Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.
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27 de julho de 2010

NÃO TRABALHAS é porque não queres, MANDRIÃO!

No País dos mandriões
A senhora, coitada, estava verdadeiramente aborrecida, desapontada, e foi assim que apareceu um dia destes nos ecrãs dos nossos televisores. Pequena empresária ou talvez média, precisava de preencher uma vaga lá na sua empresa, parece que coisa pouca, que não exigiria grande bagagem profissional, e não conseguia o empregado ou empregada que procurava. E, compreensivelmente irritada, desabafava connosco, isto é, com a câmara e o microfone da reportagem breve. Então não consta que andam por aí desempregados às mãos-cheias em busca de um posto de trabalho? Onde estão eles que não lhe aparecem ou, pelo menos, não lhe aparecem nas condições adequadas? É certo que não se chegou a saber ali quais
eram essas condições, mas é de crer que seriam satisfatórias se não óptimas e apetitosas. E das palavras da boa senhora empresária podia claramente entender-se a sua arreigada convicção: «O que eles não querem é trabalhar». Não o disse, nem tanto era aliás preciso, mas podia adivinhar-se o resto da sua pequena estória: aprendera com a televisão, grande mestra neste como em muitos outros assuntos, que está o País cheio de trabalhadores desocupados que preferem viver à sombra benfazeja do subsídio de desemprego ou, noutros casos, do famigerado RSI, o Rendimento Social de Inserção, a darem-se ao incómodo de trabalhar com todos os inconvenientes que essa opção implicaria: levantar cedo, apanhar transportes, abdicar da sesta, coisas assim. Aliás, é provável que a excelente e amargurada senhora já tivesse ouvido por mais de uma vez o dr. Paulo Portas falar muito bem e muito desembaraçadamente contra os mandriões que, não querendo trabalhar, preferem viver à custa dos que trabalham. E, se não o dr. Portas, algum dos seus discípulos, que os há vários nos programas com que a televisão, mãezinha ideológica da generalidade dos portugueses, diariamente contribui para a nossa formação.

O naufrágio e o negócio
Não me parece que a senhora empresária tenha confiado à reportagem as condições decerto generosas que

21 de julho de 2010

"elimine-se da constituição o raio que os parta"

Empresários aplaudem flexibilização laboral!
Dizem que a proposta do PSD de eliminar da Constituição a expressão “justa causa” nos despedimentos poderá até fazer aumentar o número de empregos.

Ao mesmo tempo, Pedro Passos Coelho garante que a sua proposta “defende a segurança no trabalho”.

Já agora, não estarão a precisar de uma patada?