Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

30 de abril de 2010

25 de Abril contado às crianças

Era uma vez… um país, oprimido, triste e envergonhado pela opressão.

Quem vivia nesse país sentia-se amordaçado pelas forças castradoras . 

As pessoas queriam sorrir, mas o riso era proibido, as pessoas 

queriam dançar, mas as forças silenciavam a música. 

As pessoas queriam chorar, mas as lágrimas murchavam de dor. 

E as crianças queriam brincar , mas faltava-lhes um lugar para sonhar. 

Um dia , de Abril, tudo mudou… 

Ouvia-se pelas ruas , praças e avenidas : 

Viva a liberdade! Viva a liberdade! 

As ruas enchiam-se de gritos, choros, abraços e sorrisos. 

A musica incendiava as ruas… e cantava-se com paixão : 

Grândola Vila Morena … o povo é que mais ordena. 

E aquele país triste e cinzento, desabrochou… 

E os pais , as mães , as crianças, os tios e primos 

e os avós juntaram-se numa enorme e redonda roda de liberdade, 

e entoavam alegremente… vinte cinco de Abril para sempre. 

O Futuro

José Carlos Ary dos Santos

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

Crise vs Gripe

«Vacina anti-gripe, "anulada parte da encomenda" pelo governo francês deu 2 milhões a um Laboratório, outros continuam em negociações. In Jornal Oueste-France (hoje)

Esta pequena nota no jornal dá-nos conta, do que já significou noticias sobre o Vírus H1N1 e o que significa hoje para os mesmos orgãos de informação.
Certo é, como todos sabeis, que o pânico criado foi motivo dos laboratórios ganharem muitos milhões de milhões. Significando do outro lado da balança despesas enormes, que agravaram a situação actual.

A fúria (que atribuem aos mercados) é de tal ordem, que não bastou, é preciso ir mais longe dizem ainda alguns (passos & companhia) que se dizem de diferentes.

Fazem recair sobre a Povo tudo quanto diz respeito a sacrifícios, deixando os apoios, as benesses de vária ordem para os homens de confiança, aos disponíveis, do género daqueles que estão sempre à mão.

Os abastados e ao seu regime capitalista, cabe arrecadar a maior fatia e logo, logo aparecerão outras crises, se necessário mais guerra, governos fantoches, repressivos, sempre em nome do interesse nacional; e assim vão alimentando os cofres já abastados; sempre e até quando?

O Sétimo dia….


Dizem os católicos que Deus criou o mundo em seis dias e ao sétimo descansou.

Em honra de Deus, trabalhar ao Domingo é pecado.

Ainda não vi a igreja católica ou os seus serventuários indignarem-se com o grande capital, dono das grandes superfícies, por obrigarem os trabalhadores a terem de trabalhar ao domingo e nos feriados.

Quando se trata de explorar quem trabalha e beneficiar quem explora já não há pecados.

Com a vinda a Portugal do “representante de Deus na terra” já há tolerância de ponto para bajular sua excelência.

O dinheiro tudo compra. Os maiores exploradores deste país, os parasitas, os vigaristas, praticam as maldades durante a semana e vão, ao Domingo, à missa para que sejam perdoados e voltarem ao mesmo na semana seguinte.

Os pobres, os trabalhadores, se tiverem pecados, nem ao Domingo têm tempo para pedir perdão e acumulam o “ pecado” de não serem filhos do mesmo “ Deus”.

Dizem os católicos que é mais fácil um “camelo” entrar no buraco de uma agulha que um rico entrar no paraíso.

Não precisam…os ricos já vivem no paraíso e os pobres habitam o inferno.

Amen!

29 de abril de 2010

Portugal Bate no Fundo

«No panorama político e empresarial português trava-se a batalha final pela posse e conservação do poder. É uma luta de vida ou de morte que pode (e vai mesmo) ser fatal para as estruturas sóciopolíticas do grande capital. Esta fase envolve já todas os organismos dirigentes das instituições superiores do regime, desde o Presidente da República e o primeiro-ministro, à Assembleia da República, aos tribunais, às polícias, à advocacia, ao empresariado, à banca e à Igreja. Todos são apanhados em falta e todos se recolhem à sombra da inocência. A existência de uma tal situação não é apenas imoral. ...
***
O País já está nas mãos da banca mundial, das multinacionais, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Se apenas estas entidades exigissem para já o pagamento das dívidas contraídas pelos governos portugueses, Portugal entraria irremissívelmente em falência. Entretanto, os grandes negócios dão crescentes lucros. A «crise económica» passa-lhes ao lado. ...»

Excelente artigo, leia na íntegra aqui

"Se houver essa necessidade, estaremos preparados"

Hoje o Ministro das Finanças mais conhecido entre os amigos pelo Teixeira disse:

"Na orquestra o maestro conduz a orquestra mas não é ele que toca piano"

O Teixeira Santos lembrou ainda que a Comissão Europeia disse esta quarta-feira que não são necessárias mais medidas no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento: "Se houver essa necessidade, estaremos preparados", concluiu. (...)
«A União Europeia, é proprietária desta grande orquestra musical conhecida pelas iniciais UE. A ela foi chamado "o português, Maestro José Manuel", ao "Piano", que de forma configurativa representa todos os "instrumentos entregues aos três maiores partidos com acento parlamentar". Há ainda "o grupo coral" que afinadinho canta umas coisitas, mas depende sempre de "terceiros" para cantar... é um "grupo" que teve origem em "vários grupinhos" e mais tarde "formaram um Bloco; o possível..."

Quem não canta nem toca este tipo de musica não tem entrada nesta orquestra. É o caso de "um grupo" que se recusou sempre aos ditames dos donos da orquestra e de seus associados. Cada vez com um maior numero de elementos, canta e toca musica popular em conjunto e sempre com o povo e para a população.

Lutam todos os dias, já lá vão mais de 80 anos, mas continuam sempre (paço atrás dois à frente), pra que sejam ouvidos e ao mesmo tempo mostrar que é possível dar uma guinada à esquerda a esta politica musical.

Estamos fartos de ouvir sempre a musica dos donos, queremos editar a nossa própria musica. Para isso e até por algumas sugestões que vão chegando dos nossos leitores, teremos que se necessário tomar medidas mais duras, ou seja adaptadas sempre às circunstâncias para que o Povo tenha a musica que quer.

termino dizendo:
Dêem os instrumentos a quem os sabe tocar!»

União Europeia - Simplesmente, escandaloso!

Isto é só uma parte das mordomias que aquela gente tem:
  • Infantário gratuito, subsídio escolar total, subsídio de arrendamento, assistência médica gratuita, refeitório gratuito, viaturas isentas de impostos, isenção de irs, etc. etc.
  • Depois correm a europa para nos convencer das "maravilhas" do prolongamento da idade de reforma, da redução das despesas sociais, da diminuição do "peso do Estado", e o mais que se sabe. 
  • Qualquer dia, a casa cai.... 
Agora leia mais um pouco sobre este Escândalo na UE! ! ! 

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês. 

Sim, você leu correctamente! 

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ...) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar. 

Porquê e quem paga isto? 
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro. 
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" 

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. 
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia .... 

Reagindo!

Jerónimo de Sousa:
como "predadores implacáveis que rapinam os recursos dos povos, o grande capital lança agora um fortíssimo ataque" contra a economia portuguesa, visando "apoderar-se de importantes recursos nacionais" e "extorquir milhões de euros" dos recursos nacionais por via da dívida. (+)

***

Bernardino Soares,
esta noite na SIC-Notícias em debate com Guilherme Silva do PSD, definindo a atitude e a política do PS e do PSD nas circunstâncias actuais:
"Estamos a ser atacados pelos mercados, logo vamos atacar mais os portugueses"

(esta frase foi gamada aqui)

28 de abril de 2010

O “Sr. Dos Paços”

Lá vai o “Sr. Dos Paços” de encontro ao “S. José” para alinharem a estratégia de nos tramarem.
O “ Sr. Dos Paços” já disse que, apesar de algumas “divergências”, estão unidos no mesmo objectivo, isto é, pela defesa dos interesses do País.

Que País? Não explicam mas, nós adivinhamos. País dos poderosos, dos que estão a perder dinheiro na bolsa, dos banqueiros, dos amigalhaços do costume.
O País, orientado pelas empresas de Rating (que pouca gente sabe o que isso é) mas que, classificando os países com AAA, menos ou mais, apelam à diminuição dos salários, à redução do défice, a maior sacrifícios para o Povo que, trabalha.
E o Cavaco, que deveria dar uma paulada nos coelhos e demais bicharada, que nos sugam até ao tutano, não passa de uma bengala do “S. José”e, está atento.
Atento a quê? – Aos “furões” que se matam a trabalhar e que, são sempre os mesmos a levar as cajadadas do costume.
Um dia, os “furões “vão unir-se, organizar-se e fazer uma batida a estas velhas raposas, vestidas de pele de coelho, e expulsa-los de vez das suas” reservas de caça”.

As Greves

Sempre que há uma greve, lá vêm os jornalistas de microfone na mão entrevistar, não os que estão em greve e o porquê da mesma mas, os utentes dos diversos serviços fechados.

Fazem o papel que lhes destinaram, criar o caldo de revolta do Povo contra as greves e os grevistas.

Se as greves não afectassem ninguém, não se faziam. Afectam em primeiro lugar os que, as fazem abdicando assim dos seus salários no imediato para lutarem por melhores condições de trabalho e de vida, não só para os que estão em greve, mas para todos, inclusive, para os que estão contra elas.

O papel dos meios de comunicação social, deveria ser de esclarecimento e denuncia sobre os motivos de luta dos trabalhadores.
Deveriam denunciar as chantagens do capital e do governo sobre os trabalhadores, para não aderirem às greves (telefonemas ameaçadores, trocas de turnos, invenção de serviços mínimos, contratação de precários para serviços a que, não estão minimamente habilitados, etc. ,etc.)

Os meios de comunicação social, a voz dos donos nas perguntas intencionais dos jornalistas. Deixam passar para o país que os trabalhadores têm direito de fazer greve mas têm o dever de transportar todos os utentes. Eis o contraditório. Será dizer o mesmo que não podem fazer greve.

O que já começa a ser difícil é arrancar do povo, sobretudo daqueles que usam o serviço, palavras hostis para com os trabalhadores em greve. Verifica-se uma grande onda de solidariedade.

Aparecem cada vez mais respostas como esta (abaixo) ás perguntas dos jornalistas que registei na TV.

- Não me afectou, afecta-me mais outras coisas.

O que o Jornalista chama de "conformismo" os utentes dizem que "é compreensível" referindo-se ao acto dos grevistas.

Se as greves não afectassem ninguém não se faziam. Afectam em primeiro lugar os que as fazem que abdicam dos seus salários no imediato para lutarem por melhores condições de trabalho e de vida, não só para os que estão em greve, mas para todos, inclusive para os que estão contra elas.

O papel dos meios de comunicação social deveria ser de esclarecimento e denuncia sobre os motivos de luta dos trabalhadores.

Deveriam denunciar as chantagens do capital e do governo sobre os trabalhadores para não aderirem às greves (telefonemas ameaçadores, trocas de turnos, invenção de serviços mínimos, contratação de precários para serviços a que não estão minimamente habilitados, etc. ,etc.)

O Povo, injectado para contestar as greves, nem se apercebe dos riscos que corre quando utiliza os prestados serviços por pessoas que, vão substituir os grevistas.

O Povo deveria ser esclarecido que as greves dos: transportes, enfermeiros, funcionários públicos,  professores e de todos os sectores que lutam, de que as greves não são apenas para beneficio dos que as fazem mas que, são para garantir melhores serviços para toda a população.

A revolta, o descontentamento, o sentimento de injustiça são gerais e, os que manobram, o capital, o governo e os órgãos de comunicação ao seu serviço, tentam pôr trabalhadores contra trabalhadores, dividir para reinar.

Há que mobilizar, esclarecer, organizar todo o descontentamento no sentido correcto. Contra os que nos exploram, contra a miséria, contra os baixos salários, contra o trabalho precário, contra as injustiças, contra a corrupção.

Há que lutar por uma vida melhor, por um mundo de paz e progresso.

Há que lutar pela distribuição da riqueza pelos que a criam, isto é pelos trabalhadores.


Imperialismo fase Superior do Capitalismo (5)

Trechos e reflexões:

«Um belo dia acordaremos e perante os nossos olhos espantados não haverá mais do que trusts, encontrar-nos-emos na necessidade de subs-tituir os monopólios privados pelos monopólios de Estado. Contudo, na realidade, nada teremos de que censurar-nos, a não ser o facto de termos deixado que a marcha das coisas decorresse livremente, um pouco acelarada pelo uso das acções.»

Qualquer semelhança com a actual realidade portuguesa é mera coincidência, afinal isto já é uma "cassete" bué antiga...

Acompanhando de perto a turbulência...

Logo pela manhã apercebo-me de uma senhora, nova por estas bandas e por estas andanças, andava de volta de um dos caixotes; de forma quadrada com um buraco suficiente para que os dejectos em sacos normalmente possam ali ser depositados. Espaço também suficiente para a miséria se introduzir por ali a dentro e matar a “desgraçada”. Quem sabe se a trazida pela falta do pequeno almoço se pela refeição diária. Quente não será, pois os últimos sacos seriam lançados mais ou menos à hora que o Presidente Aníbal, ontem à noite nos entrava pelo ecrã a dentro e com aquele ar sobrancelho que já nos habitou, dejectava:
“Tenho acompanhado de perto a turbulência...”

Dever-se-á referir aos mercados, fechados ou em queda, resta a despensa para quem a tem e o lixo para quem não tem.

E Cavaco ainda acrescenta - “não quero dizer mais nada, estamos aqui para homenagear um grande homem da igreja.” Assunto importante; portanto.

A jornalista insiste com o Aníbal:  - "mas, Srº Presidente, com Portugal à beira da banca rota...”.
Silêncio; e com aquela carinha acompanhada de um virar de costas o presidente conclui-o.
Assunto menos importante; portanto.

A atitude do Economista tem por base o previsto (e que este tá de acordo, óbvio) pelo governo e também pelos 3 partidos mais votados nas ultimas legislativas:

“os portugas, ..., os trabalhadores cada vez em maior numero recorreram aos restos, às migalhas que vão sobejando.”

27 de abril de 2010

Igreja vs Castração

A campanha publicitária que custou a bacatela de 300 mil €uros tem a finalidade de recrutar "vocações" ao género "The Army Want You!".

Implicará por sua vez a castração de jovens.

O exemplo em França é patente disso mesmo, o artigo pode ser consultado aqui
Resumindo: a Igreja bate no fundo

"O Portugal possível. " (será?)

"Eu até posso admitir que as coisas não vão bem..."
"Mas daí a dizer que estamos à beira da banca rota!...
Palavra d`honra!"
foto gamada aqui

A Alemanha ajuda a Grécia - a seguir quem será? E depois? Por fim sempre os mesmos, o Povo.

Hoje no Jornal da noite da RTPi ouvi e vi-a, ela, a Angel Merkel.

Dizia: "A Alemanha ajuda a Grécia desde que estejam reunidas todas as condições"

Digo eu:
Para que o Povo pague a crise, a que o zé povinho passa, criada por vós e já a ser paga por nós, nós os gregos, os portugas e tantos outros.

A crise, aquela crise que vós crias-te, vós burgueses ao serviço do Neocapitalismo que definem as leis com que somos governados a mando deles; eles os senhores do dinheiro.

Estamos na calha, é certo e sabido, apesar de apontarem algures no gráfico que estamos longe mas afinal o  imediatamente mais próximo a levar com a ripa. Não oferecemos qualquer perigo, mas basicamente a percentagem que nos separa à média europeia diz-nos que estamos F, (dizer) que, queeeeeeeee somos a seguir.

Têm-nos na mão, refere o próprio Teixeira dos Santos por outras palavras - "a seguir à Espanha, a Alemanha e França são os nossos maiores importadores" no fundo, o pouco que ainda mexe está nas mãos deles.
Tudo se devendo ao abandono a que portugal foi sujeito. Anos e anos de politica desastrosa praticada em alternância com o PSD / CDS. Resumindo a politica de direita não serve o Povo.

Logo ouviremos nas TVs, rádios e jornais (deles), o mesmo insulto que os gregos já ouviram: Há uma solução, vendam umas ilhotas, e nós? "privatizem a ilha dos Açores (ex.) e entreguem-na definitivamente aos EUA."

26 de abril de 2010

A Revolta


"Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo” – dizia Marx.
 Anda uma revolta lactente, em Portugal – digo eu…

O descontentamento é geral; contra as injustiças, contra a corrupção, contra a exploração desenfreada, contra a humilhação e o desprezo a que estão votados os desprotegidos.
 A revolta é grande e há o sentimento que isto tem de mudar.
 É preciso esclarecer, mobilizar e organizar todo o descontentamento, toda esta revolta para a acção.
 Os jovens estão mais activos e conscientes que só cumprindo Abril poderão ter uma vida melhor.
 Os jovens, estudaram, formaram-se, gastaram o que tinham e não tinham com a perspectiva de um futuro melhor. Acabam no desemprego ou atrás duma caixa registadora, num desses “ grandes investimentos”com salários de miséria, trabalhando noite e dia e sem tempo para desfrutarem da sua juventude.
 É preciso outro 25 de Abril? – Talvez.
 Entretanto, lutemos pelo cumprimento da Constituição da República e muita coisa mudará.
 Só a luta consciente e organizada poderá fazer com que Portugal volte a abrir as portas que Abril abriu!

Destruição de Abril dá gozo a gente vil

Depois de alertado pela leitura em vários blogs, de facto concluio como alguns já o disseram:

O gozo, o sorriso que reflecte o desrespeito pelo que é Abril, pelo que significou e significa, está bem patente  neste vídeo da intervenção do Sr. Aguiar Branco, senhor este, que como é sabido é um dos que já marcaram presença na conferência anual da Bilderberg, que reúne habitualmente a elite empresarial e politica mundial para decidirem a melhor estratégia para nos continuar a lixar a vida e continuarem a enriquecer.
Note-se que "este Burguês só os activos financeiros no BES atingiam meio milhão de euros e 118.600 euros em aplicações no BBVA. Os rendimentos declarados nesse ano foram de 230 mil euros" (...)

Vem agora 36 anos depois da revolução e pela primeira vez de cravo ao peito insultar quem por Abril lutou e quem beneficiou de Liberdade, Pão e Trabalho com Direitos...

Este como outros burgueses não passam de sanguessugas, fazem questão de nos destruir todas as duras conquistas. Afirmam que Abril é de todos e para todos. "Esquecendo-se" que se Abril foi feito para acabar com esta gente vil, cambada de fascistas invocando Lénine.
Assista ao vídeo aqui

25 de abril de 2010

Comemorações 36º aniversário do 25 de Abril

Na Sessão Comemorativa realizada na Assembleia da República, o PCP lembrou que as desigualdades e as injustiças aprofundam-se ao invés de serem combatidas, à pobreza de tantos contrapõem-se as mal explicadas fortunas de muito poucos. José Soeiro afirmou ainda que é tempo de retomar e cumprir Abril, é tempo de respeitar, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e não de pensar na sua subversão.
Assista ao Vídeo aqui

24 de abril de 2010

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (4)

Trechos e reflexões:

Os bancos e o seu novo papel

A operação fundamental e inicial que os bancos realizam é a de intermediários nos pagamentos. É assim que eles convertem o capital - dinheiro inactivo em capital activo, isto é, em capital que rende lucro; reúnem toda a espécie de rendimentos em dinheiro e colocam-nos à disposição da classe capitalista.

À medida que vão aumentando as operações bancárias e se concentram num número reduzido de estabelecimentos, os bancos convertem-se, de modestos intermediários que eram antes, em monopolistas omnipotentes, que dispõem de quase todo o capital-dinheiro do conjunto dos capitalistas e de pequenos patrões, bem como da maior parte dos meios de produção e das fontes de matérias-primas de um ou de muitos países. Esta transformação dos numerosos modestos intermediários num punhado de monopolista constitui um dos processos fundamentais da transformação do capitalismo em imperialismo capitalista, e por isso devemos deter-nos, em primeiro lugar, na concentração bancária.

23 de abril de 2010

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (3)

Trechos e reflexões:

E as crises - as crises de toda a espécie, sobretudo as crises económicas, mas não só estas - aumentam por sua vez em proporções enormes a tendência para a concentração e para o monopólio.

***

O monopólio é ultima palavra da «fase mais recente de desenvolvimento do capitalismo». Mas o nosso conceito da força efectiva e do significado dos monopólios actuais seria extremamente insuficiente, incompleto, reduzido, se não tomássemos em consideração o papel dos bancos.

***
Continua num próximo post: (4) "os bancos e o seu novo papel"

Onde estavas Tu?

Excelente artigo de Artur Costa* que tive o prazer de ler e que partilho com os leitores deste Blog.
Jaime Nogueira Pinto escreveu, no passado dia 20, um artigo no “I”, cheio de justa cólera, sobre os casos de “pedofilia” na Igreja, a que deu o título de “O silêncio de Deus”. A certa altura, assumindo a responsabilidade de «partilhar a consciência e consequência do pecado e do crime deles» ⌠”sacerdotes pedófilos”⌡, ocorria-lhe a ideia de «perguntar onde estava Deus na hora em que esses maus pastores, abusando e pervertendo o que há de mais sagrado, abusaram da autoridade, da condição e do carisma e, acima de tudo, da confiança que leva uma criança ou um jovem a olhar o padre como um pai.»

É compreensível esta angústia do articulista, mas já começa a pesar demasiado, no discurso de certos crentes, esta interpelação de Deus sobre a Sua ausência nos momentos mais dolorosos para a humanidade e nos crimes mais hediondos que se cometem. O próprio Papa João Paulo II, diante do muro das lamentações em Jerusalém, por ocasião de uma visita, apostrofava Deus dramaticamente, perguntando onde estava Ele quando se cometeram os horríveis crimes do Holocausto. “Onde estavas Tu?”
Significará isto que a crença incorpora em si também a descrença? Que mesmo os mais altos dignitários da Igreja têm os seus momentos de dúvida e começam a desconfiar de tanto silêncio e de tanta ausência de Deus? E querem acordá-lo do Seu sono profundo, interpelando-o sobre o Seu lugar nos acontecimentos trágicos, que é como quem diz, sobre a Sua responsabilidade nesses acontecimentos? Sim, porque perguntar “onde estavas Tu?”, equivale a perguntar “Estavas a dormir?”, ou, mais filosoficamente, “Qual é o significado da Tua ausência?” Assim como, segundo Saramago (sim, Saramago), que, numa entrevista recente, disse que «não há ateus absolutos», também não há crentes absolutos. O próprio Cristo, momentos antes de expirar na cruz, teve o seu momento de ateísmo: “Pai, pai, porque me abandonaste?” Afinal, foi ele o primeiro a questionar a ausência de Deus Pai. Escreve o filósofo Slavoj Zizeck, em A Monstruosidade de Cristo (titulo que não corresponde ao que aparenta e é, sobretudo, a referência a uma frase de Hegel): «No seu “Pai, porque me abandonaste?”, o próprio Cristo comete o que é o pecado supremo aos olhos de um cristão: vacila na sua Fé.»
* autor no Blog
Imagem e "sublinhados" meus, consulte aqui o original

22 de abril de 2010

O Mundo Clandestino dos Jornais Comunistas Manuscritos nas Cadeias da PIDE

Exposto desde 31 de Março na Torre do Tombo, em Lisboa.

Trabalho notável realizado pelo Jornal Publico, para consultar os slides aqui

tive acesso a esta noticia no Vermelho

A artista Inês de Medeiros no filme: "a crise não é para todos"

A deputada do PS, Inês de Medeiros, manifestou-se, esta tarde, satisfeita por ter sido resolvida a polémica sobre o pagamento das suas viagens a Paris. (...)
Ser deputado do PS dá para viver nem que seja nas Caraíbas, ou melhor, talvez em Paris onde mais uma vez  e em contraste com alguns milhares que também lá habitam, percorrem a cidade à procura de matar a fome com o que encontram na "Poubelle".

O Partido Socialista, que nos exige a "todos" mais sacrifícios, aprova este tipo de situações, onde um deputado que já vivia em Paris e sabendo à partida que caso fosse eleito, teria que fazer as ditas viagens.
Entram-nos pelo bolso dentro descaradamente. 

Refere ainda a Srª Dona Burguesas (Inês de Medeiros) "não se trata de um emprego mas sim de um mandato", está a esquecer-se (de certeza que não) que cada vez mais portugueses já não têm emprego mas sim (mandatos) trabalho temporário.
Filas de homens e mulheres, jovens e velhos, gente de trabalhadora, à porta do centro de emprego. Pensões de cem e poucos mais euros, não lhe doí este tipo de situações? Não tem vergonha de dizer que se candidata em nome de Portugal e dos Portugueses? O que tem feito? Quais as medidas que tem tomado em nosso favor?

"Tanto acidente de avião, tantos e tantas inocentes... esta coisa da intervenção divina, realmente é uma treta."

Já agora e para terminar, dizer também, que entendo, mas não se percebe a abstenção do CDS, quando este Partido do Sr. Portas e de outros reacionários como ele dão tudo de si, andam obcecados em reduzir as migalhas que dão a quem tem fome.

21 de abril de 2010

"o apetite (voraz, insaciável) dos mercados"

572 mil desempregados em Março 2010.
Recordar!
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal subiu 1,9% em Março face ao mês anterior, e aumentou 18,1% face a Março do ano passado.

O aumento do desemprego registado em Março face ao mesmo mês do ano passado "verificou-se em ambos os géneros, com uma variação de 23 por cento nos homens e de 14,1 por cento nas mulheres".

Os que colocaram mais trabalhadores no desemprego no mês passado estão os "agricultores e pescadores de subsistência" e os "operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e construção civil", com variações de 41,3 e 38,5 por cento, respectivamente. (...)

Leia-se o excelente artigo que retirei aqui do Blog do Sérgio Ribeiro:

A coisa por aqui (e por aí, e por ali, e por acolá…) está preta.
Veja-se que o grande tema das páginas de economia, perdão, dos negócios é a saída de Portugal do euro! E com problemas formais curiosos como aquele do novo tratado (o de Lisboa) permitir que um Estado-membro deixe de ser membro da União Europeia mas não União Económica e Monetária, isto é do euro e Banco Central Europeu.
Ao que isto chegou! E assim, de um momento para o outro.

O PR, com aquela sua fluência e riqueza conceptual a que nos habituou, já veio falar de (avisando sobre) especuladores, depois de ter afirmado a pés juntos que a nossa situação nada tinha a ver com a da Grécia quando se estava mesmo a ver que tinha tudo a ver.

E um secretário de Estado (do orçamento) disse de microfone aberto, sem papas na língua nem contenção nas imagens, que “se olharmos para esta situação como aquela actividade predadora das aves de rapina ou de animais ferozes que vão à caça, é claro que, quando é eliminada uma das presas, o apetite dos mercados não desaparece, há mais tentações para atingir outro país".
Estava a falar - estamos a falar! - de (e a misturar o) quê?
“Uma das presas” eliminada será a Grécia, as “aves de rapina ou animais ferozes que vão à caça”, em “actividade predadora” serão os especuladores com “o apetite (voraz, insaciável) dos mercados”, as“tentações” (das aves de rapina ou animais ferozes) para “atingir outro país” dirigem-se a Portugal. Certo? Ele lá sabe do que, e como, fala!

E a retoma?, e os trabalhadores?, e o povo?
Resta assistir, distraidamente (com o futebol, o fado e o rock-and-roll), enquanto nos vão entrando no País, em casa, nos bolsos? Enquanto o encarreirado novo vice-presidente do do BCE, um português (que honra!...),recomenda a maior cautela na acção fiscal sobre os bancos, onde, ao que parece, não se deve tocar nem com uma flor.

Nova imagem do Blog / Novos conteúdos

Agora com uma nova imagem no Blog, sugerimos-lhe boas leituras por estas bandas.
Miranda Kerr
Volte sempre!
«1ª foto de nus, neste blog, os artigos do género foram retirados ao publico, tendo em conta a opinião de alguns leitores e como não é este o objectivo do Blog mas sim de outro conteúdo (actualidade/politica).
Por uma questão de respeito e para que este blog continue a seguir o fim para o qual foi criado assim procedemos.
Todas as fotos excepto a primeira e a ultima que contem os comentários se mantém a visualização ao publico, as restantes fotos encontra-se guardadas numa pasta no meu PC, para além de se encontrar no Blog em formato de rascunho para se necessário se poder consultar/publicar e provar que nunca houve conteúdo pornográfico, mas uma tentativa de se enquadrar a beleza feminina à arte fotográfica e o meio envolvente, sobretudo a natureza, nem sempre conseguido pelo melhor, talvez(?).»

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (2)

Trechos e reflexões:

... "O capitalismo, na sua fase imperialista, conduz à socialização integral da produção nos seus mais variados aspectos; arrasta, por assim dizer, os capitalistas, contra sua vontade e sem que disso tenham consciência, para um novo regime social, de transição entre absoluta liberdade de concorrência e a socialização completa.

A produção passa a ser social, mas a apropriação continua a se privada. Os meios de produção continuam a ser propriedade privada de um reduzido número de indivíduos. Mantém-se o quadro geral da livre concorrência formalmente reconhecida, e o jugo de uns quantos monopolistas sobre o resto da população torna-se cem vezes mais duro, mais sensível, mais insuportável."...

Os Alemães podem tudo e os outros na podem nada !?

Parece-me que metemos a marcha Ré. E em velocidade de cruzeiro atingiremos o Nacional Socialismo de Novo. Temos que pôr travões nesta gente!





Lufthansa autorizada a recolher passageiros retidos.
E as outras companhias pá?

A companhia aérea alemã foi autorizada a realizar hoje 50 voos para diferentes continentes, de modo a que os alemães retidos nos aeroportos internacionais possam voltar a casa.
E nós de camioneta né?

A Lufthansa criticou, nos últimos dias, as autoridades alemãs pelo encerramento do espaço aéreo do país e vai pedir uma indemnização pelos prejuízos sofridos, avaliados, até à data, em cerca de 70 milhões de euros.
E  nós haver com isso, o negócio é um risco? 

A autorização, emitida pela Agência de Segurança Aeronáutica alemã, estabelece ainda que em território europeu, a trajectória será feita com terra à vista, a uma altitude mais baixa do que o normal, de modo a evitar danos provocados pela nuvem vulcânica proveniente do vulcão islandês.
Mas nós também voamos baixinho!

20 de abril de 2010

Pedofilo pagou 35 mil €uros e ficou Livre

Das leituras de hoje: Lamento, desabafo, fico FFFFFFFFurioso, ...


Em Portugal (...), basta ter dinheiro e tudo se resolve com a justiça...

Veja-se mais este exemplo:

No acórdão hoje lido no Tribunal de Braga, o colectivo, formado por três juízas, decidiu-se pela suspensão da pena, com a condição de o arguido pagar 35 mil euros a título de indemnização à família da vítima, nos próximos dois anos.

E pronto assim se resolveu mais um caso.
E a criança que se lixe, Fonix! ao que chegamos!

Já que fazer oposição às politicas de direita do PS de torna impossível por parte do PSD


Aprovam em conjunto o Orçamento, e a correr para que possam voltar a carga, "lavam as mãos como Pilatos" dizendo que já não o aprovariam; mudam de líder em plena palhaçada onde são pronunciadas as ideias mais disparatadas sobre todo o tipo de assuntos, estão todos contra mas no fundo, todos de acordo, todos unidos, e terminado o espectáculo, desmontam a tenda e de mãos dadas "pela estabilidade governativa de Portugal", dizem a uma só voz que a solução passa por alterar a constituição de Abril. Com um discurso em que nada se esclarece e tudo se faz para retirar direitos, dos que ainda nos restam. É assim a direita subordinada aos interesses do grande capital e à canalha burguesa que nos suga até à última gota...

***
Passos aposta na revisão constitucional e combate ao desemprego

Se repararem tal como o Sócrates dizia que ia criar imensos postos de trabalho também o Passos vem com a mesma cantilena. Coitadinho acabou de chegar ao PSD, nada tem haver com o passado e o presente, pois do futuro já temos a certeza que tudo fará para reformar o País de vez.

***
PSD acolhe Ferreira Leite sob palmas

Se todos a aplaudem em sinal de reconhecimento pelo bom papel que desempenha e tem desempenhado, porquê tanto barulho, troca de líder... Mas como continuar a mostrar ao país que somos oposição? Muda-se a liderança, mas tudo se passará como se tem passado...

Das leituras de hoje sugiro: "Tudo Bons Rapazes"

Leituras de hoje...:
O socialista de Alcobaça e anterior vereador Daniel Adrião acumulou funções de forma ilegal,  é um dos dois assessores do secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas que acumulou funções como membro daquele gabinete e administrador da Fundação para as Comunicações Móveis, uma situação ilegal, (...)


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O ex-presidente da câmara de Faro Luís Coelho foi condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa devido ao crime de participação económica em negócio na utilização de dinheiros públicos para salvar o Farense da bancarrota. ouvir na TSF

Para o tribunal que o considerou culpado, o actual presidente da Assembleia Municipal de Faro agiu de forma deliberada, livre e consciente, apesar de saber que estava a praticar uma operação ilícita.

Este socialista foi acusado de ser o mentor de uma engenharia financeira que permitiu à Ambifaro, detida maioritariamente pela autarquia, fazer um empréstimo bancário de 750 mil euros para comprar acções do Farense. (...)

Estarão as cadeias sobrelotadas ou esta gentinha está isenta de tal condenação?

19 de abril de 2010

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Strawberry fields forever

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-seno local da selecção.

Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, 

dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque

são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.

A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se

e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.

São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são

demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e

descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas

horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.

É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em 

Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com

filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de 

morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família 

que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz 

lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da 

escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e 

chamam-lhe programa de "emigração ética".

Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. 

Emigração ética, dizem eles. Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para 

este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa 

que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 

anos e filhos pequenos. As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam 

por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias 

alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação 

constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de ganhar a 

vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma 

humilhação e uma privação. 

Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em

silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas 

mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido. Que esta história se passe no século XXI e 

que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus 

que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus 

motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os 

banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, 

perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.

Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de 

ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração

ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?

Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus 

mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses 

apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e 

institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados 

levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá.

O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as 

democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o 

modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.

Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras

válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?

Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.

Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.

Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.

Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa.

Dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando.

Imperialismo fase Superior do Capitalismo (1)


Trechos e reflexões (1)

O processo revolucionário é irregular, feito de avanços e recuos, de períodos de refluxo e de períodos de ascenso. E a nossa própria experiência histórica veio confirmar que, como afirmava Lénine noutro escrito, «a revolução não é uma batalha única, mas uma época com toda uma série de batalhas por todas e cada uma das questões das transformações económicas e democráticas, que só terminarão com a expropriação da burguesia.»

"Parabéns Ratzinger, que belo trabalho ao longo de tantos anos"

O papa Bento 16, fez 83 anos na semana passada, completa esta segunda-feira cinco anos à frente da Igreja Católica.

Enquanto este se lembrou apenas agora de chorar pelas vitimas... muitos são, os que choraram toda vida (“Eles não nos tratavam como crianças, nem mesmo como seres humanos. Nós éramos tratados como animais”). Desde o serem retirados às suas familias, mal tratados nas instituições para onde eram levados, onde estas recebiam do estado para darem uma educação às ditas crianças, pois pretendia-se que de lá saíssem com o curso industrial, em vez disso passavam fome, eram abusados sexualmente e acabavam por sair da instituição sem saber escrever...

É com tristeza que assisto a esta atitude de choramingas, não falamos de um homem qualquer, de um cristão não praticante, que até agora querem "expulsar da igreja" (Alcobaça: Cardeal Patriarca de Lisboa defende diminuição de cristãos "faz de conta"), falamos sim de alguém que à muitos anos tem grandes responsabilidades no seio da igreja, sendo agora quem detem o mais alto cargo à frente dos destinos da Igreja Católica. Exige-se que esta personalidade em vez de se andar a choramingar, apontar o dedo a este e aquele, prenunciando-se com arrogância, como se todos lhe devessem e ninguém lhe paga-se. Tome uma atitude de condenar quem tem que ser condenado, que por principio e para dar o exemplo assuma as suas responsabilidades.
Exige-se também que esta personagem seja de facto julgada. Parece-me de novo confirmado que os policias do mundo são só para com aqueles que não alinham. Os restantes tudo podem fazer.
Mas como tudo na vida será subtido a julgamento mais tarde ou mais cedo pelo próprio povo, aguardamos por um final menos feliz para esta comitiva, que mais não têm feito, a não ser mal ao mundo.

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O Papa Bento XVI e a igualdade perante a lei
A confissão e o arrependimento não estão entre as virtudes católicas praticadas pelo papa. Ele pediu desculpa pelo estupro de crianças cometido por padres católicos na Irlanda, mas este é um dos poucos escândalos de pedofilia que estão sacudindo a Igreja Católica no qual nem ele nem os membros do seu círculo próximo estiveram envolvidos. Ele condenou os bispos irlandeses por “graves erros de avaliação” e pelo “fracasso como líderes”; porém, de seus graves erros e fracassos – em Munique, no Wisconsin e na Califórnia – ele não disse uma palavra, exceto para desviar o assunto como “fofoca insignificante”. Sua resposta a esse escândalo lembra as origens do verbo pontificar.

Trancadas em seu mundo fechado e auto-controlado, as vítimas do estupro por sacerdotes poderiam apenas enraivecer frustradas. Até agora.

Ao longo do fim de semana passado, Richard Dawkins e Christopher Hitchens anunciaram que pediram a advogados que analisassem a viabilidade de uma ação contra o papa. Recentemente, no Guardian, Geoffrey Robertson, o advogado da banca que eles contrataram, explicou que o líder máximo da igreja que protege padres pedófilos condenava suas vítimas ao silêncio e concedia permissão aos criminosos para perpetrarem trabalhando com crianças, cometendo o insulto de ajudar e ser cúmplice do sexo com menores. Praticado em larga escala, esse ato torna-se crime contra a humanidade, reconhecido pelo Tribunal Penal Internacional. Esta é a política geral do Vaticano desde que Ratzinger era cardeal. Quando Bento veio ao Reino Unido em setembro passado ele poderia, se Dawkins e Hitchens tivessem obtido deferimento de sua demanda, ter sido preso.

Ao menos estamos acordando para o que o direito internacional significa. Pela primeira vez na história moderna a crença subjacente à vida política – aquela segundo a qual quem exerce o poder sobre nós não será julgado pelas mesmas regras legais e morais que regem os cidadãos comuns – está começando a ruir.(+)

Festa das Flores

 A terra onde os amigos se encontram

18 de abril de 2010

O Pobre, a Lei Barreto e o depois...

Deixo-vos com dois bons artigos para se "deliciarem" neste resto de fim de semana. Depois da leitura e já bem dormidos lá pela manhã de segunda-feira, desejo de uma semana trabalho e luta para que possamos num futuro próximo ter uma vida de trabalho com direitos...
















A acumulação capitalista «made in Portugal» O caso exemplar do Grupo BES
Comecemos por uma «estória». «Encontrei-o em Londres. Só tinha uma camisa e estava cheio de frio. Vivia num apartamentozinho com dois quartos.» Esta pungente «estória», contada pelo primeiro presidente da CIP, refere-se a Manuel Ricardo Espírito Santo que, passado pouco tempo, no seguimento das nacionalizações e da Reforma Agrária, entendeu fixar-se em Londres.
Pobre como Job, despojado dos seus bens, este herdeiro da poderosa e influente família Espírito Santo, associada ao nepotismo fascista (o avô era visita semanal de Salazar), viu-se obrigado, face à sua situação de pobreza, a pedir um empréstimo a Rockefeller, (...)
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A última de António Barreto: "Serva é a tua tia !"
Por razões de importância do tema e de um certo hiato de informação e cultura políticas que exitem hoje entre diversas gerações, bem se justificaria que a brutal frase de António Barreto ontem levada a manchete do i merecesse um post bem mais denso, argumentado e explicativo.
Porém olhando a frase do sempre prestigiado sociólogo (por mais dislates que vá semeando entre a sua obra, em regra, de valor), o que verdadeira e unicamente me apetece é invocar o sagrado direito à falta de pachorra.
Por isso, deixando muita coisa de fora, limito-me, por ora, a cinco observações essenciais : (...)

O Doente Valentim

Poucas vezes se vêm cenas como a deste cromo, revela que há homens de facto "doentes" que deviam de estar internados e já mais à frente de qualquer clube de futebol quanto mais à frente de uma câmara municipal.(+)

17 de abril de 2010

Nuvem de Cinza "salva Sócrates e Louçã"

Se a nuvem chega mesmo, então é que se safam desta e doutras duma só vez...

Na verdade qualquer um tem pinta para sair ileso na fora habilidade já demonstrada outras vezes. Mas quem sabe se a nuvem não evitará dores de cabeça, e se não é já um milagre. Com o Papa não tarda por aí tudo pode acontecer, embora lhe desse mais jeito a este, pois a coisa anda negra também para essas bandas...

Valentim Loureiro "volta a tribunal"

O Valentim «vai voltar a tribunal desta feita acusado por um único crime de burla qualificada, em co-autoria, no processo da Quinta do Ambrósio este resultou de uma certidão extraída do processo Apito Dourado, sobre corrupção no futebol.»
Depois de tantos processos e ligações a movimentos terroristas nomeadamente ligado ao assassínio de um padre, dono de um passado que estará para sempre ligado aos assaltos, destruição e incêndios de vários Centros de Trabalho(aqui), ligações à Indonésia e à África negra pelos piores motivos, não há quem consiga ver este homem julgado/condenado e finalmente atrás das grades, assim é com ele e com tantos outros que circulam livremente pelas instituições do nosso país.

No meio desta podridão continuo acreditar na utopia, que tudo tenha um fim, que se possa finalmente viver com justiça num país livre e Democrático.

A Exploração dos Trabalhadores

O Olhar Critico a traço de Humor »»»
Valentin Georgiev (Bulgária)

Conversa fiada (Galp)

O presidente executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, acusa os trabalhadores de estarem a «sacrificar» os resultados da empresa para 2010.
 Motivo: o pré-aviso de greve às horas extraordinárias nos próximos dias 17 e 18 e de greve total de 19 a 22 de Abril, em luta pela a actualização salarial e pela atribuição do Prémio de Produtividade.
A acusação consta de uma missiva aos «estimados colegas e colaboradores», enviada por email, onde Ferreira de Oliveira considera que os «objectivos da greve não são nem justos nem possíveis de satisfazer», e esgrime o aumento de 1,5% decidido sem o acordo dos sindicatos como um «aumento relevante do poder de compra».
Justificando a sua posição, o presidente executivo da Galp Energia fala do «contexto exógeno extremamente difícil» em que a empresa laborou em 2009, especificando que «os mercados ibéricos de produtos petrolíferos e gás natural caíram cerca de 10%; o preço médio do crude caiu 37%; as margens de refinação foram inferiores às do ano anterior em mais de 60%; o preço do gás natural nos mercados spot mais do que 50%». Conclusão, «todos» têm de fazer sacrifícios.
O que Ferreira de Oliveira não diz aos «estimados colegas e colaboradores» – terá sido por esquecimento? – é que no mesmo ano – o ano de todas as crises, como governantes, patrões, dirigentes partidários «com vocação de poder» e comentadores mais ou menos encartados não se cansam de repetir aos trabalhadores portugueses – a Galp Energia apresentou lucros de 213 milhões de euros (213 000 000€).
Também certamente por esquecimento, Ferreira de Oliveira omite que em 2009 os administradores da Comissão Executiva da Galp Energia receberam, entre remunerações mensais – que oscilam entre 25 000 e 76 400€ –, remunerações variáveis e um vasto leque de mordomias pouco consentâneas com a «grave crise», a módica quantia de mais de 6,2 milhões de euros (6 200 000€). 
E não fala igualmente – sem dúvida para não fazer enjoar os «estimados colegas e colaboradores» – do seu próprio vencimento, o qual, a fazer fé em notícias vindas a público, dá para grandes canseiras, como fazer mil viagens às Maldivas. 
Ou seja, traduzindo por miúdos, apesar da «crise económica em que vivemos», a Galp Energia apresentou lucros de milhões e continuou a pagar principescamente aos seus administradores, mas quando os «estimados colegas e colaboradores», vulgo trabalhadores, reivindicam uma mais justa redistribuição da riqueza que criaram, aqui d'el rei que se está a comprometer o futuro da empresa e das gerações vindouras.
Instalados nos seus belos cadeirões de couro, os senhores administradores querem fazer acreditar que sem eles o mundo deixaria de girar e que nem um cêntimo de mais valia seria gerado. Prosápia enganadora. Mal ouvem falar de greve é um quem nos acode e um vale tudo, até cartas aos «estimados colegas e colaboradores» com apelos à solidariedade. Só não chega a ser ridículo porque revela uma profunda verdade: sem os trabalhadores não há riqueza. Os que se apropriam dos lucros sabem-no bem, por isso têm tanto medo da luta de classes.