O capitalismo terá de ser destruído- O mundo à beira do caos


O capitalismo terá de ser destruído
O mundo à beira do caos
A crise do capitalismo é tão profunda que até os líderes dos EUA e da União Europeia e os ideólogos do neoliberalismo assumem essa realidade. Estão alarmados por não enxergarem uma solução que possa deter a corrida para o abismo. Esforçam-se sem êxito para que apareça luz no fim do túnel.ler mais aqui


Um excelente artigo de Miguel Urbano Rodrigues

15 de agosto de 2011

11 de agosto de 2011

"todos os anos fecham às centenas"

as escolas senhor, as escolas!

O Ministério da Educação anunciou hoje o encerramento de 297 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico no próximo ano lectivo. Ler noticia completa »»

"Num Mundo Melhor"

Movie Trailer in YouTube: - In A Better World

Filme Dinamarquês, vencedor na categoria de melhor filme estrangeiro.

Não só porque vale mesmo a pena ver, mas porque é possível:
- Um Mundo Diferente!

10 de agosto de 2011

As razões são a austeridade.

Até onde o governo consegue ir com as medidas de austeridade sem que o cenário abaixo se dê numa qualquer cidade(s) portuguesa(s).
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Ou não?!

"o saltar da tampa em inglaterra"

Antes de julgar a violência (agora na inglaterra), já pensou no que lhe deu origem?
O direito à educação, à saúde, a alimentação, o direito a um lar são coisas menos importantes para estes jovens? Terão estes uma família com direito a trabalho com salário condigno. Poderão estes jovens ir à piscina, andebol, música, dança como os demais.

Como é possível numa sociedade dita civilizada assistir-se a tantas desigualdades. Onde milhares de jovens vão de férias com os pais, outros vão para colónias de férias e outros simplesmente assaltam lojas arriscando um ensaio de pancada por parte da policia.
Será possível escolher?

9 de agosto de 2011

«Há sempre uma forma de arranjar dinheiro»


O Diálogo (séc. 17)
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV extraído da peça de teatro Le Diable Rouge, de Antoine Rault:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável."

H.G. via e-mail

8 de agosto de 2011

Defender a constituição é defender Abril.

Os ataques à constituição são cada vez mais frequentes.
Mas, também, muito bem defendidos aqui e aqui, por Vitor Dias e Fernando Samuel respectivamente.