Além!

Porque o silêncio é às vezes o caminho mais dificil, é preciso encontrar avenidas de tambores a rufar entre tantas mordaças, para construir a sempre inacabada e desejada felicidade, de viver sempre a juventude presente. Tempo de desejo é sempre tempo de Futuro.

31 de maio de 2010

O manhoso…

Fazendo “zapping” pelos noticiários, à procura de algo que fugisse da trivialidade, parei no momento em que o comentador-mor deste retângulo mal frequentado fazia as suas “doutas” apreciações sobre os acontecimentos deste fim de semana. 

Com aquela postura de adiantado mental tentando dar credibilidade de independência a um pensamento conservador, ouvi-o no exacto momento em que condescendia: “sim, não me custa acreditar que seriam 300 mil manifestantes”. 
Conhecendo-lhe a manha, fiquei à espera do arroto, e lá veio: “mas isso não significa que estejam contra a crise, porque então teriam que lá estar 1milhão(???), e se estivessem contra o governo, teriam que lá estar milhão e meio(?????)…” 

Esta gente, quando perde a tramontana desce ao nível dos invertebrados, sem qualquer receio de cair no ridículo. Ainda não há muito tempo, qualquer manifestação que juntasse 20 mil pessoas em qualquer dos países de leste, era suficiente para se clamar pela mudança de regime – e nalguns casos conseguiram, com o envio de exércitos secretos de mercenários -. Aqui, para que a contestação ao roubo dos salários possa ser avalizada por sua excelência, a fasquia é colocada no mínimo, no milhão… 

Se o ridículo matasse, a tvi poupava uma mão cheia de notas no salário deste rebelo.
HG

Finanças pagam o dobro a jurista do gabinete do secretário de Estado

***
A noticia em si, só o é, porque os limites da decência, ou antes, a falta deles, é a grande arma dos governos sem ética nem moral, como é este PS/Sócrates/Passos Coelho. Bem podem os propagandistas do governo e os seus ideologos clamar por distribuição de sacrificios iguais, mas a prática permanente do contrário corta-lhes qualquer ponta de vergonha.

É evidente que a chamada de alguns boys a lugares de relevo (não de saber, nem qualidade) mas de quantidade de dinheiro a embolsar, é sempre feita com severos critérios de jústiça pessoal de algum ministro ou Secretário de Estado, nomeadamente de favores prestados ou a prestar a alguém que por motivos partidários e ocultos compromissos, não pode dar a cara.

Não é também novidade que, ao nível do Ministério das Finanças, muitos dos lugares e saberes da máquina fiscal e alfandegária, são sempre ocupados por fieis defensores do bloco central e não raras vezes, tanto militantes como simpatizantes do PS/PSD ou CDS, são rodados sempre em lugares chaves para o cumprimento atempado de favores. E quando por razões de qualidade técnica e nível profissional do pessoal do Ministério ou da Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais não é possível ignorar quadros (pessoas) que são excelentes profissionais e pessoas de alta honradez civica, aí se invoca uma figura tão tipica dos politicos (perfil e confiança pessoal).

O pior, é que perfil e confiança pessoal é sempre paga por nós contribuintes e por valores que só a estes sem vergonha se pode dizer que é qualidade técnica.

Eu sou do tempo que um Senhor (José Oliveira e Costa) foi Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (cujo alcunha dentro dos Impostos era o de Zeca Diabo), foi tantas vezes invocado em situações de mais que duvidosa atitude (tipo José Sócrates actual) e que depois deu naquele magnifico e benemérito banqueiro (Presidente do BPN) e que tantos amigos na altura lhe apadrinharam a grande visão de patriota e conhecedor dos problemas, mas que agora se fizeram cair no esquecimento.

A máquina fiscal portuguesa só pode ser justa e séria se os seus profissionais forem incentivados e respeitados na sua função. Durante anos, o poder politico foi o primeiro agente da inércia, promotor encapotado da cultura à fuga e evasão fiscal e ao estrangulamento dos cidadãos e empresas que não se dispôem à vilania e ao compadrio.

Aqueles que não contribuem para as máquinas partidárias do poder, não podem contar com uma administração fiscal imparcial e justa, porque os seus funcionários são bastantes vezes colocados em menoridade em face do poder económico e são pressionados externa e às vezes internamente para agir em função de interesses egoístas e imorais.

Testemunho presencial (Manif 29 Maio Lx)

Foi uma impressionante jornada de luta, uma multidão compacta que entupiu a Av. da Liberdade.

Já a Praça dos Restauradores estava cheia e ainda a cauda da manifestação não tinha deixado o Marquês de Pombal, não sendo exagerado afirmar-se que se juntaram naquela avenida mais de 300 mil pessoas, número nunca alcançado na história da democracia participativa, excepto nos 1º de Maio de 1974 e 1975.

Claro que depois das primeiras e elucidativas imagens das televisões, aí está já o "sistema" a tentar desvalorizar a dimensão desta contestação e trazer para os holofotes as suas "marionetes" da ugt.

Estão bem uns para os outros.

Algumas das minhas fotos:
HG

30 de maio de 2010

Voltamos aos critérios jornalísticos

Há uns dias atrás, a propósito do Benfica ser campeão, os jornais, as televisões, terminado o jogo, posicionaram-se para fazerem os respectivos directos da festa benfiquista.

No Marquês de Pombal viam-se umas 50 pessoas e já as televisões anunciavam centenas. Passados uns minutos juntaram-se mais uns 50 e novo directo para mostrar os milhares que se concentravam.

Em contraste, as mesmas TVs, os mesmos jornais, os meus órgãos de comunicação que fizeram as reportagens do 1º de Maio e agora da Grande Manifestação Nacional o critério foi diametralmente oposto. Onde já estavam milhares anunciavam centenas e quando estes passaram a dezenas de milhares, lá conseguiram, a muito susto, vislumbrar uns milhares.

Mais de 300 mil trabalhadores protestaram na avenida da liberdade mas a comunicação social anunciava umas centenas.

O reporte do Público deu-se ao trabalho de acompanhar “uma especialista “ em contagem de pessoas (possivelmente formada nas redacções do Público ou outros) para verificar que afinal não eram 300 mil mas apenas metade.

As primeiras páginas dos jornais de hoje, Domingo, utilizam as mais vergonhosas artimanhas para desvalorizarem a Grande Jornada de Luta de ontem.

Por mais que escondam, por mais que desvalorizem, por mais que manipulem a comunicação social não consegue desmotivar quem lutou, luta e continuará a lutar por uma vida melhor, por uma politica diferente, por um Portugal democrático e de progresso ao serviço dos que tudo produzem.

Uma simples lição de economia

Almoçava eu com uns amigos, num restaurante de Massamá, antes da grandiosa manifestação em Lisboa, veio servir-nos a jovem Sara, uma brasileira bonita, elegante e muito simpática.

Sara, com seu profissionalismo, aconselhou-nos o melhor prato, o melhor vinho, o melhor queijo.

Convidámo-la para ir connosco á manifestação. Com o seu sotaque brasileiro disse-nos; estou trabalhando, não posso ir mas juntem minha revolta á vossa e lutem contra esta politica que tudo rouba aos que já nada têm.

Como seria fáciu resolver tudo isto: baixá os impostos de quem trabalha, aumentá os salários e reformas, investi na produção nacionau, dinamizá a economia, acabá com o desemprego e todo o mundo viveria melhó.

Estou trabalhando aqui faz oito anos mas vou voltá pró Brásiu…

Economistas da nossa praça, alguns ex ministros da economia e das finanças que deram o seu contributo militante para o aprofundamento do fosso entre ricos e pobres, a troco de salários e múltiplas reformas milionárias mas falam como se fossem anjos inocentes, andam numa azáfama diária tentando convencer-nos que a única solução é impor mais e mais sacrifícios a quem trabalha.

Afinal é tudo muito simples. Sara, a jovem brasileira, que nunca estudou economia, sabe qual a solução.

Senhores doutores, vão ao restaurante da Sara e aprendam com gente simples e trabalhadora as formas de sairmos da crise e construirmos um futuro melhor.

29 de maio de 2010

Centenas manifestam-se contra políticas do Governo

É este o titulo da pagina principal do Sapo que caracteriza a manifestação de hoje organizada pela CGTP, que contou com mais de 300 mil manifestantes...

Centenas?, porque não dezenas?
  • 1 centena, 2 centenas, 3 centenas de milhar de trabalhadores, 3000 centenas. Haaaaaaá bom; assim já percebi!
Ok!, peço desculpa, fui eu que percebi mal, o sapo noticiou bem!

A maior manifestação das últimas décadas

Uma jornada que ficará inscrita na história da luta do Povo português, uma afirmação patriótica e de classe, um sinal de confiança e esperança que se projectará no futuro. A luta continua!

Não esperávamos outra reacção da ministra e do seu governo. Reaccionários até à quinta casa! Não passam de escumalha, esta cambada de servidores de meia dúzia, não fazem outra coisa que criar pobreza.

A demonstração de força demonstrada hoje com mais de 300 mil nas ruas de Lisboa, vindos de todos os cantos de Portugal, é, um grandioso não a esta politica. Estaremos convencidos que a greve geral será o próximo passo!

Vocês falaram em rigor?

Depois do escândalo do orçamento rectificativo aprovado no parlamento europeu (vídeo aqui).
É agora a vez de gastar 5 milões de €uros em 736 IPADs.
Numa altura em que a grande maioria dos estados europeus metem em marcha planos de austeridade, o parlamento vai oferecer um IPAD a cada um dos seus membros. Um presente que custará mais uma fortuna e que é justificada simplesmente pelo objectivo de modernidade e maior mobilidade. (...)

A Manif vai arrancar em Lx, força camaradas!

28 de maio de 2010

Criado novo movimento nacional

Deus, trabalho e família. Estas são as principais linhas em que assenta o manifesto do Movimento Assembleia.

O Movimento Assembleia escolhe hoje o seu líder, durante a celebração do golpe de 1926 que conduziu Salazar ao poder e a que apelidam de "Revolução Nacional".

Nacionalistas e salazaristas constituíram-se em torno do Movimento Assembleia e entre as suas linhas programáticas querem restrições è emigração, a salvaguarda do trabalho e da família e alterações à escolha do Governo.

A evocação do golpe do 28 de Maio tem prevista "uma homenagem a Salazar e a indigitação do Movimento Assembleia", contou ao DN João Gomes, administrador do site Salazar Obreiro da Pátria e fundador do movimento. (...)
***
Coincidências a mais este mês de Maio, onde a coberto da visita do Papa, o governo "socialista" com a apoio do PSD/CDS-PP, exige mais e mais sacrifícios, aos trabalhadores e ao povo português.

Nunca a direita tinha ido tão longe, depois de 36 anos de Abril.

Tempo propício para o germinar de todo o escalrracho fascista, muito por culpa do estrume que o PSócrates tem espalhado por onde passa e cujo cheiro tem um efeito anestesiante mesmo sobre gente com um historial de lutas democráticas.

Foi este "caldo de cultura" que contribuiu para o aparecimento dos "salvadores da pátria" na primeira metade do passado século XX: salazar, hitler, mussolini. Afinal não foi assim há tanto tempo...

Por isso é tão importante que cada um de nós, apesar das dúvidas que possamos ter sobre este ou aquele aspecto daquilo que nos rodeia, tenhamos princípios e convicções suficientemente firmes para impedir que estes cadáveres adiados nos venham infernizar o futuro ainda mais.

Que bom será amanhã 29, dar um grande abanão a isto tudo. Força camaradas!

O pescador e o banqueiro

Um banqueiro de investimentos americano estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um único pescador. Dentro do barco, havia vários atuns amarelos de bom tamanho. O americano elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe:

- Quanto tempo gastou a pescá-los?

O pescador respondeu que pouco tempo.

O americano perguntou-lhe logo:

- Porque não gasta mais tempo e tira mais pescado?

27 de maio de 2010

Siempre!

29 de Maio

Na Grécia, onde os trabalhadores e as massas populares vêm desenvolvendo uma magnífica e determinada resistência contra as «medidas de austeridade» do governo e da sr.ª Merkel, foi desencadeada uma tentativa de ilegalização da central sindical PAME. As suas acções são objecto da violência policial. Activistas seus - operários, trabalhadores dos casinos, professores, marinheiros do Pireu - são alvo de processos de despedimento.

No nosso país, a repressão e tentativa de limitação dos direitos dos trabalhadores aprofundou-se a cada avanço da política de direita: perseguição a dirigentes, delegados e activistas sindicais; negação do direito de reunião e de esclarecimento; agressão a piquetes de greve; processos de despedimento aos trabalhadores mais activos e conscientes; trabalho de organização em tantos casos remetido para condições de clandestinidade.
Tais acções não são sinal de força. São sinal do profundo temor do grande capital perante o recrudescimento da luta dos trabalhadores.

Há dias, Mário Soares saudava o facto de as «medidas de austeridade» do PS/PSD terem sido anunciadas «sem ocorrerem graves revoltas ou actos desesperados de violência». Nem mais. O idoso intriguista lá sabe o calibre das «medidas». Mas está muito enganado nas suas expectativas acerca da resistência que vão encontrar. Não será certamente em actos desesperados que os trabalhadores responderão a estas medidas e a esta política. E responderão à altura.

Bem podemos recordar a todos os porta-vozes do grande capital aquilo que Marx e Engels já assinalavam no Manifesto: «O movimento proletário é o movimento autónomo da maioria imensa no interesse da maioria imensa». As medidas que o grande capital preconiza não são mais do que a imposição a essa maioria imensa dos interesses de uma insignificante minoria e da corte dos seus serventuários.

No próximo dia 29 de Maio sairá à rua uma fortíssima representação dessa maioria imensa.

Compreende-se a apreensão daquela meia dúzia a quem a política de direita tem enchido largamente os bolsos.

Salário Mínimo

Para que não se esqueça, porque vale a pena recordar, sobretudo nesta altura...

Faz hoje 36 anos que foi criado pela primeira vez o salário mínimo em Portugal.

Em 2009 a TSF (ver aqui) assinalava que o salário mínimo valia menos que em 1974 (3.300$ / 16,50€), e na altura beneficiou 50% da população activa. Consulte aqui a tabela da sua evolução.

Avelino Gonçalves
Ministro do Trabalho da altura. 

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nota: este artigo tem como objectivo rectificar o anterior.
+ 1 X peço desculpa

Ordenado Mínimo


Para que não se esqueça, porque vale a pena recordar, sobretudo nesta altura...

Faz hoje 36 anos que foi criado pela primeira vez o salário mínimo em Portugal.

Em 2009 a TSF (ver aqui) assinalava que o salário mínimo valia menos que em 1974 (3.300$ / 16,50€), e na altura beneficiou 50% da população activa.

O Primeiro-Ministro Vasco Gonçalves o grande impulsionador desta lei.

A criação do subsídio de férias também são da autoria do seu governo.

A propaganda nunca apagará os factos.

nota: ver artigo seguinte, que rectifica este.

Eles nem dormem, é umas atrás das outras...

A medida que permitia acesso ao subsídio com menos tempo de descontos foi extinta.

Subsídio de desemprego volta a exigir mais três meses de trabalho (...)

Para entender a crise financeira...

Humor

Porque não te calas!

A ministra do Trabalho, Helena André pediu, esta terça-feira, para que os portugueses «dêem as mãos» num esforço para lutar contra a crise. Em resposta à ameaça da CGTP de convocar uma greve geral, Helena André sublinhou que, nesta altura, só com «o empenho de todos» será possível ultrapassar as dificuldades. ouvir aqui

Dêem as mãos e fiquem em casa. Não se manifestem, sejam solidários com a direita reaccionária. Paguem a factura da crise, é esta a solução que a ex-sindicalista da UGT, agora ministra do trabalho defende para assegurar o tacho e os lucros do dono.

Vai dar uma volta ao bilhar grande, e todos à Manifestação!

26 de maio de 2010

A tendência da servidão

por BAPTISTA-BASTOS
Imagem dos autores
O Público, cuja prudência na afirmação é correlativa à recusa da metáfora, colocou na primeira página de 23 de Maio, entalada entre Mourinho e a conclusão da série de televisão Perdidos, uma acusação terrível: "As causas que amarram a economia ao marasmo. Um problema que começou com Cavaco e com Guterres." O distinto periódico não só se distraiu no cacófato como acordou um pouco tarde para uma evidência conhecida há duas décadas. 

O dr. Cavaco encheu o País de betão inútil. Recebeu oceanos de dinheiro para resolver dificuldades essenciais (repito: essenciais) e deu um tratamento uniforme aos problemas relativos ao desenvolvimento. Confundiu tudo. É um dos maiores embustes políticos de que há memória. O eng.º Guterres fez o percurso de interpretação clássica: o mal está na educação. Era a sua paixão ardorosa e a apoquentação da sua alma repleta de piedosas referências. O Cavaleiro de Oliveira escreveu que vivíamos numa "fermosa estrivaria." Guterres, num "pântano". Fugiu e escancarou as portas à direita mais abstrusa.
Ler mais aqui

A droga dos EUA...

Não, não é ironia. É a realidade nua e crua que nos entra pelos olhos, através de notícias laterais.

Todos nós já ouvimos falar da Jamaica, país das Caraíbas, pátria de Usain Bolt, actualmente considerado o atleta mais rápido do mundo, e onde diariamente aterram milhares de cidadãos americanos para usufruírem daquele chamado “paraíso tropical”.
Pois bem, ficámos agora a saber, por notícias de “rodapé”, que num determinado bairro estalou uma quase guerra civil – as notícias apontam 30 mortes, só hoje – porque a polícia tenta cumprir um mandato de prisão de um chefe do narcotráfico jamaicano, para o extraditar para os EUA. Os habitantes do bairro revoltaram-se, porque o homem é o benfeitor lá do sítio, quem ajuda aquela gente nas suas carências…

Isto passa-se num “paraíso tropical”, considerado uma extensão dos EUA? – O Estado não exerce a sua gestão sobre o território nacional, abrangendo toda a sua população? Afinal, se nem ali os EUA conseguem controlar o negócio da droga, para que querem 7 (sete) bases militares na Colômbia???

Por vezes, uma pequena notícia é mais elucidativa do que vários programas com o Nuno Rogeiro…
HG

25 de maio de 2010

Sabe como capturar porcos selvagens?

Um dia um professor de Química de um grande colégio, enquanto a turma estava no laboratório, notou que um jovem coçava continuamente as costas e esticava-se como se elas doessem.

Ao ser questionado, o aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado quando lutava contra os Fascistas do seu país, que estavam tentando derrubar o governo e instalar um novo regime, um“outro mundo possível ”.

No meio do relato ele olhou para o professor e perguntou:
O senhor Professor sabe como se capturam os porcos selvagens?
Não, respondeu o professor.
  • Capturam-se os porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e lançando algum milho no chão.
  • Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito.
  • Quando eles se acostumam a vir todos os dias, coloca-se uma cerca. Mas só de um lado do lugar onde eles se acostumaram a vir.
  • Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam para comer o milho e coloca-se, do outro lado, uma nova cerca.
  • Mais uma vez eles se acostumam e voltam para comer.
  • Continua-se assim, até colocar os quatro lados da cerca em volta deles, com uma porta no último lado.
  • Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas e continuam a vir.
  • Então, fecha-se a porta e captura-se o grupo inteiro. E assim, em pouco tempo, os porcos perdem a sua liberdade.
  • Eles ficam correndo e dando voltas dentro das cercas, mas logo voltam a comer o milho fácil e gratuito. E ficam tão acostumados a ele, que esquecem como caçar na floresta por si próprios. E por isso, aceitam a servidão.

O jovem, então, disse ao professor que era isso o que ele via acontecer ao seu país.

O governo ficava empurrando o povo para o Capitalismo e espalhando o milho gratuito, na forma de:
  • sopa aos excluídos, para conter revolta;
  • programas de televisão manipuladores;
  • futebol como um bem social;
  • justiça com duas caras ( ricos e pobres);
  • impostos variados sobre os mais humildes;
  • estatutos de proteção banqueiros e políticos;
  • reformas de muitos milhares para os seus;
  • programas falsos de bem-estar social;
  • medicina e medicamentos para quem dinheiro.

Sempre e sempre novas leis de acordo com os que dominam.

Tudo a custo da perda contínua da liberdade.

Migalha a migalha.
Já faz algum tempo que o milho está sendo lançado; as cercas estão sendo colocadas aos poucos; imperceptívelmente.

E quando menos se espera... TRANCAM A PORTA!

adaptado de um e-mail - HG

" As lebres"

Vem o Sr. Saraiva (Presidente da CIP) e faz de “lebre” apelando à redução (ainda mais) dos salários dos trabalhadores.
Logo o Sr. Passos Coelho se prontifica a alterar a legislação laboral no sentido de tornar os empregos cada vez mais precários, despedir a torto e direito e permitir salários de miséria.

O Constâncio e o seu substituto, no Banco de Portugal, fazem de “lebre” dizendo que são necessários mais sacrifícios, redução de salários - dos outros, porque o deles é intocável -, cortes nas despesas sociais, etc.

Logo o Governo do Sr. Sócrates, aplaude e faz leis para roubar aos que trabalham o pouco que têm.

O Sr. Passos Coelho, faz de “lebre”, apelando ao entendimento para alterar a Constituição da República, no sentido de permitir a livre escolha dos cidadãos. Isto é, eliminar o Serviço Público geral e gratuito – Serviço Nacional de Saúde, ensino público, diversos serviços que devem responsabilidade do Estado, para depois ficarem com a “liberdade”de escolherem os serviços privados.

Logo o Sr. Sócrates, fingindo ter divergências nestas matérias, aplaude mas quer alterações só depois das presidenciais.

Já todos sabemos o que é isso da “ livre escolha”: Acabaram com os transportes públicos e entregaram-nos aos privados: os transportes não pararam de aumentar e, em muitos locais a “ livres escolha, do Povo é recorrer aos serviços de táxi ou aos transportes particulares; a “ livre escolha” nos combustíveis resultou num aumento constante dos mesmos e com grandes lucros para o grande capital; a “ livre escolha” no ensino representa lucros, fraudes, cursos sem saídas profissionais para os que optam por esta “ livre escolha”; a “livre escolha” na comunicação social representa ter mais do mesmo e grande concentração deste sector nas mãos de grandes grupos para manipularem a consciência colectiva.

Não meus senhores, não precisamos dessas “ livres escolhas”. Precisamos sim de esclarecer, mobilizar para a luta mais e mais gente, para que haja condições para pôr fim ao vosso reinado majestático e podermos escolher livremente os nossos representantes, honestos, competentes e dedicados às causas dos trabalhadores.

"O Demagogo Chefe da Policia"

Ministro Rui Pereira 'baralha' aumentos na PSP
Os polícias estão indignados com o anúncio "demagógico" do ministro e acusam-no de querer desmobilizar a manifestação.

Afinal é falso o "contraciclo" com a restante administração pública, anunciado pelo ministro da Administração Interna, segundo o qual os polícias iam ter um aumento de 1,5%, além de outras subidas em suplementos. Segundo os sindicatos, o dito aumento - que não é sequer na massa salarial, mas na atribuição de um suplemento - representa cerca de 11 euros de média e não cobre, sequer a perda no ordenado (entre 20 a 25 euros) dos polícias que resultou do novo estatuto, que alterou a atribuição de subsídios. (...)

Vamos pagar imposto?!

JÁ CONTRIBUI COM TUDO O QUE TINHA PARA ATENUAR A CRISE,

AGORA ACUSAM-ME DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA...

Não vale a pena?!

Não sei se esta expressão tem origem nas penas de escrever, antepassadas da canetas, das esferográficas e por fim das teclas e dos ecrãs tácteis, se quiser dizer que o assunto não vale a pena que se usa para escrever sobre ele ou se, pelo contrário, se refere à pena como desgosto, mágoa e preocupação que se carrega, da mesma forma que as aves as carregam as penas cravadas no seu corpo, independentemente do significado mais correcto “Não vale a pena!” é usado para (...)
Ana Camarra

Durão Barroso acusa Alemanha...


Este passarão, ultimamente, anda com um grande “sentido de humor”.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acusou em entrevista os principais líderes políticos alemães de defender pouco o euro, sobretudo quando o país foi um dos que mais ganhou com a moeda única. 

"Nos últimos anos, não houve vozes importantes na política alemã para explicar à opinião pública o quão importante foi para a Alemanha o euro ", disse Durão Barroso…

Ó Sr. Presidente, então, que anda V. Excelência a fazer por essas bandas? 

Só agora é que descobriu o que tem sido evidente para toda a gente? 

Não é a Alemanha uma das grandes potenciam capitalistas que mandam na U. Europeia? 

Entregue isso aos alemães e venha para Portugal comer espinhas de cherne, porque o desgraçado do peixe já não pode ser pescado, desde que o Sr. E seu patrão Cavaco acabaram com as nossas pescas. 

Durão Barroso diz que Europa e América Latina devem aprender com os erros do passado.

Ora... Considerando que, um dos erros do passado foi teres sido o 1º Ministro em Portugal e depois teres-te pirado pra Bruxelas, nós já aprendemos que, o melhor é regressares a casa: Volta parasita, que o mata-moscas está cá!!!
Tofes

Brisa vai acabar com operadores nas portagens...

... propondo a rescisão de trabalhadores.
A Brisa irá substituir portageiros por máquinas automáticas, a partir de Junho, no pagamento de portagens, adianta o Jornal de Negócios. A empresa explica que esta alteração vai ser gradual e terá lugar em todas as auto-estradas de Portugal.

A concessionária de Vasco Mello adverte ainda que vai começar com rescisões voluntárias dos contratos de trabalho com os actuais 1 280 trabalhadores.

A implementação duns pauzinhos que levantam ao fazermos os pagamentos já decorreu na A17 (com 24 máquinas de pagamento automático) e encontra-se em curso na A15, com 14 máquinas a serem instaladas.

Mais 1280 trabalhadores para o desemprego.

- Ainda na semana passada, ao passar na portagem de Sacavém, perguntei à senhora que me cobrou a portagem: Por aqui? e porque não, respondeu ela. É que lá para trás já não há ninguém a cobrar portagens. Pois, já ouvi dizer, vamos todos para o desemprego, lastimou-se a senhora.

- Olhe, vai haver uma manifestação dia 29 de Maio contra todas estas injustiças, espero vê-la por lá.

- Lá estarei!
Tofes

24 de maio de 2010

Privatização da GALP

As privatizações têm significado a perca de milhões por parte do estado em beneficio de canalhas...
Implicando (à posterior) a exigência de cada vez mais sacrifícios ao zé povinho.

A importância do protesto!

Veja o vídeo de Jerónimo de Sousa em entrevista à TSF sobre a recente moção de censura.
Leia aqui também o apelo ao protesto às medidas de austeridade.

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva avisou, esta segunda-feira, que não pode afastar a hipótese de uma nova greve geral e defendeu, «será pela mobilização das pessoas» que se impedirão medidas de «uma violência inaceitável». ouvir aqui

Não surpreende as declarações de Passos Coelho à TSF dizendo que espera que o cenário de greve geral não se venha a colocar.

Naturalmente estes privilegiados preferem que o cenário de crise se mantenha pois esta é favorável à expansão dos monopólios que assim se fortalecem através da "crise" (das crises) que tem também como principal objectivo retirar direitos aos mesmos de sempre.


Razão mais que suficiente para que realize uma forte mobilização a bem do sucesso da Manifestação organizada pela CGTP para o próximo 29 de Maio.

Em função e depois da respectiva análise, a possibilidade de agendar a curto prazo uma greve geral, será mais que evidente.

Só com o aumento da luta se pode fazer face às medidas de austeridade impostas pela direita (PS/D e CDS).

Não ao atropelo de direitos...

Saúde - Mais de 2.500 enfermeiros podem ser despedidos

Tendo em conta a falta já existente, não me parece que o interesse nacional passe pelo congelamento de novas admissões, muito menos por um despedimento em massa. (...)
Não há trabalhador que escape, é urgente unir todos os protestos.

23 de maio de 2010

"Quinteto Académico"

"Assim é mais difícil"

F. Amaral
Esta tendência que o Governo tem para no meio da tempestade querer à força dar boas notícias aos cidadãos, provavelmente como forma de os animar, não pode dar bom resultado.

«Dizer que os problemas que atravessamos não são nossos em especial, são os problemas do Euro e da Europa, ...  "Não é a altura para histórias cor-de-rosa."» (...)

***

O Sr.º Dr.º Ferreira do Amaral tem razão, assim é mais difícil.

Fundamentalmente depois dele ter sido o tal "ministro do betão" no governo do Snr Dr Prof. Silva, quando enterrou -literalmente-toneladas de €uros em alcatrão pelo pais fora, de forma a que os produtos de espanha -e não só- cá chegassem mais depressa, enquanto as pescas e agricultura nacionais eram obrigadas a deixar de produzir.

Tem razão o Sr Dr, assim é mais difícil, quando tutela a construção da Ponte Vasco da Gama, e depois de sair do governo vai para administrador da Lusoponte e estabelece com o ministro que o substituiu um contrato monopolista sobre a travessia do Tejo quase vitalício.

Assim é realmente mais difícil, mas já esgotei a minha capacidade de espanto com descaramento desta matilha.
HG

"O Engate de Judite de Sousa"

“O Povo saiu à rua”

O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de não me interessar por futebol, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres. 

O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser ateu, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.

O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.

O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos, retirando regalias e atira os trabalhadores para a miséria. O povo reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. 

Mas o Povo vai imprimir às reivindicações dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões.

Pobreza
Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta dinheiros públicos para altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. 

O Povo vai sair de novo à rua!
O povo vai reagir já no próximo dia 29, sábado, na grande marcha de protesto da CGTP. 
Contacta a União dos Sindicatos para te juntares aos que não se conformam...

" Santa aliança"

22 de maio de 2010

"Querem fazer da Grécia um tubo de ensaio"

Quinta greve geral realizada este ano paralisa o país. Mais de 20 mil manifestam-se em Atenas e denunciam que o plano de austeridade vai agravar o desemprego, que já está em 12%. No dia em que a Grécia realiza mais uma greve geral, Stathis Kouvélakis, professor grego de filosofia política, alerta para que este país é o elo mais fraco, porque o seu capitalismo é mais frágil, mas também destaca que é na Grécia que o nível de resistência social é maior.
Mais de 20 mil pessoas manifestaram-se esta quinta-feira diante do Parlamento grego em Atenas para protestar contra o plano de austeridade do governo, durante a quinta greve geral realizada este ano no país.

"Ladrões! Ladrões!", gritavam os manifestantes, (+)

Mas há alguma diferença?


O PSD advertiu ontem que o acordo com o Governo "tem um prazo de validade". Se não for cumprido, não terão medo "da ruptura"

Alterando a táctica a algum tempo a esta parte por ser cada vez mais difícil fazerem oposição ao Governo PS/Sócrates. O PSD continua assim a cumprir o papel que lhe está destinado pelo patronato.

Esta passou por exigirem que a politica de direita avance a maior velocidade... tornando-se o PSD ainda mais agressivo para que alguns se interroguem se Assis não terá razão quando afirma que no dia que se construir um governo de extrema direita o país verá a diferença entre as politicas sociais do PS e as politicas de direita do PSD/CDS.

Como se ainda ouve-se duvidas, que a actual governação, é, a mais reaccionária até hoje eleita democraticamente.

21 de maio de 2010

Artimanhas para fazer baixar os salários...

O governo ao serviço da sua classe, os capitalistas, aprova leis para reduzir mais e mais os salários de quem trabalha. 
Vejamos um exemplo concreto:

Abaixamento dos salários “emprego conveniente” 

Os trabalhadores com salários superiores as 650€ brutos vão ser penalizados, como? 

Anteriormente, um trabalhador que ficasse desempregado, recebia 65% do salário bruto. 

Com a nova lei recebe os 65% do salário bruto mas fica obrigado a aceitar um trabalho com um salário 10% acima dos 65%. 

Exemplo:

Um trabalhador que ganhe 1000€ e que vá para o desemprego recebe 65% de 1000€, isto é, 650€. É obrigado a aceitar trabalho com salário 10% acima dos 650€, isto é, 715€, deste valor vai descontar para a segurança social e todos os impostos obrigatórios. 

Aceita este emprego com um contrato de 1 ano, no final desse tempo volta para o subsídio de desemprego…vai passar a receber 65% dos 715€, isto é, 465€, fica obrigado a aceitar novo trabalho 10% acima do valor de 465€, isto é, 511,50€. 

Uma forma ardilosa de baixar os salários, reduzir o subsídio de desemprego e aumentar a exploração de quem trabalha. 

Não é com baixos salários e pensões de miséria que a economia cresce. 

Há que romper com esta política e lutar por uma política diferente. 

É necessário aumentar os salários, aumentar as reformas, melhorar as condições de vida do Povo português. 

O aumento do poder de compra é necessário para estimular a procura e de bens essenciais que podemos produzir em Portugal. Estimular a economia nacional, diminuir a dependência externa, consolidar a nossa sobrerannia.

"É preferível mandar o Governo abaixo"

O líder do PCP, que hoje apresenta(ou) uma moção de censura ao Governo no Parlamento, lembra que "é preferível mandar o Governo abaixo do que permitir que o Governo atire o país abaixo, como está a fazer".
José Sócrates tem usado o debate para acusar o PCP de "irresponsabilidade" e de estar a "brincar com coisas sérias". Uma crítica que Jerónimo não aceita, pedindo a Sócrates que não se coloque na posição do "ou eu ou o dilúvio", porque "o poder reside no povo e se este Governo for embora, o povo encontrará sempre uma alternativa". (...)

“O Patrioteiro”

A bem da nação o Sr. Saraiva (Presidente da CIP), pretende resolver a crise à custa dos mesmos do costume. 

Retirar o subsídio de férias e 13º mês aos trabalhadores e convertê-lo em certificados de aforro

O Sr. Saraiva e muitos Saraivas, que foram os culpados da situação a que Portugal chegou, podem prescindir dos seus subsídios de férias e de 13 º mês que nenhuma falta lhes faz. 

Estes subsídios são, para 98% dos trabalhadores portugueses, uma forma de fazer face aos encargos e compromissos que não conseguem cumprir com o salário normal

Pois bem, querem resolver a crise?
  • Aplique-se uma taxa de IRC ao sector financeiro igual ao das pequenas e médias empresas; 25%.
  • Fiscalize-se e acabe-se com a economia paralela que representa 25% do PIB. 
  • Criminalize-se as derrapagens nas obras públicas.
  • Acabe-se com os paraísos fiscais e aplique-se um imposto para os 35 mil milhões d euros que, nos últimos anos, desapareceram sem pagar imposto.
  • Tribute-se as mais-valias das SGPS, por onde passam grande parte dos lucros das empresas
  • Invista-se na produção nacional reforçando a nossa soberania e menor dependência do estrangeiro.
  • Aumente-se os salários e pensões como incentivo ao consumo interno, factor essencial para dinamizar a economia nacional. 
Não meus senhores, dessas medidas que nos apresentam, estamos fartos.
  • Há anos que nos pedem para apertarmos o cinto sem que a situação tenha melhorado.
  • Há anos que nos pedem sacrifícios com o pretexto de baixar o deficit e ele tem aumentado. 
É tempo de dizer basta. 
É tempo de parar com esta política que, à custa da crise, enriquece os que estão cada vez mais ricos e empobrece os que já vivem em extrema pobreza.

Salvem de facto as Crianças!

Segundo o relatório da organização Save The Children: em Angola, uma em cada cinco crianças não chega aos 5 anos. É altura de deixarmos de pactuar com estas políticas.
retirei aqui

Desemprego atingiu 10,6%

Ontem mesmo ficámos a saber que em Portugal o desemprego atingiu 10,6%, um novo máximo histórico.

É um escândalo que num momento em que o desemprego continua a subir e bem se argumente que as alterações mais restritivas das regras do subsídio de desemprego são para obrigar o regresso mais rápido dos desempregados ao mercado de trabalho, quando na verdade o que se visa é forçar a baixa dos salários, retirar direitos laborais e agravar a exploração.(...)

20 de maio de 2010

Então e os “offshores” ???

Caiu um manto de silêncio sobre a negociata dos ”offshores”, depois de uns tímidos lamúrios no início da crise do sistema financeiro. 
Só em 2009 foram € 40 mil milhões que “voaram” para esses “paraísos”, cuja correcta tributação seria suficiente para fazer face ao actual “deficit”. Então, porquê tal silêncio? Percebe-se melhor quando se verifica que a classe social envolvida neste tráfico, é a mesma que nos últimos 30 anos tem uma permanente “conta corrente” em aberto com o centrão, sugando diariamente o Sector Empresarial do Estado, mas sempre a rosnar contra os beneficiários de apoios sociais, com a intenção de poder dar mais uma dentada nesta fatia dos dinheiros públicos. 

Esta é a verdadeira natureza de classe destes parasitas, quantos deles membros dos vários governos, saltitando das cadeiras das administrações para os ministérios, e vice-versa, numa promiscuidade cúmplice que justifica este silêncio. 

É uma exigência democrática que esta gente seja desmascarada, que preste contas à justiça e devolva ao povo o que tem andado a roubar até agora. Então sim, talvez apareça a tal luz ao fundo do túnel.
H.G.

a minha flor (3)

A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal!

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
  • Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
  • Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid. 
  • Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia. 
  • Construir 5 pontes para travessia do Tejo. 
  • Construir 3 aeroportos como o de Alcochete. 
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4850 carrinhas de transporte de valores!

Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa. 

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971€!

E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!

Quem é o maior responsável, pela passividade, pelo consentimento, pela incompetência?

Este "cromo" vai ter o salário aumentado em cerca de 4000€ em 2010.
via e-mail

Estou de olho em ti...

19 de maio de 2010

As desculpas do bloco...

Recentemente, aquando da aprovação do empréstimo à Grécia, Francisco Louçã não quis ficar na fotografia como por certo interessava, pois o seu partido encostava-se ao PS e à Direita para cederem o empréstimo que o povo grego "terá" que pagar, e bem caro, as medidas de austeridade impostas pelo governo grego.

Este empréstimo, contou com o único voto contra pela parte do grupo parlamentar do PCP. É este mesmo partido que apresenta agora a moção de censura ao governo.

O estranho (digo eu), é, o Bloco votar favoravelmente a moção de censura. Será isto também um pedido de desculpas aos portugueses?

Sempre os mesmos, até quando?

Pobres dos nossos ricos - Mia Couto - Poeta Moçambicano

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

Carta de Mário de Carvalho

Caros senhores párocos,

Antes de falarmos de vossas paternidades, permitam-me uma fugaz divagação sobre taxistas.

Ainda não há muito, a propósito duns atropelos algo indecorosos que ocorriam no aeroporto de Lisboa, não poucos cidadãos manifestaram nos jornais uma forte desconfiança na classe.

De imediato um jovem veio responder com indignação que era filho de taxista e que o pai, numa vida inteira de trabalho, sempre procedera como homem íntegro e impoluto.

O jovem tinha razão ao não querer um homem de bem misturado com a mexerufada mais ou menos carroceira que indispunha os colaboradores e leitores dos jornais.

Eu penso que, ao dirigir-me a vossas senhorias, não corro o risco de que venha um filho desagravar o pai, e, se vier, pois tudo é possível nestas desajustadas eras, sempre protestarei que não me refiro aos párocos honrados, cumpridores do seu mester, respeitadores da constituição e da lei, repesos das malfeitorias contra Hipácia e Galileu, leitores de romances, informados do mundo, preocupados com as suas ovelhas, horrorizados com as memórias do Santo Ofício, para resgate do qual pedem perdão à divindade todas as

O homem dos sapatos vermelhos e a família Silva


"Marcou-me imenso, a família nunca irá esquecer este momento"


Sinceramente, depois de assistir ao vídeo... vómitos.