Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

27 de março de 2010

Em busca da gente omitida

Apesar de tudo, vou dando por eles. Nas ruas, nos transportes colectivos, em lugares onde um ou outro acontecimento junta multidões. Vou dando por eles, os operários, nestes e noutros lugares, mas não na televisão. Aí, só mesmo quando mais uma empresa fabril encerra portas e, então, uma repórter desta ou daquela estação, quase sempre profissional que me parece de segunda escolha, surge de microfone em punho a recolher as razões dos trabalhadores e trabalhadoras despejados no saco aparentemente sem fundo do desemprego. É, pois, assim; e compreender-se-á talvez que eu deseje que seja também de outra maneira, isto é, que gente da classe operária não me surja no ecrã do televisor apenas em casos de despedimento. Mais: desejo até que alguns elementos dela apareçam, pelo menos de longe em longe, nas quase inúmeras estórias de ficção que, de tantas serem, dão para preencher grande parte das horas de vigília dos telespectadores e telespectadoras menos ocupados. Por isso estou agora a dedicar mais tempo ao visionamento das novelas com que a TV nos abarrota os olhos e o entendimento, na esperança de por lá lobrigar um sinal da classe operária. Sem êxito, talvez por pouca sorte minha, talvez porque os autores das novelas não gostem de operários ou, em hipótese alternativa, não queiram sequer recordar-se de que eles existem. Há-de ser também como consequência desta ausência, embora não apenas por ela, que muitas vezes se ouve dizer que «já não existe classe operária». Que se ouve dizer esta sentença sobretudo a quem convém fingir que acredita nela. Contudo, não apenas as estatísticas oficiais registam a permanência do operariado fabril como a existência de um sector industrial sobrevivente a décadas de destruição do tecido empresarial vem corroborá-la. Onde não existe classe operária é no que talvez possa ser designado por telenovelismo português, e aí, por consequência, foi erradicada até a sombra da luta de classes por falta de comparência de uma das partes. Há-de ter sido por isso que, em tempos não muito distantes, ouvimos o senhor primeiro-ministro dizer que isso da luta de classes é uma ideia completamente obsoleta, uma velharia sem préstimo. Provavelmente, o que acontece é que o senhor engenheiro anda a ver muitas telenovelas.

Amputações

Mas é sabido que em televisão qualquer ausência tem consequências: é mesmo um lugar-comum dizer-se que só verdadeiramente acontece, só tem existência real, o que «passa» na televisão, e que o que não surge nos televisores é como se não existisse. Sendo assim, é claro que os que dominam a TV alcançaram já um estrondoso êxito: eliminaram a classe operária. Vemos horas e horas de novelas, de muitos amores e desamores, de ciúmes e intrigas em quantidades industriais, mas tudo aquilo decorre entre gente fina, que não tem problemas de empregos nem de salários em atraso. É então que alguns de nós começam a suspeitar não ser por acaso que as estórias fornecidas têm um tão forte sabor a plástico, até a recear que nos façam mal à saúde. Para referir o que é talvez o exemplo mais flagrante, diremos que ao olharmos em volta verificamos que uma boa parte da jovem teleplateia dos famosos «Morangos» da TVI não sabe bem em que mundo vive: sabe de roupas giras, de sexo pronto a curtir, de como os cotas são impossíveis de gramar, mas dificilmente sabe mais qualquer coisa. Quanto à classe operária, talvez alguns dela tenham ouvido falar, um pouco como quem ouviu falar de antigos bichos maus e feios que o progresso pós-moderno eliminou. São, pois, criaturas mentalmente amputadas, incapazes de um dia virem a lidar eficazmente com a realidade, mas é certo que não têm culpa disso: foi a TV quem as quis assim. Em verdade se pode dizer que esta ficção televisiva é uma criadora de monstros, pois que retirou uma parte do cérebro daqueles que se lhe entregaram. Esta não é uma imagem agradável e bom será que esteja errada. Porém, continuo a olhar o ecrã do meu televisor e a notar que falta lá uma parte da vida, do mundo. Não é amputação que possa dar bom resultado.
original aqui

26 de março de 2010

"chicos espertos"

excerto do texto
“Eu é que não as pago” – terá declarado a deputada Inês de Medeiros a propósito das seis viagens que já efectuou a Paris para ir ver a família. Os cornos do ex-ministro Manuel Pinho não passam de uma brincadeira de mau gosto ao pé do desaforo desta frase. A deputada Inês de Medeiros pode viver em Poiares ou Pequim. Paranhos da Beira ou Praga. No Porto ou em Petersburgo. Mas, se se candidata a deputada por Lisboa, não é aceitável que exija que os seus concidadãos lhe paguem as viagens para os locais onde entende que reside a sua família. ”

A valorização das funções da Assembleia da República e respectivos Deputados não nos obriga a ser coniventes com estes "chicos espertos". Bem pelo contrário, é na denúncia destas atitudes que melhor podemos exigir uma Assembleia verdadeiramente representativa da sociedade portuguesa, com Deputados oriundos das classes trabalhadoras, entregues à defesa dos interesses das populações, em vez de vedetas ao 
serviço da alta burguesia e do grande capital.
H.G.

Victor C. - Filho de Portugal (um dos)

Este Filho De Portugal vem dando directrizes drásticas, e aplaudindo todos os cortes nas despesas públicas, depois de ter renovado a frota automóvel onde imperam os “passat”, Audi A4, Mercedes classe E, e… dois Jaguar. Safa-se para Bruxelas com o salário de trezentos e dez mil euros(310 mil), depois de ter decidido que em 2010 não haverá aumentos salariais.
esta é uma postagem adaptada, o originai que recomendo encontra-se aqui

25 de março de 2010

Privatizar para aumentar o défice!

Podia ser em Portugal, por acaso não é, podiam ser empregados do municipio, mas não são.
São empregados por conta de outrém, nada contra cada um faz o seu trabalho.
O uníco alerta que gostava de deixar é que muitas criticas foram feitas aos empregados da câmara pela mesma imagem, como tal não vale a pena desmontar o sistema público por estar "um a trabalhar e muitos a ver". Acrescentar que no fim do trabalho a factura será muito mais elevada, não porque o trabalhador ganhe mais pelo contrário, mas sim por existir o intermediário...
Privatizar/Pagar mais caro pelo mesmo serviço é baixar o défice?
n. existe mais trabalhadores no local mas não consegui apanhar tudo numa só foto, mas estão guardadas.

24 de março de 2010

A Igreja em Portugal e no Mundo

Segundo D. Carlos Azevedo os casos referidos sobre pedofilia envolvendo a Igreja Católica são referentes* à 30 /40 anos, eu diria mesmo que não existiram, ora mais pecado menos pecado...
Não é dever da igreja dizer a verdade, denunciar e irradicar estas situações começando por dentro... é desta forma que tratam e têm tratado as crianças, ainda assim querem ser todos santos... Tenham vergonha, a ser verdade o que andam para aí apregoar são vocês que vão arder no inferno...
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Entre 2003 e 2007, 10 padres terão sido indiciados pelo Ministério Público em casos relacionados com pedofilia.
O número é apontado por um estudo de Nuno Pombo, da Policia Judiciária (PJ), que investigou os 5128 casos denunciados nesses cinco anos. (+)
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Crimes Sexuais e Vaticano - Documentário da BBC (Legendas PT)

23 de março de 2010

100 Abrigo


Lisboa:
Portugal + 10.000 na Rua

100 habitação e água

É inaceitável que em pleno sec. XXI se continue assistir e nada se faça para que este drama tenha fim anunciado.
  • O número total de pessoas em condições habitacionais precárias subiu 55 milhões, chegando a 827,6 milhões, já que o crescimento populacional e o êxodo rural superaram o efeito da ascensão social nas cidades, disse o relatório bienal da ONU-Habitat.
  • A humanidade despeja milhões de toneladas de resíduos sólidos em rios e oceanos. Neste Dia Mundial da Água, a ONU diz que o Homem está a envenenar a vida marinha e a propagar doenças que matam milhões de crianças todos os anos.
  • Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), órgão da ONU, 80% das internações hospitalares no mundo são devidas a doenças transmitidas pela água;
  • A cada 8 segundos, morre uma criança no mundo devido a uma das seguintes doenças: diarréia, ascaridíase, dracunculíase, opilação, hepatite, meningite, cólera, febre tifóide, amebíase ou outras. Todas provocadas por parasitas existentes na água contaminada. Incluindo os adultos, de 5 a 10 milhões de seres humanos, por ano, são vítimas fatais de doenças transmitidas pela água. Acredita-se que se não forem tomadas providencias para limpar as fontes hídricas do planeta, até o ano 2020, 76 milhões de pessoas morrerão devido a doenças relacionadas com a água.

22 de março de 2010

Entrevista virtual ao Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça.

Sr. Presidente, o Sr. Foi um dos impulsionadores do movimento contra a passagem do TGV em Alcobaça.
Agora como presidente o que tem feito, não só, para continuar essa luta mas também para impedir que construam no corredor reservado á passagem do dito comboio.

Presidente:
Bem, as obras que estão a ser feitas já tinham sido aprovadas. Desde que estou na Câmara ainda não aprovamos nenhuma construção nesses locais.

Mas, SR. Presidente, não seria ético alertar as pessoas que estão a construir ou a comprar nessas zonas, para o perigo que correm de verem a s suas casas demolidas?


Presidente:
Eu não posso vedar o concelho em toda extensão do corredor do TGV para impedir que aí se construa.

Há sempre a possibilidade de colocar placas, nas entradas das localidades, solicitando às pessoas que se informem na Câmara ou nas Juntas de Freguesia dos riscos que estão a correr.


Presidente:
Bem, isso…Não tenho conhecimento de nenhuma situação em concreto.

Mas existem e se o Sr. quiser eu mostro-lhas…mas mudemos de assunto.

O Sr. Foi eleito há 5 meses, na campanha eleitoral prometeu que seria o presidente de todos os Alcobacenses e que trabalharia para o progresso e o bem-estar da população de Alcobaça.
Como explica a recente aprovação do PDM, na última Assembleia Municipal e que vai contra os interesses da população?

Presidente:
O PROT-OVT é uma resolução do Conselho de Ministros que determina a elaboração do Plano de Ordenamento do Território para a Região do Oeste e Vale do Tejo.

Deixe-me interrompê-lo, mas na Assembleia Municipal anterior o Sr. Presidente tinha todos os Presidentes de Junta, incluindo os do seu partido, contra este plano e, agora acabaram por aprová-lo, o que se alterou desde essa data?

Presidente:
Nós reunimos com os Presidentes de Junta e com os deputados do PSD, antes de cada Assembleia Municipal e esclarecemos algumas dúvidas que levaram à mudança de opinião.

Mas reuniu com todos ou só com os do PSD?

Presidente:
Só reunimos com os do PSD, é prática que sempre utilizamos desde que o PSD é poder na Câmara de Alcobaça.

Mas o SR. É Presidente da Câmara de Alcobaça e não apenas dos eleitos do PSD.

Presidente:
Eu não discriminei ninguém, volto a referir que é uma prática de há muitos anos os deputados do PSD reunirem antes de cada Assembleia Municipal.

Mas há gente no seu partido a discordar, apesar de terem votado favoravelmente, este plano entretanto aprovado.

Presidente:
Sim é verdade, mas não tínhamos alternativa, a não aprovação impediria o município de ter acesso a algumas verbas do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) isto é, fundos comunitários de políticas de coesão económica e social.

Então votaram sob Chantagem do Governo, tal como fizeram anteriormente com os Centro escolares e a Nova Carta Educativa?

Presidente:
Não se trata de chantagem, trata-se apenas de adequar os planos locais às directivas Nacionais e da UE.

Chame-lhe o que quiser, a verdade é que é de chantagem que se trata, se não aprovarem cortam-lhes os subsídios…então onde está a independência do poder local democrático?
Para ir de encontro aos caprichos dos governantes e dos grandes interesses da União Europeia os senhores prejudicam toda a população do Concelho.

Presidente:
Não, eu não prejudiquei ninguém, apenas me limito a adequar os planos locais às directivas do Governo e da UE.

Como não prejudica ninguém? Então se aumenta a área para 4 hectares (40.000 m2) para se poder construir – o Sr. Sabe bem que no Concelho há um reduzido número de parcelas com essa área, logo serão poucos os que vão poder construir nas aldeias.
Primeiro retiraram as escolas e concentram-nas em grandes centros urbanos, entretanto acabam os postos de correios, vão fechando os postos médicos, não permitem que as pessoas construam – é a desertificação completa do mundo rural.

Presidente:
Bem, as casas continuam a existir e as pessoas continuam a residir nelas, ninguém as vai obrigar a virem para a cidade.

Sim, ninguém as obriga, mas se deixam de ter serviços essenciais à sua permanência, acabam por abandonar as aldeias, principalmente as novas gerações.

Esta entrevista é virtual, não aconteceu mas reflecte a realidade.


A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou, no passado dia 11 de Março, a adesão do Plano Director Municipal (PDM) às regras do (PROT-OVT) com 27 votos favoráveis (PSD, CDS e a maior parte dos Presidentes de Junta), 4 votos contra da (CDU e BE) e com as abstenções 5 ( PS e o Presidente da Junta de Alpedriz).

A abstenção acaba por ser uma concordância encapotada e não um voto de protesto contra o que está em causa.

Uma torrente de lama

“A noção de todos os grandes valores cívicos continua enraizada entre os trabalhadores e as massas populares mas nada diz aos governantes e aos detentores das grandes fortunas. Enfim, é inútil chorar sobre leite derramado. Políticos e banqueiros são corruptos e nem sequer se dão já ao trabalho de esconderem a sua corrupção. Ponto final, parágrafo”.

Não se fala aqui no drama da Madeira, ainda que também por lá abundem os lodos da moral e a apropriação desonesta do dinheiro e do poder que, em teoria, deviam pertencer ao povo.

21 de março de 2010

A lei do vale tudo

A Nocal, empresa cerâmica de Alcobaça obriga  os trabalhadores a fazerem horas extras sem qualquer retribuição adicional pelo trabalho realizado.
Aos trabalhadores, na sua maioria mulheres, que têm de faltar para irem ao médico ou assistir familiares na doença, é-lhes descontado no mísero ordenado o valor do tempo de ausência.
É o capital, apoiado nos seus lacais instalados no poder, a não respeitar as leis que eles próprios fazem aprovar em seu benefício.
É o total desrespeito pela Constituição da República e pelas leis gerais do trabalho.
A completa demissão dos governos da sua função de moderador do equilíbrio social, transmitindo ao capital a ideia de enriquecimento por todos os meios, com a garantia da mais completa impunidade. A desarticulação e quase clandestinidade em que vive a Autoridade para as Condições de Trabalho, que devia estar tão apetrechada quanto a ASAE (devia ser bonito...), é disso um flagrante exemplo.
À sombra da crise vale tudo par explorar mais e mais os que apenas vivem da venda da sua força de trabalho.
Só a luta organizada e consequente pode alterar esta selvajaria que impera em muitas empresas do nosso país.

Ainda os contentores.

Operários deslocados, em obras particulares ou públicas, vivem meses e anos em contentores sem as mínimas condições a que, qualquer ser humano tem direito.
São semanas, meses longe dos filhos e das suas famílias.
Trabalham noite e dia, para cumprir prazos impostos pelos donos das obras e, assim, gerarem altos lucros a um punhado de parasitas que ,vivem à custa do suor de quem trabalha.
Em contraste, os patrões, aqueles senhores que vivem da mais-valia produzida pelos que trabalham, vivem nos seus luxuosos palácios rodeados de todo o conforto e, com todas as mordomias.
É tempo de o poder; Estado, Câmaras, Juntas de Freguesia e outras instituições, aprovarem apenas projectos que, contemplem condições dignas e alojamento para aqueles que ,são os obreiros do progresso deste país.
São os operários, os trabalhadores que, com suas mãos calejadas erguem pontes, escolas, hospitais, estradas e os palácios onde vivem os senhores que, os obrigam a viver nos referidos contentores.

A completa demissão dos governos da sua função de moderador do equilíbrio social, transmitindo ao capital a ideia de enriquecimento por todos os meios, com a garantia da mais completa impunidade. A desarticulação e quase clandestinidade em que vive a Autoridade para as Condições de Trabalho, que devia estar tão apetrechada quanto a ASAE (devia ser bonito...), é disso um flagrante exemplo.

20 de março de 2010

"O perdão do padre Teixeira"

«Barack Obama foi uma lufada de ar fresco»

30 milhões procuram trabalho nos EUA
"Uma sondagem da Gallup, divulgada a 23 de Fevereiro, revelou que, em Janeiro, 30 milhões de pessoas nos EUA tiveram de trabalhar apenas a tempo parcial ou estavam desempregadas. Este número, baseado num inquérito a mais de 20 000 adultos com idade superior a 18 anos e realizada de 2 a 31 de Janeiro, equivale a 20 por cento da população activa."
Soares é "obamomaníaco"

19 de março de 2010

“Bullying”.


Cláudia Raposo  

   Um dos temas da actualidade é o “Bullying”. É uma palavra inglesa, que descreve actos de violência física e/ou 
psicológica, sendo eles intencionais e repetitivos. São praticados por alguém (ou um grupo), que se considera o “valentão” (bully),  com o objectivo de intimidar ou agredir. A vítima, é uma pessoa que é incapaz de se defender, é considerada o “elo mais fraco”
Nos meus tempos de escola, existiam rivalidades mas, nada de alarmante. É normal isso acontecer na adolescência, é a idade em que nos afirmarmos como pessoas. De vez em quando, havia momentos de tensão, um murro ou outro, no dia seguinte já estava tudo bem. Hoje em dia, isso não se verifica. O número de casos de violência nas escolas, está a aumentar de dia para dia. Essas situações não ocorrem só entre alunos, mas sim entre esses e o corpo docente.
Era inimaginável, na minha altura, um aluno virar-se a um professor. Na primária, quem se portava mal e/ou não sabia a matéria, o professor impunha respeito.
Na secundária, existia respeito, alguns professores mesmo, tinham autoridade devido à sua postura, modo de agir.
Hoje em dia, os professores não podem bater nos alunos, se o fizerem estão metidos numa alhada, e os alunos batem nos professores. Acho que os papeis se inverteram.
Nunca tal situação, me tinha passado pela cabeça. Além disso, os alunos tratam mal física e psicologicamente os mais “fracos”, com uma crueldade imensa.
Onde é que fomos parar?                                                                                            
Em que se transformou a escola, que supostamente é um local para formar o futuro dos nossos jovens?
Na minha opinião existem vários factores que contribuem para esse aumento; os pais passam pouco tempo com seus filhos, não os acompanham devidamente; as crianças/jovens refugiam-se a jogar na consola, optando, na maioria, por jogos violentos; a televisão já não passa aqueles desenhos animados com que tanto aprendi, tanto me ri, é só bonecos com lutas, armas, sangue, enfim nada de bom; Cada vez mais, existem famílias desestruturadas; o incentivo à competição doentia; a transmissão de falsos valores ,incute nos jovens ideias erradas da realidade em que vivemos.

Os alunos considerados os mais “fracos”, têm a vida negra na escola. Isso faz um mal tremendo a nível psicológico, a violência é tal que, já há casos de suicídio.
Não nos podemos esquecer que, a maioria, são crianças. Como é que uma pessoa com tão tenra idade, comete tal acto? Que sentimentos a levam a isso?
Muitas vítimas desenvolvem fobias, pânico, depressão, ansiedade, perda de auto-estima…

Temos que agir.

Nós, pais, devemos dialogar mais com os nossos filhos, tentar compreende-los, interessarmo-nos pelas coisas que eles fazem, dar o nosso apoio quando precisam.
Muitos pais, pensam que a escola é quem educa, mas não. Nós, pais, somos responsáveis por isso, é certo que a escola também tem o seu papel, mas não é o de protagonista.
Já a escola, tem que oferecer melhores condições, dar mais apoio aos estudantes, ter profissionais que ajudem, que guiem os jovens nas suas jornadas.
Os pais, têm de lutar por melhores condições de vida, menos horas de trabalho, assim ficam mais tempo disponível para educarem os filhos.

Em geral, temos que lutar para que os nossos filhos tenham uma infância com amor e carinho.
Que tenham uma adolescência estável, criativa, respeitadora, partilhada. Que tenham perspectivas de vida e, confiança num futuro melhor.

18 de março de 2010

PEC = corte-se e obrigue-se a + por -

corte-se no desemprego e obrigue-se os desempregados a trabalhar por ainda menos salário

Por razões que a razão desconhece o chamado Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) chegou primeiro a Bruxelas do que à Assembleia da República, em S. Bento, Lisboa. Dirão as más línguas que o Governo pretendeu garantir primeiro o aval das instituições europeias para poder esgrimir de seguida a «excelência» da obra, mas não deixa de ser caricato que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, classifique o PEC de «credível», ou que o ministro das Finanças do Luxemburgo e presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, elogie as «medidas corajosas» do dito, enquanto em Portugal se gorava uma reunião com as confederações patronais e sindicais porque não havia uma versão final do documento (aprovado no sábado em conselho de ministro extraordinário) e o presidente da AR fazia paciências à espera do carteiro (é uma maneira de dizer).
É claro que nada disto é inocente. Se o ditado ensina que «enquanto o pau vai e vem folgam as costas», no caso vertente o que tudo indica é que ao Governo interessa sobremaneira esta divulgação do PEC às mijinhas, perdoe-se a expressão, para apalpar terreno e tomar o pulso às reacções.

17 de março de 2010

«ABENÇOADOS»

original aqui 
A próxima visita a Portugal do Papa Bento XVI continua a ter lugar de destaque nos noticiários. 

A visita ocorre num momento em que o Papa está a braços com vários casos de pedofilia vindos a público recentemente - casos que envolvem padres e bispos na Alemanha, naÁustria, na Holanda e na Suíça e que vêm juntar-se aos ocorridos nos EUA (4 400 padres pedófilos e 11 mil crianças abusadas); Irlanda (14 500 crianças abusadas); Austrália;Canadá; França... 

Mas não é disto que o Papa vem falar na visita a Portugal. 
E hoje ficámos a saber que se prevê que «cerca de 1 milhão de pessoas» assista às três missas que Bento XVIvai dizer, nos dias 11, 13 e 14 de Maio, respectivamente, em Lisboa, Fátima e Porto - missas nas quais, certamente, iráabençoar Portugal e os portugueses, como fizeram os seus antecessores quando por cá passaram. 

Bento XVI é o terceiro Papa a visitar Portugal. 
E vale a pena relembrar as anteriores visitas papais, todas, insisto, carregadas de bênçãos para Portugal e para os portugueses. 
Relembrar e agradecer, não obstante as referidas bênçãosnão terem tido quaisquer efeitos positivos nas condições de trabalho e de vida da imensa maioria dos portugueses... 

O primeiro a visitar-nos foi Paulo VI, em Maio de 1967. 
Tratava-se, segundo foi anunciado, de uma «visita de carácter particular, para orar pela paz em geral e pela paz no Vietname, em particular». 
Feito o balanço, constatou-se que, afinal, o Papa faloupouco da paz e falou nada da paz no Vietname - e acabou por «abençoar-nos» à sua maneira: recebeu o ditador Salazar; recebeu o palhaço Américo Tomás; e recebeu e condecorou o Director da PIDE - tudo para maior glória de Deus e do fascismo... 

Quinze anos depois foi a vez de João Paulo II. 
Veio em Maio de 1982, com o objectivo expresso de - para além de «abençoar Portugal e os portugueses» - oferecer a Nossa Senhora de Fátima a bala que, cerca de um ano antes, só não o matou, a ele Papa, porque Ela Senhora, não deixou, desviando a dita bala. 

Recorde-se que essa visita de João Paulo II coincidiu com aGreve Geral convocada pela CGTP-IN, em protesto contra oassassinato de dois jovens trabalhadores, no Porto, na noite de 30 de Abril desse ano, na sequência de uma provocação montada pelos amarelos da UGT em serviço combinado com o Governo AD/ Balsemão/ Freitas. 

Dois jovens trabalhadores assassinados que aqui se recordam: Mário Gonçalves, de 17 anos, vendedor; Pedro Vieira, de 24 anos, operário têxtil.

No entanto, tal acontecimento não despertou a atenção doSumo Pontífice. 
É certo que não condecorou os assassinos dos dois jovens - talvez porque os assassinos nunca foram identificados... - mas fartou-se de «abençoar Portugal e os portugueses»... 
João Paulo II passou por cá mais quatro vezes - e sempre, sempre, sempre a «abençoar Portugal e os portugueses». 

Em Maio chegará aí Bento XVI. 
E uma coisa é certa: a primeira coisa que Sua Santidadefará, mal ponha o pé em território lusitano, é «abençoar Portugal e os portugueses». 
Depois, ditas as missas, partirá: a resolução dos casos de pedofilia que envolvem a sua gente espera por ele. 

E «Portugal e os portugueses» ficarão. 
«Abençoados»...
imagem colocada por mim

Frutos da cultura

Original aqui
As recentes notícias que nos chegam das escolas portuguesas, de agressão e violência cujo inglesismo "bullying" parece lavar o contexto semântico do acto, não são senão a "ponta do icebergue" de um clima que se tem instalado nas escolas desde à muito.

"O ensino publico é mau" ou o "desleixo dos pais" são as desculpas comuns para o mau ambiente das nossas escolas, mas escapa ao facto dominante na educação da nossa população infantil-juvenil. É a televisão o principal elemento de educação das crianças. É a televisão que aponta os modelos a seguir, as condutas a serem valorizadas e os valores a obedecer e as crianças estão expostas a muito mais do que desenhos animados.

A publicidade propagandeia a elegia do consumo e das personalidades descartáveis a cada nova remessa de produtos, espalhando o mito capitalista do successful bastard para justificar a crueldade entre pessoas e a existência de fracos e fortes, pobres e ricos.

É este sacerdote omni-presente que naturaliza, romantiza e promove a crueldade como mecanismo social. A disseminação dos actos de violência e ódio, nas escolas, locais públicos e privados são frutos de um cultura que ridiculariza a bondade para legitimar o ódio.

16 de março de 2010

A Pirâmide


Construa o seu próprio negócio, trabalhe a partir de casa, seja dono dos seus rendimentos, construa o seu futuro – são slogans utilizados, para aliciar o pacato cidadão a aderir a esquemas de Marketing bem montados. 

Quem lança o esquema está no topo a ganhar milhões e, quem está em baixo, a receber tostões. 

É a ideologia capitalista, a cultura americana a penetrarem no pacato cidadão e a transmitir-lhe a ideia que ,pode enriquecer de um dia par o outro, sem qualquer esforço. 

- Herbalife, Amway,Oriflame, Tapperware, ACN, e tantos outros mas, o esquema é sempre o mesmo. 

- O esquema é simples, arranjam um catálogo de produtos, que todos usamos, para venderem o sistema em que ,os que estão no topo vão enriquecendo cada vez mais à custa dos que estão por baixo a angariar novos clientes para entrarem no sistema. 

Uns apregoam umas pastilhas milagrosas, para o emagrecimento.Recomendam a ingestão desses produtos ,2 a 3 vezes por dia mas ,alertam para a necessidade de fazerem exercício diario e beberem 1 a 2 litros de água por dia. Milagre dos milagres… Qualquer cidadão sabe que, se fizer exercício e ingerir água em quantidade suficiente, acaba por emagrecer e por ter uma vida mais saudável. 

Outros ,vendem os produtos de beleza. Os melhores dos melhores, produtos naturais, fabricados a partir de plantas medicinais. Os preços são exorbitantes ( para pagar comissões a todos os participantes na cadeia). Por muito menos dinheiro, conseguem-se os mesmos produtos ou melhores em qualquer comércio tradicional. 

Agora, está na moda os video-telefones e a integração de todos os serviços num só ( internet, televisão, telefone portátil ou fixo). É a centralização em centros espalhados por vários países,, onde controlam todas as nossas conversas, o que vemos e o que fazemos. 

Por que razão, havemos de desembolsar 200 ou 300 euros por um telefone que não faz nada mais que, uma pequena câmara incorporada num computador e, através dela podemos ver e falar com familiares e outros amigos sem desembolsar um cêntimo? 

Em todas estas situações, efectuam-se reuniões, seminários, conferências, onde são apresentados os esquemas para angariar gente para entrar no sistema, raramente se fala dos produtos. 

Mostram filmes, com gente que tem grandes mansões, os chefes, com ferraris a entrarem nos palcos, férias em ilhas de sonho, etc.etc. 

As palestras caem no rídiculo, depois de grandes doses de optimismo, de apelo ao subsconsciente de cada um, empregam as perguntas fulcrais que levam a multidão ao rubro. 

“ se você tivesse que dançar nú, no cimo de uma mesa para ser rico dançava?” e a multidão responde em unissomo que “sim”. E tantas outras tão ridiculas como a anterior. 

Muita gente, levada pelo incentivo de uma vida fácil e faustosa, abandona empregos estáveis, e acaba por perder o que tinha e o que não tinha, para passar a viver miserávelmente. 

Por detrás destas empresas, para lhe dar credibilidade, há sempre um prémio nobel disto ou daquilo, pago a peso de ouro, para dar o nome em pról do objectivo a atingir. Milhões, para os de cima, a exploração dos que estão em baixo. 

É o capitalismo de porta em porta e a viver á custa dos que, investem no sistema a pensarem que um dia poderão ser ricos.

OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE! (PEC)

em relação ao artigo/post anterior:
-É apenas mais um dos muitos marajás que foram brotando à sombra do "centrão", sempre escarnecendo do Estado enquanto garante do equilíbrio social, fragilizando as suas estruturas e afastando as populações da sua defesa, para melhor o poderem abocanhar em benefício próprio e das classes possidentes.

-Chegou-se a tal ponto que já se ouvem vozes - que antes deram o seu "melhor" contributo para este festim - clamarem agora contra mais privatizações!

-Mais vale tarde que nunca, até porque está à vista de toda a gente que o agravamento da crise é proporcional ao desmantelamento do sector empresarial do Estado.

-Isto é: com a cedência de parcelas do Estado ao grande capital - para mais, a preços de "tremoços" - as mais valias e respectivas contribuições tributárias diminuiram drasticamente, e agora aí temos o PEC com todo o estendal de restrições sobre os salários e outras participações sociais, numa clara demonstração de que serão os pobres a pagar a crise!

-Face ao "regabofe" instalado por tais marajás, com salários e reformas acumuladas de forma obscena, é o momento apropriado para devolver a tal gente, com toda a frontalidade:

OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!

O Penedo

Original aqui
É justo. O salário mensal do Penedo é de 46 mil euros. O Penedo só em2008 embolsou 655 mil euros.
O Penedo vai receber como prémio dedesempenho referente a 2009 seis meses de salário. O Penedo, o arguido, suspenso por “alegadas” ligações criminosas “cada vez que uma empresa é privatizada abre uma garrafa de champanhe”.


Ao serem anunciadas mais privatizações este Penedo irá abrir muitas mais garrafas de champanhe. E uns cerca de 300 mil euros de bónus vêm mesmo a calhar para poder distribuir champanhe por toda a escumalha que o rodeia. Escumalha sequiosa de mais privatizações para continuarem o saque.


«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, paraflorão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concursointernacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»


José Saramago – Cadernos de Lanzarote - Diário III – pag. 148


A TODOS!

15 de março de 2010

Costa Martins: 25 de Novembro e outras mentiras

- Sentiram que o Povo estava ao lado do 25 de Novembro?

A esmagadora maioria da população não estava de acordo, a realidade tem de ser dita, o 25 de Novembro, que é vendido e apresentado, é uma fraude histórica, muito grave. E com base nesta fraude histórica é que foram destruídos os valores essenciais da sociedade em que se chegou ao ponto de que se chegou, e toda a gente clama que não há justiça, mas se não há valores morais como pode haver justiça? Se não há a possibilidade de conhecer a verdade como se pode fazer a justiça? A verdade é a base essencial para a feitura da justiça, aliás as nossas leis até prevêem que no foro criminal, o arguido pode mentir à vontade.  »»»

14 de março de 2010

Um mundo que não existe…

Cláudia Raposo
À medida que o tempo passa, vão surgindo novas tecnologias. De dia para dia, a tecnologia vai evoluindo, isto para fazer face ao crescimento populacional. Estas evoluções dão-se para que a distância entre as pessoas diminua. O surgimento dessas novas tecnologias, permite um maior contacto entre as pessoas, o que faz com que o comportamento humano seja alterado. 

Como tudo na vida, essa evolução não tem só aspectos positivos tem também aspectos negativos. 

Nos dias de hoje, e à distância de um clique, temos acesso imediato a todo o tipo de informação e em qualquer parte do mundo. A comunicação entre pessoas é cada vez mais facilitada. A Ciência também, graças às novas tecnologias, tem evoluído muito. Têm-se descoberto coisas incríveis através de novos aparelhos. A Medicina todos os dias dá um novo passo, descobrindo coisas que até então eram desconhecidas. O Homem usa também as novas tecnologias, para explorar o meio que o rodeia, permite-o explorar o Universo. 

Todavia, as novas tecnologias têm também os seus efeitos secundários. Estas quebram a relação física entre as pessoas. Faz com que as pessoas se isolem no seu mundo, que não tenham contacto com o mundo físico. O mundo virtual torna-as reféns, faz com que deixem de ter contacto com o mundo exterior. Talvez nos dias que decorrem, as crianças prefiram estar em casa a jogar computador, do que a brincar na rua. Eu, pessoalmente, noto muito isso, pois antigamente o silêncio da rua era “quebrado” com o riso das crianças a brincarem. Agora, ao caminhar num jardim existe um silêncio ensurdecedor. 

As novas tecnologias, influenciam cada vez mais as relações físicas, o que está na moda são as relações virtuais. Já ninguém prescinde de uma conversa no msn, de conhecer e fazer amigos na internet. As pessoas esquecem-se que, é muito raro, arranjar relações verdadeiras e sinceras utilizando estes meios. Aí, as pessoas podem criar personagens fictícias, podem criar um mundo imaginário. Eu nunca hei-de trocar uma boa relação de amizade física por uma virtual. Esta sim, é verdadeira, tem personagens reais que vivem num mundo real. 

Cada vez mais chegam-nos notícias de abusos, fraudes por intermédio da internet. Talvez se as pessoas se acomodassem um pouco menos, muitas dessas situações fossem evitadas. 

O mesmo se passa com a grande quantidade de informação recebida. De minuto a minuto, vai surgindo nova informação, cabe-nos saber distinguir qual é a verdadeira e qual é a falsa. Mas, por vezes, a informação é oferecida de tal maneira, que nos deixa completamente deslumbrados e com a nossa inocência, leva-nos a acreditar em tudo. 

Posso concluir, que o avanço da tecnologia é muito importante em campos relacionados com a Ciência, Medicina, Astronomia. Agora a nível de convívio, não a usem com esse fundamento. Saiam de casa, mantenham contacto com a Mãe Natureza. Usufruam de todas as belezas que o nosso planeta nos oferece. Não se deixem ficar reféns dum mundo virtual, de um mundo que não existe.

A união faz a força


Observemos a natureza! 

Observemos os animais! 

Andamos tão atarefados, isolados, absorvidos nas coisas banais que não apreciamos o que está diante dos nossos olhos. 

- Os Leões para caçarem as suas presas unem-se e colectivamente é-lhes muito mais fácil obter o alimento de que necessitam; 

- Os perus, ao detectarem algo de estranho à sua especie, fazem um circulo para se protegerem e afuguentarem o intruso; 

- As raposas, no seu território, colocam-se em postos estratégicos, emitem latidos continuos até encorralarem a presa num pequeno espaço e assim se apoderarem dela; 

- As formigas, em colectivo, recolhem no verão, o alimento que consomem no inverno; 

- As abelhas, trabalham colectivamente os seus favos de mel. 

O ser humano, desdes os primórdios da humanidade, tem vivido sempre colectivamente. 

Os poderes instituidos – a sociedade capitalista –sabendo que a União Faz a Força, procura dividir, desorganizar, incentivar ao individualismo, ao salve-se quem puder. 

O capital e seus lacaios organizam a produção no sentido de tirarem partido da divisão dos trabalhadores e dessa forma obterem o maior lucro possivel explorarem quem trabalha. 

- Despedem trabalhadores efectivos para contratarem empresas externas, de trabalho temporário, de aluguer de mão de obra barata; 

- Despedem trabalhadores incentivado-os a colectarem-se em nome individual ou formarem pequenas empresas que depois vão fazer serviços aos locais onde trabalahavam anteriormente; serviços de limpeza, de manutenção, etc. 

O Capita l e seus lacaios, criam sindicatos que nada têm a ver com os interesses dos trabalhadores e que são instrumentalizados e finaciados pelos capitalistas no sentido de obterem os acordos que melhor sirvam os seus intentos exploradores. 

Observemos a natureza, observemos os animais que nos ensinam que a União faz a Força. 

Unamo-nos em torno das nossas organizações de classe, lutemos por por uma vida melhor, por um mundo em que nenhum homem explore outro homem. 

Só a luta organizada e colectiva poderá transformar o mundo!

13 de março de 2010

A comunicação social ao serviço dos poderosos.

Cláudia Raposo
De dia para dia, vamos dando cada vez mais importância à comunicação social. Já faz parte da rotina diária seguir atentamente os telejornais, bem como ler o jornal. Somos constantemente bombardeados com inúmeras publicidades e informações, vindas de todo o lado. Através da comunicação social, limitamo-nos a estarmos sentados no sofá enquanto viajamos por esse mundo fora. Estamos sempre a par de tudo o que se passa no exterior, temos conhecimento do que é de bom e de tudo o que é de mau fora das nossas quatro paredes. Tudo isso pode enriquecer muito o nosso conhecimento, pois conhecemos culturas novas, pessoas novas, ficamos até a saber o que se passa no espaço, algo que para nós (pessoas comuns) é inatingível. 

Mas por vezes, a comunicação para lucrar ainda mais, aproveita-se das coisas menos boas, tornando-as em desgraças, pois é o que vende mais. 

A comunicação social, como tudo, tem os seus benefícios como também tem os seus malefícios. Por exemplo, através desta temos conhecimento de, além do que já referi anteriormente, avanços da ciência, avisos importantes que visam o nosso bem-estar, eventos importantes, entre outros. Mas, a comunicação tornou-se de tal maneira poderosa que, controlada por grandes grupos financeiros, é capaz de alterar mentalidades e incutir a sua própria ideologia. Esta por vezes, direcciona-nos para o “local” que eles pretendem. O capital utiliza a comunicação social para nos tornar maleáveis, para nos tornar tolerantes e moldar nossas as consciências. Os seres humanos tornaram-se inocentes de mais, para conseguir lidar com algo tão poderoso, esta faz-nos mudar de opinião com uma facilidade impressionante. O seu poder de persuasão é tão enorme, que nos leva a acreditar em certos valores, ideologias que até então não faziam parte da nossa própria ideologia. 

Na minha opinião, a comunicação social deveria estar ao serviço do Povo e do País, ter mais cuidado na maneira como comunica, usando para isso, um vocabulário mais assertivo para cada assunto. Acima de tudo, darem mais importância à cultura, a informar com honestidade e transparência. Deviam também dar mais importância ao que de bom acontece, não só em Portugal como por esse mundo fora. 

Vamos dar mais tempo ao tempo!

Levantamo-nos a correr. Corremos para o trabalho. Trabalahamos a correr. Almoçamos à pressa. Vamos às compras a fugir. Regressamos a casa quando já lá deviamos estar. Quase não jantamos porque há sempre algo para fazer. E já nem descansados dormimos. (dormimos a correr acordando já cansados ) 

Os nossoa filhos vão a correr para a escola em vez de irem correr para a escola. 

Saem das aulas à pressa porque têm um sem número de actividades a realizar. 

Chegam a casa, comem a fugir, porque têm trabalhos para apresentar no dia seguinte. 

Os adultos não falam, não convivem, não partilham. 

As cianças não brincam, não têm tempo para serem meninos. 

Estamos a ser formatados para chegarmos depressa a tudo. 

Empreendorismo, competitividade, sucesso, produtividade são palavras com que todos os dias somos bombardeados. 

Não resisto a publicar aqui a angustia de uma criança de 9 anos que chegou a casa num pranto porque não tinha tempo para nada. 

O ritmo imposto é detal ordem que as crianças desde pequenas não têm tempo para brincar, para aprenderem a serem meninos. 

São aulas normais, são actividades extra-curiculares, a catequese, a natação, o bailado, a música e número infidável de actividades que não deixam espaço às crianças para darem mais tempo ao tempo de serem meninos.

Pela igualdade na lei e na vida

Dados sobre a situação das mulheres no mundo
Original aqui
● Em todo o mundo são mais de 1000 milhões os trabalhadores pobres (recebem menos de dois dólares por dia), representando 40,5 por cento do emprego total (OIT, 2009);

● Cerca de 70 por cento dos pobres de todo o mundo são mulheres (UNIFEM, 2008);
● Apenas 18 por cento das mulheres trabalham na indústria (26,6 por cento de homens), contra 46,3 por cento nos serviços (41,2 por cento de homens) e 35,4 na agricultura (32,2 por cento de homens) (OIT, 2009);
● Na Zona Euro a taxa de desemprego das mulheres aumentou de 8,5 por cento para 10 por cento(Outubro de 08/09). A dos homens aumentou de 7,3 por cento para 9,7 por cento (Eurostat, 2009);
● Persistem as diferenças salariais entre homens e mulheres na UE: as mulheres ganham, por hora, menos 17,4 por cento do que os homens (UE, 2007);
● Em África, cerca de 91,5 milhões de mulheres e raparigas com mais de 9 anos sofrem as consequências físicas e psicológicas da mutilação genital. Mais de 130 milhões de raparigas e mulheres que sobrevivem sofrem sequelas irremediáveis (UNIFEM, 2008);
● Cerca de 70 por cento das mulheres em todo o mundo sofrem violência física ou sexual, dos maridos, companheiros ou de alguém que conhecem, qualquer que seja o local, em casa ou no trabalho, nas ruas ou nas escolas, em tempos de paz e em tempos de guerra (ONU, 2009);
● Em cada ano ocorrem nos países em desenvolvimento mais de quatro milhões de mortes maternas e de recém-nascidos, devido à falta de cuidados de saúde básica e de planeamento familiar (ONU, 2009);
● Cerca de quatro milhões de pessoas são traficadas por ano, a maioria das vítimas são mulheres (UNIFEM, 2008);
● Os recentes conflitos armados matam mais civis que militares. Cerca de 70 por cento das mortes são de não combatentes, a maioria mulheres e crianças (UNIFEM, 2008);
● Em muitas sociedades, as mulheres são vítimas de violação. As que se suspeitam terem relações sexuais pré-matrimoniais, ou que são acusadas de adultério, são assassinadas pelos familiares porque a violação da castidade da mulher é entendida como uma afronta à honra familiar. Estima-se que, todos os anos, são assassinadas mais de cinco mil mulheres (UNIFEM, 2008);
● Em todo o mundo as raparigas representam 57 por cento das crianças que não estão na escola(UNESCO, 2008);
● A cada minuto, mais de 30 mulheres ficam gravemente feridas ou incapacitadas no trabalho. Por cada mulher que morre com complicações de gravidez, entre 30 e 100 conseguem viver mas com consequências dolorosas e penosas. Contudo, ninguém reconhece as 15 a 50 milhões de mulheres afectadas (Banco Mundial, 2009);
● Prevê-se um forte crescimento do emprego vulnerável em todo o mundo: cerca de 671 milhões de mulheres e 935 milhões de homens (OIT, 2009).

12 de março de 2010

Passamos pelas coisas sem as ver

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade

original aqui

Trabalho Infantil - Braga (Distrito)

A União de Sindicatos de Braga considera “inadmissível” que a Autoridade para as Condições de Trabalho tenha detetado, esta semana, casos de empresas do distrito que recorrem ao trabalho infantil. “Não se admite que, depois de nos anos 80 termos denunciado um acentuar muito grande do trabalho infantil no distrito, a própria inspeção de trabalho continue a detetar e a punir empresas que recorrem a mão de obra infantil, como aconteceu no início desta semana“, afirmou o líder da estrutura, Adão Mendes, em declarações à Lusa.

11 de março de 2010

Os três da vida airada...

original aqui
Cocó
«Estou aqui para ser primeiro-ministro!»
Aguiar-Branco em 2008 só os activos financeiros no BES atingiam meio milhão de eurose 118.600 euros em aplicações no BBVA. Os rendimentos declarados nesse ano foram de 230 mil euros.

RANHETA
Rangel considera que ser primeiro-ministro «não é nada apetitoso».
e
facada
A independência dos media está tão afunilada, a desvergonha atingiu tamanho desvario, e a ensurdecedora mudez dos comentadores, é de tal modo gritante quando as notícias correm a favor dos seus patrões, que se torna difícil classificar o quese está passando.

Todos os dias e em todos os noticiários televisivos e outros meios de comunicação somos obrigados a beber com os olhos oucom os ouvidos a mesma purga.

Um gato mijou fora do caixote, logo um batalhão de câmaras e repórteres entrevistam Passos Coelho, Rangel e Aguiar-Branco. O cão deixou o presente na relva e Aguiar-Branco, Rangel e Coelho têm que se pronunciar sobre a matéria.

E ninguém se exalta, reclama, vitupera contra esse escândalo que é de ver três burgessos que se apresentam comosalvadores da pátria e os tratam como se assim fosse.

10 de março de 2010

Não há quem apague a puta da "luz"?

Não desarmam
Estejam onde estiverem a demência é uma constante. Desta vez é o cardeal Julio Terrazas que fazendo jus aos seus pares e à sua "doutrina" afirma que o terramoto do Chile é uma chamada de atenção de Deus para pedir mudanças.

"O Senhor nos chama a atenção, o Senhor intervém e nos pede a mudança", assim proclamou na sua homilia deste Domingo.

Este homem que está à cabeça da Igreja Católica da Bolívia desde 1997 indicou que cada pessoa deve reflectir e examinar "qual é a maneira, qual é o estilo, qual é a forma que o Senhor tem para comunicar com o seu povo".

"É importante ver o sinal da presença de Deus, que como uma lâmpada acesa, como um fogo, está constantemente a tratar de iluminar as pessoas e as sociedades", apontou.

Não há quem apague a puta da "luz"?

original aqui

Mais uma porta fechada

Cláudia Raposo
Para começar tenho de mencionar que segundo, o art.º 65 da Constituição da República Portuguesa, “Todos têm direito para si e para a sua família, a uma habitação, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. Quer isto dizer que, todo o ser humano tem direito a um espaço que o proteja a si e à sua família das condições climatéricas (água, chuva, frio, vento, …), onde possa guardar os seus bens. A habitação deve possuir pelo menos, as condições mínimas para levar uma vida digna.

Será que esse direito é de todos?

Uma pessoa para adquirir uma habitação, tem duas hipóteses, ou compra ou aluga. Existem inúmeras casas para esse fim. É óbvio que, as pessoas preferiam comprar mas, visto a ter um custo elevado, têm que optar por alugar. 

Eu, entre tantas outras pessoas, fui “obrigada” a alugar uma. Como é óbvio, preferia viver numa casa que fosse minha, pois todos os meses tenho que proceder ao pagamento de uma renda, ou seja, estou a pagar por uma casa que não é minha. Eu, ainda tentei comprar uma mas, aos preços que se encontram é-me totalmente impossível, para já. 

O nosso governo tem (tinha) essa mesma noção como também tem (tinha) consciência de que isso leva os jovens a adiarem a saída da casa dos seus pais, por consequente a sua independência, também ela se torna tardia. 

Para incentivar os jovens a conquistar a sua liberdade, esse criou há já vinte anos um apoio para esses mesmos jovens, o IAJ (Incentivo de Arrendamento a Jovens). Os jovens alugavam uma casa e o governo, mediante um contrato, comprometia-se a pagar 70% da renda. Este programa era dirigido a jovens até aos 30 anos, os quais teriam que se dirigir a um balcão da Caixa Geral de Depósitos. Estes eram os intermediários, era onde se preenchia a ficha de candidatura e onde se entregavam os respectivos documentos, estes além de serem os de identificação eram também fotocópias da licença de habitabilidade, contrato de arrendamento e recibo de renda do mês em que o pedido era feito. 

Ao ter conhecimento deste incentivo, procurei uma casa que reunisse a s condições necessárias e avancei com a minha candidatura. Mas, como tudo neste país, é um processo moroso, tive que aguardar três meses por uma resposta. Esta ainda poderia ser positiva ou negativa. Após tanto tempo de espera, recebo a confirmação de que o meu pedido tinha sido aceite. Afinal, a demora valeu a pena. 

Este incentivo era renovado todos os anos, até o meu marido perfazer 30 anos. E assim foi, todos os meses recebia o apoio por transferência bancária. Tenho de confessar que, o apoio era fulcral para mim e para os milhares de jovens que também o recebiam. 

Mas, chegando ao ano de 2007…acabou. 

O Estado, há já algum tempo, que vem habituando os portugueses a retirarem-lhes as poucas coisas boas que ainda oferecem, sendo esta mais uma para a lista. 

Como o governo gosta de ajudar os jovens, decidiu substituir o IAJ pela Porta 65, tendo sido uma péssima troca. Este novo (des)apoio veio alterar por completo a minha vida e a vida de tantos outros jovens. O IAJ apoiava mais de vinte mil jovens, a Porta 65 apoia entre 5 a 10 mil jovens, alguma coisa não está bem. 

Foram feitas imensas alterações, ou melhor, foi tudo alterado. As condições necessárias para se candidatar são absurdas e houve um corte brutal no valor do incentivo. O Estado criou uma lista de rendas por município, onde foram estipulados limites de renda consoante a tipologia da casa e a zona onde essa se encontrava. Mas essa lista é também algo absurda, pois estipularam valores que não são praticados nas zonas assinaladas e, ao acontecer isso, torna ainda mais difícil os jovens concorrerem, pois como a renda é superior ao valor dessa lista, a candidatura não pode ser submetida. E ainda… a partir desse momento as candidaturas são enviadas pela internet, tendo sido criado um site da Porta 65, que contém o formulário para nos candidatarmos. Eu, como tantos outros candidatos, não tendo acesso à internet em casa, logo tive que me deslocar a um local que a tivesse, o que se tornou num incómodo. Quanto ao valor monetário, pior ainda. Esse valor foi reduzido para metade, e ainda não satisfeitos, esse valor de ano para ano vai decrescendo, o que faz com que a determinada altura o apoio ronda a módica quantia, uns absurdos 50 euros. 

O aparecimento da Porta 65 apanhou-me completamente desprevenida, a mim e aos restantes usuários do IAJ, a maioria teve que regressar ao lar dos seus pais.

Mais uma vez os jovens sentem-se injustiçados, esquecidos, abandonados pelos nossos governantes. Isto, como jovem que sou, revolta-me imenso. O estado devia apoiar-nos muito mais, devia incutir-nos o gosto de sermos portugueses. Que nação temos nós se, em vez de fazerem de tudo para nos tornarmos umas pessoas responsáveis, colocam-nos enjaulados na casa dos nossos pais. 

Eu tenho esperança de que um dia tudo mudará. 

Os Jovens do futuro jamais seguirão as pegadas dos Homens do passado!