Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.
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12 de janeiro de 2011

O milagre tuga da informação chega-nos da outra margem.

Muito eu gosto de dar um saltinho à Cova-Gala e mergulhar no Blog do Ant.º Agostinho, Outra Margem. Desta não resisto em colocar na integra o post abaixo:
E, acrescentando eu: Um dia destes e tendo em conta a maré, para sabermos a identificação de qualquer um dos portugueses teremos que recorrer a uma fonte de referência como o FBI.

26 de julho de 2010

Cortar o mal pela raiz, é urgente!

"Nós temos que fazer duas coisas: ficar ligados ao euro para termos estabilidade cambial e credibilidade financeira e manter uma ligação aos mercados emergentes para que a economia real possa crescer".

As razões apresentadas pelo ex-ministro Mira Amaral, apontam em parte os problemas da crise, mas a solução por este apresentada visa manter tudo na mesma, e ainda assim, ampliar a exploração numa onda de (re)colonização. O facilitismo na procura de trabalho na zona Euro, é evidente mas de forma omissa. Pois este(s) bem  sabe que tem efeito no alivio da pressão dentro de casa. Preço bastante alto para quem se vê obrigado a partir...

Um país canceroso tem que cortar pela raiz, de contrário o cancro dominá-lo-á.
Aplicar o remédio adequado o quanto antes implica o uso de receitas revolucionárias. Esta passa pela ampliação da luta que se tem travado. Sermos portadores de informação que chegue cada vez a um maior numero de gentes. E assim expulsar o cancro que nos subordina.

10 de julho de 2010

A sopa como solução à crise (2)

Tinha abordado o assunto da "sopa como solução à crise" no passado Domingo (4 de Julho 2010), mas agora aproveito para publicar um artigo que achei excelente como resposta a Madame que vomitou tal comentário.

Sopa e Bolos

«Se não têm pão, que comam bolos!», foi a resposta de Maria Antonieta perante o povo que se manifestava exigindo pão.

Tirando polémicas académicas que existem e têm importância nesse exacto limite, pouca importa se a frase foi de facto pronunciada ou se tendo-o sido o foi com a intenção e o tom que rasgou os timpânos do povo francês. O que é certo é que se passaram mais de dois séculos e a frase persiste na memória colectiva, poderosa ilustração de uma élite indiferente ao sofrimento de que o seu luxo se alimenta, desligada da realidade, convencida da sua natural ou divina superioridade, candidamente capaz de todos os crimes.

É díficil não nos lembrarmos de Maria Antonieta quando ouvimos a ministra da Saúde dessa coisa moribunda, putrefacta e perigosa a que se chama «Governo de Sócrates» recomendar aos portugueses que aproveitem «a contenção que é preciso fazer, para fazerem sopa em casa e não gastarem em fast food».

Porque, como a Rainha de França, a sra. ministra do Governo que corta a direito nas prestações sociais já perdeu a noção que o povo português não precisa de conselhos piadosos sobre o que comer, mas de comida, não precisa de ser obrigado a comer sopa, mas de ser livre de comer o que precisa e quer.

Porque, como a esposa de Luis XVI, a sra. ministra do Governo que rouba nos salários dos trabalhadores para meter no bolso dos banqueiros, acha natural que apenas uma minoria de parasitas possa comer tudo o que quer e que o povo se alimente ou de sopa ou «daquelas porcarias que comem os pobres» nas palavras da Susaninha de Quino.

Porque, como Maria Antonieta, a sra. ministra do Governo que está a destruir o SNS é tão ignorante que nem se apercebe que insulta quando insulta, que mofa quando quer ser séria, que revolta quando quer acalmar.

A sra. ministra e a Coisa de que faz parte estão condenados, a própria burguesia já está a tentar parir os siameses que os substituam. Mas estas declarações ilustram apenas uma situação muito mais grave e profunda, e são o reflexo de uma reconstruída élite que orbita o grande capital monopolista. Torna-se cada dia mais urgente e necessária uma profunda ruptura com a política de direita! «in o Avante!»

img surripiada aqui

"ainda o caso da camisola da selecção portuguesa"

Já aqui foi abordado o caso de Mathis ter sido proibido de entrar na escola com a camisola da selecção portuguesa. Situação esta que levou a directora da escola a mostrar interesse que o "tempo" volta-se atrás, pois esta é da opinião que os Bibes voltem a ser moda. Por seu lado o "nosso" embaixador em França, em vez de sair em defesa (diplomática) pela o uso da camisola, seja na escola, igreja ou qualquer outro lugar, não, preferiu enveredar por "duas ou três coisas". Saber o que lhe vai na alma é difícil, mas fácil será dizer-lhe que é um absurdo, não se poder utilizar a dita camisola seja onde for, e se o caso é em França devido a rivalidades, pior ainda.

Verifique-se o caso mais vulgar do mundo em que uma criança se passeia pelas ruas de uma cidade francesa, onde se realizam animações de verão ao cair da noite. Os animadores saem às ruas da cidade e circulando por vários locais, eis-os, numa das principais praças onde dão inicio a algo improvisado como é caracteristico da animação em causa. A provar que esta coisa de evitar a camisola X por isto ou aquilo não existe sequer na cabeça dos franceses ou portugueses... salvo um caso ou outro muito localizado, a prova disso é, que um dos membros do grupo de animação, vai daí, e pega numa criança da assistência e coloca-a no ar fazendo parte imediatamente da animação, tudo se passou lindamente com uma assistência maravilhada com o espectáculo:
ah, a camisola do miúdo era da selecção portuguesa... o espectáculo continuou, a criança desapareceu misturando-se com assistência e a vida aí está... sem preconceitos mesquinhos...

17 de maio de 2010

Antes da Grécia, a Europa e o FMI salvaram a Letónia.

Há um precedente caso como o da Grécia, é ele o da Letónia que beneficiou de um empréstimo do FMI e da UE em contrapartida de um plano de austeridade.

Resultado edificante: uma recessão de -26% ! Prometendo para a Grécia e Portugal...

Pequeno país báltico de 2,2 milhões de habitantes a Letónia de hoje tem o triste privilégio de ser frequentemente designado como um exemplo a não seguir. (...)

Recomenda-se tb:

13 de maio de 2010

Sócrates antes e depois de tomar posse...

ANTES DA POSSE

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA, linha a linha

12 de maio de 2010

A Grécia e Portugal - Eça de Queirós em 1872

A destacar das leituras de ontem (...):

Eça de Queirós em 1872.... escreveu n´ As Farpas:

"...Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza,

mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo

abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.

Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico

e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do

mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal".

Será que a História se repete? Ou será que a História aparentemente não mudou nada? Por que será que se fala sempre na actualidade de Eça? Ele próprio, se continuasse a viver hoje, não se sentiria profundamente decepcionado por já ter dito tudo acerca de Portugal há mais de um século atrás?

11 de maio de 2010

Os Deuses não estão mesmo connosco...

"A politica que nos conduz ao abismo" (3º) (fim)

Leituras,Trechos e Reflexões.
Nesta crise ficou claro como funciona a União Económica e Monetária. Um bom exemplo é a acção do BCE, guardião da ortodoxia monetarista. O BCE pode emprestar e empresta dinheiro a instituições bancárias, independentemente até da sua solidez, à taxa de 1%. Mas está proibido de emprestar dinheiro aos Estados em dificuldades, por imposição e interesse da Alemanha.
*
Sim, a União Europeia deve ajudar a Grécia. Mas o que está aqui em causa não é uma ajuda, é uma condenação ao atraso, à dependência, à crise social. As verdadeiras ajudas não chegaram a aparecer. 

E não nos digam que este caminho é inevitável! 

Estamos fartos que nos digam que só há este caminho; que o resultado seja a estagnação, a recessão e a pobreza e ainda assim nos digam que só há este caminho. 

Que o sistema favoreça os especuladores e ainda assim nos digam que só há este caminho. 

Que as desigualdades aumentem e ainda assim nos digam que só há este caminho. 

Que os grupos económicos e o grande capital concentrem cada vez mais a riqueza e nos digam que só há este caminho. 

Que o desemprego e a precariedade alastrem, que os salários as reformas e as prestações sociais sejam cortados e nos digam que só há este caminho. 

Não, não há só este caminho. Este caminho não serve o povo grego, nem o povo português nem os povos da Europa. 

É por isso que cada dia está mais claro que para a Europa, como para Portugal, é preciso outro rumo, é preciso outro caminho.

7 de maio de 2010

Portugal/Grécia - "o dinheiro não desaparece, apenas muda de ladrão..."

Devemos denunciar "Aqueles que nos equiparam à Grécia", são os mesmos que também disseram maravilhas da "Irlanda" como o milagre económico da UE. São os mesmos trapaceiros e analistas económicos do capitalismo sem vergonha, sem pátria e sem moral, que apenas se colocam na pele de cordeiros, mas são verdadeiros lobos, sempre de pansa cheia, mas armados em esfomeados e com sentido altruista. 
Os trabalhadores deverão ser suficientemente audazes e conscientes de que não terão nada a perder com a falência dos bancos, companhias seguradoras ou bolsas onde a batota de títulos é prática corrente. O dinheiro que existia na Grécia, Portugal ou Irlanda ou em outro qualquer país, não desapareceu. Mudou apenas de ladrão. Lembrem-se os trabalhadores, do que se dizia há cerca de 10 anos da emblemática Argentina e da agora famosa "Islândia". Foram dois países emblemas de sucesso (venda emblemática de excelentes exemplos capitalistas), dos mesmos analistas e mentirosos capitalistas de sempre, mas que na verdade foram países/plataforma de lavagem de dinheiro sujo do capitalismo, sempre pronto a matar milhares de trabalhadores à fome e ao desemprego, para salvar meia dúzia de vampiros e pseudo-empresários, sempre com a ajuda, ou a compra sempre à mão, de uns jornalistas sem vergonha, sem ética e sem honra. 

Os trabalhadores gregos, estão a dar um exemplo impar, de como deve ser o caminho da luta, (incluindo a ou as greves gerais que forem necessárias), demonstrando que não se vergam a esta horda de vampiros. Esperemos que em Portugal o exemplo deles seja espelho e tenha pernas rápidas para começar desde já, aquilo que é mais necessário para o momento presente. Combate sem tréguas a esta senha inqualificável de roubo de liberdade, de direito ao trabalho, de dignidade e jústiça social, porque aqueles que neste momento se dizem tão preocupados com o povo, também estiveram e estão no poder e a gente sabe o que fizeram. Apoio sem limites ao capital, retirada de direitos básicos a quem toda a vida trabalha.
A.C.

Grécia, Garra e Guerra ao Governo

Sim a Grécia, até que fique sem teclado... Falar do povo grego é falar de portugal, da UE, de uma Alemanha que domina e quer nos meter  a pata em cima.
Acompanhe este Blog, leia o próximo artigo.

6 de maio de 2010

5 de maio de 2010

A nossa fúria e a nossa revolta

Por Baptista-Bastos
NÃO ME RECORDO de termos sido felizes. O 25 de Abril abriu as parangonas dos nossos testemunhos mútuos, mas a festa durou, apenas, pouco mais de ano e meio. A euforia termina sempre na indolência, outro modo de resignação. Desde que me recordo, vivi cercado pela crise, mas, também, pelos acenos dos "amanhãs que cantam." Com este ou com outro estribilho, os homens admitem o sofrimento e, às vezes, até, a abjecção das épocas, na esperança de que o futuro será melhor. Talvez eu seja um pouco tonto, talvez, ou um teimoso obstinado e caturra; porém, continuo a acreditar no surgimento de outra coisa que substitua esta selvajaria sufocante.

Acordamos e deitamo-nos sob a pressão da catástrofe iminente. A imprensa, as rádios e as televisões encharcam-nos de medo e de desassossego, a moderna aptidão para se abraçar um certo estado de vida. Viver no medo e no desassossego foi a ideologia dominante nos cinquenta anos salazaristas. Um medo e um desassossego larvares, prolongados, depois, pela natureza canibal de uma economia, que assaltara, de mão armada, a política, e ameaça a saúde da democracia. Como, aliás, se vê por aí.

Emmanuel Mounier, o filósofo do personalismo, que li, e releio, com mão diurna e nocturna, escreveu: "O homem renova, perpetuamente, o aspecto das suas indignações" - para nos ensinar do transitório das coisas e da necessidade de não perdermos o fio à meada de uma batalha nunca ganha mas também nunca perdida.

Chegámos a uma situação perigosa. O papel essencial do trabalho, na sociedade, é desprezado por uma laia dirigente, emproada e vil, ignorante da experiência da História, e que não sabe redefinir as bases do contrato social. O caso da Grécia, independentemente dos seus contingentes pecados, é significativo dessa vileza. A senhora Merkel, cuja cabeça não é, propriamente, um bulício de inteligência, desconhece que o projecto europeu (seriamente avariado) constitui a aprendizagem de viver juntos. Ao recusar auxiliar os gregos, nomeava a Alemanha como dona da Europa. Ignora- va que a Europa ajudara a Alemanha a recompor-se das ruínas, pressionando, inclusive, os Estados Unidos a colaborar na empresa.

Ainda há horas vi, na televisão, o rosto desfeito em lágrimas, em dor, em susto, em assombro, de uma desempregada da Allcoop, cadeia de supermercados no Algarve, que formulou esta dramática pergunta: "Quem nos ajuda?" Ninguém. Com esta Europa, com este, e outros ruinosos governos, cheios de piedade sentenciosa e de explicações superficiais, nada há a esperar.

Resta-nos a fúria da nossa repulsa e a força imparável da nossa revolta.
gamado no DN de (hoje) 5 Maio 2010

4 de maio de 2010

"se formos ao fundo, não morreremos afogados"

Acabei de ouvir (RTPi - Jornal das 13) o Paulo Portas a dizer que o país se encontra com uma divida externa muito elevada e por isso não se pode meter com todos os investimentos, pois estes rondam os 12 mil milhões. 
Este esquece-se que ainda à pouco tempo o negócio dos submarinos bem contribui para a divida apontada por ele. Custo milionário que em nada beneficiou Portugal, os únicos beneficiários das contrapartidas nos negócios do reequipamento militar (que inclui a compra dos submarinos) foram as empresas estrangeiras, a banca e outras entidades que com eles lucraram.

O mesmo acontecerá por exemplo com o empréstimo à Grécia, não será esta a ganhar com o empréstimo. Os beneficiários serão quem mais emprestar, só o FMI cabe-lhe 1/3 dos 110 milhões a alemanha avança com 22 Milhões, ora se inclusive este país tem vindo a ser fiel tal qual como portugal às medidas da U E, logo a queda ou possível queda do euro é culpa das directrizes seguidas cegamente e do grande capital europeu.

Torna-se difícil escrever e justificar o que não tem justificação, a solução é simples, haja consciência que a força logo aparece para derrubar o actual sistema, pois este é canceroso e tem que ser dilacerado de uma vez por todas antes que se alastre, para isso contamos já algum tempo com a luta do Povo Grego e no imediato também têm que contar com a nossa. Só unidos poderemos vencer a besta.

30 de abril de 2010

Crise vs Gripe

«Vacina anti-gripe, "anulada parte da encomenda" pelo governo francês deu 2 milhões a um Laboratório, outros continuam em negociações. In Jornal Oueste-France (hoje).»

Esta pequena nota no jornal dá-nos conta, do que já significou noticias sobre o Vírus H1N1 e o que significa hoje para os mesmos orgãos de informação.
Certo é, como todos sabeis, que o pânico criado foi motivo dos laboratórios ganharem muitos milhões de milhões. Significando do outro lado da balança despesas enormes, que agravaram a situação actual.

A fúria (que atribuem aos mercados) é de tal ordem, que não bastou, é preciso ir mais longe dizem ainda alguns (passos & companhia) que se dizem de diferentes.

Fazem recair sobre a Povo tudo quanto diz respeito a sacrifícios, deixando os apoios, as benesses de vária ordem para os homens de confiança, aos disponíveis, do género daqueles que estão sempre à mão.

Os abastados e ao seu regime capitalista, cabe arrecadar a maior fatia e logo, logo aparecerão outras crises, se necessário mais guerra, governos fantoches, repressivos, sempre em nome do interesse nacional; e assim vão alimentando os cofres já abastados; sempre e até quando?

17 de março de 2010

«ABENÇOADOS»

original aqui 
A próxima visita a Portugal do Papa Bento XVI continua a ter lugar de destaque nos noticiários. 

A visita ocorre num momento em que o Papa está a braços com vários casos de pedofilia vindos a público recentemente - casos que envolvem padres e bispos na Alemanha, naÁustria, na Holanda e na Suíça e que vêm juntar-se aos ocorridos nos EUA (4 400 padres pedófilos e 11 mil crianças abusadas); Irlanda (14 500 crianças abusadas); Austrália;Canadá; França... 

Mas não é disto que o Papa vem falar na visita a Portugal. 
E hoje ficámos a saber que se prevê que «cerca de 1 milhão de pessoas» assista às três missas que Bento XVIvai dizer, nos dias 11, 13 e 14 de Maio, respectivamente, em Lisboa, Fátima e Porto - missas nas quais, certamente, iráabençoar Portugal e os portugueses, como fizeram os seus antecessores quando por cá passaram. 

Bento XVI é o terceiro Papa a visitar Portugal. 
E vale a pena relembrar as anteriores visitas papais, todas, insisto, carregadas de bênçãos para Portugal e para os portugueses. 
Relembrar e agradecer, não obstante as referidas bênçãosnão terem tido quaisquer efeitos positivos nas condições de trabalho e de vida da imensa maioria dos portugueses... 

O primeiro a visitar-nos foi Paulo VI, em Maio de 1967. 
Tratava-se, segundo foi anunciado, de uma «visita de carácter particular, para orar pela paz em geral e pela paz no Vietname, em particular». 
Feito o balanço, constatou-se que, afinal, o Papa faloupouco da paz e falou nada da paz no Vietname - e acabou por «abençoar-nos» à sua maneira: recebeu o ditador Salazar; recebeu o palhaço Américo Tomás; e recebeu e condecorou o Director da PIDE - tudo para maior glória de Deus e do fascismo... 

Quinze anos depois foi a vez de João Paulo II. 
Veio em Maio de 1982, com o objectivo expresso de - para além de «abençoar Portugal e os portugueses» - oferecer a Nossa Senhora de Fátima a bala que, cerca de um ano antes, só não o matou, a ele Papa, porque Ela Senhora, não deixou, desviando a dita bala. 

Recorde-se que essa visita de João Paulo II coincidiu com aGreve Geral convocada pela CGTP-IN, em protesto contra oassassinato de dois jovens trabalhadores, no Porto, na noite de 30 de Abril desse ano, na sequência de uma provocação montada pelos amarelos da UGT em serviço combinado com o Governo AD/ Balsemão/ Freitas. 

Dois jovens trabalhadores assassinados que aqui se recordam: Mário Gonçalves, de 17 anos, vendedor; Pedro Vieira, de 24 anos, operário têxtil.

No entanto, tal acontecimento não despertou a atenção doSumo Pontífice. 
É certo que não condecorou os assassinos dos dois jovens - talvez porque os assassinos nunca foram identificados... - mas fartou-se de «abençoar Portugal e os portugueses»... 
João Paulo II passou por cá mais quatro vezes - e sempre, sempre, sempre a «abençoar Portugal e os portugueses». 

Em Maio chegará aí Bento XVI. 
E uma coisa é certa: a primeira coisa que Sua Santidadefará, mal ponha o pé em território lusitano, é «abençoar Portugal e os portugueses». 
Depois, ditas as missas, partirá: a resolução dos casos de pedofilia que envolvem a sua gente espera por ele. 

E «Portugal e os portugueses» ficarão. 
«Abençoados»...
imagem colocada por mim