Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

19 de janeiro de 2012

A alternativa nascerá da luta de massas!

Entrevista a Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP
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A proposta de aumento do horário, sendo a mais iníqua, não pode ser desinserida de outras que estão em cima da mesa e que visam o embaratecimento e a facilitação dos despedimentos, o ataque às férias, feriados e horas extra e ...

4 de janeiro de 2012

A galinha de ovos de ouro e o não ao reformismo.

Vários Estados criaram o BCE (Banco Central Europeu), contribuindo com dinheiros públicos.

O Estado quando precisa de dinheiro recorre aos impostos (sendo um estado capitalista desfaz-se de todas e quais queres empresas que possam dar lucro entregando estas ao privado, não tendo outra alternativa de financiamento se não a carga fiscal).

Quando o dinheiro é preciso no imediato financiasse na Banca pagando juros elevadíssimo (sendo pago pelos impostos na mesma mas médio/longo prazo actual/futuras gerações).

Lógico seria, o banco dos estados emprestar ao estado necessitado, dinheiro a um juro simbólico. Não é o que acontece.

Quando banca privada precisa de dinheiro recorre ao BCE (banco dos estados) que lho empresta a um juro (1%) simbólico. Este dinheiro "barato" por sua vez é emprestado "caro" (juro elevado). Estes empréstimos são feitos ao próprio Estado de forma directa/indirecta (câmaras municipais, empresas públicas, etc) como aos privados (empresas, cidadão comum).


Resumindo:
- A banca é criada com dinheiro dos contribuintes.

- A banca empresta este dinheiro com juros aos contribuintes.

- A banca é (privatizada) privada para que o negócio favoreça o individuo e não o público.

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Para que o Zé Povinho não se aperceba da marosca arranjam-se uns gajos(as) bem falantes para lhe dar a volta.

O fim desta "trapassa" só será possível se estivermos radicalmente contra o sistema. - Não havendo lugar (a não ser táctico e temporário) para reformismos*.


*reformismoSistema político sob o qual a transformação da sociedade, em vista de uma maior justiça social, se pode efectuar no quadro das instituições existentes, por meio de reformas legislativas sucessivas (por oposição a revolução).

1 de janeiro de 2012

O que estes governos fizeram ...

Dentro de três dias João parte para a Suíça. Vai com o irmão mais velho, aproveitando a viagem de volta entre o Natal e o Ano Novo e juntar-se-á a mais três rapazes lá da aldeia que partiram no Verão. Aos 27 anos, os dois últimos no desemprego, cansou-se de procurar aquilo que há muito por aqui não existe. Parte sem qualquer certeza, mas sempre adianta a ideia: «ou era agora ou já não era».

27 de dezembro de 2011

Exmo. Sr. Primeiro Ministro ...

Texto publicado hoje no facebook.
Exmo. Sr. Primeiro Ministro ...
Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe

22 de dezembro de 2011

Ainda bem que não somos os EUA (...).

Obama tem razão;
- Os EUA não são a Grécia nem Portugal !!!... 
(como escreve Manuel Ferrer)
Não somos os EUA

Os EUA não são a Grécia nem Portugal, diz ele! Realmente.

Nos EUA 1/5 dos negros estão na cadeia.

Nos EUA 50% da população não tem assistência médica e 25% nem consegue
tratar-se em qualquer hospital

Nos EUA a dívida pública atingiu um valor impossível de ser pago em várias
gerações e já ultrapassou as centenas de milhares de US$ por família.

Nos EUA condenam-se a prisão perpétua crianças de 12 anos, por roubo de uma
bicicleta.

19 de dezembro de 2011

Não é a consciência do homem...

«Não é a consciência do homem que determina o seu ser; é o inverso, é o seu ser social que determina a sua consciência» (Karl Marx).

18 de dezembro de 2011

"No entanto não percebo"...

«Os cristãos não se podem limitar a praticar actos de culto, têm de estar na rua, têm de saber dizer não quando sentem que há que dizer “não” … porque dizer não em voz alta, mesmo de forma ruidosa, é um direito que assiste a todos aqueles que se sentem ofendidos na sua dignidade e àqueles a quem são retiradas possibilidades de vida digna» (António Soares, Comissão Justiça e Paz, Setúbal, 21.11.2011).

No entanto não percebo... as palavras de D. José Policarpo ao Jornal de Notícias, 4.10.2011.
«A ideia de que a função dos portugueses é dizer mal dos governos… não pode ser! O problema não se resolve se cada um puxar a brasa à sua sardinha. Portugal sempre honrou os seus compromissos! Se nós colaborarmos todos, o próprio Governo encontrará as soluções mais adaptadas ...»

16 de dezembro de 2011

A luta é por Abril!

Os níveis de exploração, com as desigualdades sociais que lhe são inerentes, acentuam-se de tal modo que só encontram paralelo nos tempos do fascismo – e o respeito pelas liberdades, direitos e garantias dos trabalhadores e dos cidadãos está cada vez mais distante de Abril e cada vez mais próximo do antigamente (...).

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7 de dezembro de 2011

Não contem a ninguém,..

 a Eslovénia virou à esquerda.


Esse senhor aí na fotografia ganhou as eleições na Eslovénia. Percebo tanto da política interna da Eslovénia como da vida partidária do Burkina Faso, mas ontem O Le Monde anunciava Zoran Jankovic como sendo um esquerdista, hoje já é do centro-esquerda , chegar ao poder é tramado. Para todos os efeitos arrumou com o PS local que estava no poder e com a direita que deveria ter feito o alterne.

Ora bem, falo disto não só por ser uma boa notícia mas aproveitando para lhe perguntar: você sabe que o Partido Comunista do Chipre está no poder desde 2008? e lhe garantir que esta notícia não vai circular por aí. É segredo. A Eslovénia é um país pequenino, tal como o Chipre ou a Islândia, mas não convêm contar estas coisas antes que as pessoas descubram que a esquerda pode ganhar eleições, a democracia prosseguir, e as velhinhas não apanharem uma injecção atrás da orelha nem as criancinhas serem papadas ao pequeno -almoço. É como o Pai Natal: se revelarmos que não existe é uma desilusão do caraças, e sabe-se lá o que pode fazer um povo desiludido. Ainda deixam de votar sempre nos mesmos e o fim do mundo é logo a seguir.

30 de novembro de 2011

Operação Gladio foi ...

O Exército Secreto da Nato
A Operação Gladio foi um exército secreto da NATO que operou na Europa Ocidental. Foi uma rede secreta de espionagem que teve lugar durante a Guerra Fria. Operou em toda a Europa e ocupou-se tanto de segredos militares como de temas de terrorismo. A sua existência deu-se a conhecer em 1990, mas hoje em dia continua a ser um assunto de conspiração e violência ...

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» Título: O Exército Secreto da Nato - Download
» Género: Documentários, Guerra
» Ano: 2011
» Qualidade: Excelente
» Tamanho: 403 MB

27 de novembro de 2011

Consciência de classe. É isso que faz falta à malta!

Muitas foram as vezes que me manifestei contra a vinda do Camarada Jerónimo às iniciativas (...).

Razão essa simples: - Somos nós que temos que trabalhar/mobilizar e não esperar que a vinda deste tudo resolva. Enquanto na sua ausência não fazemos "nem mais um caralho" (como se diria nas Caldas da Rainha se a tradição do artesanato erótico se mantivesse).

Mas é com muito orgulho que revejo o camarada Jerónimo de Sousa um dos meus/nossos. Uma figura vinda do povo e com o povo continua a estar. Bem haja camarada. Por te respeitar e admirar é que acho que é um abuso e falta de consideração a tua vida eufórica a fazer o que a nós (tb) pertence.

A luta continua(rá)...

O inimigo só terá um fim: - A saída!.. pela porta das traseiras ou pela janela. Mas há escolhas a fazer. E não apenas a um compete essa escolha.

Revolta-me por vezes a sensação que o que é fixe é fumar umas ganzas, beber umas cervejolas, e, nesse contexto discutir e traçar a táctica de capelinha. E, não de forma colectiva e para com o colectivo.
Depois é evidente; no meio da confusão e no apadrinhamento de alguns pelos "engenheiros" à sempre os oportunistas que reinam. Estes são variados; os que mais me repudiam são os que o partido usam para promoção pessoal. Ainda que afirmem que o resultado/popularidade que esta ou aquela força tenha (cada vez menor) é graças apenas e só às suas capacidades.
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Todo este desabafo numa tarde de Domingo à causa do artigo/análise de Correia da Fonseca: Jerónimo, operário comunistaE o de constatar que a adesão à greve na zona foi uma merda.

Alegra-me contudo constatar a excelente adesão que se fez sentir noutras zonas do país. Aí, aposto que à mais Consciência de classe. É isso que faz falta à malta!

8 de novembro de 2011

Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.

2 de outubro de 2011

O povo da Grécia luta pela construção do futuro

A «democracia parlamentar» é, na prática, uma ditadura da burguesia de fachada democrática



Numa atmosfera de tensão diária, de denúncia da política de vassalagem perante as imposições da União Europeia e do imperialismo estadunidense, o KKE, sem medo das palavras, defende há anos um programa revolucionário. Sustenta com firmeza que a socialização dos meios de produção básicos é na Grécia uma exigência da História, assim como a da banca e a das telecomunicações e transportes. Exige a gratuidade total da Saúde, da Educação e da Previdência. E, agora, defende a saída da União Europeia, da NATO e do euro.

Reivindicações essas inaceitáveis para o Estado burguês. Mas justas, traduzindo aspirações profundas de um povo que não esquece a repressão selvagem do exercito britânico, em 1945, quando, no final da guerra, expulsos o nazis alemães, os trabalhadores estavam prestes a conquistar o poder para construir uma sociedade progressista e livre.
Foi essa tenacidade e lucidez na luta do KKE que viabilizou o surgimento do PAME, como organização frentista de perfil revolucionário.Artigo completo aqui:

28 de setembro de 2011

...se alguém lhe dissesse na cara que todos os membros do clero são pedófilos...

O facto de o chefe da Igreja Católica portuguesa dar entrevistas em que puxa a brasa à sardinha da sua facção dentro do cristianismo, como se sabe, um negócio multimilionário, não é assunto que me convoque por aí além. Se fosse esse o caso, teria que me debruçar criticamente sobre cada declaração dos dirigentes das muitas religiões que existem por esse mundo fora, desde as pequenas seitas mais ou menos excêntricas, às grandes religiões, algumas delas, como se sabe, bem mais antigas e com muito mais seguidores do que o cristianismo, mesmo considerado no seu todo, que engloba o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo, este, dividido em várias denominações... mais uns tantos “independentes” que pretendem ser seguidores de Cristo, mas não se reveem nas Igrejas.Ler mais aqui:

30 de agosto de 2011

O capitalismo terá de ser destruído- O mundo à beira do caos


O capitalismo terá de ser destruído
O mundo à beira do caos
A crise do capitalismo é tão profunda que até os líderes dos EUA e da União Europeia e os ideólogos do neoliberalismo assumem essa realidade. Estão alarmados por não enxergarem uma solução que possa deter a corrida para o abismo. Esforçam-se sem êxito para que apareça luz no fim do túnel.ler mais aqui


Um excelente artigo de Miguel Urbano Rodrigues