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A proposta de aumento do horário, sendo a mais iníqua, não pode ser desinserida de outras que estão em cima da mesa e que visam o embaratecimento e a facilitação dos despedimentos, o ataque às férias, feriados e horas extra e ...
O que me pareceu muito curioso foi que por mais de uma vez a comunicação social a que acedi se tenha mostrado especialmente sensível à camisa que Fidel envergara pelo menos numa das suas últimas saídas. Mais precisamente, à cor da camisa: era verde. Parece que aquelas camisas, verdes talvez da cor da vegetação de onde saiu um dia a revolução libertadora, implicam uma sugestão de combate que aparentemente impressiona alguns, porventura por terem consciência de haver bons motivos para que sejam combatidos.
Tirando polémicas académicas que existem e têm importância nesse exacto limite, pouca importa se a frase foi de facto pronunciada ou se tendo-o sido o foi com a intenção e o tom que rasgou os timpânos do povo francês. O que é certo é que se passaram mais de dois séculos e a frase persiste na memória colectiva, poderosa ilustração de uma élite indiferente ao sofrimento de que o seu luxo se alimenta, desligada da realidade, convencida da sua natural ou divina superioridade, candidamente capaz de todos os crimes.